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Categoria - Outras histórias Os Pinheiros de Natal Autor(a): Carlos Fatorelli - Conheça esse autor
História publicada em 20/12/2013

Antes de existirem as árvores montadas artificiais todos compravam pinheirinhos naturais para montarem suas árvores de natal. Meu avô Manuel sempre tinha na chácara um canteiro onde fazia mudas para essas árvores tão procuradas no Natal. Vinham pessoas de longe buscar para enfeitar a natividade de Deus.

 

Eram tantos os pedidos que por vezes não se vencia a demanda, existia uma empresa de jardinagem situada em Monções, na Avenida Santo Amaro, que bem antes do Natal já arrematava grande parte da produção.

 

Meu avô também enviava para as feiras livres e quem comercializa era minha avó, que tinha o tino do comércio e vendia todos os pinheirinhos.

 

Claro que depois desse trabalho todo se reunia toda a família para montar esse símbolo natalino e sempre acrescentava alguns enfeites a mais em cada ano e era toda colorida de pendentes feitos de uma película de vidro bem fininho que às vezes somente de tocar elas quebravam. Em volta da árvore natural, colocada em uma lata grande com raiz, colocavam os presentes que seriam a alegria de muitos, embora não se tinha tantos brinquedos e jogos diversos como na atualidade e nossa alegria era ganhar uma “roupa nova”.

 

O Papai Noel, que sempre nos enganava no calar da noite, errava o pedido que ele pegava nos sapatos deixados na janela na véspera. Uma vez ele trouxe um carrinho reluzente, com luzes e sirene, mas não foi para mim, foi para um adulto, e que tinha a novidade de ser controlado de longe por uma caixinha que um dia disseram chamar-se controle remoto, nem pus a mão, não deixaram!

 

Um dia o Papai Noel, depois de tanto errar, trouxe uma bola de capotão número 5, estava lá debaixo da árvore um embrulho que ele deixou com o meu nome, mal sabia que meu Papai Noel estava bem perto de mim e sentia-se feliz pela minha felicidade, ele tinha o nome de Papai Ernesto, e até hoje sinto sua ausência!

 

Feliz Natal a todos os homens e mulheres de boa vontade em nome do menino Jesus na manjedoura!

 

E-mail: cafatorelli@gmail.com
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Publicado em 23/12/2013

Para você, Carlos,o grande historiador do site - e competente de fazer inveja -o meu grande abraço, um feliz natal e um ano de harmonia, muita paz e muita sabedoria para dividir conosco. Um grande abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 23/12/2013

Muito obrigado, Carlos retribuo sua mensagem com os sinceros votos de um 2014 cheio de venturosa expectativa, a vc e toda sua família. Um forte abraço.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 23/12/2013

O meu Papai Noel era igual o da Dos Anjos, e bem parecido com o seu, só que no lugar de errar o presente ele sempre ou quase sempre, errava mesmo era de casa.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 20/12/2013

Fatorelli, papai Noel errava, mas sempre aparecia. Aprendi que Papai Noel não esquece de ninguém seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem.Lindo seu texto.Um abraço e um feliz Natal.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 20/12/2013

Gostei do "apai Noel sempre nos enganava", sempre trazia o presente errado, ou seja o mais barato, mas acabava entendendo mais tarde, o dinheiro era curto, Natal era assim mesmo,Estan

Enviado por Estanislau Rybczynski - estantec@gmail.com
Publicado em 20/12/2013

Que bom que seu Papai Noel errava, o meu nem aparecia (risos)

Mas me lembro com saudades daquele tempo.

Muitas saudades mesmo.

Boas festas.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 20/12/2013

Fiquei emocionada. A ausência do Papai Noel de cada um de nós... faz falta. Cada um de nós ficou com seu pinheirinho na lembrança, e a saudades de muita gente da família. Lindo texto Carlos. Feliz natal para vc e família.

Enviado por Marina Moreno Leite Gentile - dagazema@gmail.com
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