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Categoria - Outras histórias Nor.... destinos! Autor(a): Luiz Carlos Gusman - Conheça esse autor
História publicada em 23/08/2010
Não sei se José, João, Severino ou Waldiclay; o que sei é que a eles devemos muito! Foram eles que pavimentaram as ruas do Ipiranga, por onde caminham as saudades do Nelinho. Foram eles, também, que construíram salões, Bixiga afora, que marcam o paladar dos textos do Miguel.

E elas, então? Quem melhor enfrentaria as faxinas pesadas, nas casas da Margarida; da Vera; da Doris... Mais: alojados todos sob a denominação de "baianos", criaram um "nicho de Mercado” que muito fez crescer a publicidade e propaganda, por onde tão bem transitou o Saidenberg e que fez surgir, criada por judeus, a Casas Bahia.

Sem sonhos que ultrapassassem uma digna sobrevivência, eles foram ficando, expandindo limites, preparando a cidade adotiva para sua “megalópica” referência. O coração? Este se dividia entre a origem e o destino.

E por falar em destino... Foi fugindo dele, daquele que se fazia vivo a cada seca, que para cá vieram. Mas, quão danado é esse tal de destino! Para a dor que ele carrega, parece não haver distância, não adiantar fugir. Uma dor para a qual a medicina ainda não descobriu cura. Nem mesmo a cataloga.

Ora...

Sangue não dói? Que, então, faz correrem tantas lágrimas, banhando aquelas faces vincadas e amarelecidas pelo enfrentamento de situações que, por suas necessidades, pouparam-nos de vivê-las?!

Sangue dói, sim! E é uma dor que se estende até onde se estende a descendência, a amizade, o compadrio. Não sei se essa dor é ou não viral; o que sei é que ela também está doendo em mim! E olhem que nenhum grau de parentesco me leva ao Nordeste, especialmente a Alagoas e/ou Pernambuco, ou melhor...

Se a genética se renova a cada dia por suas diárias descobertas, por que não poderia nosso sangue fazer-nos todos irmãos? Afinal, não foi assim que Jesus nos identificou? Pois é. A dor que está doendo lá, sei que também dói aqui, faz-se latente em cada um de nós, frequentadores das páginas do SPMC.

Criaturas especiais que somos, reconhecedores que nos fazemos do tanto que nossa querida São Paulo deve a nossos Irmãos nordestinos. Sei que se faz desnecessário o apelo com o qual termino este texto, pois ele chega atrasado, já que se fará redundante, mas, mesmo assim, tomo a liberdade de pedir a todos vocês leitores, que nos unamos em oração, pedindo a Deus alívio para a imensa dor daqueles que a acreditam destino. Se não bastarem as imagens que a TV nos traz, façamos isso por amor, por caridade ou até mesmo por egoísmo, já que o alívio que lá chegar, certamente repercutirá em nós.

Quando? Agora!

Assim que você terminar esta exaustiva leitura, faça uma oração, seja ela qual for, identificada com qualquer que seja seu credo. Nosso SPMC, pelo qual circulam amor, saudades, eu compartilho e sei que se fará veículo certo.

Afinal, já dizia lá pelos idos de 1500/1600, um tal de William: "há muito mais mistérios entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia!"

e-mail do autor: lcgusman@gmail.com
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Publicado em 11/11/2010 Em texto enviado recentemente ao spmc, quis o destino... abordei heroi D.Quixote de La Mancha e seu fiel escudeiro, Sancho Pança, ao me referir Gusman, a personagens que bem retratas, sem os quais não fora possível alcançarmos os menores objetivos; de modo que compartilho integralmente dessa sua mesma intenção, reconhecendo neles nossos escudeiros irmãos nordentinos, assim como o fez Cervantes na obra retratada. Parabéns. Enviado por Clesio de Luca - clesiodeluca@yahoo.com.br
Publicado em 30/08/2010 Suas colocações são magníficas! De fato São Paulo é e foi feita a partir de uma única palavra- trabalho.Migrantes, imigrantes, todos levantaram e seguem levantando esta cidade que, com propriedade é chamada A CIDADE DE TODOS. É chegar e entrar...Só não vale explodir a cidade e nem sonhar porque não ofertamos um único macaco.Complementando sua observação final, alguém já disse- " além dos aviões de carreira há muitas outras coisas entre os céus e a terra..." Enviado por Trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
Publicado em 28/08/2010 Luiz, não entendi muito bem o seu texto; se é um apelo, uma crítica, um desabafo. Mas, enfim, sobre o tema, acho que nenhum de nós, em nossa trajetória nessa vida, não temos uma pessoa, uma família, um parente, ou nós mesmos, de origem nordestina, que é muito mais que um forte, é uma mola de propulsão, não só de nossa cidade, mas de nosso país. Abraços Enviado por Márcia Sargueiro Calixto - marciascalixto@hotmail.com
Publicado em 25/08/2010 Eu que o diga. Aliás, já disse em 'Banainada Paulista' e 'Baianada Paulista II'.
Abraços
Enviado por nelson de assis - nel.som55@yahoo.com.br
Publicado em 24/08/2010 Luiz Carlos Gusman, a generosidade eleva o homem, sua mensagem sabiamente escrita certamente encantará todos que tiverem acesso a ela, parabéns. Enviado por Marina Gentile - dagazema@gmail.com
Publicado em 24/08/2010 E por falar em nordestinos, eles vinham aos montes tanto pela estação do norte (Largo da concórdia) como em caminhões os chamados paus de araras. Eram pessoas mirradas, magras, mas na construção civil foram os braços fortes e, a eles devemos a maior parte dos espigões que temos por toda a nossa cidade. Enviado por Mário Lopomo - mlopomo@uol.com.br
Publicado em 23/08/2010 Parabéns pelo brilhante texto, caro Gusman. Reflexivo, altruísta e construtivo, dando muito a que pensar aos escritores do SPMC, gentilmente homenageados tb nesta crônica - louvação a nossos irmãos do nordeste.
Grande abraço !
Enviado por Luiz Simões - saidenberg@ajato.com.br
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