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Categoria - Paisagens e lugares Largo Ana Rosa Autor(a): Luiz Haroldo do Espírito Santo - Conheça esse autor
História publicada em 20/11/2005
Sou nascido e criado na querida aclimação, moro em Campinas há treze anos. Quando era menino ia com a minha avó, uma vez por mês ao largo Ana Rosa, aonde ela ia as reuniões das associadas das oficinas de caridade de santa Rita de Cássia no convento de Jesus crucificado ( já demolido ), aonde ela costurava roupinhas e enxovais para mães carentes. O gostoso do programa ficava no lanche no final da tal reunião. Eram diversas iguarias que as associadas ou as freiras preparavam. Já na adolescência ia com outros garotos do bairro nas matines de domingo do cine cruzeiro com suas sessões duplas. No largo tinha três sorveterias. a minha favorita era a Casa Emilio, de uma família italiana onde todos eram muito gordos e faziam delicias. Minha avó sempre comprava pastieiras ou então doces napolitanos ( crispelli, canurilho etc ), o meu sorvete preferido chamava-se petsi duri ( não sei se é assim que se escreve ) era um mix de frutas secas ( nozes, avelãs, amendoas ) cujo sabor é inesquecível.
Lembro que na época de natal as arvores do largo eram enfeitadas com luzes coloridas e reforçava ainda mais um certo lado interiorano deste largo tão presente em minha memória.
Quando começaram a construir o metro e a estação, as árvores foram arrancadas, as sorveterias fechadas o cine cruzeiro virou supermercado tudo mudou e a lembrança ficou, agora resgatada neste breve relato. Quem conheceu o largo Ana rosa na década de sessenta, com certeza lembrara do que estou contando.

