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Categoria - Paisagens e lugares 25 de março Autor(a): Lygia Bradnick - Conheça esse autor
História publicada em 08/07/2008

Moro na Europa e vou ao Brasil uma vez por ano, para São Paulo. Minha primeira saída é para a Rua 25 de Março.
Adoro a 25. Fico como criança em dia de Natal! Gosto das lojas de artesanato, fico horas olhando tudo, escolhendo o que vou comprar em cada uma delas, conversando com as pessoas que encontro. Gosto das banquinhas de revistas usadas, onde se acha de tudo o que é interessante, das lojas de tecido, com seu movimento incessante, até das barraquinhas de camelôs. A 25 sem camelôs não seria a 25! Geralmente dou uma paradinha para comer um potinho de curau do vendedor ambulante, ou uma pamonha quentinha, depois vou tomar um cafezinho ali ao lado das lojas Gaivota.
Ir á 25 sempre me faz muito feliz, e eu fico o dia todo lá, trocando idéias e fazendo compras, conhecendo estórias dos outros brasileiros, lutadores como eu, andando de cá pra lá e sentindo a atmosfera da rua mais movimentada de São Paulo.
Uma vez estava descendo as escadas do metrô e um camelô, fugindo da polícia, simplesmente derrubou umas vinte latinhas de guaraná na escada rolante. Tomei um banho de guaraná e fiquei rindo o dia todo! No dia seguinte eu iria voltar pra Europa e que bela maneira de me despedir do meu Brasil!
Outra vez foi uma tempestade que alagou a Rua 25 toda e a água impedia a passagem dos pedestres, que atravessavam agarrados no carro da polícia. É, São Paulo! Enquanto esperava a chuva passar fiz várias amizades dentro de uma loja e até e-mail trocamos. Ah, os paulistanos! Ah, os brasileiros!
Se alguém tem dicas de lojas ou compras interessantes na 25 fale comigo! E se você também tem por esta rua tão especial o mesmo amor que eu tenho, comunique-se!


e-mail da autora: lymarsouz@live.co.uk

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Publicado em 04/06/2011 oi lymar meu nome é catia tenho 40 anos e assim como voce amo a 25 de março pena que os anos se passaram e ela não é mas a mesma hoje esta bem vazia não tem mais aqueles camelÔs,aquela agitação,esta muito diferente,tranquilo talvez bom para quem mora la.a galeria pagé fechou,oriental tbem se vier para ca vai conferir muito boa sua história felicidades Enviado por catia cilene da r nascimento - catiacrnasc@hotmail.com
Publicado em 22/04/2009 gostei de sua historia,cofesso tambem sou apaixonado por SãoPaulo toda ,meu lazer é ficar andando por todo lado,principalmente no centro velho ,onde me traz reminecenciascda infancia,de meus tios,avós e pricipalmente de minha mâe que me levava ao passeio por lá. Enviado por Paulo R.Tanganelli - prtanga@gmail.com
Publicado em 28/01/2009 ao ler revivi lembrança atuais da 25 de março pois e um lugar que eu adoro e minha mãe tbem pois e o lugar que ela diz que e sua terapia depois de descubrir um cancer que ela vence todo dia, ela vai muitas vezes sem grana so pora ver as cores, cheiros a bagunça ou simplesmente como sp vive valeu mostrei para ela e ela adorou Enviado por monica - monica.madeira@bol.com.br
Publicado em 17/07/2008 Lygia,
Há algum tempo escrevi essa crônica, que retrata a 25, espero que goste

Ilusão

Propositalmente olhei para o chão, firmei minha vista e comecei a acompanhar o vai e vem desordenado daqueles milhares de pequenas criaturas. Por mais que fixasse os olhos, eu não conseguia ver o que carregavam, seguiam em fila, as criaturas estavam praticamente grudadas umas nas outras, não havia espaço.

Ainda que eu não tivesse certeza, classifiquei todas as criaturinhas como pertencentes à espécie operária, eu estava curioso para saber o que carregavam: guloseimas ou estavam levando veneno para suas habitações? Para quem carregavam? Para a rainha ou para uso próprio? Havia soldados também à beira da trilha, apenas fiscalizavam.

As minhas retinas fotografam uma grande aglomeração que apesar do tamanho aparenta fragilidade. Poderia jurar que seria fácil esmagar tudo aquilo com os pés, ou até mesmo com uma das mãos. Insolitamente me imaginei como um deus, um anjo mau com poder de decidir a vida e a morte. Talvez eu conseguisse soprar bem forte, formar um tufão e ver tudo ir pelos ares, seria divertido – pensei.


