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Categoria - Outras histórias Da Vila Guilherme ao Centro Autor(a): Antônio Almeida - Conheça esse autor
História publicada em 31/05/2012

Meu primeiro emprego. Morava na Zona Norte no bairro Vila Ede e fui trabalhar na Vila Guilherme, mais precisamente Vila Pizzotti em 1/4/1966.

"Seu" Waldemar, um tintureiro (era assim que se chamava, na época, um profissional de lavanderia) amigo e vizinho tinha visto uma placa de precisa-se de menor para office-boy externo e convidou-me para me candidatar ao cargo. Disse a ele que não conhecia nada de ruas e rotinas de escritório. Aí dando risada ele falou para que não falasse a verdade e que aos poucos eu ia aprendendo, bastava perguntar a qualquer um onde ficava tal lugar e como fazer, pois se tratava de um serviço fácil.

E assim, após preencher a ficha de admissão, fui contratado e comecei no dia seguinte, era abril de1966. Meu encarregado me deu o serviço a ser feito: ir aos bancos Auxiliar e Lavoura de Minas Gerais na Rua Boa Vista; Correio Central, selar e colocar na coleta as cartas; verificar a Caixa Postal e entregar documentos em algumas ruas do centro.

Tomei o ônibus Vila Munhoz/Praça Clovis na Avenida Guilherme. Assim que desci do ônibus na Praça Clovis Bevilaqua, entrei na Rua Boa Vista, após passar pela Praça da Sé e pelo Pátio do Colégio, quando sem mais nem menos desci a Ladeira Porto Geral e fui andando pela Rua 25 de Março até o Parque Shangai e quando vi, estava perdido. Então me lembrei de perguntar às pessoas onde ficavam os Correios. Ainda bem que naquela época existiam pessoas prestativas e boas.

Encontrei uma pessoa que disse:
-“acompanhe-me que estou indo para lá.”
Fui acompanhando aquele rapaz. Subimos a Rua Conde de Sarzedas, atravessamos a Praça João Mendes e descemos a Rua XV de Novembro, e quando chegamos a Avenida São João, ele parou para comer um sanduíche grego. Fiquei esperando ele comer, quando me avisou que o prédio era logo ali e apontou.

Só sei que deveria terminar o serviço antes do meio dia e já eram mais de onze e meia e não tinha feito nada ainda. Corri para, pelo menos, colocar as cartas, o que fiz, mas esqueci de selar. Voltei à empresa sem ter feito nada e desculpei-me. À tarde voltei, agora, acompanhado por uma pessoa que iria me ajudar e mostrar como fazer o serviço.

Amava fazer este serviço. O difícil era o trânsito em virtude de várias obras que aconteciam naquela época. Para ter uma ideia, atravessar a antiga ponte da Vila Guilherme era um problema, o congestionamento começava na Praça Padre Bento e ia até atravessar a Via Dutra para entrar na Avenida Guilherme.

Fiquei um ano como office-boy e 18 anos trabalhando naquela empresa. Hoje sou aposentado do serviço publico.


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Publicado em 28/12/2012 Antonio, prazer.Sua historia tem alguma proximi- dade com a minha, pois também comecei como office-boy porém em 1959 na Praça Ramos de Azevedo, no (lindo)Edifício Gloria, ainda existente ao lado do Teatro Municipal e como você tambem não conhecia nada.
Alem deste detalhe, também fomos ou somos vizinhos
pois fui criado na Vila Leonor e hoje moro na Vila Medeiros porém ainda trabalho na Vila Ede. Lembro-me da linha de ônibus Vila Munhoz/Praça Clóvis que você também usava.Gostaria de saber se você ainda mora na região, pois talvez nos conhecemos.
Abraços.
Enviado por Gilberto L. Novelo - novelogilberto@gmail.com
Publicado em 31/05/2012 Que história linda!Voçe se superou.Só não gostei de ter ficado esperando o seu informante comer o sanduiche. Nesta època,para fazer uma ligação Tinha que ligar para telefonista,era ela quem fazia,Só se colocava correspondencia no Vale do Anhamgabaú,central dos Correios,Só tínhamos 4 canais de T.V que só entrava no ar depois das 14hs,e era branco e preto,só se pagava contas de luz na Light (centro da cidade)a água era de poço etc...etc...Não tinha esta enorme violência,e éramos todos FELIZES Enviado por walquiria rocha machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 30/05/2012 Um início auspicioso no site, ALMEIDA, PARABÉNS PELA HISTÓRIA.
MODESTO
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
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