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Categoria - Personagens Juneca-Pessoinha Autor(a): Mario Lopomo - Conheça esse autor
História publicada em 02/05/2009

Durante muito tempo nos anos 1970-80, aparecia algumas pichações nas paredes e muros da cidade de São Paulo. As mais vistas eram Cão Fila Km 32, que aguçava a curiosidade de todos sem saber por que somente isso foi colocado nos muros e beiras de estradas. Depois se ficou sabendo que se tratava de um criador de cães, e o canil ficava naquele quilômetro da Rodovia Raposo Tavares. Mas o que mais intrigava era a pichação Juneca-Pessoinha.

Somente essa inscrição, nada mais além disso. Não só chamava atenção como irritava a todos, inclusive as autoridades. Ninguém sabia quem era o tal Juneca Pessoinha. Se era uma única pessoa, ou uma dupla de pichadores. Também não se sabia de que se tratava aquela inscrição em muros, tapumes e até paredes públicas ou residências. As autoridades nunca se manifestaram a respeito do caso.

Mas quando Jânio Quadros foi eleito, e já tomando posse, foi perguntado sobre Juneca, o prefeito eleito disse:

- Traga-me ele, vivo ou morto! Disse Jânio em tom desafiador.

E não é que surtiu efeito? Juneca desapareceu da noite para o dia. Daí a importância de um administrador que não esconde a cara. Por isso Jânio sempre é lembrado quando hoje se nota a falta de pulso de nossos administradores que têm medo de pagar para ver, com medo de perder votos.

Juneca sumiu. E também seu sumiço foi percebido. Era comum se ouvir:

- E o Juneca? Onde está ele? Será que morreu? Na glosa alguém dizia que era a assombração de Jânio que o perseguia.

Parece que Juneca estava fazendo falta. Ou então somente a curiosidade de saber o que tinha acontecido com uma pessoa que nunca tinha mostrado sua cara. Somente seu pseudônimo.

Depois de algum tempo ele ressurgiu. E estava com a cara na TV dando entrevista. Já não era mais pichador. Agora era um artista grafiteiro. Ele se sentia mais útil e respeitado, mesmo porque onde um grafiteiro trabalha um pichador não se mete.

Vinte anos ou mais depois disso, Juneca aparece num programa de rádio (O gente. Rádio Bandeirantes) e dá uma gostosa entrevista para os apresentadores José Paulo de Andrade, Agostinho Teixeira e Luiz Artur Nogueira.

A pergunta inicial foi se Juneca Pessoinha era uma única pessoa ou duas. Juneca, bem falante, foi dizendo que Juneca é ele, e Pessoinha, outra pessoa, que hoje é advogado. E disse mais: que na época eles escreviam Juneca e Pessoinha, "tudo pelo social". Em breve os murarios da China, Em breve no seu muro. Tinha várias frases que a gente brincava assim.

Zé Paulo - Teve uma pichação que eu flagrei e que é muito interessante: o cidadão pintou o muro de branco, e eu quero saber se foi você ou o Pessoinha. Aí eu quero saber se foi você que escreveu. Roque quem mandou você pintar o muro de branco. Foram vocês que fizeram?

Juneca - Não, não fomos nós, mas interessante. Foi um fato inusitado.

Aí Zé Paulo se lembrou do Jânio Quadros.

Zé Paulo - Você levou quase à loucura, ele já era quase louco, mas você levou mais ainda à loucura o ex- prefeito Jânio Quadros, que num desabafo daqueles, virando os olhos, disse assim: “Me deem o Juneca”, aí você ficou com medo dele, né?

Juneca - É, a gente ficou preocupado, porque na época, adolescente, né, ele ficou contra não só pichadores, grafiteiros, mas contra skatistas, ciclistas, o pessoal que andava no parque do Ibirapuera, travestis, então, de todas as tribos ele estava em cima. Fiquei preocupado, e nós ficamos uma temporada em Salvador, desenvolvendo um trabalho de grafite. Nessa época eu já desenvolvia um trabalho de grafite, e fiquei um tempinho lá até a poeira baixar. Depois eu voltei normalmente aqui para São Paulo.

Zé Paulo - O que me levou a concluir que você fosse baiano, por ter ido pra lá. Você nasceu em São Paulo, e em que bairro você nasceu?

Juneca - Eu nasci no hospital São Paulo, no Paraíso, aqui em São Paulo mesmo.

Zé Paulo - Em que bairro a família morava?

Juneca - Morávamos no Brooklin, e minha adolescência toda no Brooklin, na Chácara Santo Antonio, e por ali.

Zé Paulo - Você é oriundo da classe média?

Juneca - exatamente, e aí meu pai deu-me condições para terminar o colegial e depois ingressar na faculdade de artes plásticas, onde eu finalizei o curso.

