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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Saudades do meu velho Cambuci Autor(a): Antonio Ximenes - Conheça esse autor
História publicada em 15/12/2008
Hoje, lendo estas histórias maravilhosas publicadas com muita seriedade, com fatos marcantes e com lembranças deliciosas, me bateu aquela saudade dos meus tempos de meninice. Tempos estes que vivi no Cambuci, onde tudo já está diferente. Ficaram os momentos, as situações engraçadas e as pessoas que ficaram marcadas no nosso coração.

Relato aqui meu trajeto de criança.

Recordo-me das minhas professoras; algumas eram enérgicas, mas todas eram "mãenzonas" da gente, pois todas tinham cuidado com suas crianças.

Eu, minha irmã Sandra e meu irmão Vanildo, íamos todos os dias para o parquinho da Avenida Lacerda Franco. Todos de uniforme: calção vermelho, camiseta branca e sacolinha azul. Tínhamos diariamente as nossas atividades, nossas brincadeiras e a hora do lanche, que aguardávamos com ansiedade. Recordo-me da Dona Berta (diretora), Dona Vera, a Dona Floripes, o Seu Albino, Dona Lizinha, e tantas outras pessoas amáveis...

Voltávamos para casa sempre brincando. Subindo Avenida Lins de Vasconcelos, próximo a Doceria Santa Clara, existia uma vila de casas, e no quintal de uma delas tinha uma goiabeira. Certo dia, pulei o muro com meu irmão Vanildo, que na época deveria ter quatro anos, e disse a ele que não fizesse barulho, pois eu iria subir no pé e apanhar as goiabas. Quando me encontrava em cima da árvore, o Vanildo começou a gritar apavorado. Estava aterrorizado, pois a pedra que ele sentou começou a se movimentar, e ele nunca havia visto tal coisa. Desci correndo da árvore e a proprietária da casa saiu no quintal para verificar o que tinha ocorrido. Meu irmão gritava e chorava, pois ele havia se sentado em cima da tartaruga da mulher. A senhora deu água com açúcar para o meu irmão e levei uma bronca daquelas.

Hoje é cômico, mas no dia fiquei apavorado.

Fiz o primário no Grupo Escolar Gomes Cardim e muito aprendi com minhas professoras do 1º ao 4º ano (Angelina, Jacira, Lourdes Lia e Olga). Fiz o Ginásio no JESC - João Ernesto de Souza Campos, e no Oscar Thompson.

Não esqueço do domingo em que fui assistir Help - The Beatles, no Cine Riviera. Que loucura que foi.

Era moda ficar na porta da Lanchonete A Chapa, na esquina da Rua Heitor Peixoto com a Avenida Lins. Tenho saudade dos meus amigos.

Tudo passou: já não moro no meu Cambuci, pois tudo tem o seu tempo. Hoje, com 54 anos, continuo brincando... com meus netinhos (que delícia!), que estão com a idade de quando fui apanhar goiabas e meu irmão conheceu uma tartaruga...

Saudades do meu velho Cambuci.

e-mail: amximenes@itelefonica.com.br E-mail: ebrac@terra.com.br
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Publicado em 03/03/2011 saudade desse bairro
Alguém lembra ou tem noticias da E.E. Armando Bayeux
abços
motta
Enviado por motta - jsmotta@ibest.com.br
Publicado em 20/02/2010 coisa linda,ter lembranças tão maravilhosas, a vida te agraciou. Enviado por Jacira - jalusantos@hotmail.com
Publicado em 24/05/2009 Parabéns pela linda história. Ri muito da tartaruga. Morei no Cambuci por 14 anos, na Rua Backer. Frequentei o Riviera assíduamente todos os domingos por anos seguidos. Estudei também no Oscar Thompson, ginásio no Siqueira Campos e colegial no Roldão.Também ia no Chapa depois do cinema e até hoje não comi um x-salada tão gostoso como o que eles fazem. Ainda está no mesmo local?
Tenho a sua idade e também curto demais meus tres tesouros (netos).Saudades do Cambuci!!Felicidades!
Enviado por Silene Tenan Barioni - silenetenan@gmail.com
Publicado em 27/04/2009 Antonio, por acaso vc é irmão do Vanildo Ximenes que trabalhou na SHARP? Enviado por Tarcisio - tarcisio.barbosa@bol.com.br
Publicado em 15/12/2008 Antônio, eu também vivi no Cambuci. Deixei registrado nesse site algumas memórias sobre o bairro e o último texto foi postado no dia 5 de dezembero, intitulado "Breve história do bairro do Cambuci". Existem outros também que tratam de vivências na Lins de Vasconcelos, rua Albuquerque Maranhão. É um bairro especial e, todos os anos, quando vou a S.P. em dexembro, o passeio pelo bairro, pelas feiras, é obrigatório, bem como comprar doces na loja do Shiguero e esfirras na Yokoyama. Abraços, Vera Moratta. Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 15/12/2008 Antônio, deixa eu corrigir: o meu texto sobre a história do bairro do Cambuci foi postado no dia 5 de NOVEMBRO e não de dezembro. Abraços, Vera Moratta. Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 15/12/2008 Nossa pai essa história é muito legal!!!!! E o Tio heim....que mico........claro que ele não vai lembrar da tartaruga né....(eu tb não lembraria.....rsrsrsrsrrs).....Do Cambuci só lembro da casa do Vovô e da Tia Sandra.....era bem legal!!!!!!!!!!!!!!.....Beijinhos Enviado por Thabada - advthabada@uol.com.br
Publicado em 14/12/2008 Antonio dá até vontade de voltar no tempo. Esse CAmbuci é mesmo querido, aqui sempre tem boas histórias falando do bairro. Muito gostoso de ler o seu texto. Conte mais!
abraço,
marcia ovando
Enviado por marcia ovando - marcia.ovando@bol.com.br
Publicado em 14/12/2008 Caro Antonio.
Você também freqüentou aquele parquinho? Eu passei quase 2 anos lá ,dos 5 aos 7 anos. Entrava de manhã e saia à tarde. Almoçava em casa e retornava. De todas professoras, a que eu mais gostava era a Dona Vera, magrinha , de óculos. Ela morava na R. Antonio Tavares, logo abaixo da Lacerda Franco. Tinha um filho chamado Ademir que também freqüentava o parque. Da dona Floripes eu só lembro do nome. Tinha também a Dona Enéia, mais severa, e a Dona Sumaya , que ficava com os meninos maiores. A Dona Batalha era a merendeira e a cozinheira. Quando entrei no Oscar Thompson para fazer o primário, me desliguei do parquinho. Isso foi em 1958.
Enviado por Tony Silva - silva.luiz2006@ig.com.br
Publicado em 14/12/2008 Ô Saudade do nosso Cambuci, hoje muito diferente daquele tempo, o que vale são as lembranças.
Ximenes, da tartaruga não lembro, só lembro da vez em que voce me colocou dentro de um pneu e me rolou no escadão da gama cerqueira, só sei que cheguei tontinho lá embaixo.
Quem sabe em breve estaremos lá novamente.

Ximenes
Enviado por Vanildo Ximenes - vanildo.ximenes@globo.com
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