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Categoria - Outras histórias Lua de mel na Praia Grande Autor(a): Luiz Carlos Marques - Luigy - Conheça esse autor
História publicada em 22/01/2012

Saboreando as diversas histórias sobre o tema “Lua de mel” no site São Paulo Minha Cidade, como as do Modesto e de outros colegas, tirei do baú mais uma história que aconteceu na Praia Grande.

Sou filho único. Era o ano de 1974, o primeiro sábado de janeiro. O casamento seria na igreja Coração de Jesus, pertinho da antiga rodoviária da cidade de São Paulo. Não tinha a intenção casar na igreja e nem de fazer festa. Mas a pressão familiar acabou vencendo.

Trabalhava no Banco Real, na agência da Rua 24 de Maio, no centro da capital paulistana. Na época cursava o segundo ano de Educação Física na FEFISA. Minha esperança era pegar uma semana de férias para isso, aguardava o ok do banco.

O plano era passar a Lua de mel em Assuncíon, no Paraguai, um presente de meu padrinho de Batismo, dono de uma pousada naquela cidade. Outro padrinho, o de Crisma, concordou em pagar as passagens de avião como presente.

Dois dias do antes do casamento, o Banco Real, suspendeu minhas férias, oferecendo apenas os três dias de praxe. Já com tudo pronto e planejado, fomos obrigados a refazer os planos. Após muita discussão, sobraram apenas os três dias permitidos por lei. O que fazer não é? A opção de plantão foi o apartamento de meu tio, na Praia Grande. Isso foi o melhor que conseguimos.

Dia do Casamento.

Na tentativa de economizar grana para a viagem ao Paraguai (que não deu certo) combinei com um amigo e um primo que se encarregassem das fotos e a gravação em Super 8. Resultado: Nenhuma foto e nenhum filme.

Meu primo, ligado às artes, quis enfeitar as cenas do casamento filmando o teto da igreja e acabou usando o filme todo e nada do casamento. Com relação às fotos, meu amigo brigou com a namorada durante a cerimônia e ela o deixou falando sozinho.

A nossa sorte é que meu cunhado havia levada a sua máquina e tirou seis fotos. As únicas lembranças fotográficas do casamento são esses seis negativos.

O casamento teve inicio às 17h e a festa foi no salão da igreja, que durou até a meia noite. O fato mais engraçado da festa coube a nossa vizinha com mais de 75 anos, o elástico de sua calcinha arrebentou e a peça desceu, até o chão. Ela era uma mulher alta e bem forte, mas com pouca mobilidade. Demorou a “cair sua ficha”. Mas quando caiu, ela pegou a mesma e colocou na bolsa e continuou a comer o bolo...

Um dos padrinhos do casamento morava em São Vicente, e concordou em nos dar uma carona até a Praia Grande. Cansados da badalação, aceitamos a carona. Chegamos perto das 3h. De tão cansados que estávamos, caímos na cama e dormimos.

Acordamos ao meio dia já com o sol forte e o muito barulho na rua. Tomamos café e fomos direto para a praia. Depois de passear, fomos dar um mergulho.

Ao sair da água, fiz um comentário:
- “Nossa aquele homem de camisa verde, se parece muito com meu tio” - (o dono do apartamento).

E a Imma respondeu:
- “E as duas pessoas ao lado dele, parecem seu pai e sua mãe!” - e eu complementei:
- “Parecem nada. São eles!”.
Os três vieram ao nosso encontro todos sorridentes e fechamos a cara.

Chateado da vida perguntei o que faziam ali. Eles responderam que vieram ver se a gente precisava de alguma coisa. E que iriam aproveitar o dia para ir à praia.

Eu queria morrer, ou melhor... Matar a trinca. Quem precisa de ajuda de pai e mãe na lua de mel? Brincadeira?

Demos um ultimato no trio. Caso eles não fossem embora iríamos para o Rio de Janeiro. Rapidinho eles se foram.

