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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Jornais de São Paulo Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 22/10/2010

Hábito de ler aprende-se em casa e continua na escola. Desde garoto, gostava de ler gibis, pois não havia essa fartura de livros que temos hoje. Inclusive éramos obrigados a escrever redações, ditados, cartas às namoradas, pedidos de empregos... Eram canetas à tinteiro e um mata-borrão de quebra. Na época também tínhamos em São Paulo diversos jornais como Ultima-Hora, Diário da Noite, A Gazeta Esportiva, Diário Popular, Estado de São Paulo, entre outros. O jornal que li pouco, mas que sempre dava confusão, chamava-se Pasquim.

Certa ocasião, resolvi participar de uma corrida de bicicleta chamada "Nove de Julho", realizada na Avenida Paulista e organizada pela fábrica de bicicletas Monark, com apoio de A Gazeta Esportiva. A Gazeta Esportiva era um jornal de muita credibilidade, onde os jornalistas faziam poesias nas suas reportagens.

Como eram muitos participantes, fui chamado pela Gazeta Esportiva para tirar uma foto com a camiseta e o número da inscrição. Fiquei muito feliz, embora não estava muito preparado para tal evento; mas queria competir e, garoto, já gostava muito de esportes. Fiquei muito feliz ao ver minha foto na Gazeta Esportiva, porém, não me lembro se saíra no dia seguinte ou dois dias depois.

Enfim, adquiri esse hábito de ler jornal com um amigo executivo da Monark a quem até hoje sou grato: o Elson Pena. Ele lia dois jornais por dia, estudava administração; era um intelectual na época, achava agradável aos olhos ver pessoas lendo livros, jornais, revistas, escrevendo...

Anos mais tarde, encontrei esse amigo numa loja do Mappin. Esse morava na Inglaterra, era executivo de uma indústria nacional de papel (aliás, fui convidado para trabalhar lá, numa cidade chamada Cadiff).

Os jornais de Sampa sempre tiveram uma relevância muito grande em minha vida e ainda tem! Um caso que me marcou também, numa dessas leituras de jornal de bairro, foi, ao estar num banheiro, li a missa de sétimo dia de um amigo, falecido num acidente de automóvel na BR116; estudou comigo e era meu coordenador numa academia de natação no bairro do Brooklin...

Compra-se, vende-se, trocam-se informações com muita facilidade. Esperamos que jornal nunca acabe!

E-mail: viltongiglio@hotmail.com

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Publicado em 29/03/2011 Parabéns pelo texto. Eu também li muitos jornais a Folha de São Paulo e o Pasquin durante meu trajeto do Socorro até o Gasômetro, no Braz, onde eu estudava no SENAI Roberto Simonsen. Não acho que teria a mesma graça ler um e-book ou qualquer outro aparato eletrônico dentro de um ônibus, o Jornal em papel é muito mais prático. Concordo com você, o jornal não está com os dias contados, como acreditam alguns.
Aroldo Ramos
Enviado por Aroldo Ramos da Silva - aroldoramos@gmail.com
Publicado em 26/10/2010 Havia um dito popular que dizia, " o homem que lê vale mais"...Gibis, Almanaques, Revistas, Jornais, Livros, Internet, tudo isto nos torna antenados e ligados ao mundo exterior. Desde menina sempre fui incentivada a ler e isto ajudou-me em minha praxis social.Parabéns pela escolha do assunto. Enviado por Trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
Publicado em 24/10/2010 Até os jornais de antes, eram melhores que os atuais.O jornal "Folha da Tarde", do grupo da Folha de S.Paulo, era gostoso de se ler...Tinha a Gazeta Esportiva, Popular da Tarde, Diário da Noite, Ultima Hora, Jornal da Tarde e Diário Popular e Noticias Populares....Eram jornais tradicionais e sérios. Hoje só se vê propaganda nos jornais. Interessante seu tema, caro Vilton. Enviado por Chico Lemmi - franciscolemmifilho@yahoo.com.br
Publicado em 24/10/2010 João Cláudio, very good! Meu pai me obrigava a ler o "Times" e depois tinha que fazer a tradução pois era obrigado a ler e falar em inglês. Enviado por Rubens R. Romero - rrubensrr@bol.com.br
Publicado em 24/10/2010 sr. Vilton, eu também sempre fui apaixonada pela leitura de jornal. Na ditadura, trabalhei como revisora de textos num jornal de oposição. Eu me sentia muito importante, apesar de ser uma simples revisora de Português. Abraços, Vera. Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 23/10/2010 Texto realmente formidável e de grande relevância na atualidade,onde o mundo está quase todo informatizado.Creio também como você,que o jornal nunca morrerá,pois é um meio de aprendizagem incrível e culturalmente rico.E como você tão bem comentou no seu texto,o hábito é sempre incentivado por alguém.No meu caso,meu avô adorava ler os jornais:"A Última Hora" e o "Jornal do Brasil".Meu tio lia "O Pasquim" e eu também adorava ler gibis e almanaques.Parabéns pelo belíssimo e valoroso texto! Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - anamarisribeiro@ig.com.br
Publicado em 23/10/2010 Proposta foi feita e apresentada no sentido de uso de “Jornal em Sala de Aula” com assistência analítica da notícia, com aquilo que é fato e o que pode vir a sê-lo, com as proporções do imediatismo do noticiário que “Vende um Momento”, não presumindo que precisa ser comprovada como notícia, aquilo que, por vezes, torna-se apenas boato. Este fenômeno não se leva em conta a pesquisa cientifica, sendo considerada confirmação histórica pela necessidade investigativa. Mesmo contida na notícia essa condição da falta de confirmação ser obrigatória, tenho costume de recortar e arquivar a noticia para uma comparação posterior, que por vezes demanda anos a confirmação de uma verdade histórica. O jornal possui acessos imediatos a locais restritos para a historiografia, exemplificando cita-se tomadas internas de mosteiros, catedrais e museus, aliás, São Paulo deixa a desejar quanto ao fato de recolherem-se imagens destes locais para um recorte de pesquisa, diga-se uma epopéia de contatos sem retornos dos egrégios controladores deste cabedal, fato este que está aberta às portas da mídia televisiva e jornalística globalizada.
Caro amigo você sabe o quanto foi difícil conter os ímpetos de entrevistas do retorno do “Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico”, e “nossa caminhada” percorrida para manter a verdade histórica deste momento!
Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 22/10/2010 Os jornais sempre foram fontes das mais diversas novidades, berço de grandes jornalistas que sabiam fazer a "cabeça" de seus leitores. A importância dos jornais, na cultura de um povo, tem o peso do próprio oxigênio na vida. Seu texto é válido, em qualquer época, Giglio, parabéns.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 22/10/2010 Os jornais sempre foram fontes das mais diversas novidades, berço de grandes jornalistas que sabiam fazer a "cabeça" de seus leitores. A importância dos jornais, na cultura de um povo, tem o peso do próprio oxigênio na vida. Seu texto é válido, em qualquer época, Giglio, parabéns.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 22/10/2010 Vilton gosto de ler jornais,revistas,livros e aprecio também a troca de informações.Abraços Clesio. Enviado por Clesio de Luca - clesiodeluca@yahoo.com.br
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