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Categoria - Outras histórias Rua Loureiro Batista - Vila Mariana Autor(a): Antonio Thadeu Mathias - Conheça esse autor
História publicada em 06/12/2011
A segunda metade da década de 50 transcorria alegremente para nós crianças que morávamos na Rua Loureiro Batista - Vila Mariana. Esta rua fica na altura do número 700 da Rua França Pinto e é bem curta. Antigamente terminava em um paredão de uma fábrica de serpentina e confete. Possuía três travessas com denominações de travessa 1, 2 e 3, sem saída, ou seja, era uma vila.

As casas eram geminadas e de propriedade do antigo Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), que cobrava aluguel dos inquilinos. Existiam várias turmas de crianças e o grupo se formava pela faixa etária. A minha turma era constituída de seis meninos e até hoje, de vez em quando, nós reunimos para relembrar nossas peripécias. Tudo era alegria: futebol na rua, jogos de taco, empinar papagaio, passeios de bicicleta e principalmente as festas juninas, que eram sempre esperadas ansiosamente.

Toda a vizinhança se reunia e faziam comemorações memoráveis. Uma festa junina que ficou na história foi quando o Brasil ganhou sua primeira Copa do Mundo, no final de junho de 1958 (eu tinha 9 anos).

Porém, para ser sincero nem tudo era só alegria. Certos dias eram terríveis para nós; eram os dias em que nossos pais determinavam a nossa ida a barbearia para cortar o cabelo. A barbearia era do ‘Seu’ Chiquinho, onde trabalhavam vários barbeiros. Quando chegávamos ao local, o ‘Seu’ Chiquinho já avisava que só poderíamos cortar o cabelo com ele.

Queríamos um corte com cabelo mais cheio, mas nossos pais já tinham combinado anteriormente com o ‘Seu’ Chiquinho e pensavam de outra forma. Sempre era realizado o corte denominado americano que era extremamente curto. Saíamos muito bravos, mas não tinha jeito, na próxima vez o cenário se repetia. Assim era o ‘Seu Chiquinho’. Assim era?

Assim é o Seu Chiquinho, pois ele continua do mesmo jeito trabalhando diariamente na sua barbearia que fica na Rua França Pinto, aos 95 anos de idade. Aliás, ele que é irmão do meu sogro, bateu todos os recordes mundiais na sua atividade profissional e já foi entrevistado pelos mais variados meios de comunicação.

Que saudades daquele tempo! Mas agora pelo menos temos uma vantagem, podemos exigir nosso corte de cabelo mais cheio, pelo menos aqueles que ainda possuem cabelo...


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Publicado em 11/04/2013 Bem, como continuo cortando cabelo com seu Chiquinho desde aquela época, posso dizer que ele se modernizou um pouco, pois abandonou o corte americana zero, verdadeiro escalpo na cabeça da molecada, muito embora o rádio do salão continue sintonizada na mesma estação, decorridos mais de 60 anos (ou mais?), com grandes audições de óperas.
Coisas do inesquecível "Seu Chiquinho!"
Enviado por Márcio Coelho - advmscoelho@yahoo.com.br
Publicado em 10/03/2013 eu estou a procura de uma tia minha não tenho contato com eles a anos o nome dela é Joana seu marido se chamava franciscos ,por favor se soubarem do paradeiro me enviem um mensagem.Obrigada Enviado por janaina santos - janapimentarosa@gmail.com
Publicado em 14/01/2012 Eu era pequena mas me lembro da "turma da Loureiro" , mas gostava mesmo era das festas juninas que segundo minha mãe começou na comemoração de meu primeiro aniversário ( 23/06) Meu pai, Sr. Osmar, resolveu fazer uma festinha na rua .Tinha uma fogueirinha, pipoca e outras guloseimas de época e onde outras pessoas foram chegando e ficando para comemorar.Daí surgiu a idéia de fazer a festa todo ano mas muito mais incrementada, até com quadrilha.
Boas lembranças!
Enviado por Maita - maitamathias@yahoo.com.br
Publicado em 11/01/2012 Lembro que naquela turma ,"da Loureiro" só tinha bonitão. Minhas primas mais velhas iam passear por lá só prá paquerar os meninos que jogavam bola . Eu morei bem pertinho dali, e esse tempo gostoso a gente não esquece , né Thadeu ?
Por falar em Seu Chiquinho, conheci um casal na praia este final de semana, e ele desde menino ainda corta o cabelo lá! Este texto me deixou saudades de um tempo bem gostoso. Um pedaço da memória do bairro , um pedaço da nossa história.
É isso aí Mathias, bj Li
Enviado por liseti bonamin - liseti@uol.com.br
Publicado em 10/01/2012 Bons tempos, nós moravamos, na vila que dava fundos tb. com a loja da China, a vila do Jânio Quadros, tb. fazíamos as mesmas brincadeiras, e comemoravamos as datas (carnaval e juninas) com a comunidade da vila. Qto. ao Chiquinho, (meu pai), vai bem obrigada, e não tem saudade do corte americano, os cortes mais modernos, rendem mais financeiramente, pois precisam ser retocados frenquentemente. Enviado por Ilda Villano do carmo - ildavillano@hotmail.com
Publicado em 06/12/2011 Eu levava meu irmãozinho para cortar os cabelos com a recomendação " americano bem curto". O barbeiro colocava uma tábua na cadeira e ele ficava com cara de vitima , e terminava com uma escova envolta em uma nuvem de talco que o fazia espirrar.Seu texto me deixou saudades daquele irmãozinho que já se foi para o andar de cima. Saudades. Enviado por trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
Publicado em 05/12/2011 Oi Mathias, que ironia desta vida não é? Os meninos ficavam bravos porque seu Chiquinho fazia o corte americano extremamente curto. O tempo passou, graças a Deus seu Chiquinho continua firme e forte. Mais cade o cabelo dos meninos? rsrsrs Enviado por Hugo Morelli - hugo.morelli@hotmail.com
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