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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Tucuruvi - História Autor(a): Jânio Pires - Conheça esse autor
História publicada em 26/11/2012
O nome Tucuruvi

A primeira aparição da denominação Tucuruvi consta oficialmente em uma escritura de compra e venda de uma área com data de 1856. Segundo a versão existente que é atribuída ao nome do bairro, Tucuruvi tem origem no Tupi-Guarani que significa gafanhoto verde e é a versão mais aceita por pesquisadores, o bairro foi formado em sua origem por pastagens de gado em fazendas da região; habitat ideal para esse tipo de inseto. Existem outras versões mais folclóricas para o curioso nome como a de ser derivado da palavra Taquaravi, que em Tupi significa taquara verde, vegetação típica do local. Outra teoria para a origem do nome relaciona-o aos tocos ruivos. As propriedades eram demarcadas com tocos cor de ouro, mas que se transformavam em ruivos com o tempo e a ação do sol e da chuva.

Sua História

Na ocasião de sua fundação predominava apenas a verde paisagem dos sítios e fazendas que existiam na época, dos quais os mais conhecidos eram o Lavrinhas, Pedregulho e Tapera Grande. O primeiro núcleo do povoamento data de 24 de outubro de 1903 quando o inglês Willian Harding adquiriu uma fazenda denominada Itaguaravi, atual Parada Inglesa e nove anos após a transação, em 1912, fundou a Villa Harding, onde construiu sua imponente moradia, que também lhe servia de escritório, que passou a chamar-se Palacete Anglo-Parque. Era localizado no topo da colina na antiga Avenida Pires do Rio, o que proporcionava aos visitantes um lindo panorama da cidade de São Paulo.

Do núcleo inicial sobrou apenas o palacete de 7 mil m² construído por Harding e que foi demolido no final da década de 70; e após quase sete anos, em seu lugar foi construído uma praça denominada Arquiteto Flávio Império que teve curto período de existência e acabou dando lugar ao prédio que abriga hoje a sede da Subprefeitura Santana/Tucuruvi. Aos poucos suas propriedades foram sendo vendidas para dar lugar ao bairro que surgia e com o consequente aumento da população, o Tucuruvi foi perdendo sua característica rural.

Em pouco tempo o bairro foi se transformando em área tipicamente urbana, com a construção de casas populares e alguns prédios comerciais concentrados nas imediações da estação de Trem que foi construída e inaugurada em 1913, o que contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento e crescimento do bairro. Com a chegada de novos moradores, que escolheram se radicar na região, outros sítios e fazendas foram loteados e vendidos. Em 16 de agosto de 1914, Claudino Ignácio Joaquim vendeu o sítio Lavrinhas para o senhor Henrique Mazzei que dividiu os 500 mil metros quadrados em lotes de 10x40 e 10x50 e os vendeu em pequenas prestações.

Quem foi William Harding?

William Harding nasceu em 27 de agosto de 1856, no Condado de Somerser, Inglaterra e chegou ao Brasil com 33 anos de idade em 1889. Em 1892 o Governo do Estado de São Paulo encampou a Companhia Cantareira e Esgotos (fundada em 1877) que planejava construir um reservatório no alto da serra da Cantareira, a 900 metros de altitude, para ampliar o abastecimento de água da Imperial cidade de São Paulo, porém, constatou-se a existência de um problema; seria necessário primeiro construir caminhos ou estradas no meio da mata e como ainda não existiam caminhões, o material e as pesadas tubulações de ferro teriam de subir a serra arrastadas por juntas de bois.

Diante dessa necessidade, logo após a assunção pelo Governo, imediatamente deu-se início aos estudos de viabilidade para a construção de um Tramway de serviço para ligar os mananciais de água potável da serra ao ponto mais conveniente desta capital. Para construir essa pequena ferrovia havia sido chamado o engenheiro inglês William Whitmann, o qual convocou João Maxwell Rudge e William Harding para ajudá-lo no projeto e na construção do Tramway, ocasião em que Harding conheceu e teve contato com a região, onde viria mais tarde adquirir uma fazenda.

