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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Sou nascido e criado no Cambuci II Autor(a): Pedro Desidério Mosconi - Conheça esse autor
História publicada em 28/09/2006
Lembro-me das missas aos domingos na Igreja Dom Bosco, do outro lado da Avenida do Estado, onde após a missa minha mãe nos levava para comer churros e até hoje, segundo pude assistir no programa do Tudo a ver, o velhinho espanhol ainda faz o churro da mesma maneira.
Adorava pegar o bonde aberto na rua da Independência e ir até o Museu do Ipiranga, onde passávamos as tardes de domingo, rolando na grama do majestosos jardins do Palácio Imperial.
Em 1961 ingressei na Escola Técnica Antarctica, mantida pela fundação Antonio e Helena Zerrener, onde estudava das 7 da manhã às 5 da tarde, com aulas teóricas pela manhã e práticas á tarde. Aprendíamos de tudo um pouco. Mecânica - onde eram torneadas as bombas para acoplar aos barris de chope, a carpintaria- onde eram fabricados os engradados para os refrigerantes, a gráfica - onde eram impressos os rótulos para posterior colagem nas garrafas, - fábrica de pregos, a oficina elétrica, - onde aprendíamos a profissão de eletrotécnico, e no período das férias fazíamos estágios nas oficinas e ganhávamos uns troquinhos para os gastos de final de semana.
Às vezes freqüentávamos a Igreja da Glória, na parte alta do bairro, próximo ao Liceu Siqueira Campos.
Pizza, quando comíamos era um pedaço só na padaria da esquina da Independência com o Largo do Cambuci, depois de assistir uma matinê no cine Riviera e descer a pé a Lins de Vasconcelos.
De quando em vez meu tio Oswaldo colocava algumas almofadas na carroceria do caminhão e íamos passar o domingo no sítio de meu tio avô Angelin, no alto da Cantareira. Era uma viagem sem fim, só mato e muito ar puro.
Quando não íamos visitar minha tia Clotilde no Parque Bristol, que era vizinho do atual Parque zoológico de São Paulo. Quanta tranqüilidade e sossego. Nada de maldade e somente brincadeiras sadias com os primos e amiguinhos.
Não existia a discriminação de classes sociais e todos se sentiam iguais diante de todos.
A garagem da CMTC na rua Stefano vivia repleta de ônibus antigos importados e vazando óleo pelas ruas.
As Lojas Mesbla na avenida do Estado, a Jonshon, chicletes Adams, fábricas da Avenida do Estado.
Lojas Alhambra, Casas Weigant, o velho fotografo japonês que era o único do bairro, fotografava batizado, primeira comunhão, casamentos, eventos, etc. só dava ele.

Meu tio Carlos tinha uma oficina mecânica na rua Barão de Jaguara e o meu tio Emilio tinha um açougue na rua Luiz Gama. A família estava sempre unida e por perto. Hoje todos desagregados e estranhos.
Como mudaram as coisas em quase 40 anos. Que pena. Que saudades dos velhos e queridos tempos, que não voltam jamais. E-mail: pdmosconi@hotmail.com
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Publicado em 13/07/2008 Fiquei muito feliz ao ler este depoimento pois eu era vizinha do Pedro e amiga da irmã dele, a Maria Luiza.Fomos criados praticamente junto, mas acho que o Pedro não lembra de mim.
Realmente vivemos uma épocA muito boa e eu sempre digo que eramos felizes e não sabíamos.
As coisas eram mais difíceis, mas não havia miséria nem violência.Podíamos brincar na rua, nos arrebentavamos nos carrinhs de rolemã, puland corda e nossos pais ne ficavam sabendo.
Respeitávamos os mais velhos e, quando nossos pais diziam não, era não.Comíamos de tudo e, de vez em quando ermos obrigados a tomar Licor de Cacau Xavier para matar os vermes e um remédio horrível chamado Emulsão de Scott, aquele do homem com um bacalhau nas costas..rsrsrs..Volto a dizer que eramos felizes e não sabíamos.
Beijão Pedro e obrigada por me levar d volta ao passado.