Descolo meu rosto da janela, estou no trigésimo quarto andar, na torre do Banespa, de lá, ao longe enxergo a multidão caminhando pela rua, não passam de formiguinhas, eu ainda sorrio. Volto à realidade, me dou conta de que são almas, são pessoas, são trabalhadores atrás de produtos baratos, tudo o que o suado e raro dinheiro pode comprar, até falsificações mal feitas; bolsas Luiz Vitão e mp4 é da Soni. Opa! Sony sem y? Nada disso importa. É uma festa, é gente na rua, é a pouca alegria que sobra no final do mês. Não são formigas, é o povo! Não são criaturinhas, são pessoas! São brancos e negros, judeus e árabes, católicos e ateus se acotovelando, lá não é New York, Bagdá, Cabul ou a Faixa da Gaza, é a Rua 25 de Março.
Enviado por Laerte Russini - laerte.russini@hotmail.com
Publicado em 10/07/2008 Ótimo. Você fica com a bagunça da 25, e eu vou pro fim de mundo... Enviado por Luiz S. Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 10/07/2008 Resposta para o Marcolino: Não moro em Londres, mas já morei e estudei exatamente na Abbey Road, numa escola de ingles que já não existe mais chamada Abbey School, que era maravilhosa, com gente de todo o mundo, jamais esquecerei. Hoje moro no Pais de Gales, onde só chove e o verão é como o nosso inverno no Brasil. CHATO! Enviado por Lygia - lymarsouz@live.co.uk
Publicado em 09/07/2008 Cara Lygia, de acordo com seu pedido, vou contar, em rápidas palavras, dois lances que tive com (e na)25 de março.Primeiro, idos de 1968 (velhos tempos), alguns dias antes do Dia das Mães, queriamos (eu e meus irmãos)comprar um presente para mamãe. Não queríamos dar o presente para a casa, tipo conjunto de pirex, faqueiro, assadeiras, ou coisa que os valha. Era um presente para mamãe, para ela usar nela. Um corte de tecido. Na 25 de março, os preços eram (ainda é)mais em conta.Compramos na casa de tecidos Nazarian (acho que não existe mais) um lindo corte, para uma camisa de manga comprida, de seda pura, estampada com flores de hibisco, linda. Na emoção, reví os olhos de mamãe brilhando, como em outros tempos.
O 2ºlance, em epocas bem mais recente, 1996.Eu e minha mulher resolvemos compramos uma cama king-size. E as guarnições para esta cama? Nas lojas de enxovais, caríssimas. 25 de março de novo, na Tecidos Cassia Nahas (pode ser que ainda existe) encontramos o que a gente precisava.Par se ter uma ideia, compramos tecidos suficientes para 06 jogos completos, gastamos 1/3 dos orçamentos que tínhamos.Com as costuras e bordados, tudo ficou pela metade do preço. Viva a 25 de março! Acho que, além da rua que moramos, é unica rua lembrada no exterior. Voce está perto da Abbey Road (Liverpool)? Abraços, Marco Antonio (Marcolino)
Enviado por Marco Antonio (Marcolino) - advancedtop@uol.com.br
Publicado em 09/07/2008 Oi Lygia, a 25 de março é parte da vida de todos nós paulistanos e paulistas desde há muito tempo. Era na 25 que comprávamos os belos tecidos com que fazíamos nossos vestidos para os bailes dos anos dourados. Era na 25 que comprávamos tecido para nossos vestidos de noiva e de madrinhas. Era na 25 que comprávamos tecidos para as roupas de batizado. É a 25 que faz nossa alegria há tanto tempo.
Abraço, Ivette
Enviado por Ivette Gomes Moreira - ivetteg.moreira@gmail.com
Publicado em 09/07/2008 Aceito a troca! As compras na 25 são muito mais interessantes, acessíveis e variadas. A gente não sabe dar valor ao que a gente tem, só mesmo vindo para este fim de mundo aqui é que a gente entende.... Enviado por Lygia - lymarsouz@live.co.uk
Publicado em 09/07/2008 Estou com o grande Modesto: vamos trocar; você fica na 25 e eu vou para a Europa. Itália, preferencialmente. Enviado por Luiz S. Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br
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