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Categoria - Personagens Não é preciso ter asas para ser anjo Autor(a): Letícia Nunes Lima - Conheça esse autor
História publicada em 07/10/2008
Sempre ouvi dizer que anjos têm asas. Mas não é bem assim. Os anjos podem se manifestar de várias formas e, de repente, devido às intempéries e agruras do destino, você pode cruzar com um deles. Ou, quem sabe, vários. Quando menos se espera, os anjos estão ali: trilhando o mesmo caminho que o seu.

E foi o que aconteceu comigo. Mais uma vez, meus pulmõezinhos sentiram o clima e, com a terrível secura do ar, tive que ser internada com pneumonia avançada.

Lá na UTI infantil do Hospital São Luiz, inaugurado em março último, no Tatuapé, fiquei sob cuidados de pessoas especiais, que me devolveram a saúde e o bem-estar. Os meus anjos da guarda estavam sempre de plantão. E não é exagero dizer isso, já que me monitoravam 24 horas por dia. Conferiam a saturação de oxigênio no sangue, checavam a pressão arterial, olhavam a freqüência cardíaca. Não esqueceram de mim em nenhum momento.

Infelizmente, tiveram que me entubar, já que o tratamento não invasivo surtiu pouco efeito. Confesso que a sensação não é das melhores, mas tudo foi feito para o meu bem. Quando me viram nessa situação, o papai e a mamãe caíram no choro. O pai teve dores de cabeça e a mãe foi parar no pronto socorro do hospital. Ironia do destino: ela foi cuidar de mim e quase fica internada também. Mas eu a entendo. Ela ficou assim porque me ama e não queria me ver naquele estado.

Enquanto estava sedada e dormindo, os meus anjos não descuidavam um minuto sequer. É claro que eu tentava tirar as sondas que estavam ligadas no meu corpo, mas os médicos e enfermeiras sabiam como me acalmar. Tomei muito soro e a alimentação era feita por caninhos que levavam a dieta líquida diretamente ao meu estômago. Isso tudo sem falar nos tubos de oxigenação.

Passei por maus momentos, mas me recuperei. Depois que acordei, me falaram que muita gente orou pelo meu restabelecimento e que recebi várias visitas. Meus coleguinhas de classe fizeram uma corrente de orações, inúmeras pessoas telefonaram, todas demonstrando preocupação e solidariedade comigo. E essas preces foram ouvidas. Com paciência e muita dedicação dos médicos, melhorei e hoje só posso agradecer aos anjos que me salvaram. Para não ser injusta, não vou mencionar nomes, mas do fundo do coração quero agradecer o que fizeram por mim. Todos foram incríveis. Os doutores e doutoras, as maravilhosas enfermeiras, as fantásticas fisioterapeutas, o pessoal da radiologia, as meninas da limpeza, os psicólogos (que seguraram a barra do pai e da mãe), os atenciosos seguranças e os prestativos funcionários da administração.

Da próxima vez que me falarem que anjos têm asas e moram no céu, vou dizer que pode até ser verdade, mas alguns deles estão aqui mesmo, bem pertinho, sempre atentos e prontos para cuidar da gente.
Deus abençoe todos os meus anjos da guarda.

e-mail do autor: letnuneslima@hotmail.com E-mail: letnuneslima@hotmail.com
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Publicado em 07/10/2008 que bom você estar recuperada! bonito você externar sentimentos de gratidão! Enviado por turan bei - turanbei@hotmail.com
Publicado em 07/10/2008 Leticia, que alegria sentir a ajuda dos "anjos" que Deus colocou em seu caminho. Agradeça sim e muito e que eles possam estar sempre de plantão auxiliando e protegendo. Um grande beijo. Enviado por margarida p peramezza - peramezza@ajato.com.br
Publicado em 07/10/2008 O Marcos tem razão. Não podemos esquecer dos profissionais e seres humanos da medicina que trabalham com consciência e amor. São anjos mesmo e merecem toda homenagem possível. Quando ao nome Letícia sempre achei lindo pelo significado, como lembrou Bernadete. Além da irmã dela, minha prima, conheço a filha de um grande amigo, de 9 anos e uma outra priminha de 1 aninho. Alegria é remédio necessário para todos.abraço. Vera Enviado por Vera Lúcia de Angelis - deangelisgomes@terra.com.br
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