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Categoria - Personagens Mulheres de São Paulo e do Brasil Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 14/02/2013

Minhas homenagens antecipadamente às primeiras mulheres de São Paulo e do Brasil, embora tenha feito isso são incansáveis em suas labutas, diariamente deveriam ser mais reconhecidas mundialmente; são espancadas, escravas, fazem tráfico, aliás, até com meninas estrupam-nas, matam, no Brasil e no mundo, sendo que em alguns países ainda vivem como objetos, infelizmente. São prometidas por famílias, enfim, é muito triste ainda o que acontece. Tem o turismo sexual no mundo todo também.

Mas temos verdadeiras heroínas, onde pouco ou quase nada se falam delas, não tem nomes de rua, bustos, memorial, etc., até pode ter, mas pouco em relação ao que fazem ou fizeram por todos nós, até quando teremos "elas peladas" dançando na frente de reis, rainhas, na TV, em picadeiros, nas ruas, boates, etc.

Vejam que em 1897 ingressava na Faculdade de Direito do Largo São Francisco Maria Augusta Saraiva, primeira mulher em Bacharel no Estado de São Paulo, teve de se empenhar para ser admitida e concluiu o curso em 1902, superando as adversidades e preconceitos, recebendo uma viagem à Europa como prêmio por destacar-se no curso. Sua trajetória destacou-se também por ser a primeira mulher a atuar no Tribunal do Júri, sendo nomeada Consultora Jurídica do Estado, um cargo de honra.

Primeira mulher que superou preconceitos, Maria Immaculada Xavier da Silveira, inscrita na OAB em São Paulo, 26 de janeiro de 1932, formada pela Faculdade de Direito de São Paulo, organizou a Semana da Advogada, realizando várias conferências importantes.

As primeiras médicas de São Paulo, formadas pela Faculdade de Medicina de São Paulo, ingressaram em 1913, formaram-se em 1919, Dra. Adelia Ferraz e Dra. Odete Nora de Azevedo.

A primeira do Brasil e terceira da América Latina chamava-se Rita Lobato Velho Lopes, em 1887, imaginem só para a época o que causou ao país e aos homens. Esse fato é interessante com uma médica chamada Dra. Ermelinda Vasconcelos, obstetra, sendo motivo de uma crônica e “chacota” de um historiador chamado Silvio Romero; quis o destino que depois de um tempo sua mulher ficara grávida e sabe quem chamou? Isso mesmo a Dra. Ermelinda...

Primeira vereadora de São Paulo, Theodosina Rosario Ribeiro, em 1925 e negra. Ainda não vi uma mulher apitar uma decisão de campeonato de futebol mundial, uma coveira, diretora de cemitério, motorista de agência funerária, etc. e tal... Imagino nas décadas de 30, 40 e 50 eram só reprodutoras e submissas, sendo tratadas como mercadorias, aliás, ainda hoje isso acontece no mundo todo.

Espero um dia sermos todos iguais perante a lei e elas principalmente sendo tratadas merecidamente com todo carinho do mundo.

Mulheres de São Paulo, sejam portadoras de propagar a luta e os preconceitos a todas as outras.

Minhas homenagens mais uma vez a todas vocês.