O Trem da Cantareira

O Tramway da Cantareira foi construído, inicialmente, para o transporte de materiais, que serviriam para a canalização dos mananciais, e para a construção de um reservatório de água potável no alto da Serra da Cantareira, para o abastecimento da cidade de São Paulo. Essas obras foram realizadas em 1894, sendo que no início do século seguinte por reivindicação dos moradores de São Paulo aos domingos e feriados tornou-se trem de recreio para passeios e posteriormente como trem de passageiros com viagens diárias que atendia os trabalhadores e toda a população da época.

Em 29 de dezembro de 1908, o governo autorizou a construção de um ramal que partia da estação Areal, sentido à direita do ramal Cantareira, até o local chamado Guapira - que após 1930 passou a denominar-se Jaçanã -, em especial ao Hospital dos Morféticos - atual Hospital São Luis Gonzaga e depois ao Asilo de Mendicância e dos Inválidos - hoje Hospital Geriátrico D. Pedro II - e em 1910 foi construída e inaugurada uma estação com o mesmo nome do bairro Guapira, que depois passou a chamar-se estação Jaçanã. O trecho entre as estações Areal e Guapira (Jaçanã após 1930), inicialmente era direto de uma estação a outra. Em 1913 foi aberta a primeira estação intermediária, a de Tucuruvi e assim outras estações passaram a ser abertas em toda extensão do ramal até atingir Guarulhos, com a inauguração da estação Guarulhos em fevereiro de 1915.

O Tramway da Cantareira contava com 35 km de extensão, tendo seu ponto inicial na estação Tamanduateí, Rua João Teodoro, onde, após 1 km de seu início, se ramificava em dois ramais: seguindo um à esquerda com término na estação Cantareira e outro à direita com destino a Guarulhos. Os trenzinhos saiam de hora em hora quando não de duas em duas horas. Com uma bitola de 60 cm, popularmente conhecida por bitola estreita, a viagem se tornava desconfortável e perigosa para seus passageiros. As fagulhas expelidas pela chaminé da Locomotiva inutilizavam os trajes, queimando-lhes os chapéus. Em 1965, o "Trenzinho da Cantareira" apitou pela última vez, pois com o desenvolvimento da cidade o trajeto da estrada de ferro foi extinto e o transporte de passageiros substituído por ônibus.

A Sede do Distrito

O Distrito de Paz de Tucuruvi possuía uma área de 89 km², anteriormente denominado Cantareira, foi desmembrada do Distrito de Santana, pela Lei 2104 de 29 de dezembro de 1925, e instalado no bairro Tremembé sua primitiva sede, em 23 de março de 1926. O primitivo Distrito da Cantareira passou oficialmente a denominar-se Distrito do Tucuruvi. Por entenderem ser injusto dado a sua localização mais central, sua população, sua denominação "Tucuruvi" e sua subordinação ao afastado e quase incógnito bairro Tremembé daquela época, os senhores João Gualberto de Almeida Pires, Manuel Gomes, Manoel Tomé Novaes e o Capitão Ary Gomes empreenderam e levaram a cabo a transferência da sede do Distrito e com ela veio a mudança de denominação para Subdistrito de Tucuruvi, Decreto nº 6618 de 21 de agosto de 1934, data que Tucuruvi passou por direito a ser um Distrito da região norte de São Paulo, onde, em prédio próprio situado na Avenida Tucuruvi, 47-A, foi instalado o Juizado de Paz, Registro Civil e Tabelionato.

Características

Tucuruvi tem um dos melhores climas da cidade, em parte devido à proximidade com a Serra da Cantareira. Situado apenas a seis quilômetros do centro da cidade e com uma população aproximada de 98 mil habitantes, espalhadas em uma área geográfica com extensão de 9 km², o Distrito de Tucuruvi é formado pelos bairros, Tucuruvi; Parada Inglesa; Vila Gustavo; Vila Mazzei; Jardim França e Jardim Barro Branco. O distrito abriga a sede da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, que fica no bairro do Jardim Barro Branco, em mesmo local o Hospital Militar e o Presídio Militar Romão Gomes. A estação terminal Tucuruvi do Metrô, ocupa um local próximo onde antes foi a estação de Trem da Cantareira, tendo um de seus acessos em frente à Colina do Tucuruvi, local onde existiu o palacete do inglês William Harding e primeiro núcleo povoamento do bairro, que hoje sedia em novo prédio, a Subprefeitura Santana - Tucuruvi.

