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Categoria - Paisagens e lugares O velho sobradinho Autor(a): Luiz Gonzaga Simões Garcia - Conheça esse autor
História publicada em 04/08/2009
Eu sou Penhense, nasci na Rua Carlos Meira, nº 190, isto lá trás, nos idos anos de 1944.

Vim ao mundo pelas mãos de Dona Marcemina, uma parteira que na época era muito solicitada pelas famílias deste bairro.

O sobradinho em que nasci pertencia a minha avó paterna que se chamava Hortencia.

Hoje não pertence mais à família, mas lá está do mesmo jeito, espremido entre outros seus irmãos construídos na mesma época, e até parece que me acompanha com o olhar quando em sua calçada frequentemente eu passo. Olho para ele e me parece ver meus irmãos, minha mãe, meu pai entrando por aquela porta estreita, muitas vezes sorrindo, brincando outras vezes, tristes e cabisbaixos...

Eles tinham na época as mesmas alegrias e as mesmas dificuldades que tenho hoje. Mas só agora entendo o porquê de não estarem sempre alegres e sorridentes...

Essa nossa vida danada e cheia de subidas e decidas, cheia de alegrias e tristezas, e não a quem seja sempre alegre, mas também não a quem fique sempre triste.

Se parece nostálgica esta minha história que me perdoem... mas é que hoje eu passei em frente ao sobradinho, e todas as vezes que por lá eu passo duas coisas sempre me acontecem... ou volto para casa sorrindo, ou volto chorando... E desta vez meus amigos... eu voltei chorando. Não sei se de saudade, não sei se de tristeza, mas também não sei se de alegria...

e-mail do autor: gonzagagarcia@ig.com.br E-mail: gonzagagarcia@ig.com.br
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Publicado em 08/11/2009 Sr. Luiz, quantas recordações, eu também tive o privilégio de nascer (1961)numa casa com árvores frutíferas, no bairro da Água Rasa e que também foi a mesma casa onde minha mãe nasceu. Ela ( a casa) tem mais de 70 anos, e está conservada, mas tenho a felicidade de poder matar a saudade, pois lá moram meus familiares. Já tentaram comprar para fazer prédio, mas não aceitamos.
Felicidades! Niderce
Enviado por Niderce Teresa - niderceteresa@bol.com.br
Publicado em 16/08/2009 Sr. Luiz Gonzaga... Vida é assim, tem tristeza, tem alegria... mas como dar valor às alegrias se não ficarmos, pelo menos por um dia, infinitamente tristes? Tens história, tens valor, tens a honra e és trabalhador... cuida-te de sorrir ao lembrar de teu passado, vendo tudo aquilo que construiu! Seja Feliz, muito Feliz. Abraço e continue escrevendo ! Enviado por marcial flores - profmarcial@yahoo.com.br
Publicado em 09/08/2009 Luiz, o sobrado não foi sobrado, não foi casa. Foi seu NINHO, de onde você saiu a voar pela vida. Com certeza foi a saudade que lhe fez chorar. É o amargo/doce da nossa vida. Abração, Natale. Enviado por Wlson Natale - wilsonnatal@hotmail.com
Publicado em 08/08/2009 Luiz. Feliz você que passando pelo local onde nasceu viu que as casa (sobrado) está do mesmo jeito. Não é qualquer um que tem essa felicidade.
Chamado a dar uma entrevista para a TV Bandeirantes cobre o nosso site, por ocasião das mil historias. Quiseram que eu mostrasse a casa onde e nasci. Estando lá, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Junior (na época 1940-1951 Rua do Porto) Era um prédio de uns 15 andares. Passando pela avenida dos bandeirantes quando fomos depois de sair da rua do porto, onde morei por 36 anos também era um prédio de quatro andares. Luiz tira uma foto dela, antes que se transforme num estacionamento antes que comece o alicerce de mais um prédio.
Enviado por Mario Lopomo - mlopomo@uol.com.br
Publicado em 06/08/2009 Luiz Gonzaga, a "primeira casa" que nascemos/vivemos, nunca a esquecemos. Parabéns pela narrativa. Um abraço. asciudeme Enviado por asciudeme joubert - asciudeme@ig.com.br
Publicado em 06/08/2009 É...A saudade dói!
Fique feliz, pois o seu sobradinho ainda está em pé com todos os fantasmas entrando e saindo na hora que quizerem. Eles ainda tem o sobradinho para acolhê-los e a sua lembrança para dar-lhes vida...Parabéns.
Um grande abraço.
Enviado por mary clair - clairperon@hotmail.com
Publicado em 06/08/2009 Óla, querido Sr.Luizão linda história, espero que muitas possam ser públicadas pois prescisamos compartilhar nossos momentos com as outras pessoas.


Abraço.
Enviado por Márcio - mfnasc@gmail.com
Publicado em 05/08/2009 Luiz, muito me alegra quando leio por aqui algo sobre o bairro da Penha. Também sou penhense e as lembranças que tenho me trazem emoções semelhantas as tuas.Vamos curtir aquele tempinho bom. Um abraço. Enviado por mragrida pedroso peramezza - peramezza@ajato.com.br
Publicado em 05/08/2009 Querido irmão nossa história é linda, ainda bem que tem você para conta-la, eu ainda não era nscido nesta época mas lá vi muitas fotos na casa de nossa mamacita um abração e fique com Deus. Enviado por Leandro S. Garcia - leburu@bol.com.br
Publicado em 05/08/2009 Luiz, desejo a vc. muitos e muitos anos de vida pra que possa ter sempre, essa emoção de passar pela casa em que nasceu. Enquanto ela estiver de pé (a casa) vc. deve curti-la, sempre. Faz bem pro coração, verdade comprovada. Parabéns.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@terra.com.br
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