Assim foi nossa lua de mel na Praia Grande. A outra parte eu não conto.


E-mail: luigymarks@uol.com.br

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Publicado em 26/01/2012 Realmente magnífica a história do grande e modesto Modesto. Lembro-me de suas hilariantes passagens: a chegada à Praia Grande deserta, à noite. O primeiro refúgio, um carro. Depois, a chegada ao casebre miserável do tio, onde não puderam ficar. Finalmente mais desventuras em Santos, até que, por milagre, surgiu uma boa alma salvdora. Isso é que é história de Lua de Mel!
Parabéns, Modesto!
Enviado por Rossano Russo - r.russo@terra.com.br
Publicado em 23/01/2012 Luigy comica mesmo a sua cronica .Que coisa os velhos nao deram folga ne? Lembro da historia da lua de mel do Modesto,bem similar so que com ele nao tiveram intrusos rs rs.mas tudo serve para relembrar e rir das velhas lembrancas .Eu estou casado a 54 anos e durante todos esses anos fizemos umas 8 lua de mel, mas como aquela primeira na Ilha Bela nenhuma se compara (em todos os sentidos) rs rs Abracos Felix Enviado por Joao Felix - jfvilanova@gmail.com
Publicado em 23/01/2012 e como diria JO SOARES, VAI PARA CASA LUIZ?
( a frase do programa vai para casa padilha)
Enviado por joao claudio capasso - jccapasso1@hotmail.com
Publicado em 23/01/2012 História engraçada, Luigy. Foi ótimo você tê-la resgatado. Mas poderia ter sido pior, já pensou se também aparecessem na Praia Grande a sua sogra, sogro, cunhado... Enviado por Abilio Macêdo - abilio.macedo@logoseng.com.br
Publicado em 23/01/2012 Morri de rir Luigy, seu casamento deveria ser exibido entre as vídeo Cacetadas do Faustão, imagino como foi o resto que você se negou a contar.kkk
Bela e deliciosa narrativa. parabéns amigo.
Enviado por Arthur Miranda - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 22/01/2012 Luigy, permita: kakakakaka. Que fria!!!! Infelizmente ainda nao havia as tais cameras digitais. Mas certeza que voces superaram isso tudo. Abraços a você e à Imma. Enviado por Cida Micossi - cida.micossi@gmail.com
Publicado em 22/01/2012 Ótima história recheada de surpresas e creio que de pitorescas recordações.Sua forma de contá-la foi divertida e criativa. Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - anamarisribeiro@ig.com.br
Publicado em 22/01/2012 O relato acima foi enviado em 2009, logo após ter lido as peripécias da Lua de Mel ada do Modesto e Mirtes. Gostei tanto que me pus a escrever e relatar a minha e da Imma que aconteceu em época diferente nas no mesmo local. Até hoje não entendi a não publicação. Depois de muitas buscas em meus arquivos por mais de 3 anos, consegui reencontrá-la e reenvia-la. Para mim foi ponto de honra e um resgate. Tudo graças ao Modesto. Abraço Luigy Enviado por Luiz Carlos Marques - Luigy - - luigymarks@uol.com.br
Publicado em 22/01/2012 Luigy, kkkkkkkkkk, eu queria só ser uma formiguinha para ver a sua cara, é ruim heim, parece piada, manda para o FAUSTÃO , ele vai adorar!!!!!. Abraços Sônia. Enviado por Sonia Maria de Paula - depaula.artes@ig.com.br
Publicado em 22/01/2012 O início tumultoado de seu casamento não foi suficiente pra atrapalhar com "os depois" né Luigy? afinal, chegou de viagem as 3 horas da madrugada, acorda com sol na cara e sai correndo pra ir a praia... tem dó, Luigy, esqueceste completamente de que era LUA DE MEL, pô! que praia, que sol que nada, sua esposa estava lá. (Será que a modernidade chegou a esse ponto? não acredito). Belo texto, Marques, parabéns e desculpe a brincadeira.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
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