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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Na Estrada do Carneiro Autor(a): Luizinho Trocate - Conheça esse autor
História publicada em 12/07/2007
Recordo-me de um tempo em que as pessoas da roça que vinham pra São Paulo morriam de saudades do sertão. Ouviam programas de rádio com sons rurais (galos, monjolos, berros de bois e vacas etc) e se emocionavam até as lágrimas. Destes programas, não guardei muito bem dos nomes, mas sei que tinha o "Na beira da tuia" e, mais recentemente, o "Estrela da manhã" (inesquecível, pois é o mais belo título que um Programa caipira poderia ter).
Era um nunca mais acabar de sonhar.
As músicas então, era uma passagem para outra dimensão.
Agora, tudo mudou! A roça e a cidade se uniram de uma forma que as torna indissociáveis.
Pessoas há - e muitas - que contribuíram e contribuem de uma maneira grandiosa para que esta união, que se desenhava impossível, se concretizasse.
Não me refiro aos caipiras famosos, como o Boldrin, Almir Satter, Inezita Barroso e outros, mas às pessoas comuns que fazem música – e boa música – e levam aos quatro cantos do país, seja nos bares, nos botequins de 5ª, nas festas regionais, nas ruas, nas praças e esquinas.
Normalmente no mês de junho, quando o espírito caipira mais se acentua em cada um de nós, porque, afinal, todos temos em comum um passado rural, é mais comum as grandes festanças, mas as pessoas que “vivenciam” música cotidianamente, não fazem diferenciação de época não! É festa todo dia, basta pintar uma viola. Se tiver sanfona, então, aí que a coisa pega fogo. Como diz o Paulinho, conhecidíssimo tocador mauaense de viola e aprendiz (em estágio avançado) de sanfona.
Neste junho de 2007, na chácara dos 13 (Estrada do Carneiro) realizou-se mais uma festa na roça conduzida pelo Paulinho; Uma festa das mais bonitas, por sinal.
Terço. Doces, bebidas de época, pipoca. Danças. Mastro do santo. E música; muita música.
Lá pelas tantas a neblina recobria as árvores. O frio era intenso, mas a música aquecia a alma, que é esta a sua função primeira.

e-mail do autor: luizinhotrocate@hotmail.com E-mail: luizinhotrocate@hotmail.com
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Publicado em 12/07/2007 Trocate. Na periferia da cidade, existe muitos anonimos cantando e compondo. Pena que ninguem repara. Dos programas alem da beira da Tuia que Tonico e Tinoco faziam na radio bandeirantes que muitas vezes eu trabalhando lá assistia as gravações, tinha outro bem antigona radio Tupi inicio dos anos 1950. Festa na Roça. O Brasil inteiro ouvia, era um tempo de sertanejos de raiz.e O programa, ra apresentado pou Lulu Belencazi e tinha o carrasco de quem cantava mal. Era "talento e formosura" um humilde funcionario da radio, que batia uma barra de ferro numa roda tambem de ferro que fazia um verdadeiro estrondo.
Que saudade. Hoje se ve sertanejos de araque, como esses que por ai estão.
Enviado por MARIO LOPOMO - mlopomo@uol.com.br
Publicado em 12/07/2007 Luiz, há quase 3 anos moro na Paraíba e fico abismado com a importância que se dá por aqui para as festas Juninas, Campina Grande(PB) e Caruarú(PE) disputam palmo a palmo o título de "Capital Mundial do Forró", como adotei a Paraíba, eu garanto que é Campina Grande. Enviado por Antonio Souto - asouto26@yahoo.com.br
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