Curiosidades

No dia 4 de maio de 1918, era celebrada a primeira missa, ainda em instalações precárias, no bairro. Em 6 de outubro desse ano, foi lançada a pedra fundamental da Igreja do Menino Jesus do Tucuruvi, que ainda hoje é um dos símbolos do bairro. Ainda naquele ano, foi fundada a Escola Noturna da Associação Beneficente do Tucuruvi. A primeira escola pública fundada em 24 de fevereiro de 1922, Escola Reunidas do Tucuruvi. O primeiro diretor foi o professor Nestor Pereira Leite. Já em fevereiro de 1925 foi criado o Grupo Escolar do Tucuruvi, na Rua Ausônia, com 12 classes. O diretor foi o professor Antonio M. Rosa. Em 29 de setembro de 1938, foi inaugurado o Grupo Escolar Silva Jardim. O diretor foi o professor Antonio M. Rosa.

O primeiro cinema fundado no Tucuruvi foi inaugurado em 14 de novembro de 1925, chamava-se Cine Teatro Rio Branco, na Avenida Pires do Rio, atual Avenida Tucuruvi, pertencente à empresa Dinis S. Magalhães, comportava 500 pessoas e exibia sessões duas vezes por semana. O Cine Tucuruvi foi inaugurado em 22 de fevereiro de 1941. O próximo cinema a se instalar no Tucuruvi foi o Cine Valparaizo, que por muito tempo foi considerado a maior sala de projeções cinematográficas da América Latina.

Na época, o clube mais famoso no bairro foi o Clube Atlético Tucuruvi, cuja sede funcionava no pavimento superior da padaria Central, que ficava na passagem de nível do trem com a Avenida Pires do Rio, na década de 40 o presidente era o Sr. Ambrósio Augusto. No dia 1° de dezembro de 1913 entrou em operação a Estação do Trem Tucuruvi. O primeiro casamento foi do senhor Antonio Francisco Alves e Dona Cesária de Abreu, no dia 1° de setembro de 1934. O juiz de Paz foi o Senhor Manuel Pereira Gomes. O primeiro núcleo escoteiro do Tucuruvi autorizado pela Associação de Escoteiros do Brasil foi criado em 07 de setembro de 1918, mesma data em que o alferes Ary Gomes, foi diplomado instrutor da tropa e responsável pelo núcleo.

Metrô

Tucuruvi possui uma das estações da linha azul do Metrô de São Paulo. Foi inaugurada no dia 29 de abril de 1998. É a última estação da linha azul sentido norte, sendo que, após a mesma, existe apenas o terminal de manobras e estacionamento de trens. Localiza-se na Avenida Doutor Antonio Maria Laet, 100, no bairro Tucuruvi, na Zona Norte. Trata-se de uma estação semienterrada, com plataformas laterais revestidas por persianas que permitem a entrada natural de ar e luz em seu interior. Tem 8630m² de área construída.

Possui dois acessos sendo um para a Avenida Doutor Antonio Maria Laet e outro na direção sul, junto a uma escadaria para os usuários que desejam acessar a Rua Paranabi ou a Avenida Tucuruvi. Sua estrutura é toda em concreto aparente e possui vários bloqueios eletrônicos e acesso para pessoas portadoras de deficiência. A capacidade da estação é de 30 mil passageiros no horário de pico. E também a Estação Parada Inglesa que é a próxima estação após Tucuruvi e situa-se na Avenida Luiz Dumont Villares no bairro de mesmo nome.