abraços, luiz
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Publicado em 09/01/2010 Como não lembrar...foi lá que me diplomei no curso de datilografia da Escola Rodrigues Alves (esquina da R.Alves com o Largo).Eu morava na Rua do Paraíso bem proximo da Apeninos. O trajeto até a escola era feito a pé. Podem falar o que quiserem, mas o que eu viví, só foi vivido por privilegiados. Só tenho boas recordações.
Abraços.
Robson
Enviado por Robson - rotha-me@bol.com.br
Publicado em 17/06/2009 Puxa! que saudades! eu morei no paraiso, na rua vergueiro, bem em frente a Brahma! ao lado das casas minerva, (hoje não existe mais). Tambem cuerti muito o Lgo.Ana Rosa, o cine cruzeiro, costumavamos nos reunir em frente ao cinema e programar os bailinhos nas redondezas, sempre regados a refrigerantes, hi-fi e os deliciosos sanduiches que as garotas preparavam, as famosas festinhas americanas, lembram-se? QUE SAUDADES!!!!! perdi o contato com meus amigos da época. Enviado por GERALDO - promoter-1@bol.com.br
Publicado em 16/02/2009 Nossa, muito legal. Eu morava na Rua Dr. Queiroz Aranha, quase esquina com a Vergueiro. A Vergueiro era de paralelepípedos. Passava bonde na Domingos de Morais. Eu estudava no Colégio Benjamin Constant. Cine Cruzeiro, mais para frente tinha uma loja Kopenhagen.Atravessando a Rodrigues Alves, na propria Domingos de Morais tinha um bazar que vendia kits para montar (aviões, navios). Eram os Kits Revell. Panificadora ABC, cada pão gostoso. Tinha uma lanchonete chamada Dog Dog.
Abraços, Max
Enviado por Max Holfeld - gm-holfeld@uol.com.br
Publicado em 30/12/2007 Luiz Estou encantado por encontrar tantas lembranças bonitas sobre a Vila Mariana. Sou músico e estou em busca da memória musical do bairro. Como seria o som da Vila Mariana naqueles tempos anteriores ao metrô? Os sinos das igrejas, a cantilena dos vendedores de rua, etc... Enviado por Samuel Moraes Kerr - smkerr@terra.com.br
Publicado em 03/10/2007 Caro Luiz, O meu bisavô era o Cavalhieri Schiffini que doou o terreno para fazer a igreja Stª Generosa, que quando foi criada a 23 de maio foi demolida.
Ela ficava numa praça que ao lado havia a casa dos meus primos a dos Esplendore; havia o bananeiro e na Domingos de Moraes havia o colegio que foi do meu avô Joaqui Pennino o Ginasio Ipiranga. Ah havia tambem a Confeitaria ABC e a pastelaria do Seu Coca. Bem as lembranças vão aflorando. Acabei de me lembrar da cantora Lenny Everson passando em frente da igreja com o seu Cadilac, verde claro maravilhoso.
Abraços
Enviado por Luiz Antonio Paíga - lupaiga@uol.com.br
Publicado em 16/01/2007 nao sei se vc se lembra da frutaria que havia no largo ana rosa, era uma sra muito simpatica ...meu pai levava troco para a dona da frutaria, uma sra muito simpatica, e ela nos dava uma sacola de frutas .....lembro tb da casa emili, mas nunca pude comer nada la...nao havia dinheiro....que pena!!! mas esta foi uma grata lembrança Enviado por esther bacick - estherbacick@hotmail.com
Publicado em 13/11/2006 Caro Luiz, quantas saudades senti ao ler sua crônica. Me lembro muito bem do largo Ana Rosa, dos cinemas do bairro, da sorveteria. Que pena, o largo hoje virou depósito de muito lixo e concentração de mendigos. Abraços Maria Luiza (ainda moro no bairro} Enviado por Maria Luiza - lizabraga27@hotmail.com
Publicado em 04/11/2006 Não conheci o Largo Ana Rosa na decada de sessenta. Mas conheci o cine Hollywood no bairro de Santana onde assistia "Sissie" com minhas primas e sonhava em crescer bonita como uma princesa. Conheci o Pe Mariano de la Mata ,que foi hoje beatificado e então comecei a procurar noticias das Oficinas de Caridade de Santa Rita de Cassia e achei sua historia.
Eu hoje compareci ao evento e me lembrei tanto de quando eu tinha mais ou menos 10 anos de idade e era associada da então Oficina de Caridade "Santos Anjos de Guarda" de Santa Rita de Cassia e foi por este motivo que aprendi a costurar porque desejava confeccionar roupinhas de enxoval para pessoas carentes.Guardo ainda comigo a minha medalha de Santa Rita com o laço branco,nunca troquei pelo laço vermelho,que então casada e mãe de dois filhos deveria fazê-lo. A vida passa tão rápido que só agora me dou conta que já vi bem de pertinho um Beato. Tchau Boa Sorte
Enviado por adalgisa - adalgisa_nomura@uol.com.br
Publicado em 09/10/2006 Caros Luiz e Carlos,
O cine Cruzeiro..que beleza. Enorme. Sessão dupla...muito macistes(Steve Reeves)...muitas vezes entrava eu as 2 da tarde e só saía lá pelas 8 da noite, que era para aproveitar bem o dinheirinho suado da entrada...drops Dulcora, embrulhadinhos um a um...você quer um?...cinema sem drops nao era cinema...e depois tinha também o cine Capri, um pouco adiante na Av. Domingos de Morais(Moraes?)...Náo havia metrô. No lugar da estação Paraiso um grande terreno baldio...campinho de futebol ao lado da Igreja Sta Generosa? acho...e mais abaixo, onde hoje está o centro cultural a chácara da Suzi...dona de bordel no mesmo lugar e nome, onde perdemos a virgindade...tempo bom...e eu nao sabia que a minha estória era mais bonita que a de R. Cruzoé..(como dizia Drummond....)...
Abraços a todos...
Geraldo
Enviado por Geraldo Moreno - geraldo.moreno@terra.com.br
Publicado em 01/02/2006 Caro Luiz,

A época que eu viví na rua Vergueiro, no Paraíso, foi um pouco antes da descrita por vc, e uma das coisas que eu gostava, era a de visitar "a estação dos bondes", na Joaquim Távora.

Lembro-me também da sorveteria (não sei precisar se era a Casa Emilio), do cine Cruzeiro, na Domingos de Moraes quase esquina com a Rodrigues Alves, e quase ao lado, se não me falha a memória, tinha uma Casas Pernambucanas onde a minha mãe costumava comprar aviamentos para ser usado na tinturaria. Quando tinha oportunidade, o meu pai ia até a Confeitaria ABC, na esquina da Domingos de Moraes com a José Antonio Coelho e trazia doces e pães. Na proximidade do Natal, eles faziam os incomparáveis Panetone 900, lembra?

Abraços,

Carlos Ogasawara
Enviado por Carlos Ogasawara - faleconosco@saopaulominhacidade.com.br
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