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Categoria - Outras histórias Sears Roebuck Autor(a): Lygia Bradnick - Conheça esse autor
História publicada em 19/03/2007

O Natal começava pra gente no dia 1 de Dezembro, pois este era o dia em que íamos à Sears, no início da Av. Paulista, ali onde hoje se encontra o Shopping Paulista. Meu pai chegava em casa mais cedo, nós já estávamos prontos, eu de vestido novo, meu irmãozinho todo arrumadinho e de cabelo penteado. Íamos à pé, subindo a ladeira do Paraíso, passando pela mal-cheirosa cervejaria Brahama, dando uma paradinha na palelaria Caratin, onde eu comprava os meus humildes cartõezinhos de Natal, os quais me pareciam tão lindos.

Dali, passando pela Praça do Índio (uma estátua de um índio com um arpão tentando pegar um peixe dentro do laguinho), chegávamos à Sears, toda enfeitada para o Natal. Subíamos para o quarto andar, onde os brinquedos se encontravam, e ali passávamos momentos mágicos, sonhando com o que Papai Noel poderia nos trazer.

O mais estranho é que ele nunca trazia nada daquilo, só uns carrinhos para o meu irmão e uma bonequinha para mim. Mas assim mesmo sonhávamos, corríamos em volta de tudo, até que meu pai cansado e com fome nos chamava para ir comer no barzinho ao lado. Sempre pedíamos salsichas no espeto. Que delícia que eram aquelas salsichas!

Depois das salsichas com guaraná, tomávamos um sorvete bem grande ou comprávamos um pacote de pipoca na porta da Sears. Vínhamos embora para casa comendo a pipoca e eu toda feliz com meus cartões de Natal. Meu irmão ganhara um pacotinho de cavalinhos plásticos ou um soldadinho.

A lua sempre aparecia, branca e muito redonda, a gente até via estrelas nos céus de São Paulo. Estávamos cansados, porém muito felizes. Vínhamos pulando e sentindo que tudo era Natal.

Em casa ainda podíamos abrir o panetone e pegar um pedacinho antes de ir dormir. O Natal havia começado mesmo!

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Publicado em 30/08/2007 Nesta loja Sears foi instalada a 1ª escada rolante de Sao Paulo. Do lado esquerdo da loja, na calçada, tinha a porta de um elevador que dava para um salão de festas, chamdo "Blue Room". Do lado direito ficava a lanchonete, especialziada em "misto quente". Também sempre tinha um aspirador em de demonstração, soprando bolinhas para o ar. Enviado por Israel Beigler - beigler@attglobal.net
Publicado em 08/08/2007 ola!lygia,
meu comentario e de interesse pessoal.gostaria de mais informaçoes da loja sears,pois nao me recordo muito daquela epoca e esta dificil encontrar informaçoes a respeito;
desde de ja grata.thaisa.um conto agradavel!!
Enviado por thaisa - libenkampf@hotmail.com
Publicado em 06/08/2007 Tenho um problema de conciência. No início dos anos 70, comprei 3 tapetes na Agua Branca, na medida 3 x 4 para decorar nossa sala de visitas de nossa casa no Brooklin Velho. Fui super bem atendida por um vendedor nissei. Um mês depois devolvi os tais tapetes porque achei melhor medida menor. Não tive noção que com certeza o gentil vendedor teria de devolver sua comissão e afinal com o passar do tempo, isto é, com meu amadurecimento, a medida dos tapetes não eram importtantes. Enviado por Mirça Bludeni de Pinho - by_laser@yahoo.com.br
Publicado em 01/08/2007 Lendo a história da Sears da Paulista, lembrei-me daquela da av.Antártica, hoje Shopping West Plaza. Por volta dos anos 50 lá comprei uma calça ( jeans ) "rancheiro", que era usada dobrando-se a boca das pernas, fazendo uma barra falsa que era de cor mais clara, contrastando com o brim (sanforizado ?)azul (que ainda não era o da Alpargatas). Quem se lembra daquela Sears vai se recordar que no andar térreo surgiu um dos primeiros supermercados de São Paulo, na mesma época da rede Peg/Pag, de loja na rua Cardoso de Almeida, em Perdizes. Enviado por expedito marques pereira - expeditompereira@adpesp.com.br
Publicado em 31/07/2007 Lygia,
minha avó morava perto da estação do bonde da Vila Mariana, e Natal era passear com ela pela Sears, me sentido mocinha de luva e bolsa.
Não me lembro de mau cheiro na Brahma, mas me lembro de todo o resto até sinto o cheiro da castanha de caju!
abs
Jussara
Enviado por Jussara Xavier - jussara.xavier@tvglobo.com.br
Publicado em 27/07/2007 Puxa, voces esqueceram de alguns detalhes bastante significativos (pelo menos para mim...) como a inesquecível castanha de cajú be quentinha da bomboniere, a marca Kenmore alémda satisfação garantida...ou seu dinheiro de volta ! Enviado por Mauro Souza - ml_souza@terra.com.br
Publicado em 12/07/2007 Procuro um sonar que rastreie para adiante. Enviado por otto sobral - ottosobral@yahoo.com.br
Publicado em 02/07/2007 Já no começo dos anos 80 eu ia à Sears com minha mãe, que achava uma loja muito chique, pois minha tia bem-vestida que trabalhava na Nestlé fazia compras lá, e minha mãe me levava à lanchonete para comer "salsicha de casaca", um cachorro-quente com bacon e queijo derretido. O lanche nem era tão bom assim, mas o evento era ótimo. Adorava umas rosquinhas (donuts) que vendiam lá, que a minha tia da Nestlé às vezes comprava e me dava. A loja era linda, e a lembrança é bonita e terna. Enviado por Marcus - marcusmf@hotmail.com
Publicado em 26/03/2007 Prezada Lygia:
No final de 1955 eu fui selecionado pela Sears para trabalhar durante o período de festas de fim deano. Fui vendedor do setor de brinquedos e de cartões de natal (que mais eu poderia querer ?). Vendi e diverti-me bastante. Nunca pensei que, no ano de 1949, comparecendo à inauguração da Sears com meus páis, um dia, aos 17 anos, eu iria trabalhar lá, nem que fôsse por apenas 15 ou 20 dias que durou o meu contrato. Antes de receber o meu pagamento, os vendedores provisórios foram homenageados com um almoço no "Blue Room" que era o restaurante da Sears e que ficava no andar de cima. Os Americanos são ótimos patrões. Sempre gostei de trabalhar para êles. Que ótima recordação, Lygia, que você me proporcionou.
Enviado por Sylvio Freitas - sylport@terra.com.br
Publicado em 23/03/2007 ...boa lembrança!!! A minha, com relação à Sears, era a loja que ficava na Água Branca, e eu trabalhava, na ocasião, nas Indústrias Matarazzo. Nosso passeio na hora do almoço era a Sears, com suas castanhas de caju, e seu aroma se espalhando pela loja. Realmente, no Natal a loja se transformava numa festa! Olhar as roupas e sonhar era muito bom! Sonhava também com alguns carros, na Sabrico,loja que ficava ao lado.Só sonhar,claro! rsrsrs. Abraços. Enviado por Marina - mguandalini@terra.com.br