
Nascida como Vila dos Farrapos no ano de 1910, a Vila Madalena levou muitos anos para chegar ao "status" de bairro moderno que tem hoje. Somente na década de 50, as ruas de terra começaram a ceder lugar ao asfalto e a Vila foi ganhando, em seu arruamento, os contornos de um bairro planejado. A existência dos cemitérios de São Paulo e do Araçá movimentou a região por muitos anos, integrando-a à rotina da cidade. Com sua localização privilegiada, pela proximidade com o bairro de Pinheiros e com a tranqüilidade de suas ruas, a Vila Madalena passou nos últimos anos por grandes transformações.
De bairro ocupado predominantemente pela classe média, evoluiu com o surgimento de muitas incorporações de prédios de apartamentos de padrão médio-alto e mesmo de altíssimo padrão.
Uma característica marcante do bairro foi o surgimento, num ritmo crescente e espontâneo, de restaurantes e bares charmosos que começaram a atrair a presença de artistas e intelectuais que os elegeram como pontos preferidos para seus encontros de boemia. Aos poucos, esses bares e restaurantes foram se tornando lugares famosos e de interesse turístico e cultural. É hoje um ponto de encontro da boemia paulista. Vila Madalena está hoje no distrito de Pinheiros. Em época recente, mais precisamente no ano de 1999, a Cia. do Metrô inaugurou uma moderna estação do transporte subterrâneo, a Estação Vila Madalena, integrada à linha Verde, que vai até o bairro Ana Rosa, atravessando a Avenida Paulista, até cruzar com a linha Azul, mais conhecida como norte-sul.
Infraestrutura e Industrialização
Todavia, as crescentes e contínuas exportações de produtos agrícolas, expressivamente o café, permitiram o aglutinamento das primeiras indústrias de São Paulo, favorecidas com o excesso de mão-de-obra imigrante disponível, alocadas junto às margens do rio, perto dos ramais ferroviários. As fábricas vão desenhar um novo perfil urbano e econômico na cidade, acelerando seu crescimento e ampliando sua infraestrutura de transportes e energia. Esse processo de industrialização vai se acelerando nos anos 30, com a crise do café e da bolsa de Nova York, consolidando sua importância na economia paulista.
A cidade amplia velozmente sua mancha urbana, atingindo os limites dos Rios
Tietê e Pinheiros, estruturando nela extensa rede de bondes elétricos e melhoramentos urbanos.
As exportações crescentes de café levaram à capitalização de recursos que
permitiram a formação das primeiras indústrias de São Paulo, favorecidas com
o excesso de mão-de-obra imigrante disponível. Implantadas ao longo dos terrenos das várzeas dos rios, como as dos Rios Pinheiros e Tietê, por onde passavam
as ferrovias. As fábricas irão criar o novo perfil urbano e econômico da cidade,
acelerando seu crescimento e ampliando a infraestrutura de transportes e energia.
O processo de industrialização vai se acelerar nos anos 30, com a crise
do café em função da quebra da Bolsa de Nova York, consolidando sua importância na economia paulista.
As ferrovias passam a articular uma rede de subúrbios operários constituídos
no entorno de suas estações, dando início a um processo preliminar de metropolização.
A cidade amplia velozmente sua mancha urbana atingindo os limites dos Rios Tietê e Pinheiros, estruturada numa extensa rede de bondes elétricos e melhoramentos urbanos diversos, principalmente em sua área central, em início de verticalização. O Viaduto do Chá rompe a barreira do Vale do Anhangabaú e promove a expansão de bairros de elite na parte nova da cidade (como Jardins América, Paulista e Europa, Alto de Pinheiros etc.), enquanto consolidam-se os bairros e vilas operárias nas proximidades das fábricas. O automóvel se torna comum na cena urbana, transformando praças tradicionais e espaços públicos em áreas de estacionamento.
Fonte: Subprefeitura Pinheiros
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