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Categoria - São Paulo do século XXI Paraisópolis em Sampa querida Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 19/02/2009

Não sou jornalista, escritor, poeta, gostaria de ter um pouco de cada desse dom.

Paraisópolis, no ano de 2008, andei por dentro dessa comunidade, conheci pessoas trabalhadoras, encanadores, pintores, empregadas domésticas, porteiros, inclusive uma jovem que estuda biologia e mora "num barraco". Almocei, já tomei vários cafés, tenho um amigo que vende num supermercado, é representante de arroz, há salões de festas, pizzarias, salão de beleza, enfim, uma cidade com 80 mil moradores chamada comunidade. Ainda não a "promoveram" a cidade como outras desse país varonil.

Ah!, comi churrasco na laje, nessa "laje" estava no centro de Paraisópolis, eu, Dr. Saulo Costa e Silva, meu amigo médico, o Geraldo, nosso amigo. Fiquei por um bom tempo olhando o redor, vi altos prédios, bonitos, com piscinas em cada andar, carros importados e nacionais, árvores, pessoas bonitas, bem vestidas, apartamentos de alto padrão. Paraisópolis, ao rés do chão, é uma ilha chamada Paraisópolis, próxima do Palácio do Governo Est. SP, Estádio do Morumbi, Hospital Albert Einstein, há vários colégios de primeiro mundo, enfim, tudo de bom. Só que para os habitantes de Paraisópolis, não há acesso a nada, somente são serviçais, de todos nem seus nomes a elite sabe.

Por alguns momentos fiz uma reflexão e comentei com meus amigos, não teria coragem de morar em nenhum dos dois lugares, cada um com sua peculiaridade, há sim bandidos dentro de Paraisópolis, como há no planeta Terra, mas com certeza é a minoria da população, devem ter lá seus motivos para virarem bandidos, não nasceram, optaram por esse caminho.

Assim como na Heliópolis, Favela São Remo, Alba, do Jaguaré, Rio Pequeno, dentre outras tantas.

Com certeza os conflitos entre polícia, poderes públicos, população, "favelados", igrejas, um dia acabarão, temos que ter esperança.

Afinal, não há nada que um bom diálogo não resolva, nós todos temos que nos envolver, assim, esse caos que instalou-se com crimes não continuará.

Salve Maria!

e-mail do autor: viltongiglio@hotmail.com

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Publicado em 18/02/2009 Vc. pode não ser jornalista mas, fez uma bela crônica, Vilton, abordou uma situação muito delicada sem cair na esprrela de conceituar criaturas que, como vc. diz, são produtos das circunstâncias, induzidos pelas condições de vida. Parabens, Giglio.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@terra.com.br
Publicado em 18/02/2009 Deus te ouça ! Enviado por Luiz Simões - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 18/02/2009 A explosão demográfica somada ao exôdo, não só o nordestino (fiz o caminho inverso), a escassa oportunidade social (sem trabalho, sem salário, sem perspectivas), empurra o pobre sonhador para o barranco do desespero e o induz à marginalidade. Sua sugestão ao diálogo só surtiria o efeito desejado se atrelada à uma boa ação social, pois, como está escrito nas Sagradas Escrituras "a fé é morta sem obras". Acho que já teve conversa demais. Tá na hora de usar a ação. Ou seja, arregaçar as mangas. Enviado por nelson de assis - nel.som55@yahoo.com.br
Publicado em 18/02/2009 GIGLIO, EU MOREI 20 ANOS NO MORUMBY, CONHEÇO BEM OS BASTIDORES DA FAVELA PARAISOPOLIS, UMA CORRETORA AMIGA FOI MORTA NO ESTACIONAMENTO NO ANTIGO SUPER MARCADO PAES MENDONÇA. O ASSASINO MORAVA NA FAVELA. A POLICIA TEVE QUE NEGOCIAR COM OS TRAFICANTES PARA PODER PRENDER O MESMO. CONHEÇI UM DOS CHEFOES FOI ASSASINADO DENTRO DO SUPER MERCADO PAES MENDOÇA, NUM SABADO PELA MANHA.
NO ENTERRO DO CHEFAO TINHA MAIS DE 100 CARROS, ACOMPANHANDO O CAIXÂO.
PARECIA ENTERRO DE GOVERNADOR.
Enviado por joao claudio capasso - jccapasso@hotmail.
Publicado em 18/02/2009 Vilton, esta é uma cronica polemica, de toda forma eu acredito que as diferenças devam ser resolvidas com muito dialogo, acordos etc, mas nunca com pancadaria ou qualquer tipo de violência. Humanos...somos todos!! Parabens pelos seu texto e um grande abraço. Enviado por margarida p peramezza - peramezza@ajato.com.br
Publicado em 18/02/2009 Belo e oportuno texto.
Todos tem direito a dignidade de viver.
Abraços
Falcon
Enviado por Marcos Falcon - marcosfalcon@uol.com.br
Publicado em 18/02/2009 Vilton, "de médico e de louco, todos nós temos um pouco". É difícil uma solução! Quem sabe um dia acharão? Um abraço. Enviado por asciudeme joubert - asciudeme@ig.com.br
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