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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Muares e Semoventes Autor(a): Adelmo Vidal - Conheça esse autor
História publicada em 25/06/2008

Morei no bairro de Vila Pompéia alta. Ao lado do bairro chiquérrimo do Sumaré, próximo da igreja de Nossa Senhora de Fátima, onde havia uma área hoje ocupada pela estação do metrô. Nessa área estava instalada a garagem, se assim se pode dizer, dos carroções de lixo puxados por jumentos e que faziam a coleta na região. Claro que os moradores se sentiam incomodados e fizeram de tudo para que os livrassem desse incômodo. Próximo dali, na Rua Padre Chico, na quadra vizinha à Avenida Pompéia, havia um curral onde a população ia comprar o leite tirado na hora de uma meia dúzia de vacas. Pelo bairro circulavam carroções que entregavam no comércio produtos Phebo. Eram puxados por uma parelha de enormes cavalos, cuja característica principal era uma abundante quantidade de pelos logo acima dos cascos. Bem longe dali, na Mooca, havia um matadouro onde meu avô ia buscar sangue fresco de boi para fazer o "sanguinacho", uma bebida adocicada que me fez provar, mas não gostei. Estas são lembranças da década de 30, cujos detalhes se perdem na bruma do tempo.

e-mail do autor: adelmovidal@uol.com.br

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Publicado em 29/06/2008 olá, miguel. eu lembrei dessa conta porquê fiz parte dela(ah,ah,ah). só que hoje pertenço aos inativos fixos. 200 anos!?! também vivi nessa época. Enviado por adelmo vidal - adelmovidal@uol.com.br
Publicado em 25/06/2008 Adelmo, que delícia de tempo(tirando o matadouro) longe do trânsito, da poluição e pelo visto a Phebo foi precursora da Avon. Mirça Enviado por mirça bludeni de pínho - by_laser@yahoo.com.br
Publicado em 25/06/2008 Como é bom a gente ler textos evocativos como o seu, Adelmo. Lembrei quando a radio Tupy ou a Difusora proclamavam o famoso "Mutirão do Sumaré", ia até o alto do Sumaré, onde descortinava-se um panorama e a área sendo aberta pra futura av. Sumaré. Os cavalos franceses que você mencionou, de patas largas; durante a guerra o Matarazzo e a Antártica importaram muitos desses cavalos, enormes, lentos mas, muito fortes. Parabens, Adelmo.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@terra.com.br
Publicado em 25/06/2008 Adelmo sou contabilista e ainda nos meus aureos tempos eu tinha nas minhas contas de ativo fixo uma conta de Muares e Semoventes.
Fazem uns 200 anos que eu não ouvia ou lia um titulo desse porte!
Enviado por Miguel - misagaxa@terra.com.br
Publicado em 25/06/2008 Que concidência, Adelmo. Nossas historias sôbre a Pompeia foram publicadas ao mesmo tempo, enquanto pouco se falou dêsse bairro aqui no site. Enviado por Luiz S. Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 25/06/2008 Lendo sua historia me lembrei de duas coisas. Da magnifica padaria da Rua Alfonso Bovero, onde se via todos os artistas da Radio e TV Tupi, e do sabonete Phebo, que era grande e muito caro. Comprava mesmo o da marca "Barbante", que era mais barato. Enviado por Mário Lopomo - mlopomo@uol.com.br
Publicado em 24/06/2008 adelmo, bonita história. Meu avô, José Scagliusi, comprava na Confeitaria Guarany, na Rangel Pestana, perto da rua Piratininga um doce tambem feito de sangue de boi tambem chamado de "sanguinacho", que vinha em copinhos de sorvete e se comia com aquelas pazinhas de madeira. Se a minha memória não estiver falhando, este doce era feito em datas especiais, uma delas era o Dia de San Gennaro. Enviado por Heitor Felippe - heifeltec70@globo.com
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