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Categoria - Outras histórias Eu só vou gostar de quem gosta de mim Autor(a): Clesio de Luca - Conheça esse autor
História publicada em 22/11/2013
“De Hoje em diante eu vou modificar o meu modo de vida”.
 
Este trecho da canção de Roberto me faz lembrar do tempo de “menino”, isto é, o da nossa juventude. A letra, a harmonia e o ritmo desta canção dos anos 60 nos fornecem as emoções fortes vividas, paixões, amores difíceis, alguns impossíveis, não combinavam. O nome da canção, se não me falha a memória, é a que diz também: "Eu só vou gostar de quem gosta de mim". Mas eu só vou gostar de quem gosta de mim.
 
Parece, a princípio, somente um estágio sentimental onde a dor e a saudade, a dor do sentimento não correspondido por aquela a quem dedicamos quase sempre todo o nosso tempo. E é por isso que a “paixão” sentida não é bem recomendada para quem quer se unir para sempre. Na paixão, há um descontrole de sentimentos. Quem experimentou sabe que isto não é amor paciente, assim querendo o bem do outro (a), mas somente o seu. 
 
Penso também que uma paixão desenfreada, quando encontra pouso, torna-se dramática, caso em que o poeta e escritor Shakespeare protagonizou entre Romeu e Julieta. Este assunto é tão ruim de tratar que não dá nem vontade de prosseguir.
 
Já um amor consciente, pés no chão, equilibrado, dá mais resultado e prossegue adiante chegando à velhice. É preciso ter uma boa dose de discernimento para esperar o momento certo e adequado para se dizer alguma coisa ou propor uma solução que seja boa para os dois. Os filhos e os netos nos ensinam bem a dosar as emoções forçando o nosso equilíbrio e o “juízo”, palavra que por si só nos indica o bom senso.
 
O namoro deve seguir continuamente. Adaptar-se aos tempos. Temos uma vida para viver, uma vida para experimentar, todos esses estágios. Quando se chega a uma idade madura, raramente se comete alguma bobagem ou riscos graves, pois durante a trajetória aprendeu-se a raciocinar a se autoaconselhar.
 
Dificilmente um amor perene assim consegue sobreviver aos tempos quando não alimentados pela fé e a razão e pela oração. Anos atrás tive o privilégio de me reunir com a esposa Márcia e com outros casais, coordenados por um instrutor que nos pregou essências para um verdadeiro amor. Deu resultados, mas com arranhões. Seguidamente a oração do esposo e da esposa roga ao Pai que nos proteja e cuide da pessoa amada do mesmo modo que Cristo amou e se deu pela sua igreja.
 
O que escrevo não é para criar polêmicas. Trata-se de um exercício com testemunho de fé e devoção para quem quiser permanecer unido respeitando os nossos limites e de cada um, nesse processo contínuo de amadurecimento. Estou neste momento recordando daquelas uniões estáveis dos nossos “velhos” daqui do site, companheiros que fazem o mesmo naquilo que estou tentando descrever.
 
Se cabe no meio do site SPMC, penso que sim, pois ao menos tenta-se demonstrar uma experiência que somente aos idosos chegam a comemorar, mais uma data natalícia, do Natal da prosperidade, do Natal da vida plena, do Natal da convivência em uma só família, a nossa que não é isenta de atribulações e de dificuldades encontradas no caminho...
 
Que Deus de nossos pais, os nossos anjos da guarda nos protejam para sempre, amém. Texto que dedico ao meu primeiro e queridíssimo neto, o Mateus.
 
E-mail: clesiodeluca@yahoo.com.br
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Publicado em 27/11/2013

É amigão Clésio a idade depura e purifica. A gente fica melhor embora mais fraco. Já disse o poeta" Se os velhos pudessem e os jovens soubessem"...

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 27/11/2013

Eu acredito que o casamento só vai adiante quando alguém tem que ceder

noventa por cento.Antigamente as mulheres cediam sempre,pois o homem era o provedor e senhorio da casa.Hoje as mulheres também trabalham e querem que tudo seja igual e os homens (a maioria)não aceitam e querem continuar reinando...resultado:"mala no portão"e adeus!!!

Tenho pena que os casamentos não durem ,mas quando a mulher trabalha cuida da casa do filho e ainda tem que lavar passar e cozinhar,Prà que marido?

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 26/11/2013

Eu ainda tenho esse disco, levei comingo quando voltei para a Italia, ainda hoje quando desejo matar a saudade da minha juventude em Sao Paulo toco ele em casa no carro e atè no I-PHONE.

P.S. Nao è facil e simples gostar so de quem gosta da mim...hi...hi

Abraços a todos os amigos do SPMC

Pino Orsini

Enviado por pino - pino.orsini@alice.it
Publicado em 26/11/2013

Clésio, o verdadeiro amor nunca morre, por outro lado cabe a nós aceitarmos o nosso semelhante como ele é e isso a gente só aprende com o amadurecimento, que Deus abeçoe o Mateus e a você também, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 23/11/2013

Clésio, transmitiu bem a sua visão sobre o tema, e quem não se lembra da fase aurea desse tempo, dessa musica, saudades, parabéns, Estan

Enviado por Estanislau Rybczynski - estantec@gmail.com
Publicado em 23/11/2013

Tomando conhecimento de seu interessante texto, Clesio, citando casais idosos, dou testemunho do meu casamento com a Myrte que dura 57 anos, (graças a Deus), a vida toda mesclada com tudo que vc pode imaginar em matéria de vida conjugal. Continuo feliz. Parabéns pelo seu texto muito bom, de Luca.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 23/11/2013

Muito oportuno o seu texto Clésio, principalmente para orientar os nossos jovens, sabemos que para manter essa união estável, é preciso renuncia de ambas as partes, o que não está ocorrendo hoje em dia, é cada um para si. Fico muito triste em ver os casamentos se acabarem por bobagens.

Uma família bem estruturada evita uma série de problemas.

Parabéns.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 22/11/2013

Parabéns, Clésio. Riquíssimo o seu texto. Um abraço carinhoso.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 22/11/2013

Esse amor é fruto do amadurecimento humano, alguns casais só descobrem isso, depois que tudo entre eles já apodreceu e aí, como acontece com aquela fruta que não foi colhida no momento certo,apodrece e cai do pé. Mas não é nada fácil cultivar a arvore do amor exige do casal, renuncia, compreensão, carinho, tolerância e respeito e é claro uma atividade sexual ativa, pois certas questões só conseguem chegar a uma solução na cama.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 22/11/2013

Que lindo!

É isso mesmo.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
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