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Categoria - Personagens Prefeito Jânio Quadros (esse você conhece) Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 15/01/2009

Li sobre o prefeito Faria Lima, por esse motivo resolvi escrever sobre outro prefeito, o Jânio Quadros.

Certa ocasião estava passando pela Avenida Morumbi quando, de repente, para um carro na minha frente, chapa 0001 - Prefeito, então pensei: quem será? Pois era rara tal atitude.

Pois bem, eis que surge o Sr. Jânio e seu capitão (inclusive parei meu carro para ver tal fato, aliás, muito curioso), pois havia um sujeito que, lavando seu carro em cima da calçada, além de tomar uma bronca do Sr. Jânio, levou uma multa. Aquele sr. que acabara de ser multado ficou pasmo, pois deveria ter sido um prazer ser multado por aquela pessoa tão ilustre.

Outro fato de que me lembro do Sr. Jânio foi uma favela que havia no final do Jockey Club, sentido centro-bairro, na Avenida Marginal Pinheiros. Pois mandou retirar aquela favela que deixava a cidade muito feia, deu prazo ao administrador da regional do Butantã para que a retirasse em uma semana, e inclusive essa ordem foi dada ao meu ex-cunhado, arquiteto da regional. Prontamente foi atendido: em uma semana tal favela foi retirada e hoje há um jardim nesse local.

Atualmente o que vemos nas inaugurações de obras são trios elétricos, pessoas aparecem para fazer protestos, os prefeitos mandam seus representantes, aparecem vereadores para fazer seu "AGA". Enfim, não há mais aquele glamour que havia quando se falava que o prefeito de Sampa apareceriam, srs. Adhemar de Barros, Laudo Natel, Faria Lima, Olavo Setúbal. Bons tempos, embora me lembre pouco, mas lembro.

Ah! Tem uma em que certa ocasião desinfetou a cadeira de um prefeito que pensou ter ganhado a eleição, mas não ganhou, foi mais uma do sr. Jânio Quadros (ele era o prefeito das histórias e fatos).

Anos depois o vi numa cadeira de rodas já se definhando, pois sua vida estava chegando ao fim, muito doente.

e-mail do autor: viltongiglio@hotmail.com

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Publicado em 15/01/2009 Certa ocasião o pai de Janio, "Gabriel Quadros" foi acusado de um homicídio, de ter matado um jornaleiro que tinha uma banca na Praça da Sé, a qual esposa era amante do Sr. Gabriel. Como governador foi indagado pelo reporter: Janio o que o senhor vai fazer a favor de seu pai? resposta: Isso é problema da justiça, não meu, ela que resolva. Uma declaração do pai de Janio bem antes desse acontecimento: [Voces não conhecem esse homem, não sabem do que ele é capaz] pois os dois não se davam como era de conhecimento público. Enviado por Ailton Joubert - ailtonjoubert@hotmail.com
Publicado em 15/01/2009 Vilton, eis o Memorando:

Memº JQ.4226/88, de 15.3.88
Cel. Geraldo Arruda Penteado – SMT
1 - Determinei, à semana passada, policiamento de trânsito à frente dos estádios, dos grandes clubes, restaurantes e boates, onde se reúnem, aos domingos, dezenas, centenas ou milhares de pessoas;
2 - Contudo, visitei as adjacências do “Paineiras”, no Morumbi. Não encontrei policial nenhum e precisei, em pessoa, multar vários carros sobre a calçada;
3 – Monte V.Exa. um esquema permanente para todos os domingos e feriados. Puna os infratores de forma impiedosa. Não podem escarnecer da fiscalização nesses dias, entendendo-a ineficaz, ausente;
4 – Rigor, sem complacência;
5 – Antes da posse de V.Exa., multei o meu próprio carro,porque estacionou sobre a faixa de segurança para pedestres. A multa foi paga.
6 – Aguardo providências ora determinadas.
J.QUADROS, Prefeito
Enviado por Nelson Valente - nelsonvalenti@bol.com.br
Publicado em 15/01/2009 Etel,
BEBIDA E MORALIDADE

