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Categoria - Outras histórias Morte precoce Autor(a): Célia - Conheça esse autor
História publicada em 17/09/2013

Certo dia, à época do meu curso primário, recebemos a notícia na sala de aula de que uma aluna da nossa classe tinha falecido. Não consigo recordar qual foi a causa da sua morte. Ela morava mais ou menos próximo a nossa escola, o Grupo Escolar "Barão de Ramalho", na Penha.

Todos nós, mesmo não sendo amigas íntimas da garota, ouvimos aquela notícia como se tivéssemos recebido um choque! Hoje, reflito como a morte afeta tão duramente a alma infantil! Ficamos perplexos, como se uma criança não pudesse morrer! Como se isso fosse prerrogativa de adulto! Nesse dia, não tivemos aula e fomos todos à casa da menina prestar nossa homenagem e, ao vê-la em seu caixãozinho branco, recebemos mais um duro golpe! Como é triste ver uma criança morta! Aquela imagem ficou para sempre gravada em minha memória.

A morte deveria ser mais natural para nós, já que todos a conheceremos um dia, mas creio que é mais difícil aceitá-la, se ela ocorre em pessoas muito jovens.

E-mail: rccsimonato@hotmail.com
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Publicado em 23/09/2013

Realmente a morte de uma pessoa jovem e muito traumatica para todos , mas para os familiares ela e muito dolorosa .Eu tenho duas que presenciei que nunca esquecerei ainda irei conta-las numa cronica , eram filhas de amigos.Parabens pelo texto Celia .Abracos Felix

Enviado por João Felix - jfvilanova@gmail.com
Publicado em 20/09/2013

Célia,a morte de alguém proximo ou querido fica guardada no fundo da alma e as vezes ela escapa para nos entristecer...A historia do Marco Aurélio me fez ver que todos nòs já perdemos um amigo de infância e que nunca mais esquecemos o episódio... fica uma marca de tristeza...

E quando adultos,se perdemos algum familiar esta perda dói mais ainda

pois compreendemos o significado de não ter mais e nem ver mais alguem que amamos tanto...

Enviado por Walquiria Rocha Machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 18/09/2013

Esta é a dura realidade, Célia, começamos a morrer logo que nascemos. Por coincidência, perdi ontem minha irmã Carmela, (Lita); é bem verdade que ela já tinha vivido 88 anos mas, a separação de um ente querido sempre nos causa dor. Sendo uma menina, a dor parece que se multiplica. Parabéns pelo texto, Célia.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 18/09/2013

Mas é sempre mais difícil para as crianças. Se puder leia uma história minha neste site chamada "Mas um de nós não voltou".Você vai ver que quanto mais novo mais difícil.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcos.lour@yahoo.com.br
Publicado em 17/09/2013

Celia, infelizmente e a lei da vida, a morte nao tem dia nem hora para se apresentar, parabens pelo seu texto.

Enviado por Leonello Tesser (Nelinho) - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 17/09/2013

Minha querida Célia, o choque de um falecimento de criança é inenarrável. Insuportável, eu diria. Mas o jeito é aprender a lidar com os nossos infindáveis limites e dores. Um beijo, minha querida.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 17/09/2013

Concordo Célia, em 1995 eu perdi um filho com 21 anos e senti exatamente isso, Nos estamos preparados para ser enterrados pelos filhos, mas totalmente despreparados para enterra-los.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
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