Sueli
Enviado por sueli pioli - suelipioli@hotmail.com
Publicado em 20/04/2008 Hoje sem ter o que fazer abri a internet e comecei a procurar pessoas que estudaram na ETA, e qual nao foi minha supresa encontrei aqui um monte de depoimentos....que saudadeeeeeeeeeeeeeeee.....eu entrei acho que em 1965 e sai quando terminei o ginasio, mas meu irmao continuou e fez quimica ele se chama Emerson Joel, è com saudade que lembro da vida que eu levava na escola era bom demais mas eu nao sabia que depois encontraria como hoje um mundo todo diferente daquele fechado em que passei tantos anos. Mas legal ver estes depoimentos aqui, hoje è dia 21 de abril de 2008, hoje moro na Italia e como sinto falta do meu Brasil. Um abraço a todos e a voce tambem Pedro por ter tido a feliz ideia de escrever sobre tua vida aqui. Enviado por Eliana Jussara - elianajg@gmail.com
Publicado em 13/04/2008 PEDRO, SUA HISTÓRIA DE FATO TRAZ GRANDES LEMBRANÇAS. NASCI E MOREI NA CESARIO RAMALHO DE 46 A 75. MINHA JUVENTUDE TODA PASSEI NO CAMBUCI. OSCAR THOMPSON, COLÉGIO DA GLORIA, INTERNACIONAL DO CAMBUCI, ACM, CLUBE ASTURIANO, ETC ETC ETC PARA ESCLARECER ALGUNS PONTOS DE VISTA QUE VC RELATOU, A GARAGEM DA CMTC NÃO ERA NA STEFANO E SIM NA CESARIO RAMALHO, O FOTO OKADA NÃO ERA O UNICO POIS TINHAMOS O FOTO LEO NA INDEPENDENCIA E UM POUCO MAIS RETIRADO NA RUA DA GLORIA O FOTO TUCCI, E A PISSARIA QUE VC MENCIONA NA ESQUINA DA INDEPENDÊNCIA ERA O PASCOALINO...ENTREM EM CONTATO AMIGOS DO BAIRRO, QUE POR ACASO VENHAM SE LEMBRAR DE MIM E ABRAÇOS A TODOS. Enviado por CLEDESTON FARAH - cledesfarah@uol.com.br
Publicado em 12/04/2008 Não sei se é possível, mas gostaria do email do Pedro, fui vizinha dele no Cambuci nos tempos de criança e juventude, morávamos na Rua Vicente de Carvalho e gostaria muito de falar com ele.Qto ao que ele escreveu é realmente muito lindo e saudoso, pois vivi tudo isso tbm.Obrigada. Enviado por Ivonete Sacone - ivonetesacone@hotmail.com
Publicado em 12/04/2008 Olá Pedro, estou muito feliz em ler esse seu depoimento, ele me levou aos tempos de criança, morei na mesma rua que você Rua Vicente de Carvalho, lembra qdo íamos assistir tv na casa da Dna Olivia, velhos tempos, belos dias, parodiando a música,mudei de lá qdo casei em 1969 mas as vezes passo por lá, minha casa não existe mais, a sua ainda existe, está tudo muito diferente , mas deixa uma saudades dos tempos de infância.Hoje a minha filha mora no Cambuci, mas lá em cima uma travessa da Lins, rua Basilio da Cunha, então sempre estou por lá.Desejo ``a vc muitas felicidades e fiquei super feliz em te encontrar por aqui.Abraço. Enviado por Ivonete Sacone Campos - ivonetesacone@hotmail.com
Publicado em 27/03/2008 Como é gostoso relembrar o passado
Parabens Sr Pedro pelo depoimento.
Morei na rua Luiz Gama 380/394 de 1967 ate 1987 quando casei e vim para Santo Amaro.
Meus pais ficaram no Cambuci ate 1993 mais ou menos (não lembro bem o ano que sairam do bairro)
Tinhamos um bar (Bar do Ari) bem enfrente da entrada de veiculos da Mesbla oficina na R Luiz Gama.
Quando criança no mesmo quarteirão tinha uma padaria a do Sr Manuel... em cima era uma escola de Surdos e Mudos, ficava bem enfrente ao predio que era do INPS (hoje é um asilo).
Quantas noites sem dormir por causa das enchentes, em 1974 ficamos 3 dias ilhados, dentro do bar do meu pai a agua chegou a 2 metros.
Da janela do meu quarto em sentido a mooca não tinha divisão Cambuci, Rio Tamanduatei e Mooca era um mar só.
Cheguei a Jogar bola nos campos do Clicerio (hoje é um predio que pertence ao INSS).