Durante a campanha ao governo do Estado de São Paulo, Jânio vai para Ribeirão Preto para solidificar sua candidatura naquela região, considerada de vital importância.
Ademar de Barros, também candidato, solicita a um repórter que vá lá com um único propósito: fazer uma só pergunta.
Jânio passeis pela cidade, discursa e atende os populares.
Depois é a vez da imprensa local, atende-os em todas as perguntas. Em determinado momento, o repórter encomendado por Ademar, parte para o ataque:
- O senhor sabe que a família interiorana é moralista e conservadora. Gostaria de lhe perguntar: por que o senhor bebe
Jânio parecia saber da indagação, e responde sem perder o bom humor:
¬Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia.
Risos ecoaram pela cidade de Ribeirão Preto e o repórter, é claro, foi mandado embora.
Enviado por Nelson Valente - nelsonvalenti@bol.com.br
Publicado em 15/01/2009 Caproni,

Intimidades
O Prefeito Jânio Quadros, em 1987, dava entrevistas para os jornalistas sobre a sua administração ( sobre a polêmica dos homossexuais do Teatro Municipal ), quando uma jovem jornalista de um determinado jornal de primeira linha o interrompeu:
- Você é contra os homossexuais? Você vai exonerá-los?
O ex-presidente não gostou de ser tratado de “você” e deu o troco:
- Intimidade gera aborrecimentos e filhos. Com a Senhora não quero ter aborrecimentos e, muito menos filhos. Portanto, exijo que me respeite.
Enviado por Nelson Valente - nelsonvalenti@bol.com.br
Publicado em 15/01/2009 Pedro Luiz,
Pinel e cadeia
O candidato, Adhemar de Barros, sempre marcava seus comícios numa cidade antes de Jânio Quadros. Certa feita, os dois grupos se encontraram em Moji-Guacú – SP. Meu pai era escrivão de polícia nesta cidade e ademarista roxo e como de costume também fazia discurso em favor do velho Adhemar e contra o candidato Jânio Quadros.
Os janistas da cidade foram ver o comício de Adhemar. O candidato com os punhos fechados, adjetivos enfáticos, gestos agressivos começou a discursar:
- Entre as várias obras que fiz em São Paulo está o Pinel, hospital de loucos.Infelizmente, não foi possível internar todos. Um desses loucos havia escapado e fará comício nesta mesma praça amanhã.
Para delírio do povo (ademarista) a gargalhada era geral.
No dia seguinte, Jânio Quadros é recepcionado na cidade com banda e a famosa música “ Varre ,varre , vassourinha” e as normalistas da cidade empunhavam a vassoura que iria varrer a corrupção numa evolução jamais vista e impressionante. O Cel.Jayme dos Santos relatou tal acontecimento das táticas do candidato Adhemar , após ouvir seguiu para a Praça e dirigindo ao palanque que estava instalado no centro da Praça. Após alguns segundos de silêncio e com calma faz um relato do velho mundo, conta algumas histórias sobre o período republicano e dá o troco:
- Quando fui governador de São Paulo, construí várias penitenciárias, mas não foi possível trancafiar todos os ladrões. Um escapou e fez um comício aqui mesmo nesta praça ontem.
A gargalhada ultrapassou as cidades circunvizinhas da nossa querida hinterlândia.
Enviado por Nelson Valente - nelsonvalenti@bol.com.br
Publicado em 15/01/2009 Vilton,

Bilhetinhos

Corri bibliotecas, colhi depoimentos, li e reli centenas de revistas e jornais antigos e conversei muito com o próprio personagem. O ex-presidente sempre foi comigo por demais atencioso, relatou-me fatos que hoje tenho por obrigação passar através deste artigo.
De todos os políticos que conheci, como pesquisador e autor de 12 (doze) livros sobre o ex-presidente , jamais convivi com pessoa tão inteligente e de personalidade tão complexa. Conhecia exatamente onde estava a tênue fronteira entre o pitoresco e o ridículo. Trabalhava a sua imagem sobre o fio da navalha.Por isso, foi o mais inusitado fenômeno da política brasileira, presença carismática junto ao povo e aos meios de comunicação. Desde que foi eleito vereador, em 1947, o futuro presidente já tinha por hábito escrever a colegas e subordinados. Foi por meio de uma carta escrita por ele em 1961 e entregue ao Congresso Nacional que Jânio deixou a Presidência. Para a renúncia, há mais de dezoito versões diferentes. As minhas pesquisas indicam que o ex-presidente Jânio da Silva Quadros tentou renunciar pelo menos onze vezes nos mesmos moldes e uma tentativa de deposição em toda a sua vida pública.Para não desmerecer sua biografia, recheada de renúncias, também desta vez Jânio abandonou a Prefeitura dez dias antes de completar o mandato, viajando para Londres. E os últimos dias de governo foram administrados por seu Secretário de Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo. O objetivo deste livro é demonstrar que a renúncia de Jânio da Silva Quadros foi um ato pessoal e suas entrevistas e seus bilhetinhos revelam o estigma e suas várias facetas na arte de renunciar.

