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Categoria - Paisagens e lugares Museu do Crime (tem o da mala) Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 19/12/2008

Sras., srs., tenho um amigo que é fotografo da 25ª. da Polícia Civil que sempre convidava-me para ir ver o Museu do Crime (na Acadepol). Nem de crime gosto, quanto mais ver museu. Dizia a ele: “Um dia irei, um dia irei”.

Até que minha filha chegou em casa e disse, dia 04/12/2008: “Pai, leva-me para ver o Museu do Crime, pois estou precisando fazer trabalho para a facu e preciso ir até lá”. (Foi atropelada por um carro quando estava na moto do namorado; está com a perna engessada, mal pode andar).

Pois bem, lá chegando (horário de visita após as 13h00, até as 17h00), preenchi uma ficha e comecei a visitar o local. Não vou contar tudo que tem lá, senão os srs. e sras. não irão visitar (ou irão).

Mal entrei numa cela tive vontade de "vomitar", tão perfeito são as "caras" dos criminosos. É perfeito tudo nesse museu.

Vi as fotos de uma chacina que aconteceu em Parelheiros, em l960. Toda família foi morta - inclusive fica próximo da minha chácara, nunca soube disso. Foram cinco da mesma família.

Tem biografias do Menegathi, bandido da luz vermelha. Em termo de crimes, o museu é perfeito.

Até uma "baratinha", fusca da polícia, está lá.

Como deixar um filho virar viciado em drogas, máquinas antigas que a polícia usava de comunicação, armas. Sempre ouvi falar também no crime da mala, não é que a história está lá também?

Bem, não vou contar tudo senão ninguém vai lá. A entrada é franca. Bonito trabalho da polícia civil. Inclusive pode-se agendar visitas com escolas, para palestras sobre drogas, trabalho que o pessoal da polícia civil faz.

Como curiosidade vale a pena. Tem de ter estômago para tal visita. Para visitar esse museu todo demora-se três horas ou quatro. Fica na entrada da USP - Academia de Polícia.

Estacionamento grátis, entrada grátis, é verdade (até quando, não sei).

Chegaram bem próximos da perfeição, com esculturas, fotos... Há armas realmente que foram usadas em crimes, enfim. É tudo isso.

