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Categoria - Outras histórias Grandes escolas, ótimos professores Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 02/09/2011

Não estamos no mês de homenagens ou o dia do professor, mas escolas e professores têm que ser homenageados diariamente, tamanha é a luta que todos tem.

No passado, estudar em escolas públicas era um orgulho para os pais. Professores tinham vocação, pois a maioria dizia "quando crescer, quero ser professor" (isso os alunos), tamanho era o respeito que tínhamos pelos professores.

No início do ano saia a lista de material: caderno brochura, lápis, borracha, mata-borrão, um vidro de tinteiro, caneta Parker 21, papel-manteiga para encapar os livros, caderno, tabuada, caderno de caligrafia, régua, caixa de lápis-de-cor, lancheira, apontador, carteira de passe do ônibus para pegar na secretaria, uniforme de calça azul e camisa branca.

Cantava-se o hino toda segunda-feira. Tínhamos nota zero, trinta, quarenta, oitenta, cem. Tinha que ter “parabéns” e “comportamento ótimo”, senão tomava uns "tapão" da minha mãe. Se no comportamento não tivesse 100, tomava "tapa", não podia nem olhar de lado na classe.

Não era um aluno mil, mas também não era zero; ficava no meio, pois sempre estudei. Mas tive alguns professores que realmente foram meus grandes incentivadores e eram ótimos nos colégios que ainda existem até hoje. Teve um colégio que quiseram demolir, o Martim Francisco.

Tinha a professora Clarice, ótima, no Colégio Est. Pe. Manoel de Paiva, na Rua Barão de Jaceguai. Hoje é algum departamento da Secretaria de Educação, no Campo Belo. Esse Colégio foi dos que me marcou muito, pois era época de regime militar e o Prof. Nagib Elchemer, filósofo, ensaiava a peça “Direitos dos Homens”. Veja bem a época. Esse professor, segundo soube, foi morto, virou nome de praça na Vila Olímpia.

Tive um ótimo professor de matemática. Não gostava da matéria, mas de tanto "me encher o saco", passei a gostar também de Francês, Práticas Comerciais. Professor Carlos Eduardo, Geografia, Professor de Português, lecionava também no Colégio Arquidiocesano. Esse era o tal do "chato". Uma vez não apresentei uma redação no dia e ele me fez ir até em casa busca-la. Aprendi a amá-lo: tudo que aprendi devo a ele.

Realmente não tenho queixa de nenhum professor, aliás, tive um professor também de matemática que lecionava no Colégio Meninopólis (hoje, falido, infelizmente), isso porque eles lecionavam sempre em dois colégios e a qualidade do ensino era a mesma. Não tinha a indústria das escolas como tem hoje, enfim, Prof. Zacarias, Carlos Eduardo, Professora Lídia.... Desculpe-me alguns que não me lembro, mas podem ter a maior certeza todos estão no meu coração; até os da Faculdade Osec, pois lá cursei Educação Física, uma das poucas faculdades que tinha no passado não muito distante, fora a USP e a Fefisa.

E-mail: viltongiglio@hotmail.com

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Publicado em 29/04/2012 O Prof Nagib Elchemer não morreu conforme descrito nesse trecho mas deu sim seu nome a ruas, praças, escolas.... Enviado por Diego - gurgeldiego@hotmail.com
Publicado em 04/09/2011 Tocante homenagem aos professores e professoras, de um modo geral. Com a habitual abilidade, Vilton, vc derrama sem exagero algum, os valores destes obreiros da formação humana, que são os mestres. Parabéns, Giglio.
Laruccia
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 04/09/2011 Vilton, sua descrição fez que eu quase sentisse os cheiros dos materiais escolares da época, dos lanches na lancheira... Em relação aos problemas que temos agora, aquela época, com professores rígidos, era só paz e felicidade. Enviado por Miriam Sáfadi - ms4fadi@gmail.com
Publicado em 03/09/2011 Há que homenagear os professores, sem dúvida. Eles foram, são ou serão reponsáveis pelos destinos do Brasil pois interferem em 100% na formação do cidadão ativo. Não direi que seu texto são lembranças, são, realmente, homenagens.
Ignacio
Enviado por joaquim ignacio de souza netto - ignacio.netto@bol.com.br
Publicado em 03/09/2011 Linda homenagem e lindo texto,me fez lembrar Guimarães Rosa,quando disse:Mestre não é apenas quem ensina e sim quem aprende".Parabéns por sua lembrança aos Mestres! Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - anamarisribeiro@ig.com.br
Publicado em 02/09/2011 fiz uma parte do primario, na casa pia sao vicente de paula, na alameda barros, a nossa professora era a irmã, ISABEL.ela morreu com 101 anos. Enviado por joao claudio capasso - jccapasso1@hotmail.com,
Publicado em 01/09/2011 Vilton, voce trouxe mémorias escolares por mim também vivida, interessante, antigamente os alunos apanhavam, hoje é o inverso, sinais dos tempos, por isso o caos de hoje, quanto ao Meninópolis, onde meu filho estudou, creio que não foi falência, pois o mesmo encerrou as atividades com grande festa em 2004, disseram que a inadimplência chegava a 30%, creio que seja uma situação quase normal nas escolas particulares, tem faculdade ligadas a igreja que sempre se recuperou dessa situação, ainda mais no Brooklin de poder econômico elevado, deve ter sido outros motivos, mas eles venderam para uma outra entidade de ensino superior, ninguém perdeu dinheiro lá, parabéns pelo tema, Estan. Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 01/09/2011 É verdade, tive um professor de metemática no ginásio, que toda aula dele, era batata! Ele me chamava a lousa para resolver equações de segundo grau. Não falhava, após a chamada ele dizia " 17, na lousa "(meu número na chamada era 17) Eu queria morrer de vergonha, pois matemética era a matéria que mais apanhava, mas até hoje sou grata à ele pois foi o único ano em que realmente entendi o que estava fazendo. Parabéns pelo texto. Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 01/09/2011 Vilton você é muito digno e humano ao reconhecer o trabalho e o valor dos teus professores. Meus parabéns. Essa sua atitude é cada dia mais distante do perfil do estudante de hoje. Abraços. Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 01/09/2011 GIGLIO, TENHO E TIVE ORGULHO DE ESTUDAR ATÉ O COLEGIO CIENTIFICO EM ESCOLA PÚBLICA, QUALIDADE 1000 IMPECAVEL EM TUDO, E TEM MAIS, VOCE APRENDIA, A PONTO DE ENSINAR PARA OUTRAS PESSOAS, HOJE OS COLEGIOS TEM UM PROFESSOR CHAMADO "GOOGLE" QUE É CEGO, SURDO E MUDO.RUBÃO Enviado por RUBENS ROSA - RROSA49@YAHOO.COM.BR
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