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Categoria - Outras histórias Correio elegante Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 18/12/2013

Não sei bem em que data era feita a quermesse lá na Rua Maria Eugenia. Se era na comemoração do dia de “Cristo Rei” ou na semana festiva dele. Só sei dizer que tinha a barraca do pastel, do churrasco, da roleta, da casinha do coelho, da pescaria, do bingo, do beijo (no rosto), da argola e havia mesas para comer um lanche, ficar ouvindo uma música, ou quem sabe receber o “correio elegante” (ou enviar), para uma simples paquera.

 

Aqui em Vera, além de tudo isso, havia a dança da vassoura. Quem a recebia cedia a dama e saia a procura de outra. O rapaz que terminava com a vassoura na mão era alvo de grandes gozações. A próxima dança era ele quem começa a roubar a dama.

 

Em uma dessas quermesses, lá da Igreja Cristo Rei, no Tatuapé, no meio de uma conversa com os amigos, recebi um correio elegante, mal dando para abrir, porque o Carlos retirou da minha mão:

- “Deixa eu ver do que se trata, porque deve ser alguma brincadeira da molecada.”

 

 No correio perguntava o meu nome. O Carlos afirmava que não era para responder. Recebo outro correio, retirado novamente da minha mão, cobrando a resposta, no que diz o Carlos:

- “Assim que essa menina vier entregar novo correio, vou dar-lhe uma bronca e cobrar dela qual dos moleques está querendo gozar com a tua cara.”

 

Assim que ela retornou, o Claudio já foi logo dizendo:

- “Escuta aqui menina. Fala para esses caras pararem de gozar com a gente.”

 No que ela respondeu:

- “Deixa de ser chato menino, quem está escrevendo para ele sou eu mesma.” (risos da galera).

O Carlos não sabia onde “enfiar a cara” e eu pelo meu lado fiquei todo ruborizado.

 

Nós que enviamos nossos relatos comentando algo ocorrido na nossa época, traduzimos a inocência que era viver naquele tempo que não tinha “Rep”, craque era um cara bom de bola, torcida uniformizada nem pensar e o namoro era no portão, no cinema, a irmã ou a prima iam junto ou em qualquer lugar que íamos tinham as famosas velas nos acompanhando (risos).

 

E-mail: joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
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Publicado em 18/12/2013

Alegres recordações, Aureliano, a mostrar que o "Correio Elegante" funcionava, mesmo. Um feliz e alegre Natal, cheio de paz e amor, a vc e a sua família, com um ano novo próspero e auspicioso, José. Parabéns e um forte abraço.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 18/12/2013

Aureliano, também vivi em um tempo assim e a diversão era completa. Adorei recordar momentos de minha adolescência. Um abraço e um feliz Natal.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 18/12/2013

Realmente, quanta ingenuidade e desconfiança, mas na turma sempre tinha um cara chato, atrevido afim de gozar com o outro,mas, saudades desse tempo, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estantec@gmail.com
Publicado em 18/12/2013

A igreja era o ponto de encontro e a quermesse era o evento esperado onde havia toda a descontração com a participação popular onde os pais levavam os filhos para participarem desse momento. Parabéns pela crônica e Feliz Natal!!!

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 18/12/2013

Que lindo aquele tempo em que as brincadeiras eram sadias.

Boas festas, Aureliano.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
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