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Categoria - Paisagens e lugares O dia da criança Autor(a): Ivan Jubert Guimarães - Conheça esse autor
História publicada em 16/10/2013

Já faz tempo, mas ainda me lembro dos primeiros anos da década de 60. Todos os anos, quando chegava o mês de outubro havia um evento que era aguardado com muita ansiedade por mim, meus amigos e, acredito, por todas as crianças que residiam em São Paulo. Falo do Salão da Criança que acontecia no antigo Pavilhão de Exposições do Parque do Ibirapuera.

Eram duas semanas de muita diversão e eu ia praticamente todos os dias. Não era apenas uma feira comercial, era uma feira para as crianças brincarem, ganharem guloseimas, sorvetes e até brinquedos.

Havia campeonato de futebol de salão entre escolas que se inscreviam para esse evento.

Nos estandes muita gente bonita e o maior barulho que se ouvia era o riso da criançada que corria pelos corredores para entrar em filas para ganhar os brindes que eram fartamente distribuídos.

Eu morava nas proximidades e costuma ir a pé com meus amigos e nós nos divertíamos muito. Nos estandes havia artistas de televisão como recepcionistas e nós, moleques ainda, nos deliciávamos em admirá-las e conseguir um autógrafo.

Mas havia um estande que era muito especial, que era o da TV Record que na época tinha um programa muito especial, chamado A Turma dos Sete, que contava a vida de sete crianças, sendo um delas uma menina chamada Jô. Havia o Fernando e um garoto chamado Chuvisco, não me lembro dos outros nomes, mas não deve ser difícil descobrir.

Chuvisco era o mais engraçado deles, tratava-se de um garoto de cor que sempre tinha um bordão que era “Mixou o carbureto” que dizia sempre quando algo saía errado.

O Salão da Criança durou pouco tempo, as coisas foram mudando, o pavilhão foi demolido e as feiras passaram para o Parque Anhembi, mas já não era mais a mesma coisa e nem poderia, já que eu e meus amigos havíamos crescido.

Mas pensando nas crianças de hoje, que vivem numa cidade que cresceu muito desde a minha infância, sinto saudade daqueles tempos de uma cidade humana que se preocupava com suas crianças.

“Agora, mixou o carbureto.”

E-mail: ivanjug@uol.com.br
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Publicado em 22/10/2013

É, meu primo. Abraço.

Enviado por Asciudeme Joubert - asciudeme@ig.com.br
Publicado em 18/10/2013

Jubert

Eu conheci o Salão da Criança apenas no Anhembi, por volta dos anos 70. Não sabia que antes era no Ibirapuera.

Eu gostava muito de ir lá com meus pais e irmãs. Na época fazia muito sucesso o Topo Gigio com a Regina Duarte e também o programa Vila Sésamo com o Garibaldi e a Sonia Braga.

Dessa época, recordo bem do Garibaldi que abraçava as crianças a ponto de escondê-las por dentre as plumagens fartas que ele tinha. Eu fui uma das crianças abraçadas e foi muito gostoso o abraço.

Haviam as brincadeiras, muitas crianças e brindes distribuídos.

Que pena ter acabado pois era muito aguardado.

Enviado por Fatima Ventura - costurarerenovar@yahoo.com.br
Publicado em 17/10/2013

Quem se lembra desta música?

No primeiro salão da criança

A bandinha de música tocou.

O palhaço alegrando as crianças

Avisando que a festa começou.

No Ibirapuera tem patinação

Pegue o papaizinho,e puxe pela mão.

Enviado por Walquiria Rocha Machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 16/10/2013

No nosso tempo caro Sr Ivan, as crianças brincavam,hoje em dia as crianças ainda usam fraldas e já estão com o tablet na mão ou o celular.

O que é uma pena.

Eu morava na roça mas me divertia bastante.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 16/10/2013

Puxa, Ivan, com esse texto descobri porque o meu pai usava esse bordão e eu não sabia o que era. Gostei. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 16/10/2013

Nossas impressões depositadas neste site se referem, na maioria das vezes de recordações de nossa infância. Parecia que todos os dias eram “Dias das crianças”, não algo fixado no tempo e marcado no calendário. Evidentemente que nossos brinquedos eram escassos e quando éramos presenteados o brinquedo “tinha” que ser duradouro, pois além de cuidados que precisava ter eram feitos de madeira, de pano, arame, couro, pois não existia o plástico como matéria prima que tornaram os brinquedos efêmeros e descartáveis e de pouca duração como exigência do consumo. Parabéns pela crônica e recordações do Salão da Criança e sobre o(s) programa(s) infantis.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 16/10/2013

Uma doce recordação dos dias felizes que eram a semana e o Dia das Crianças. O Salão da Criança foi uma iniciativa que marcou muito. Sua narrativa é muito boa, Jubert, parabéns.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
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