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Categoria - Outras histórias Anésio: perseguido por um fantasma Autor(a): Adelmo Vidal - Conheça esse autor
História publicada em 13/06/2008

Anésio foi meu vizinho. Ambos já aposentados, batíamos longos papos lembrando acontecimentos pessoais. Hoje ele já não se encontra entre nós.
Um dia, ele me contou um fato aterrorizante acontecido com ele. Na época morava em um sítio em uma zona de canaviais. Era bem jovem. Sempre havia bailinhos nos sítios adjacentes. Ele com sua sanfona, e a pé, atravessava os canaviais, na direção necessária. Levava a sanfona a tiracolo, com as correias no ombro e o instrumento atrás das costas.
As noites eram escuras, mal dava para enxergar dois metros à frente. Como havia nascido e crescido ali, sabia o rumo a tomar. Uma noite, depois do baile, caminhando de volta para casa, apressado, ouviu atrás de si uma respiração ofegante que o acompanhava. Apreçou o passo. O ruído continuou, agora com mais intensidade. Correu o mais que pode, sempre perseguido por aquele respirar ofegante. Afinal, chegou em casa, onde entrou correndo, trancando a porta em seguida. Ao colocar a sanfona sobre a mesa descobriu que uma das presilhas que mantinham o fole fechado havia se soltado.
A respiração era do fole da sanfona.

e-mail do autor: adelmovidal@uol.com.br

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Publicado em 27/08/2011 Todas as historias de fantasmas e coisas do alem terminariam assim se bem investigadas. Enviado por celia - celia@sapucahy.org
Publicado em 17/12/2009 Nossa muito engraçado esse final...ri muito!!!
abç!
Enviado por alexandre araujo - araujobispo@yahoo.com.br
Publicado em 17/06/2008 Adelmo você me fez lembrar de um acontecimento aos meus sete anos de idade no norte do Paraná.Nas proximidades de uma fazenda que morávamos tinha um lugar que todos diziam que era assombrado.Meus pais eu mais sete irmãos, vínhamos de um vilarejo em uma noite enluarada e ao passar por aquele caminho ficamos morrendo de medo.E para nossa má sorte o fantasma de uma mulher muito alta com vestes pretas veio flutuando por cima das terreiras de café ao nosso encontro.Ficamos paralisados, mudos com os olhos arregalados diante daquela estranha criatura Quando ela estava bem proximo a estrada que estávamos acabou desaparecendo como um passe de mágica a nossa frente Enviado por tereza pereira xavier - terezapx@bol.com.br
Publicado em 14/06/2008 Uma tia minha tem um irmão com esse nome: Anésio que mora na Freguesia do Ó. No início do texto pensei que fosse ele. Não toca sanfona, nem outro instrumento. O medo prega peças na gente. Agora sabemos que é possível usar um acordeon para fazer o som da respiração num programa de rádio, por exemplo...Brincadeirinha. Muito bem narrado. Parabéns Enviado por Vera Lúcia de Angelis - deangelisgomes@terra.com.br
Publicado em 14/06/2008 Adelmo ai foi a sanfoma, como trabalhei em Usina de Açucar posso garantir que já passei muito medo no meio de Canavial, um dia eu conto.Abraço Adolpho. Enviado por Adolpho Adduci - adolphoadduci@yahoo.com.br
Publicado em 13/06/2008 Foi de arrepiar....! Já pensou se tivesse lua cheia???? Enviado por Berê Doris - doris.rabello@uol.com.br
Publicado em 12/06/2008 Emocionante conto de terror, Adelmo. "A sanfona safada". Parabens.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@terra.com.br
Publicado em 12/06/2008 Era, como dizia o "Lua" Luiz Gonzaga... "ÊTA SANFONA ARRETADA, SÔ"... Abraços Adelmo, Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - flaviojrocha@bol.com.br
Publicado em 12/06/2008 Boa história, Adelmo. Se o cara tocasse violão isto não teria acontecido... Enviado por Luiz S. Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 12/06/2008 O medo nos faz imaginar as piores coisas. Enviado por Tony Silva - silva.luiz2006@ig.com.br
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