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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Bordadeiras do Pari Autor(a): Ludovina Maximo - Conheça esse autor
História publicada em 30/05/2012
Na década de 40 e 50, o Pari era o reduto de muitas bordadeiras profissionais.

Ali, na rua Dr. Virgilio do Nascimento e no final da Rua João Boemer, existiam várias oficinas de bordado em máquinas industriais que produziam para as lojas de judeus do Bom Retiro, Rua Jose Paulino, Rua da Graça e adjacências. Eu era uma dessas bordadeiras!

Trabalhávamos horas a fio para darmos a produção necessária para cobrir nossos gastos com manutenção das maquinas, material, como linha, papel vegetal para os riscos das peças bordadas, agulhas que quebravam a toda a hora, taxi para a entrega do serviço e outros que me falha a memória.

O trabalho era árduo e o lucro era mínimo. Assim mesmo era muito bem vindo para ajudar no orçamento familiar. Era uma época muito difícil!

Estou relatando esse fato por fazer parte da historia do Pari.

Com o tempo tudo foi se transformando. Hoje sei que lá continuam existindo muitas oficinas desse ramo, são bolivianos e paraguaios que assumiram esse trabalho.

Faz muito tempo que deixei o Pari, porém apesar de ser muito trabalhoso e pouco lucrativo, sei que nunca vou esquecer com carinho, do Pari e também dessa nossa historia!


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Publicado em 01/06/2012 Frase corretíssima, Ludovina; vc faz parte da história. De maneira humilde, caladinha, vc foi uma das muitas heroinas de nossa cidade. Sua arma? O trabalho honesto, difícil,cansativo, mal remunerado.
Parabéns por vc ser quem vc é e por seu texto, curto mas vigoroso e definitivo.
Ignacio
Enviado por joaquim ignacio de souza netto - joaquim.ignacio@bol.com.br
Publicado em 31/05/2012 Nem sempre uma boa recordação tem, em seus conceitos, resultados positivos. Bonita crônica, Ludivina, parabéns.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 31/05/2012 Que dor no coração ao ler sua história,Só quem passou por este trabalho crusciante, sabe o que é ser bordadeira.Minha mãe bordava vestidos de noiva para a R.São Caetano,como voce disse dava pouco dinheiro e muito trabalho,mas para as rainhas do lar como foram voces tudo ajudava... Enviado por walquiria rocha machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 31/05/2012 Labor omnia vincit.
O trabalho vence tudo.
Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 30/05/2012 Ludovina. Sua história fez-me lembrar da minha falecida e querida mãe que era bordadeira numa dessas máquinas profissionais. Ela trabalhava numa pequena firma que fabricava camisas esportivas e naquela época tudo era bordado nessas máquinas. Ela bordou muita coisas nos nossos vestidinhos e blusas. A visinhança ficava invejando nossas roupas. Lembro-me que uma vez ela pegou o dedo na agulha da máquina e ficou uma semana sem poder trabalhar. Meu pai disse à ela para fazer bordado apenas no tecido e não no dedo. Ela não gostou da piada. Era um trabalho duro e depois de mais grandinha eu pude avaliar o esforço que ela fazia para aumentar a nossa pequena renda familiar. Trabalho duro também e herdei esse força da minha querida mãe bordadeira. Bom texto. Berenice Enviado por Berenice Hernandez - beckie.hernandez@yahoo.com
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