Tucuruvi Hoje

O bairro Tucuruvi tem apresentado grandes mudanças nos últimos anos. A excepcional resposta ao mercado de Shopping Centers instalados junto à estação de metrô, como o exemplo de sucesso comprovado do Shopping Metrô Santa Cruz, traz para o Shopping Metrô Tucuruvi a certeza de um bom negócio. O Shopping está ancorado pelas marcas mais consagradas do mercado. Além disso, conta com o conceito de corredor único, que facilita o acesso, a circulação e a visibilidade de todas as lojas. O empreendimento tem uma localização estratégica na Zona Norte, ponto de congruência de pessoas de diversas regiões que utilizam o terminal de ônibus urbano e intermunicipal e a estação de metrô como transporte diário, por onde circulam cerca de 1.2 milhões de usuários por mês.

Release do memorialista Jânio Pires

“Jânio Pires, 53, jornalista, graduado em comunicação, memorialista de história e consultor de marketing cultural. Nascido e radicado na capital de São Paulo, no Tucuruvi, filho do ferroviário aposentado Abel Corrêa Almeida Pires, neto de João Gualberto Almeida Pires que militou no PRP e transferiu a sede do Distrito de Tremembé para Tucuruvi; tataraneto de Francisco Xavier de Almeida Pires (Chico Pires), que representou a delegação da região de Botucatu (SP) entre os 133 membros da Convenção Republicana de Itu em 1873 e ainda primo do jornalista e escritor, Professor Doutor José Herculano Pires e do escritor Cornélio Pires e do memorialista Avareense João Baptista Amaral Pires (Jango Pires).

Foi militante da política partidária na capital paulistana, onde atuou como membro ativo em várias frentes e movimentos de lutas, ressaltando a vitoriosa campanha do movimento Comissão Pró-Metrô da Zona Norte que resultou no prolongamento da linha norte de Santana a Tucuruvi. Em 1982 disputou o pleito eleitoral concorrendo a uma cadeira à egrégia casa legislativa da edilidade paulistana onde obteve expressiva votação, 6198 votos nominais, classificando-se 13º suplente entre os concorrentes. Participou efusivamente do movimento "Diretas-Já" por eleições diretas para Presidência da República em 1984.

Entre diversas atividades comunitárias e sociais desenvolvidas, destacam-se: Presidente da Sociedade Amigos do Tucuruvi - Satuc; Presidente do Lions Clube São Paulo - Jardim São Paulo; Presidente de Partido Político - Diretório da Zona Eleitoral 256ª - Tucuruvi; Conselheiro do Conselho Comunitário da Região Administrativa Santana - Tucuruvi, representante junto a Câmara Municipal de São Paulo; Fundador e diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira dos Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas - Transpática; Escoteiro, Comissário de Menores, livre e de bons costumes, pautou sempre ter atitudes justas e perfeitas para com a sociedade como membro integrante do quadro da Arte Real.”

Membro do MIH-Seicho-No-Ie.

Em diversas atividades públicas exercidas, destacam-se:

Assessor no gabinete do secretário da Sehab - Secretaria Municipal da Habitação em assuntos pertinentes à pasta junto a Cohab e Emurb entre 1983 e 1986. Na Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo ocupou o cargo de coordenador titular na Coordenadoria Regional Norte de Apoio Comunitário desde sua instituição até 1996.

Nas Subprefeituras Santana -Tucuruvi e Casa Verde - Cachoeirinha, foi assessor de gabinete dos subprefeitos entre 2001 e 2005, em Santana coordenador geral de eventos e coordenador do Orçamento Participativo. Em Casa Verde ocupou o cargo de Supervisor de Cultura, respondeu pelo expediente da Coordenadoria de Ação Social e exerceu interinamente a Chefia de Gabinete.

Atuou ainda como assessor no gabinete do secretário da SMT – Secretaria Municipal de Transportes onde tratou de assuntos pertinentes à pasta junto a Sptrans, CET, DSV, e DTP, entre 2005 e 2007. Como jornalista, pelo regime (PJ) presta serviços editoriais e reportagens para empresas jornalísticas e consultoria a empresas e instituições buscando estreitar o relacionamento entre seus parceiros, melhorar a comunicação interna e externa e a reconstrução de uma imagem institucional positiva junto ao público.

