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Categoria - Paisagens e lugares Minhas boates preferidas Autor(a): Léa Wanda Maurano - Conheça esse autor
História publicada em 07/02/2011
Ao fazer 18 anos, e ficar noiva, realizei um sonho que tinha desde menina: ir a uma boate. E foi na boate Lord, localizada no Hotel Lord, no Largo do Arouche perto da São João, que, a convite de um cunhado, esse sonho foi realizado. Foi uma tripla comemoração: meu noivado, meus 18 anos e o fato de poder, então, frequentar um lugar como esse.

Nessa noite dancei ao som da orquestra de Tommy Dorsey! Era dezembro de 1951. Foi simplesmente memorável. Como meu noivo (depois meu marido) adorava dançar, a partir daí não paramos mais de ir a boates, principalmente na Oasis. Ela ficava na 7 de Abril, quase esquina com a Ipiranga, numa espécie de subsolo de um edifício de apartamentos, Edifício Esther, se não me engano. Lá na Oasis se reunia a fina flor da sociedade paulistana, liderada pela "locomotiva" da época: Sra. Bia Coutinho, uma mulher muito alegre, sempre rodeada por uma turma de amigos, estava sempre na boate. E lá se apresentavam Cauby Peixoto e seu irmão Moacyr e, se não me engano, lá também cantaram Ângela Maria e Maysa.

Eu frequentava, também, um restaurante dançante: o Jardim de Inverno Fasano, que ficava na rua Brigadeiro Tobias - por mais incrível que possa parecer hoje!

Mais tarde, já nos anos 60/70, íamos muito ao Beco, na Bela Cintra, onde teve início a carreira da cantora Simone, na época conhecida como a "jogadora de basquete (ou vôlei?) que canta". No Beco, era engraçado: tinham uns shows para turistas, onde dançarinos negros se vestiam como indígenas ou africanos, e dançavam músicas um tanto exóticas, o que deixavam os turistas de boca aberta! Isso nos divertia bastante.

Já nos anos 70, o negócio era dançar nos "sambões", casas especializadas em samba: Igrejinha, Catedral do Samba e Cartola - localizadas no Paraíso, Bela Vista e Santa Cecília, respectivamente - eram as nossas preferidas. Mas, depois dessas, paramos de frequentar esses lugares: não havia mais condições...

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Publicado em 25/10/2011 Trini Pantiga, só agora li seu comentário. Mas, realmente, não havia mais condições de se curtir a noite depois que essas boates e "sambões" desapareceram. O último lugar decente que sobrou foi a Opus 2001, na rua da Consolação. Fechada esta, acabou! Quanto a se enturmar, digo que a minha turma era bastante grande e animada; e o que nos restou foi passarmos a frequentar o clube - Hebraica - e não mais boates, que aliás nem mais existiam, pelo menos as de nível bom. Só restou a saudade! Enviado por Léa Maurano - lwmaurano@uol.com.br
Publicado em 18/02/2011 Amiga Léa : Eu também gostava muito de boate. Principamente de MPB como a Catedral do Joâo Alberto que namorava na época a Vera Gimenez, a mulher mais bonita de então. Mais tarde fui às festinhas de aniversário da Luciana, realizadas no "Moustache", de portas fechadas em "petit comitée". O Beco era o império da Watusi, uma musa
negra enorme, muito alta que encantava todo mundo.
As "moças de companhia" só eram encontradas no La Licorne e no SubWay. Tempos romanticos, bons tempos. EMP
Enviado por expedito marques pereira - marquespereira75@gmail.com
Publicado em 12/02/2011 Hoje, domingo (13.02)ouvi uma declaração do proprio Cauby Peixoto na TV, dizendo que de fato era "menor de idade" quando cantava na boate Oasis...(esquecí que a maioridade nos anos 50 era somente após 21 anos...e não de 18) e êle cantava "escondido" na boate Oasis (atrás dos pilares) quanto tinha 20 anos...(1951).O Rubens Rosa, tem razão...minhas desculpas...Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - flaviojrocha@bol.com.br
Publicado em 09/02/2011 Hoje, dia 10/2 é aniversario de Cauby Peixoto (que faz 80 anos-10.02.1931) até 1951 êle permaneceu no Rio de Janeiro, onde nasceu na cidade de Niteroi. Em 1951 lançou seu primeiro disco e em 1952 foi para São Paulo, cantando na boate Oasis com "21 anos" (portanto já maior de idade) apresentando-se juntamente com seu irmão e ao mesmo tempo cantava também na Radio Excelsior...cantar "escondido" por ser menor de idade, na boate Oasis é balela... - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - flaviojrocha@bol.com.br
Publicado em 08/02/2011 COMPLEMENTANDO O JOGRAL TERMINOU SEUS DIAS DE VIDA NA RUA MACEIO. Enviado por joao claudio capasso - jccapasso1@hotmail.com
Publicado em 08/02/2011 Conheci a boate Oasis depois que mudou para Executivo Bar, no mesmo local, embaixo mesmo do edifício Ester, que foi considerado o primeiro prédio de arquitetura moderna de São Paulo.
Você lembrou também do Beco, que tanto queria conhecer e quase fui na época do show Rose Rose Rosemary.
O Hotel Lord por uns tempos foi residência do cantor Roberto Carlos.
Boas lembranças .
Enviado por gilberto maluf - azermaluf@yahoo.com.br
Publicado em 08/02/2011 Que delicia !! Enviado por rita cassia oliveira - rcco3@hotmail.com
Publicado em 08/02/2011 Em adendo ao meu comentário de 08.02, a "tal ruazinha" em cuja esquina com a rua Brigadeiro Tobias, ficava o Jardim de Inverno Fasano, chama-se rua Cel.Batista da Luz...(não sei se, em 1951 tinha o mesmo nome) - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - flaviojrocha@bol.com.br
Publicado em 08/02/2011 LEA, Você falou dos "sambões" e eu gostaria de citar o famoso JOGRAL, do compositor e cantor Luís Carlos Paraná. Essa boate, da década de 60,
funcionou na Galeria Metrópole, tendo-se mudado
em 68 para a rua Avanhandava. Lá pude ver Leyla Diniz, Elza soares, Gilberto Gil, Maysa e o sambista Adauto Santos, entre outros.Infelizmente o Jogral encerrou as atividades por ocasião do falecimento de Luis Carlos Paraná em 1970. Uma pena! Mas valeu a pena enquanto durou!
Enviado por LAERTE CARMELLO - laertecarmello@hotmail.com
Publicado em 08/02/2011 Léa,parabéns, você acertou na loteria ao escolher o maridão...Agora, essa de não haver mais condições? Sempre há, Lea, é só vocês se enturmarem...Um abraço, Enviado por Trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
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