Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias O templo do rock vira brincadeira de criança Autor(a): André Veloso - Conheça esse autor
História publicada em 11/10/2011
Quando eu era adolescente, nos anos 80, havia muitos lugares para ir ouvir música, mas um deles era especial na minha cabeça: a choperia do SESC Pompéia.

Longe da minha casa, no Itaim Bibi, a Pompéia era composta, na minha cabeça, por dois lugares: o Palestra Itália, que visitei muitas vezes com os primos palmeirenses, e pelo SESC; aquela antiga fabrica transformada em centro cultural que eu via nos domingos a noite na TV, com os melhores shows de rock paulistano, a Fabrica do Som. Era assim que eu imaginava o SESC, e assim a Pompéia ficou na minha cabeça por mais de 20 anos, até que, por um acaso, me mudei para uma casa no mesmo bairro.

Depois de tanto tempo, descobri lá outro tipo de atração: em seus espaços amplos e cheios de brinquedos o meu pequeno filho Alexandre descobriu o mundo; e com seu um ano de vida. Basta passar na frente daqueles portões que um dia foram derrubados durante uma briga entre punks e roqueiros; e ele é capaz de ficar horas entre livros, brinquedos e crianças ali.

Assim, aos poucos, o templo do rock, sinal de rebeldia na minha adolescência, já com seus sinais da idade, foi tomando seu lugar na minha família outra vez, mais calmo, mais sereno, mais definitivo.

E sei que um dia, sentados naquela choperia, eu e o Alexandre ainda vamos assistir a um bom show de rock juntos...


E-mail: acrveloso@uol.com.br
E-mail: acrveloso@uol.com.br
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 13/10/2011 Minha mãe me levou para ver o Alice Cooper no Anhembi, quando eu tinha 13 anos. Tempos depois eu a levei para ver o Robert Plant (ex LedZep), no Morumbi. O rock faz isso: une gerações. Já li aqui no SPMC uma lindíssima crônica sobre ir a Sampa para assistir a um show de rock (U2). Duas alegrias sem preço. E com a família então, é divino. Parabéns. Enviado por Maria Helena Santiago - mariahelenasantiago@hotmail.com
Publicado em 13/10/2011 Assim que fiquei viúva, passava os fins de semana com meu filho mais velho que morava nesse bairro e, lembro-me dessa choperia onde íamos e,também, das festas juninas e outras atrações. Depois, tanto eu quanto ele nos casamos, ele foi morar em Pinheiros e ,hoje, o seu texto me recordou como é gostoso termos filhos que nos tirem da solidão. Enviado por trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
Publicado em 12/10/2011 Perspectiva inusitada, Veloso, espero que esse otimismo seja concretizado. Parabéns e não esqueça, leia e comente os trabalhos de seus colegas.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 12/10/2011 André, você me fez lembrar que da Pompéia sairam grandes músicos de rock tupiniquim, os irmãos Arnaldo e Sergio Dias Batista (Mutantes) e o pessoal do Made in Brazil, eu os vi bem de perto tocando nos anos 70, não se preocupe, o rock nasceu para ficar e você terá grandes oportunidades ainda assistir bons shows com seu filho. Enviado por Carlos Rocha - carlos.rocha88@terra.com.br
« Anterior 1 Próxima »