Referências, atividades e citações na área de comunicação:

Jornal SP Norte / Jornal SP Oeste - Redator e Editorialista – Desde abril de 2012 Jornal Planeta Hoje - Editor Geral e Jornalista Responsável – De outubro de 2011 a março de 2012 Jornal Tribuna Paulista - Coordenador de Conteúdo, Articulista e Editor Repórter - De março a agosto/2011.
"Locomotiva" - Informativo Cultural da Zona Norte - Editor/Redator - 2009
Programa Trem das Onze - Repórter Free Lance - Blessing TV - Web - 2009
Programa Paulista Total - TV Web - Diretor e Apresentador (TVS Brasil) - 2008 Jornal Noroeste News - Jornal de Bairro - Colunista - 2007 Jornal Cidade de São Paulo - Jornal de Bairro - Colunista - 2000

Pesquisa e levantamento bibliográfico:
História do Tucuruvi - Livreto Edição Comemorativa 80 Anos do Tucuruvi Editoria - Sociedade Amigos do Progresso do Tucuruvi - SP/ 1983.
 Pesquisa, Entrevistas e Apoio:
Ascendência e Descendência de "Chico Pires" - Livro (Francisco Xavier de Almeida Pires - Arvore Genealógica Família Pires) Genealogia Paulistana - Museu Republicano USP - Itu - São Paulo Editoria - Família Pires - SP/2003.

Entrevista e reportagens:
A Crise do Lixo – Revista Trabalho Acadêmico sobre o tema "Reciclagem"
Ana Paula de Souza César - Superintendente de Recursos Humanos QUALIX Serviços Ambientais Ltda. - SP/2004.

Pesquisa de Apoio e Acervo:
A Casa dos Ingleses – Documentários
História do bairro Tucuruvi - DVD Curta Metragem - PMSP/SMC Produção - Rogério Nunes - SP/2009.

Pesquisa, Apoio e Co-Produção:
Jaçanã e o Adoniran - Filme Documentário História do bairro Jaçanã - DVD
Curta Metragem - PMSP/SMC Produção - Karmatique Imagens Ltda. – Rogério Nunes - SP/2011.

Pesquisa de Apoio:
"1924" O Ano que São Paulo Esqueceu - Livro A história dos militares revoltosos em 1924 - SP Autor - Joaquim de Carvalho - Jornalista - SP/2011.
Assessoria de Imprensa: Associação Museu Jaçanã - 2008/2009
Grupo Musical BBC - Bala, Bombom e Chocolate - 2008 Rapper Emicida - 2008
Creatto Comunicação Ltda. - 2007/2012


