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Categoria - Personagens Os coveiros e os garis de São Paulo Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 04/01/2013

Depois de bons tempos observando os nobres profissionais, nobre sim porque ser coveiro e gari não deve ser fácil, pois lidam com as piores, ou melhor, "coisas" da vida, fica muito difícil de concluir o que é bom, mas uma definição é válida, "cuidam de tudo" o lixo retornará, o morto ao pó retornara, ser coveiro é não ser lembrado, não sei se eles tem dia do coveiro, será que eles tem folga disciplinada? Será que tem insalubridade? O prazer de dizer: - enterrei alguém famoso? Nunca dizem isso, pois até acredito que seus sentimentos talvez nem existam mais, pois vivem diariamente enterrando alguém, até os cemitérios de São Paulo são diferenciados, assim como os lixos das periferias dos jardins, sempre estive muito confuso para escrever sobre as duas profissões, que são nobres, vemos poucas reportagens a respeito deles, notícias sobre eles, salvo quando resolvem fazer uma greve que logo passa, assim como as correrias atrás dos caminhões de lixo, ah!

Teve um gari que ganhou uma corrida, lógico, seu treinamento foi correndo com sacos e mais sacos de lixo na mão atirando no caminhão de lixo (também não sei se tem o dia do gari). Antes era "lixeiro", atualmente é consultor de reciclagem.

Resolvi e tomei a coragem de escrever sobre ambas as profissões depois de conversar com o Geraldo, pessoa tranquila, que foi administrador de um cemitério (vejam o que a vida nos reserva) e senta-se ao meu lado na faculdade e relatou-me até fatos de como os coveiros entram em depressão cedo, abandonam suas mulheres, famílias, viram alcoólatras, assim como os consultores de reciclagem, não tem muita diferença, a diferença sim é que são pessoas especiais, são mãos invisíveis a quem muito todos nós devemos, não falam, não reclamam, sempre esta tudo bem? Tem uns que vivem sorrindo.


Imaginem amigos, leitores, todos os dias com esse tipo de trabalho como deve ser? São crianças, jovens, idosos, mulheres, homens, às vezes são achados no lixo ou alguns já estão.

Alguém disse: "Do pó viemos ao pó retornaremos", não lembro qual "epístola" desta frase, mas minha avó mandou colocar essa frase sobre o caixão do meu saudoso pai quando faleceu. Portanto quero deixar minhas muitas homenagens às duas profissões, aliás, não sei se tem mulher coveira.

Permaneçam vivos por muito tempo.


E-mail: viltongiglio25@gmail.com

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Publicado em 07/01/2013 Ex-coveiro feliz,essa vem do Cabo de Santo Agostinho, PE,só podia ser brasileiro e ser Siva,o sr. Hamilton Silva casado há 30 anos,trabalhou como coveiro,estudou e formou-se,já é Bacharel em Direito,com salário de 521,00 reais, 4 filhos uma neta,aos 44 anos,Foi coveiro no cem. de V. Nazaré,no Cabo de Santo Agostinho,PE,e ainda por cima pegava quatro onibus por dia,foram cinco anos,amigos e leitores,já estou cansado,só de escrever esse comentario. Portanto não desistam nunca,esse Sr. deveria ser manchete Nacional,belo exemplo de vida. Viva os Coveiros do Brasil! Enviado por vilton giglio - viltongiglio25@gmail.com
Publicado em 07/01/2013 caro Vilton, coveira não sei, mas assisti a uma reportagem de uma moça que trabalhava de exumadora, sobre o maior cemitério da America Latina fica na Vila Formosa com 50 alqueires, abraço, Beira Enviado por Jose Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 06/01/2013 Esse texto rende muito,esqueci de escrever que no cemiterio da Consolação,existe um ex-coveiro isso mesmo,que apaixonou-se pela profissão que virou o guia do cemiterio sabe muito da "tumbas"é um "cara" muito legal,ainda bem ahaha, pois mostrar tumbas é muito triste,mas como cultura arquitetonica vale,um dia nos encontraremos lá. Enviado por vilton giglio - viltongiglio25@gmail.com
Publicado em 06/01/2013 "Todo mal é necessário". Gosto de pensar, sobre a humanidade desse jeito Vilton: A criação vive em meio, as terras, águas e aos oceanos...Não fosse assim, os pobres não teriam vez. Quando chega uma enchente por exemplo, a natureza não escolhe classes, vai o pobre, vai o rico. Isto nos leva a seguinte reflexão. Tudo foi feito para usufruto do homem, sem escolhas. Aquele que recebeu 100 dê 100, o que recebeu 60, dê 60 e o que recebeu 30, dê 30... É o que consegui te dizer meu amigo. Enviado por Clesio de Luca - clesiodeluca@yahoo.com.br
Publicado em 04/01/2013 Homenagem a uma das mais antigas profissões do mundo. "Privilegiados" eram os coveiros dos antigos nobres egipcios que, depois de embalsamarem seus potentados, eram enterrados juntos, pra cuidarem dele no "outro lado". Iam, felizes pela escolha.
Bela recordação, Vilton, quanto as mulheres, realmente não existem as que praticam a profissão, elas. simplesmente, as vezes se encarregam de "providenciar" a matéria prima. Parabéns,Vilton
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 04/01/2013 Vilton, você me fez rir pela narrativa humorística. Essa de "consultor de reciclagem" merece nota dez.risos.Lembrou-me da "secretária do lar". Recordo-me de um epitáfio que vi numa tumba aqui em Sto Amaro que dizia: "Enfim magro". Qto a mulher "coveira" consta que tem algumas que "enterram" o marido vivo...em dívidas do cartão de crédito... Gostei. Parabéns ! Abraço. Enviado por asciudeme joubert - asciudeme@ig.com.br
Publicado em 04/01/2013 Já não fazem mais garis como antigamente, pelo menos aqui no interior. Foram verificar o porquê dos atrasos constantes para o recolhimento do lixo, e constataram que era o celular que estava atrapalhando o trabalho deles (muita conversa e pouco trabalho). Agora o coveiro aqui de Vera é uma pessoa tranquila, com família estruturada e feliz da vida com seu serviço. Muitos que precisam de conselho vão procurá-lo. Abraços... Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Publicado em 04/01/2013 E.T.O maior cemiterio da America Latina fica no Bairro Aricanduva com 780.000 mil metros quadrados,segundo a Pref.São Paulo. Enviado por vilton giglio - viltongiglio25@gmail.com
Publicado em 03/01/2013 A verdade é que precisamos de pessoas BEM VIVAS para lidar com a morte dos outros. Não são apenas os coveiros, que só fazem o trabalho final,ou que "jogam a última pá de cal", mas antes deles existe todo um aparato: de legistas, agentes funerários, lavadores e maquiadores de defuntos e até amortalhadoras profissionais lá nas pequenas cidades do Interior. Sou 100% a favor da cremação,o que infelizmente tiraria o emprego dos pobres coveiros. Enviado por Tony Silva - silva.luiz2006@ig.com.br
Publicado em 03/01/2013 Vilton, eles são pessoas especiais e compartilho com você esta digna homenagem. Um abraço. Enviado por margarida peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
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