Zé Paulo - Naquela época você tinha quantos anos, Juneca?

Juneca - Quando eu parei de pichar eu estava de dezessete para dezoito anos. Depois eu comecei a desenvolver um trabalho com grafite, fiquei uns anos com grafite, me especializando, aí achei que podia acrescentar mais. Queria conhecer um pouco mais de arte, saber um pouco mais da história da arte, aí concluí a faculdade de artes plásticas. Mas sempre paralelamente trabalhando com grafite, desenvolvendo cursos, dando oficinas culturais, eu passei por mais de cinco mil alunos.

Zé Paulo - Foi uma evolução que você foi tendo, né, de pichador para grafiteiro, de grafiteiro a artista plástico de algum nome, já aí no mercado bastante competitivo, né, e eu me lembro de quando houve na câmara municipal de São Paulo a CPI dos fiscais, você expôs algumas das suas obras ali no viaduto Dona Paulina, o que chamou muita atenção na época. Hoje qual é o seu trabalho? Qual é a sua motivação artística, o que você faz, o que você pinta? Você se encaixaria em que escola, aí?

Juneca - É que o grafite é uma arte urbana, como eu comecei com grafite, ele tem todo um compromisso social que está dando o seu recado, que tá falando alguma coisa, é um microfone que eu uso na cidade, não é. Então, nessa época dos vereadores eu fiz uns bonecos satirizando uma história toda que estava acontecendo na época. É, o meu trabalho é voltado muito ao cotidiano. Então teve uma homenagem na época com a prefeita Erundina, que no tempo deu uma certa abertura, já que eu fui muito perseguido pelo Jânio, ela deu uma abertura ao grafite. A morte do Airton Senna, eu o homenageei, então a gente usa muito isso no que a gente quer falar naquele momento, no cotidiano. Depois levando o trabalho para as galerias, para os museus, usando a arte do grafite a gente tenta retratar. A arte do grafite é uma arte efêmera, então a gente pode falar dos assuntos ao mesmo tempo. É só seguir uma linha, como os artistas plásticos seguem. Uma linha só, então é bem ampla e você pode falar o que você está pensando e o que você está sentindo naquele momento.

Zé Paulo - Quer dizer, seria uma crônica, que você pinta e que você desenha?

Juneca - Exatamente. A gente usa isso para dar uma flechada, para dizer: - Ó, nossa opinião é essa, e as pessoas deduzem e tiram as suas próprias conclusões.

Zé Paulo - Hoje você já tem uma formação acadêmica, né? Você passou pela escola de artes plásticas.

Juneca – Sim, eu sou formado em artes plásticas, já fiz algumas exposições na Europa, França, Espanha, Itália. Agora final do ano passado estive no México, então a gente tenta sempre estar acrescentando ao nosso trabalho experiências internacionais, conhecendo novos artistas e tentando evoluir o trabalho próprio, né.

Agostinho – Ô, Juneca, vem cá. Você disse que quando começou eram poucos grupos, né, aqui em São Paulo. Hoje há uma profusão enorme de grupos em toda cidade. Você acha que desvirtuou um pouco daquele objetivo original e até romântico que levou você e seus amigos? Deu uma desvirtuada no que é feito hoje, chamado de grafite, talvez até de forma incorreta aqui em São Paulo?

Juneca - É que acho que na nossa época não tinha tantas pichações, a nossa idéia nem era aparecer, era somente a curiosidade das pessoas. Ou você via o Juneca-Pessoinha numa avenida ou uma ruazinha sem saída, ou da casa de um parente, por exemplo. Não acredito ou numa estrada ou num outro estado numa outra cidade ou numa via que você esteja indo para o litoral, via alguma coisa assim. Depois se tornou, ou começou a se tornar, uma competição, entendeu. Uma competição entre gangues, entre rapazes, tal, e isso acabou poluindo. E com essa poluição acaba não definindo. Ninguém se destaca. Hoje, se você me perguntar quem é o pichador mais atuante na cidade, não sei te dizer, porque a cidade está toda pichada. Então acho que virou modismo e tal, não uma coisa como no caso a gente fazia. Não que era uma coisa certa, mas era uma coisa que não era feita por muitas pessoas entendeu?

Zé Paulo - E as mulheres, como é que reagiam, você arrumou muita namorada naquele tempo? Você ficou famoso nessa época!

Juneca – É, exatamente, é legal porque as pessoas até hoje têm curiosidade, que muita gente me conhece pelo nome, mas não conhece a imagem, né. Às vezes a gente tem a oportunidade de aparecer na televisão, tal, um ou outro acaba vendo, mas a curiosidade não só das mulheres, mas de todas as pessoas, é muito grande, e até hoje eu não conheço o Juneca, tem pessoas que nem acreditam, mas é um fato. Eu sou uma pessoa comum como qualquer outra, mas virou um mito essa coisa de estar sempre presente na rua, então as pessoas comentam sempre isso, é bem engraçado, às vezes até me divirto.