No quarteirão atras de minha casa tinha um campinho de terra aonde jogavamos futebol.(tinha a garagem e oficina dos veiculos do INPS ambulancias)
Estudei no Colegio Gloria,na Escola Antonio Carlos Pereira, Antonio Firmino de Proença e no Dom Bosco na Mooca
Meus pais compravam massa de macarão fresco na cantina 1020 na Barão de Jaguara e pizza no Javali R Luiz Gama.
No largo tem a casa de materiais Lucilo, a loja de animais proximo a Lins de Vasconcelos eram dois irmão.
Bons tempos.
Tambem tinhamos um restaurante para funcionarios dentro do predio da Mesbla Av do Estado
A maioria dos meus amigos moravam nos predios do IAPI (Sergio Ceccato, Neno, Eliana, Leda, Sandra, Nadia, Valeria, Mauro, Mané, Beth Morena, Edil, Chubrega e muito outros .....
Na Luiz Gama proximo da av do estado tem a oficina do Nigó (Roberto mecanico)
Pena que o bairro esta largado pelos orgãos publicos.
Enviado por Luiz Roberto Taveira - luiztaveira@yahoo.com.br
Publicado em 06/03/2008 È estremamente emocionante, encontrar alguem que se tambem como eu estudou na ETA, e tem as mesmas lembrança agradaveis como eu.
Ao ler sua história fui transportado a uma fase de minha vida que até hoje aos meus 55 anos foram as melhores...maravilhosa...e divertidas.
Cursei a admissão com o professor Mario, ginasio industrial mecânica e tecnico eletrotécnica.
Até hoje me lembro do Genaro, Amendola, Ubirajára, Prof. Frassati, Pasquim e outos.
Quem me dera ter seu dom de transportar para o papel palavras que nos revitalizam que los levam como um conto a esses tempos maravilhosos.
Parabens....Que tenha muita saúde e felicidades.
Dell'Elba
Enviado por ADILSON DELL'ELBA GOMES - delltech@terra.com.br
Publicado em 12/02/2008 tambem fui criado no cambuci, trabalhei na probus,na rua dona ana nery, 1305, morava na travessa da oliveira lima, na rua araras, trabalhei tambem no lastri, faziamos as refeicoes na bar do maria, chamado verdes-mares, confraternizacao na cantina 1020, n barao de jaguara, nosso medico era um farmaceutico chamado dr. tufi, no comeco da freira da silva, ou ana nery, meu pai trabalhava na rua do bombeiro na freire da silva, no expresso carioca, tambem andei de trem que ia ate o ponto fabrica, sou refem tambem no passado, tenho saudades sem volta do meu velho cambuca velho de guerra, moro hoje no interior de sao paulo, no municipio de adamantina, perto do mato grosso do sul, mas vou muito a sao paulo, ja juriti, na lins de vasconcelos na frente do cine rivieira, perto da robertons, tinha uma pizzaria que chamava la biondina, heitor peixoto, ingles de souza, mesquita, vou parar, obrigado, ate qualquer momento, Enviado por carlos ramiro rubira - macolsoldas@hotmail.com
Publicado em 14/01/2008 Eu também morei no Cambici e brinquei muito na Piquerobi.Tinhamos restaurante na Jeronimo de Alburquerque e estudei no Oscar Thompsom.Adoraria ver fotos desses lugares.Era a época da Jovem Guarda e dos Beatles.Lembro do Wilsinho,Venise,Marcia,etc...eramos uma crianÇada....bairro tranquilo e familiar.Depois fui pro Bras mais continuei indo sempre que podia ver meus amigos. Enviado por Maria - mavim560@terra.es
Publicado em 28/11/2007 Que maravilha relembrar períodos tão bons. Também estudei na ETWB, meu pai trabalhava na Antarctica e sinto saudade daquela época, pois fui muito feliz. Stella, tb fiz Secretariado, um curso mais completo que muitas faculdades de hj em dia. Estar lá o dia inteiro estudando era ótimo pra mim, depois ainda fiquei trabalhando por quase 5 anos na própria Escola.... Todo aquele pedaço do Cambuci e parte da Mooca fazem parte da minha adolescência e acredito, a ETWB não formava apenas profissionais, mas profissionais com caráter e determinação, seguros do que aprenderam para aplicar muito bem no dia-a-dia. Sempre me lembrarei daquela época com muita alegria. Enviado por Irene F S - if_soares@yahoo.com.br