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Categoria - Outras histórias São Paulo a Cidade Mutante Autor(a): Luiz Carlos Marques - Luigy - Conheça esse autor
História publicada em 01/04/2012

Parabéns, Sampa.

Desembarquei aqui com um ano de idade para me curar e nunca mais fui embora. Aqui encontrei meus amores e me forjei como pessoa e cidadão, acabei criando raízes e também plantando sementes, os filhos.

Tento retribuir aquilo que recebi, tanto na educação como nas oportunidades que São Paulo me deu. Uma das maiores alegrias foi o privilégio de estudar nos ginásios vocacionais.

Minhas raízes são oriundas de emigrantes da Macedônia, Itália e até da Argentina. Aqui tem de tudo para todos, onde todas as raças são acolhidas.

São Paulo de Piratininga recebe e sempre recebeu, desde sua criação os filhos que batem à sua porta. O DNA paulistano é forjado por: trabalho, dinamismo, diversidade, ritmo, o ato de conduzir, grandiosidade e vibração a todo o momento. A cidade nasceu sob o espírito aquariano e vem daí a abertura para o novo, para a miscigenação e constante reinvenção. O caldeirão das raças está em constante efervescência com pessoas cruzando e ultrapassando etnias.


É por aqui que o Brasil se transforma e é transformado. Foi durante muito tempo a locomotiva e o sustentáculo da revolução cultural e política do Brasil. Apesar da sua grandeza jamais deixou de ser generosa com suas coirmãs.

Mega cidade formada por milhões de histórias interessantes, mas ao mesmo tempo desconhecidas e anônimas contrastadas de ineditismos e grandiosidade.

Cidade mutante, assim como mudam seus apelidos que recebeu e ainda recebe, por exemplo: a Cidade da Garoa, Cidade que mais cresce no mundo, Cidade que nunca dorme, Cemitério do Samba, títulos que ficaram para traz, pois você se transforma a cada dia renovando. Já foi a cidade que acordava mais cedo. Hoje ela já não dorme mais.

As praias dos paulistanos são Shoppings Centers onde até os cachorros já tem vez.

Para lazer os paulistanos se dividem em dois tipos de templos: Templos da Devoção (igrejas) e Templos da Diversão (os barzinhos). São Paulo não para, pois estamos sempre andando e parando nos congestionamentos. A cidade agora se reinventa se abrindo para as bikes mesmo se ter para onde se expandir.

Parabéns cidade que nunca dorme, por mais que se tente, sempre haverá alguém em algum lugar dentro de você trabalhando e fazendo a cidade pulsar.

Acho que todo paulistano conhece a vinheta famosa da Radio Jovem que diz “Vambora, vambora, olha a hora, vambora”.

“Tempo e hora”:
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do "eu quero"
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vambora, vambora, olha a hora
Vambora, vambora, vambora, vambora
Olha a hora, vambora, vambora, vambora
O que vale é a versão, pouco interessa o fato
Porque a sensação maior é a do boato (...)
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do "eu quero"
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vambora, vambora, olha a hora
Vambora, vambora, vambora, vambora
Olha a hora, vambora, vambora(...)
Que amanheceu trabalhando
São Paulo, que não sabe adormecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer
São Paulo, todo frio quando amanhece
Correndo no seu tanto o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é Padre-Nosso
É a prece de quem luta e quer vencer (...)”

Sinfonia Paulistana, composição de 1974 do paraense Billy Blanco.

Parabéns Sampa!


E-mail: luigymarks@uol.com.br

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Publicado em 02/04/2012 Homenagem sempre atual, sem deturpar sua vocação em ser a maior cidade da América do Sul e uma das maiores do mundo. Vc está certo, Luigy nós, paulistanos temos um pouco de dificuldade em entender as surpresas que SP deixa nos que aquí chegam. Já estamos habituados. Belo texto, bem expressivo e com conhecimento bem próximo da perfeição. Parabéns, Marques.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 02/04/2012 Luigy, amo esta cidade e concordo com você,ela está sempre aberta para receber nossos irmãos. Tem riqueza, pobreza, alegria e também tristeza. Uma cidade acelerada e em constante transformação.Uma cidade que marca e quem por aqui passa não quer mais ir embora ou se for não a esquece jamais.Parabéns pela homenagem a São Paulo. Enviado por margarida p peramezza - peramezza@ajato.com.br
Publicado em 01/04/2012 È isso aí, Luigy. São Paulo é tão grande que cabe em nossos adjetivos. Voce me relembrou as manhãs de noticias da Jovem Pan, Joseval Peixoto, na obra do Billy Blanco. Graças a Deus por esta cidade que não sabe adormecer. Abraços Enviado por Marco Antonio (Marcolino) - advancedtop@bol.com.br
Publicado em 01/04/2012 Luigy, nossa querida cidade é cantada em prosa e versos, vários são os assuntos neles contidos, porém em todos nós encontramos um amor escondido, até nos assuntos tristes, vemos um amor platônico enrustido. Parabéns pela sua crônica.Abraços Sônia. Enviado por Sonia Maria de Paula - depaula.artes@ig.com.br
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