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Categoria - Outras histórias "Tinturero" e outras profissões Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 26/12/2012

Dispensável escrever que sempre gostei dessa arte, embora não seja um artista, sempre começamos com ditados, redações, cartas e por aí vai... Hoje, caso entremos em uma sala de aula e dizemos: "Vamos fazer um ditado" talvez as crianças fiquem pasmas e achem que você é um "louco". Pois bem, sigamos a história. Lembro-me, lendo as histórias das profissões que vem dos anos desde o começo das civilizações, vindo mais à modernidade, de uma que quando garoto todas as terças-feiras aparecia em casa um senhor chamado Sergio, que gritava: "Tinturero!", era um japonês com sua bicicleta, um suporte no bagageiro, onde recolhia as roupas sujas e depois de dez dias aparecia com elas limpas, passadas, engomadas.

Na época "coisas" chiques, cheirosas eram calças, blusas. Vejam que sabíamos seu nome e ele os nossos, meus tios também mandavam suas roupas para lavar, assim como toda rua. Tinha dia e horário para passar. Essa profissão não sei como surgiu e porque só os orientais faziam isso, talvez até por necessidade na maioria das vezes ou falta de recursos para sustentar a família.

Era tudo manual, a "tinturaria" do senhor Sergio ficava no bairro, sempre encontrava com ele e sua "bike" à coletar roupas no começo (bairro do Campo Grande - Av.
Nossa Sra. do Sabará). Posteriormente, tinham as cortinas, depois tapetes, nos ternos eram sempre exigidos mais limpeza, pois em ocasiões de casamento era obrigatório seu uso. Fazia muito tingimento também com as famosas "tintas Guarany", pois assim aproveitava-se melhor as roupas e economizava-se também, era "tinta dois em um".

Assim como tínhamos outras profissões que atualmente talvez só nos interiores de São Paulo e Brasil, como "leitero", o que entrega leite, padeiro, que entrega pão, verdureiro, sapateiro, alfaiate, doceiro, as benzedeiras, ferreiro, pipoqueiro, tem uma que é interessante o "pexero", só vendia sardinha, relojoeiro, barbeiro, mecânico bom e só consertavam carros com poucas ferramentas: chave de fenda e alicate, profissões que atualmente, ou em breve, não existirão mais em face da modernidade, com máquinas e falta de mão-de-obra.

Eram profissões artesanais, praticamente que durante anos existiram, os locais que sobram atualmente viram pontos de encontro ou museus, dos amigos. Saudações a todas as profissões à moda antiga.

E.T.: falta o "i" nas palavras, pois era assim que pronunciávamos.


E-mail: viltongiglio25@gmail.com

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Publicado em 17/02/2013 ... e quem não se lembra do afiador de facas e tesouras, que anunciava sua presença na rua tocando uma melodia simples numa gaitinha de plástico?
... e o vendedor de "machadinha", aquele doce feito em bandeja e que era tÃo duro, que tinha que ser removido utilizando-se uma espécie de machadinho?
... e o homem do realejo, que sempre tocava no seu realejo manual aquela "musiquinha de parque de diversões" e que tinha um periquito (ou pequeno papagaio) que saía da gaiola e tirava o bilhetinho da sorte?
Enviado por Paulo F. de Mendonça - braziliaan1@gmail.com
Publicado em 29/12/2012 Vilton eu ja tinha comentado sobre profissoes que estao em fasede extincao , mas e sempre bom lembrar sempre pois foi a partir dai que hoje temos essa verdadeira explosao de tecnologia parabens pelo texto Enviado por dario silva - CRISSEDARIO@HOTMAIL.COM
Publicado em 28/12/2012 Vilton, lembro do tintureiro passar lá em casa para lavar os ternos do meu pai.Profissões antigas e que se modernizaram, agora são lavanderias. Muito bom seu texto, um abraço. Enviado por margarida peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 25/12/2012 No cortiço que nós morávamos lá no Tatu, havia uma tinturaria ao lado, mas a parte de lavagem das roupas ficava na parte da frente das nossas casas (havia uma fileira de casas, todas simples com três cômodos cada). Esse tintureiro era Japonês acreditam! A Japa carregava o filho amarrado nas costas, e era ela quem lavava as roupas. Uma curiosidade que tenho até hoje, é como são feitas as lavagens a “seco”, já desde aquela época. Meu irmão o Plínio chegou a trabalhar para eles entregando os ternos. Era um cabo de vassoura dividida com pregos, onde cabiam seis ternos. Boa recordação Vilton. Um abraço... Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Publicado em 25/12/2012 Vilton, passei por tudo isso aqui no meu bairro, compravamos muita coisa desses comerciantes ambulantes,e hoje os tintureiros são lavanderias que até no shopping e hipermercados tem, parabéns,Estan. Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
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