Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias O cotidiano Autor(a): Clesio de Luca - Conheça esse autor
História publicada em 21/10/2013
Nosso querido planeta está sempre em estado de mutação, para o bem ou para o mal (a falta de preservação). Isto não é novidade, sempre esteve assim em vista de mudanças, alteração, interesses comerciais, modificação, transformação, “progresso”.
 
Podemos dizer que as mudanças ocorridas no passado, muitas delas benéficas, trouxeram novidades e progresso nas ciências, nas descobertas, uma evolução.
 
Ultimamente em função do volume dessas mudanças e de tantas que estamos sentindo saudades, daquele velho tempo em que essas mudanças não aconteciam com tanta celeridade. Não se trata de acomodação, não acompanhamento, ficar para trás, mas de tantas regras, leis, condutas atingidas aos indivíduos e a sociedade, muitas dessas modificações ocorridas na pressão, no desespero, na malícia. São, de outro lado, os métodos escolares, os sistemas de ensino, o transporte alternativo, a facilidade do transporte aéreo, o lazer, a alimentação, a saúde, as doenças... Enfim, tudo mudou para “melhor”.
 
Discordo.
 
Sempre fui muito lerdo em acompanhar mudanças, levo muito tempo para discernir se foi para o bem e se foi para o mal. A pressa, diz o ditado popular, é a inimiga da perfeição.
 
Digo isso, porque sou a favor do transporte marítimo, do rodoviário, do transforme ferroviário, do andar a cavalo e de charrete de ir à missa aos domingos com a família na minha capela ou na minha paróquia. Aliás, digo-vos que esta sempre foi a tônica da minha vida, A modernidade sempre foi muito rápida para mim, não que não a respeite.
 
Se ouvirmos os apelos comerciais, pelo rádio, TV, dos programas de televisão aberta ou a cabo e, para você ficar bem “aparelhado”, você precisa adquirir medicamentos e utensílios modernos, do contrário você está superado, ultrapassado, condenado.
 
Mas e se eu não quiser entrar no jogo do comprar? Digamos que se eu optar por ter uma vida simples, do jeito que aprendi com meus pais e avós, tios... Será que estarei “sentenciado” a viver à margem dessa modernidade? Sim e não.
 
Diante de tanta modernidade, preste atenção nos chamamentos diários, instantâneos, sempre há uma novidade no ar: remédios, aparelhos para lhe deixar em forma, bebidas de uma marca tal, etc... Acho tudo isso uma enganação, trapaça mesma, os defensores dizem que é o livre comércio. Uma moda que no fundo é adquirir do noticiário, do anunciante e do produtor.
 
Uma palavrinha sobre o nosso sistema político e judiciário? Vi dia desses um filme na TV. A pergunta era: você ama a lei ou a justiça? O principiante advogado respondeu que amava a lei, mas que não podia esquecer a justiça. E concluiu que, depois de uma tumultuada ação ganha nos tribunais, talvez deixasse a advocacia e se dedicaria apenas a ensinar esse princípio, aprendido na faculdade, ou seja, entre amar a lei e fazer a justiça acontecer. Sua queixa: de que unir ambas dá muito trabalho, é cansativo. Há advogados canalhas, patifes por aí a defender marginais, pois esses também precisam de defesa.
 
E quando sobra tempo, a TV preenche com programação de jogos das eliminatórias, dos amistosos da Seleção, como serão as participações das Seleções na Copa do Mundo de 2014? Que mundo interessante estamos vivendo “hem”? Bom, chegada a noite, cansado do dia de trabalho, logo vem o noticiário noturno: Brasil Urgente, Jornal da Band, Jornal Nacional, alguns canais transmitem os programas de “pastores” das diversas igrejas pentecostais... E a seguir, as novelas. O que as novelas ensinam?
 
Manhã seguinte recebo o jornal, não leio, apenas folheio e, em segundos, chego ao final. Não encontrei nenhuma notícia que pudesse me dedicar a sua leitura. Ainda bem que minha biblioteca está bem ali, próxima, e posso enfim ler algo bom e positivo ou escrever alguma boa história, que passa interessar o leitor.
E-mail: clesiodeluca@yahoo.com.br
Localização da história
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 22/10/2013

Clésio, eu também tenho uma dificuldade imensa em lidar com tudo isso, e também tenho a opção de uma vida simples. Como você é catarinense, escuta essa: outro dia, passeando na linda Santo Amaro da Imperatriz, me deparei com uma moça andando a cavalo. Pasme: ela não estava acompanhando a doçura do galope, pois estava acionando um celular. Passei por ela e demorei a acreditar, mas é isso, Clésio. Vamos aproveitando e vivendo o que existe de bom. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 22/10/2013

Concordo com você Clésio, algumas mudanças são difíceis de assimilar principalmente quando se generaliza que essas mudanças são todas para melhor, tem mudanças que pioram a situação, como temos visto no caso da educação, e muitas das vezes estão querendo chegar ao caos total.

È lógico que precisamos fazer uso da tríplice peneira sempre.

Recentemente recebi este vídeo, e é o que está acontecendo no dito "primeiro mundo"

www.youtube.com/watch?v=S09zpRXm1U8.

Parabéns, mais uma vez texto muito atual.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 21/10/2013

Clésio, o antes teve muita coisa boa que deixou saudades, mas também teve muitas coisas que tiveram que ser mudadas para uma qualidade de vida melhor. Nos dias atuais com tantas novidades uteis e e inúteis, cabe a nós o discernimento e sabedoria para escolher o que é melhor para cada um. Já vi gente que escolhe viver sem luz, água encanada, jornal e etc, mas acho que isso não funciona para um povo inteiro. O melhor mesmo é passar tudo por um filtro e cada um escolher o melhor pra si. UM grande abraço e parabéns pelo texto.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 21/10/2013

Concordo plenamente.

Realmente esta é uma boa história.

Uma visão da vida tal como ela deve ser;bem simples.

Esse consumismo exagerado, comprar pelo impulso, se individar etc.

Mas poucos , bem poucos pensam como vc.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 21/10/2013

A modernidade, como vc a coloca, de Luca (Carijó), tem duas faces, uma a que ela deixou pra traz, muito bem exposta nesta narrativa. A outra é a transformação que, por nós, os de minha faixa etária, que tivemos, sentimos, percebemos, como testemunhas vivas dessas transformações rápidas, podemos aquilatar seus benefícios e malefícios. Estou com 81 anos, com alguns medicamentos recém descobertos, posso dizer que duvido que chegaria até aqui, sem estes resultados da moderna pesquisa laboratoriais, como centenas de milhares de pessoas, no mundo inteiro. É bem verdade que nem tudo vem de graça, tem seu preço e esse é o que nós, dessa faixa, incluindo vc, pelo seu lamento relativo a essa desdobramento, mais sente. Como vc diz, se optasse por uma vida mais simples, na minha opinião, não conseguiria, as mudanças te alcançaria sem vc perceber.

O melhor que resulta desse progresso é a sua consideração a respeito, demonstrando uma observação aguda, sensível e detalhista, captando minuciosamente mudanças que passam despercebidas pelos que nasceram, posteriormente a estas ocorrências. Seu texto é primoroso, bem distribuído, claro e atraente. Parabéns, Clésio.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 21/10/2013

Pois é meu caro Clésio, quantas perguntas, quantas duvidas, mas creio que voce soube o que é certo e o errado e a prova disso que chegou até aqui assim como eu e muitos desse site, temos que saber controlar a massificação e as injustiças, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estantec@gmail.com
« Anterior 1 Próxima »