Nos sete meses de governo
Nos sete meses de governo, Jânio Quadros despachou cerca de quinhentos “bilhetinhos”, como são chamados popularmente. Os bilhetinhos foram combatidos, mas temidos e respeitados. Neles se observa o humano e o sentido de humor de Jânio Quadros. Os célebres “bilhetinhos” só o eram para o público, pois para JQ, eram despachos, papeletas ou memorandos altamente enérgicos e exigentes. Essas ordens escritas foram cognominadas “bilhetinhos” por um jornal de São Paulo, com o intuito de depreciá-los, mas o efeito foi contrário, e eles ganharam a notoriedade e a importância que realmente importava.
Dizia-se que Jânio inspirara-se em Churchill quando deliberou utilizar-se do sistema dos bilhetinhos. Outros declararam que ele se inspirou em personalidade mais próxima, Getúlio Vargas, que os enviou ao seu antigo chefe da Casa Civil, Sr. Lourival Fontes.
Há quem diga que JQ inspirou-se em Abrahão Lincoln, que se utilizara dos bilhetinhos para vencer em seu país as barreiras burocráticas.
No entanto, os bilhetinhos foram lançados na pessoa do capitão-general Martim Lopes Lobo de Saldanha que, em 1877, quando era governador da Capitania de São Paulo, lançava mão de ordens escritas, sucintas e enérgicas para conseguir providências de caráter imediato.
É de se reconhecer, contudo, que os bilhetes de JQ foram a marca de sua personalidade vigorosa. Os relapsos os temiam. Os responsáveis os respeitavam. Os políticos profissionais os combatiam. O povo os aplaudia.
Vilton, é preciso separar o que é " estórias" e História de Jânio da Silva Quadros. Caso contrário, vão dizer que viram Jânio atravessar a nado o mar Egeu! Abraços, Nelson Valente
Enviado por Nelson Valente - nelsonvalenti@bol.com.br
Publicado em 15/01/2009 Varre, varre vassourinha. Varre toda a bandalheira. Que o povo já está cansado de viver...
É bem assim que a musiquinha da campanha anunciava sua candidatura.
Janio Quadros foi um prefeito que usando a frase do Collor, tinha "aquilo roxo", pois mandava ordenando, e era obedecido até em um insignificante pedaço de papel de pão.
A cadeira que ele mandou desinfectar tinha sido pretenciosamente usada pelo Fernando Henrique para tirar uma foto, que se não me engano foi publicada na revista Realidade.
Hoje, temos novamente um prefeito nos moldes do Janio, mas muito mais sociavel embora energico em suas decisões.
roque
Enviado por roque vasto - roquevasto@itelefonica.com.br
Publicado em 15/01/2009 Existe uma lenda com respeito ao Jánio sobre o fato de um dia o mesmo ter dito Fi-lo porque qui-lo.
E isso nunca aconteceu na realidade,Jamais o Jánio cometeria esse engano. Isso foi dito pelo Maior imitador do Janio que conheci, Murilo de Amorim Corrêa em um texto escrito pelo Evandro Luiz para um quadro humorístico onde o saudoso comediante Imitava o Janio e o Adhemar na Velha TV Record . Esse fato foi confirmado pelo próprio Murilo em 1986 em um almoço na TV Manchete no Intervalo do programa que fazíamos chamado. Apertem O Cinto lançado em 86 pela Manchete, com Costinha, Zé Vasconcelos, Murilo,Scarlet Moon,Geraldo Alves, eu, Zé Trindade ( já idoso )e muitos outros. Fi-lo por que qui-lo foi na realidade apenas um texto humorístico que fez sucesso. e virou lenda dado a fama do excêntrico Jánio da Silva Quadros.
Enviado por Arthur Miranda - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 15/01/2009 um dos projetos mais bonito de urbanização de Sampa foi do seu governo. tratava-se do ajardinamento da extensão do rio Tietê entre a Penha e a Lapa. ficou só no papel! Enviado por turan bei - turanbei@hotmail.com
Publicado em 15/01/2009 Jânio era figura impar, do tipo "Decifra-me ou devoro-te" Enviado por Pedro Nastri - p.nastri@yahoo.com.br