Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias Na época em que tudo era feio Autor(a): Adelmo Vidal - Conheça esse autor
História publicada em 20/03/2012

A ideia surgiu ao passear pela internet em um desses sites de relacionamentos. Eu, quase aos oitenta anos assusto-me com o uso de expressões que "no meu tempo" nem de longe se falavam em público e também em casa.

A expressão "é f..." é usada tranquilamente por moças e rapazes. E outras mais. A propósito havia palavras e assuntos totalmente proibidos. Dou exemplos: camisinha jamais era falada em casa e barriguinha.

Vocês não acreditam? Uma vez após uma pequena reforma no jardim de minha casa, meu pai me mandou colocar uns elementos decorativos no gradil. Tínhamos visitas e estávamos olhando a reforma quando comentei que aqueles enfeites tinham barriguinhas. Caiu um silêncio ensurdecedor. Todos olhavam para mim. Depois me explicaram que "barriguinha" se referia à gravidez.

Outras palavras proibidas era de roupas que lembrassem "aquilo" como cueca e sutiã. Os nomes de ruas onde eram confinadas as mulheres de "vida fácil" como Itabocas e Aimorés, também não se podia falar. A propósito o governador baixou um decreto encerrando o confinamento das prostitutas (desculpem –me, pois este também era "nome feio"). Correu entre os habituais frequentadores a seguinte piada: que o governador tinha decretado o fechamento para que sua mãe voltasse para casa.

Hoje tenho poucos contatos pessoais, foram-se pais, irmãos, esposa e até filha, portanto meu contato é com a TV a cabo e a Internet. Às vezes penso: como será daqui 10, 20 ou 30 anos?


E-mail: adelmovidal@hotmail.com

Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 07/09/2012 Primo Adelmo, acho muito interessante a maneira com que vc coloca os problemas, em matéria de respeito, atualmente.Muitas vezes assusta.Lembrei agora que convivíamos com uma tia com muita idade, e certamente tbm sofria com a modernidade.Ao contrário de usar o termo chulo "que se f..", ela dizia "que leve à breca".Que respeito hein! Se alguém puder me esclarecer o termo, agradeço.Grata pela sua participação Adelmo, em temas tão atuais. Enviado por ana maria cecotto dotti - anacecotto@yahoo.com.br
Publicado em 21/03/2012 Em casa não se falava palavrão, nem palavras que pudessem sugerir algo não digno. Lembro-me que certa vez o Alcides, um primo da mamãe que morava com a vovó (morávamos praticamente todos juntos), tentou agarrá-la:ela se defendeu e ficou tão chocada, tão humilhada que até o xingou de "besta"!Para nós, seus filhos, foi um tremendo choque! Por aí você imagina! Na sexta feira santa, minha tia nos proibia de falar, alto ou até mesmo de dar gargalhadas! Lembro-me, também, que uma tia chegou da maternidade e passaou lá em casa. De repente eu a vi tirando uns celofanes de dentro da blusa e perguntei porque eles estavam lá. Nossa, nem imagina a confusão por uma pergunta tão inocente! Abraço Célia Enviado por Regina Célia de Carvalho Simonato - rccsimonato@hotmail.com
Publicado em 21/03/2012 quero retificar: onde se lê "meu pai me mandou colocar uns elementos..." leia-se "meu pai mandou colocar uns elementos..." (sem o me). Enviado por adelmo vidal - adelmovidal@hotmail.com
Publicado em 20/03/2012 Havia é muita hipocrisia ness época, caro Adelmo. Não se falava, mas se fazia. Por baixo dos panos, na calada da noite. Depois era só ir à igreja e pedir absolvição ao padre. Hoje é tudo mais aberto e espontâneo, ainda que em certos momentos possa ser incoveniente ou chocante. Mas a própria sociedade se encarrega de depurar os fatos. Daqui a algumas décadas? O mundo seguirá girando em sua rota, como de costume, e as coisas em eterna evolução, ou mudança. Abs. Enviado por Adriano Marcondes - a.marcondes@terra.com.br
Publicado em 20/03/2012 Adelmo, infelizmente os próprios meios de comunicação aprovam certas atitudes dos jovens, basta assistir alguns capítulos das novelas da Globo, não sou puritano e até conheci as ruas Aimorés e Itaboca mas tudo tem limites, o pior que a cada dia a coisa piora mas aos olhos da juventude atual nós somos "quadrados", parabéns pelo texto, abraços, Leonello Tesser (Nelinho). Enviado por leonello tesser (Nelinho) - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 20/03/2012 EU LEMBRO Q MINHA MÂE NOS ENSINAVA COMO SENTAR ,SE COMPORTAR SE VESTIR, AS MULHERES ERAM MAIS FEMININAS,ERAM CRIADAS PARA SER DONAS DE CASA, HOJE TRABALHAM FORA,A CASA FICA SEM ALICERCE E COM TODA ESSA TEGNOLOGIA, AS CRIANÇAS E JOVENS FAZEM E FALAM O Q QUER,EM CASA È UMA EDUCAÇÂO FORA È OUTRA ,TEMOS Q POLICIAR E NâO DEIXAR MORRER OS VERDADEIROS VALORES PAGAMOS CARO POR ESSA EVOLUÇÂO E PESSOAS MODERNAS FALAM Q SOMOS DO TEMPO EM Q SE AMARRAVA CACHORRO COM LINGUIÇA, BOAS LEMBRANÇAS FIQUE COM DEUS Enviado por maria pia tiezzi mirabella - maria_pia21@live.com
Publicado em 19/03/2012 AINDA bem que vivemos o suficiente e temos histórias para contar.HISTÓRIAS de nossos tempos,e servirão para os que estão chegando agora,se era feio certas palavras,não sei, sei que eramos educados para ter bom comportamento,e graças a DEUS até hoje faço muita questão de muita educação.E vejo meus filhos ensinarem o mesmo aos meus netos,isso é ótimo,um grande abraço.Luzia helena. Enviado por luziahelenajunqueiradasilva - luziahelenajunqueira@ig.com.br
Publicado em 19/03/2012 Era muito triste mesmo Adelmo, eu apesar de não ser adepto do palavrão descarado. Sempre achei estupido certa proibições moralistas que habitavam as cabecinhas de nossos pais, temos muito a agradecer essas mudanças ao Jornal Pasquim e aos nossos canais de televisão, acho eu. Parabéns pelo texto. Enviado por Arthur Miranda - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 19/03/2012 Caro Adelmo, não fique horrorizado, a coisa é pior do que você imagina,esses mesmos jovens,( pasme), principalmente as meninas usam um linguajar tão "chucro" que até os meninos reparam.Palavrões estão entre oito de dez palavras. E eles acham lindo! "Normal, não esquenta,é deiz,nois é f..."é uma frequente no meu cotidiano que até hoje não consigo me acostumar.Abraços Sônia. Enviado por Sonia Maria de Paula - depaula.artes@ig.com.br
Publicado em 19/03/2012 Adelmo, antigamente as coisas eram feitas mais as escondidas, principalmente das crianças.Sabe Deus como esta humanidade vai caminhar. Parabéns pelo texto e um grande abraço. Enviado por margarida p peramezza - peramezza@ajato.com.br
« Anterior 1 2 Próxima »