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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Braz, minha vida Autor(a): Luiz Laruccia Neto - Conheça esse autor
História publicada em 15/11/2010
Primeiramente, quero dizer que o bairro do Braz é praticamente a minha vida. Foi nesse bairro em que nasci, no ano de 1958, na antiga Rua Américo Brasiliense, número 580, que hoje é a Rua Professor Euripedes Simões de Paula. Por sinal, foi nesse mesmo lugar que meu pai, Vito Antonio Laruccia, também nasceu em 1934.

E lá moramos até 1970, quando o proprietário vendeu a casa para construção de armazéns, para a zona cerealista.

Na frente de minha casa ficava a Caixotaria Santo Antônio, que pertencia ao meu avô, Luigi Laruccia. Lá trabalhava seus filhos, meu pai e meu tio, chamado Pedro, juntamente com suas filhas Ângela e Tereza.

Vale lembrar que meu pai e eu moramos e trabalhamos no Bráz até hoje. Ele mora na Rua Professor Batista de Andrade, e eu na Rua Monsenhor de Andrade, no Edifício Rua Monteiro.

Aliás, tanto eu quanto meu pai estudamos no Rainha Margarida, na Rua do Gasômetro. O uniforme tinha uma gravata azul, com uma margarida bordada... Depois, estudei no Caetano de Campos, na Praça da República, e fiz o ginásio no Anne Frank, no prédio do Romão Puigari, à noite.

Falando nisso, minha mãe, Francisca Bargiela, também estou no Romão; ela que nasceu e morou na Rua Caetano Pinto.

Depois que tivemos de nos mudarmos, além de ter fechado a caixotaria de meu avô, meu pai trabalhou realizando jogos do bicho. Ah, o jogo do bicho... Talvez o mais correto dos jogos de azar, pois meu pai tem uma clientela fixa, que o segue até hoje, e sustentou nossa família, dentro do possível, com esta “profissão”: eu, minha mãe e meus três irmãos (Zequinha, Quinha e Pixote).

Fomos morar na Rua Benjamin de Oliveira, nº 191. Nunca abandonamos o querido Braz. Fomos mudando à medida que o aluguel subia muito e fomos para Rua Fernandes Silva, Benjamin de Oliveira (no prédio do Sr. Dilvo Silvestre), Rua da Alfandega, Rua Assunção e Rua Fernandes Silva.

Após todas essas mudanças, me casei. Casei-me com uma garota linda, Marina Borges de Lima, quando ela tinha apenas 14 anos. Minha Marina veio de Garça, uma cidade do interior de São Paulo, que também morava na Rua Benjamin de Oliveira, em cima do Bar Sete.

Casamos-nos em 1983, temos três filhos: Bruna, Vito e Caroline. Lembrando que meu pai tem 77 anos de Braz, morando e trabalhando no mesmo bairro desde que nasceu. Hoje ele trabalha na esquina da Rua Fernandes Silva, com Monsenhor de Andrade. E eu estou indo pro mesmo caminho.