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Publicado em 23/04/2013 caro sr janio,o sr me fez voltar ao nsosso romantico tucuruvi,muito boa sua reportagem,parabens Enviado por pedro f oliveira - olipefra@terra.com.br
Publicado em 03/03/2013 O 22º Cartório do Tucuruvi é o antigo Cartório de Paz do qual existe várias citações. Em relação ao Nelson Fernandes, acrescento que foi um dos grandes empreendedores da região; na década de 50 que criou e inaugurou o Acre Clube, um dos maiores clubes da Zona Norte, hoje infelizmente vive momentos difíceis com um reduzidíssimo número de sócios e outras dificuldades. Empreendeu ainda o Hospital Presidente que também foi o maior hospital privado que existiu na região. Teve seu auge na década de 70 onde atendeu também pelo sistema público de saúde, entrou em crise financeira e quase parou de funcionar, mas hoje pertence a um grupo privado e não atende pelo SUS e nem toda sua potencialidade. Nelson Fernandes criou ainda um automóvel chamado "Presidente", mas infelizmente não obteve o registro e a patente da marca. O Mercado Municipal do Tucuruvi, foi fundado em 1949 e permaneceu por 20 anos no mesmo local, mudou-se para mesma Avenida Nova Cantareira há 60 metros além do prédio antigo onde sobrevive até os dias de hoje como um dos melhores da região. O Cine Fidalgo foi inaugurado na década de 40 pela família Fidalgo, cujos administradores foram a filha Estrela Fidalgo e seu marido Roberto (Argentino), funcionou no pavimento térreo do prédio também construído pelo empreiteiro de obras João Fidalgo (pai de Estrela).O prédio de apartamentos residenciais quase foi totalmente interditado pela Prefeitura, pois teve parte que desabou, mas continua em pé e habitado até hoje. Quanto ao Palacete do Fidalgo, a história relata que foi de propriedade do inglês Harding (Palacete Anglo Parque), cujo João Fidalgo foi o empreiteiro contratado para a construção, e após a morte do inglês, adquiriu a propriedade onde passou a residir com a família até a sua morte. A melhor escola pública que existiu no bairro foi o Instituto de Educação Albino Cesar (Ginásio-Escola Normal-Clássico e Científico). Uma escola de excelente nível onde havia grupo de Teatro Amador e também atividades de esportes, campeonatos, e etc. Foi fundado como escola municipal e posteriormente transferida ao estado. Possui piscina, quadras e um belo teatro, hoje desativados e fora funcionamento. Existiu também o motorista João Dias que teve o primeiro Táxi do bairro e posteriormente um posto de gasolina na esquina da Avenida Tucuruvi com a Avenida Cel. Sezefredo Fagundes. Espero ter respondido os comentários. Enviado por Jânio Pires - janiopires@gmail.com
Publicado em 29/11/2012 Eu até me assustei com tantas informações sôbre
o meu saudoso Tucuruvi.O Marco Antonio lembrou em tempo,de acrescentar outros nomes grandiosos que fizeram parte desta jornada,e eu acrescento o Cartório de Tucuruvi no qual fui registrada.
Enviado por walquiria rocha machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 26/11/2012 Essa pesquisa e conhecimento de como surgiram bairros paulistanos são empolgantes, verdadeiras sagas de homens resolutos em uma momento onde muita coisa dependia da força humana, claro com alguma tecnologia de época. O interesse desta evolução urbana feita com esse entusiasmo descrito, sobre o Tucuruvi, demonstra um pertencimento marcante e uma identidade com o local. A citação do trem da Cantareira é algo que faz um elo da construção da ferrovia de Santo Amaro que possuía uma ferrovia a vapor, fundada em 1886, por Alberto Kuhlmann, engenheiro alemão naturalizado brasileiro, que trouxe as locomotivas KRAUSS da Alemanha para implantar a linha da “Companhia Carris de Ferro São Paulo a Santo Amaro”. Esse mesmo engenheiro projetou a ligação entre as partes altas do vale do Anhangabaú, mas as peças metálicas importadas dessa ponte, onde circularia um trem a vapor, foi interrompida e todo esse material passou a compor as Pontes do Tramway da Cantareira! Parece que quando da desativação das composições da Krauss de Santo Amaro, pela São Paulo Tramway Light & Power que adquiriu os direitos do sistema de transporte, parte do acervo foi transferido, no início na década de 1910, para a Cantareira também e o “Tramway de Santo Amaro” deixou de existir em 1913. Sua sobrinha neta, Adozinda Kuhlmann reside em Santo Amaro! Parabéns pela historiografia e bibliografia, ricas em referências. Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 26/11/2012 Prezado Sr Janio,
Não vi aí qualquer menção ao Cine Fidalgo e a família Fidalgo, que possuía até um palacete. Nos anos 60 tive uma namorada que morava na Rua Borges e a mais de 30 anos que não vou prá essas bandas.
Enviado por juvenal cardoso - jucabala@hotmail.com
Publicado em 26/11/2012 Realmente um texto de enorme valor. Muitas pessoas me procuram para saber da historia do Tucuruvi, creio que, agora, uma boa parte da historia do bairro está resgatada. Acho, porém, que, pelo menos um parágrafo, o N.Fernandes (ACRE CLUBE-HOSPITAL PRESIDENTE...) merecia neste compendio. E os Colégios? Albino Cezar e outros. O Mercado, o cine Fidalgo e seu prédio que quase caiu. Abraços, Marco Antonio (Marcolino) Enviado por Marco Antonio (Marcolino) - advancedtop@uol.com.br
Publicado em 26/11/2012 Voce pode não concordar comigo, se me fosse dado o dom da escolha, eu queria que voltasse 50 anos no tempo e ver novamente o TUCURUVI daquela época....que saudade!!!!! Enviado por João Batista Braghin - braghinjb@hotmail.com
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