Zé Paulo - E o grande divulgador foi o Jânio Quadros?

Juneca – É, e ajudou bastante. Porque foi bem na época de transição, que eu estava saindo para o grafite. Eu já estava fazendo grafite, e quando ele começou com essa perseguição eu tava com uma obra exposta no MASP, fiz uma releitura de Portinari e tava no salão nobre, então isso levantou muito a imprensa, deu muito essa exposição lá, foi muito legal.

Eduardo - Juneca, nosso repórter André Russo ligou há pouco pra gente lembrando do caso recente de um aluno da Escola de Belas Artes, que no trabalho de conclusão do curso invadiu com um grupo de pichadores, fizeram uma pichação. Era um trabalho de conclusão, e desse caso o que você achou? Foi grande a polêmica na cidade.

Juneca - Fiquei sabendo, eu não estava em São Paulo, mas fiquei sabendo. Eu acho interessante. Acho que tudo o que é diferente é interessante. Eu achei que foi uma iniciativa diferente e por isso tomou essa projeção. Porque eu atendo muitos alunos de CCC, e até perdi a conta que sempre são as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, as mesmas perguntas, eu achei uma coisa inusitada.

Agostinho – Não tem que tomar cuidado, porque as pessoas entendem isso, fico pensando, as pessoas que são comuns? A minha mãe, as pessoas que estão nos ouvindo, elas entendem esse recado? Não tem que haver um cuidado para que você não crie uma reação contrária, porque não há uma simpatia automática pelo trabalho do pichador ou do grafiteiro, não é que todo mundo ama de paixão isso, não tem que haver uma certa cautela para uma reação contrária nas pessoas que vão ser as apreciadoras da sua obra?

Juneca - Sim, apesar de ser polêmico, eu acho que o problema da pichação é um problema de condicionamento cultural, né. Quando você entra na escola, a primeira coisa que você aprende fazer é o seu nome, né, e o menino com uma lata de tinta na mão, o primeiro impulso que ele tem, é o próprio nome e o de sua gangue. Se o próprio ensino tivesse mais ênfase para o desenho, para a forma, para as cores, talvez isso seria diferente. É isso que a gente, durante esses anos todos, tenta incentivar, que as pessoas façam alguma coisa e se manifestem de forma diferente, mas que você tenha incentivo, né, no caso das oficinas, coisa que a gente não tem. Eu acho que me tornei um artista porque tive incentivo de poder conhecer um pouco a arte mais de perto, gostar, entendeu? E desenvolver um trabalho. Porque eu acho que você pode se manifestar de outras formas, não somente através do grafite ou do desenho, mas da música, do teatro, do esporte, enfim, você ter voz ativa na cidade. Infelizmente a gente não tem. Quem tem acesso ou tem recursos está na internet, tá no shopping, tá gastando. O pessoal da periferia não tem esse tipo de recursos, não é, então eles querem dizer que existem e eu acho que é uma forma de eles se manifestarem, entendeu?

Tem pichadores que são até bravos comigo porque acham que eu deveria ser pichador o resto da vida, entendeu, e eu acho que no meu caso foi uma evolução. Eu não me coloco como exemplo, foi uma coisa que aconteceu na minha vida, não é. Eu me desenvolvi, consegui, me vanglorio disso porque consegui fazer exposição fora do Brasil, coisa que artistas consagrados aqui no Brasil ainda não conseguiram. Então, pelo meu caso, eu acho muito válido, mas cada um segue o caminho do que acha melhor pra si, e eu respeito.

Zé Paulo – Aliás, o grafite brasileiro está em destaque no mundo, tem os gêmeos, de onde são os gêmeos?

Juneca - Os gêmeos são daqui de São Paulo, também têm um trabalho muito bacana, tiveram na Escócia, tiveram na Alemanha. Estão fazendo um trabalho internacional muito legal, e o grafite brasileiro é bem recebido na Europa e nos Estados Unidos, inclusive.

Zé Paulo - Os gêmeos começaram como pichadores também?

Juneca - Não. Eles começaram como grafiteiros. Na época nós estávamos começando e eles participaram de algumas exposições que eu organizei também no MIS, e foram se desenvolvendo e hoje são grandes artistas e respeitados lá fora. Isso é muito legal.

Zé Paulo - A pichação veio de Nova York, quando é que você tomou ciência da pichação, “puxa, que legal, vou partir pra isso também”? Foi por Nova York, aquela pichação no metrô, que é famosa?

Juneca - Não, não foi bem assim. Foi uma coisa assim, sem pretensão nenhuma, foi uma coisa de adolescente mesmo, que na época nós...

Zé Paulo - De aparecer.