E-mail: mozaoese@globo.com E-mail: mozaoese@globo.com
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Publicado em 01/07/2011 Meu caro Luiz Laruccia, que saudades meu amigo, nos idos de 1991 a 1993, trabalhamos juntos na Andrea S/A, lendo seus relatos e de Modesto Laruccia pude fazer uma viagem ao Bráz, lugar bom de se viver, grande abraço. Enviado por Jefferson Sales Pontes - pontesshalom@yahoo.com.br
Publicado em 03/12/2010 Lembro do João e do Chicão, que moravam em uma vila na Rangel Pestana. Umas de suas irmãs, morreu cedo. A Lú, se não me engano, casou com o irmão da Márcia.
Estudei com o Bargiela na 6ª série F, no Anne Frank. Uma classe terrivel. O Jorge (Trav. Lameirão), casado com a Selma, foi meu padrinho de casamento. Nesta época eu já tinha me mudado para o Campo Belo (zona sul), mas não saia do Braz e dos amigos. O Viché (Vitangelo Petruzzi), mora perto de casa.
Certamente você vai lembrar desta turma.
Enviado por Pedro Nastri - p.nastri@yahoo.com.br
Publicado em 03/12/2010 Luiz, morei em todas essas ruas Alfandega num cortiço ao lado de uma padaria, depois em um quarto com uma familia de bareses, B.Olivª, na casa do Sr.Modesto,na F.Silva 250 ao lado da Tia do RISONHO do The Clevers e o barzinho do Sr.Amandio, estudei na R.Marg com as freiras, comi muito pão bolinha em sopas, e aos 16 a Sta Rosa, quando namorei João vulgo TUÁ, um moço loiro da R.Alfandega, mas a maior parte fiquei com minha tia(Carmen mãe de criação) na Mª Dometila, e no Parque D.Pedro, um abraço. Enviado por Branca Rosa Pannuci - kukinel@hotmail.com
Publicado em 28/11/2010 Luiz, não consegui ligar o nome à pessoa. Nasci no Bráz em 56. Estudei nos mesmos colégios. Certamente nos esbarramos nos bailinhos da vida. Joguei no São Vito e depois fui jogar no Ajax, do Pilão. Jorge, Rosa, Marquinhos, Pedrinho (Petruzzi), Viché, Armandinho (goleiro), Tostão, Bargiella, etc. A concentração para o jogo de domingo de manhã era no sábado, nos bailes na casa da Selma, Coca, Marcia na Rua Sampaio Moreira. Abraços caro BRAZENSE Enviado por Pedro Nastri - p.nastri@yahoo.com.br
Publicado em 16/11/2010 Então Luiz, eu nasci em 45 na rua Benjamim de Oliveira, na casa do Murte e sune, o peixeiro, seu pai deve se lembrar, a casa foi demolida mas era penso eu, mais no numero 200 e pouco. A senhora da casa era parteira e trouxe ao mundo esta que escreve. O Braz é um lugar abençoado e eu sinto uma saudade louca de tudo. Que felicidade você ter seu pai e ainda morarem no Braz. parabéns pela declaração de amor. Parabéns e muita saúde. Enviado por mary clair - clairperon@hotmail.com
Publicado em 16/11/2010 Parabéns pelo texto Luiz, assim como nos comunicamos por causa do meu em "Brás, Anos 70", mesmo não me recordando de você, desejo sucesso e conte sempre que puder, alguma das lembranças dos nossos velhos e bons tempos de Brás. Enviado por Carlos Rocha - carlos.rocha88@terra.com.br
Publicado em 16/11/2010 Caríssimo Luiz (Luigi, pra não negar o vovô), temos o mesmo sobrenome e não somos parentes, (pelo menos, quando conheci seu avô, Luigi, meu pai, Bartholomeu Laruccia dizia que não havia nenhum vínculo entre nossas famílias. Bem, isso não importa. Conheci seu avô, Luigi Laruccia, o caixoteiro, (cheguei a visita-lo várias vezes). Tenho 78 anos, quase a mesma idade de seu pai, que conheço, também mas, sai do Braz há 40 anos. Morava na rua do Gasômetro, antes, na do Lucas, Alfandega, Monsenhor Andrade e Assumpção, onde nasci em 1932.
Vc deve ter tido amizade ou mais contatos com meus sobrinhos, Mingo, Marcos, Eduardo, Bartolo (já falecido) todos Laruccia, jogavam no São Vito, o Daniel (falecido) Fábio, Junior Espejo, filhos de minha irmã, Rosalia. Vc tem a mesma idade de meu primogênito, Maurício, ele tinha 11 anos quando sai do Braz.
Fico contente de ter mais um “brazeiro” ou “brazista”, que ainda mora no Braz e que tem o mesmo sobrenome que eu. Dê um abraço ao seu pai e qualquer dia destes vou fazer uma “fezinha” aí, na prof. Batista. Parabéns pelo texto, Luiz.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 16/11/2010 Olá, Luiz! ler dois textos, no mesmo dia, falando
do Bráz e da Rua Professor Batista de Andrade é
muito bom! é bom demais! Essas ruas que você citou
eu as percorri centenas de vezes de bicicleta e a
pé também. Já casada, tivemos durante quase vinte
anos uma madeireira na rua do Gasometro. Parabéns
Enviado por Lia Beatriz Ferrero Salles Silva - lia.ferrero@hotmail.com
Publicado em 15/11/2010 Luiz. Belo 'debut' em nosso site. O Braz (com 'Z' e como querem todos os descendentes da família Laruccia) é e sempre será um bairro emblemático e de muitas histórias. Viví esta inigualável atmosfera na década de sessenta. Incomparável. Voce é parente do Modesto? Faltou falar um pouco dele em sua crônica. Abraços. Enviado por Nelson de Assis - nel.som55@yahoo.com.br
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