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Publicado em 15/02/2013 Vilton, voce foi fundo nessa homenagem as mulhers, pena que uma grande parte se sujeita a papeis humilhantes para a mídia e pena também que uma grande parte não usam a lei Maria da Penha para se defender, parabéns pelo tema,Estan. Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 15/02/2013 ' Não são poucas "As primeiras " mulheres que destacaram-se em diversos cargos e muitas funções.A Doutora e Professora Esther de Figueiredo Ferraz,foi uma delas,Primeira Ministra,uma das primeiras mulheres advogadas a atuar em um Juri,Reitora e, Secretária da Educação; tivemos também a Dra Hilda que foi a primeira mulher a comandar a Polícia Feminina,na década de 50.Se for feita uma pesquisa abrangendo outros setores, vão ser encontrados muitos cargos exercidos por mulheres pioneiras,que exerceram funções diversas, juntamente com a de dona de casa. Enviado por Maria Tereza - marialuizzeto@globo.com
Publicado em 15/02/2013 Sr.Giglio, mulheres são os seres mais valorosos de nossa sociedade, pois são os alicerces das famílias. Mulheres que enfrentaram as dificuldades da Revolução de 30 e de 32. Lembro D. Veridiana da Silva Prado, o motor que tocava as fazendas de sua família, Zélia Gattai-escritora, Clarice Lispector, Dorina Nowill, Cecília Meirelles (carioca), Anita Malfatti, Tarcila do Amaral, Lélia Abramo (Sind. dos artistas), Hebe Camargo-AACD e muitas outras que a lista é imensa. Grande abraço do Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - ernestob1144@gmail.com
Publicado em 14/02/2013 Vilton, eu quero agradecer em especial e com muita emoção essa homenagem e demonstração de reconhecimento, pois estamos num tempo absurdamente difícil, pois na mídia as mulheres têm aparecido apenas como objeto de desejo, o que é vergonhoso. Parabéns. Você foi genial. Um abraço Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 14/02/2013 Vilton, muito obrigada! Todas são heroínas e são as verdadeiras doutoras da vida. Mesmo com todo preconceito que a mulher sofreu, ela caminha e ganha cada vez mais espaço. Parabéns para todas as mulheres do mundo.Um abraço. Enviado por margarida peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 13/02/2013 A mamãe Dona Helena Brandão de Oliveira, ainda menina fez curso de Corte e Costura . Passou a costurar para a Família. Chegou na década de 50 em Sampa e já começou a trabalhar na rua Oriente numa malharia. Teve diversas Malharias onde trabalhou (saia de um entrava em outra) Trabalhou fora de casa até os 72 anos de idade. Em casa nunca teve uma empregada. Lavava, passava e cozinhava. Eram Papai e quatro filhos para ela cuidar. Existem milhões de Helenas pelo Mundo. Sem elas não somos quase nada. Viva todas as mulheres do mundo. Abraços Vilton ... Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Publicado em 13/02/2013 Caro Vilton, Se em 1897 a 1°mulher ingressou na Faculdade São Francisco e em1913 na de medicina quando será que elas foram inauguradas? Achei de muito bom proveito estas suas informações . Mas quanto a estas mulheres desnudas jogadas na prostituição, grande parte a escolha è delas próprias e este mesmo caminho elas ensinam para suas filhas e assim por diante... Se temos aquelas mulheres batalhadoras,que fazem faxinas para criar e educar os filhos ,saem de casa cedinho com sol ou com chuva pegam ônibus lotados e tem duas jornadas de trabalho,de dia e a noite em casa cuidando da família,estas sim são merecedoras do nosso louvor,elas dão exemplos de dignidade aos filhos e eles seguem o mesmo caminho,são raras as exeções,mas as mulheres que levantam meio dia,são relaxadas,preguiçosas,não querem ter trabalho com suas crianças e nem fazer nenhum esforço,estas sim caem na prostituição e vagabundagem tentando obter algum lucro com isso. Estou sempre fazendo algum trabalho social e só quem participa do dia a dia destas comunidades sabe o quanto é difícil ser coerente com determinadas situações,e mais difícil ainda é não se envolver. Enviado por walquiria rocha machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 13/02/2013 Giglio, você me deu um monte de informações interessantes sobre mulheres notáveis, mas a Theodosina, que maravilha heim? Porque alem de tudo ela era negra. Imagine o que ela teve de lutar. Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslour_ti@yahoo.com.br
Publicado em 13/02/2013 Giglio, você me deu um monte de informações interessantes sobre mulheres notáveis, mas a Theodosina, que maravilha heim? Porque alem de tudo ela era negra. Imagine o que ela teve de lutar. Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslour_ti@yahoo.com.br
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