Juneca - Não é de aparecer, nossa pretensão nunca foi de aparecer, não foi isso. Na época tínhamos moto e compramos um spray para fazer alguns retoques na moto e o que sobrou começamos a pichar a rua. Isso deu um calor no bairro todo, começaram a comentar que nós fizemos alguns pontos na Avenida Santo Amaro, isso aguçou nossa vontade de continuar. Fomos comprar mais uma latinha, mais outra e quando vimos estávamos comprando caixas de spray já, né. E continuamos, as pessoas continuaram a falar, comentar, sempre se escondendo, a imprensa sempre convidando para falar e a gente nunca quis aparecer. Chegou uma hora que não dava mais, aí acabamos. O Pessoinha foi servir o exército também, foi uma das coisas que interrompeu a nossa caminhada. Ele ficou um ano em Brasília servindo. Quando ele voltou fizemos mais um pouquinho e eu passei para o grafite, e estou até hoje fazendo e não saí mais das artes plásticas.

Zé Paulo - Você foi flagrado alguma vez pela polícia fazendo pichação?

Juneca - Por incrível que pareça, não. Várias vezes quase, tipo olhavam sim, mas nunca tivemos um problema com a polícia diretamente.

Zé Paulo - Que horas vocês iam pra rua para essa "arte" aí?

Juneca - Geralmente após as festas, depois da meia-noite, uma hora da manhã. Naquela época era bem mais tranquilo, não tinha essa violência, as pessoas não eram tão desconfiadas como hoje, não tinha tanta polícia na rua como hoje tem muito mais.

Zé Paulo - Você subia em prédios também?

Juneca - Não, não era necessário porque na época a gente mapeava os bairros. Hoje vamos fazer a zona norte, amanhã a zona sul, amanhã oeste. Amanhã vamos fazer o litoral.

Zé Paulo – Olha, pelo que eu senti de você, você começou já naquela época a ficar mais preocupado com isso, porque a partir da notoriedade que você e o Pessoinha ganharam na cidade, foi que os grupos começaram a pintar também. Você sentiu algum perigo naquilo?

Juneca - Não, eu acho que na época houve um apoio. Fui convidado por um artista plástico, conheci a arte mais de perto, por isso que eu fiz muito isso, para a questão de você ter uma oportunidade de conhecer alguma coisa de outra manifestação também.

Zé Paulo - Eu acho que você sentia essa vocação para partir aí para uma coisa mais concreta, mais séria?

Juneca - Não, não. Foi despretensioso, essa coisa de pichação, eu nunca me imaginei artista, eu pensava em ser um jornalista, trabalhar com televisão, coisas assim, foi minha primeira idéia. Aí meio que a vida foi me levando para isso, porque fui conhecendo, fui tendo elementos pra tá se apegando e gostando, tá entendendo? Então eu acho que o grande problema é um problema social, de todas as cidades, de as pessoas não terem oportunidades. Porque se você tivesse oficinas culturais convidando essa moçada para estar fazendo alguma coisa, não somente o grafite. Mas eu não acho que a pichação é feia, o grafite é bonitinho e todo mundo que é pichador tem que ser grafiteiro. Não é isso que estou dizendo. Eu acho que a pessoa tem que ter elementos para se manifestar e conhecer uma outra coisa e ter uma ocupação em que possa se apegar, gostar, e que traga isso pra si como uma profissão, e podendo até se manifestar, se for o caso, né. Mas eu acho que é muita falta de oportunidade, é um grande problema social.

Se eu fosse um pichador hoje, já não teria graça, porque seria um pichador, entendeu, porque eu, no meio de um monte, não ia me destacar, entendeu. Então tudo vai passando, as coisas vão mudando, e eu acho que já está na época de saturação, que a tendência é diminuir e as coisas mudarem para outro canto, não sei pra onde, mas acredito que as coisas vão mudar.

Zé Paulo - Você está com quantos anos hoje, constituiu família, ou continua solteiro?

Juneca - Trinta e sete anos. E continuo solteiro.

Pessoinha é hoje advogado, deixando há muito tempo a condição de pichador. Para quem quiser saber mais de Juneca, é só acessar seu site: www.juneca.com.br. Tem telefone, pode mandar e-mail. E ficar à vontade.

Osvaldo Junior, artista plástico, mais conhecido como Juneca.

e-mail do autor: mlopomo@uol.com.br

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Publicado em 05/02/2009 Mário belo relato de juneca pessoinha me lembroi dessa pichação..Abraço Adolpho. Enviado por Adolpho Adduci - adolphoadduci@yahoo.com.br
Publicado em 05/02/2009 Parabens por trazer esta entrevista do Juneca para o Ze Paulo, muito interessante ver a sua transformação.Um beijo Enviado por margarida p peramezza - peramezza@ajato.com.br
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