e-mail do autor: viltongiglio@hotmail.com

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Publicado em 01/07/2009 Vilton, este museu realmente é muito bem cuidado, e, além de tudo é dinâmico pois a cada novo fato criminoso de grande proporção, novo cenário é criado. A titulo de informação, existe um outro museu do crime, de menor proporção, na Assoc. dos Investigadores de Polícia, na Av. Casper Líbero, próximo à Est. da Luz. Um abraço, Rossi. Enviado por antonio rossi dos santos - rossi@valoneadv.com.br
Publicado em 18/02/2009 NUNCA FUI EM SÃO PAULO. TENHO MUITA CURIOSIDADE PARA SABER COMO É AQUELE MUSEU DO CRIME, JÁ VIR POUCAS COISAS PELA TELEVISÃO.SEI QUE NÃO É NADA AGRADÁVEL MAS TEMOS QUE CONHECER ESSAS HISTORIAS QUE VERGONHOSAMENTE ACONTECE EM NOSSO PAÍS. Enviado por RAKEL DE JESUS ALVES FRÓZ - rakelypinheiro@yahoo.com.br
Publicado em 26/12/2008 Vilton e eu, certamente, não irei ao museu...mas gostei do seu relato, bem interessante!
abraço,
marcia ovando
Enviado por marcia ovando - marcia.ovando@bol.com.br
Publicado em 21/12/2008 De fato, o "crime da mala" foi um crime famoso acontecido em São Paulo (se não me engano foi em um hotel lá pelos lados da av.Duque de Caxias), praticados por um italiano (José Pistone) que matou e esquartejou sua amante (Maria Féa, que estava grávida)) aí pelo final da década de 20, colocando-a em uma mala tentando enviá-la para o exterior, porém pelo forte odôr de seus restos mortais, foi descoberto e preso. Posteriormente, vários criminosos imitaram o Pistone e todos foram presos. Em materia de "museu de cêra", eu frequentei na década de 40, o "FRONTÃO", que ficou alguns anos alí na rua Formosa (no predio onde depois foi o Cine Cairo) e também os personagens tinham uma excelente semelhança. Sobre o nome "Frontão" gostaria de saber a origem deste nome...se não me engano sería um "jôgo de pelota"...será que alí teria sido praticado este tipo de jôgo ??? os "mais idosos" (que eu) por favor, respondam... Abraços - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - flaviojrocha@bol.com.br
Publicado em 21/12/2008 Desculpem, escrIvaninha ! Enviado por Luiz Simões - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 21/12/2008 Por falar em Meneghetti (Amleto), eu o conhecí pessoalmente na década de 60, quando toda vez que eu ía ao "Ponto Chic", saborear um Baurú ou quando ía almoçar no "Giratorio", encontrava um "bom velhinho" de quase 80 anos, vendendo seus jornais e revistas, em sua Banca, alí no Largo do Paissandu bem pertinho do "Ponto Chic"...porém se quizessem vêr o "bom velhinho" xingar na língua italiana, era só perguntar alguma coisa sobre a sua vida pregressa ....principalmente sobre a morte do inspetor de policia Waldemar Doria, crime do qual sempre alegou inocência... Abraços - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - flaviojrocha@bol.com.br
Publicado em 21/12/2008 Vilton, há poucos dias uma emissora de TV fez uma matéria lá no Museu, mas muita coisa não dava para ser mostrada na Tv, pela extrema violência. Não tenho a menor vontade de ir lá. Já chega o dia-a-dia de nossas TVs.
Abração, Ivette
Enviado por Ivette Gomes Moreira - ivetteg.moreira@gmail.com
Publicado em 19/12/2008 Vilton, se me permite só uma pequena ilustração. Quem for lá, poderá ver a história do lengedário ladrão Meneghetti, com suas famosas frases: Após matar o policial Valdemar Dória, subiu no telhado e gritou: "Io sono Meneghetti,II Cesare! II Nerone di San Paolo"! Outra: "Jamais roubei um pobre.Só me interessava tirar dos ricos e tirar jóias, que são bens supérfulos, que só servem para alimentar a sua vaidade". Outra: "nunca fui infeliz, toda vez que intentei um assalto, sempre tive noventa e nove probabilidade de vitória e uma de fracasso". Outra: "sou sózinho, se não fosse, roubaria a polícia como se rouba galinhas". Outra: certa vez ao ir em cana, o mala o chamou: "O Meneghetti"!, veio a resposta: "Meneghetti", não, "Seu Meneghetti", aqui quem me chama de Meneghetti, é o Dr. Diretor, ou o Dr. Advogado, ou um ladrão "linha de frente" como eu. Ladrão "pé de chinelo" como voce me chama de Meneghetti, "O Senhor". Giglio, agora chega, se não é como voce diz, a turma não irá lá visitar. abs. Enviado por Ailton Joubert - ailtonjoubert@hotmail.com
Publicado em 19/12/2008 Obrigado pelo relato, pois me deu vontade de conhecer o Tal Museu, e vou aproveitar para ir agora em janeiro Enviado por arthur Miranda - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 19/12/2008 Tive um tio que trabalhou na Polícia Técnica. Depois que voltava para casa ficava até altas horas fazendo relatórios de casos e fotos escabrosas. Para aguentar isso, uma garrafa de cachaça na escrevaninha de xerife. Felizmente, no fim d esua vida, foi transferido para o Detran, e não morreu de cirrose, mas de problemas pulmonares. Enviado por Luiz Simões - saidenberg@ajato.com.br
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