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Categoria - Personagens O Dr. Joãozinho Autor(a): Ana Regina Carnevalli Parra - Conheça esse autor
História publicada em 24/02/2014
 
Sei lá porque esse diminutivo... Era um pediatra forte, alto e cuidadoso. Qualquer adulto perto da criança fica muito grande e médico então, vestido de branco, gera choro e medo.
 
Desde pequena fazia muitas consultas, por conta da dor na garganta e para meus irmãos.  
Lembro que ficávamos em fila no consultório para medir altura e peso. Ele anotava as queixas nas fichas, orientava a minha mãe, fazia graça com as crianças. Depois, abria as enormes gavetas da sua escrivaninha, em busca de remédios para o nosso tratamento.
 
Na saída do consultório, a melhor parte, um agrado da mãe; parada na doceira, na Voluntários da Pátria, em Santana. Ela oferecia delícias, mas não tinha vontade de comer. Era boa essa bajulação!
 
Certa vez apareceu no meu dedo, uma espécie de verruga. O médico achou estranho, comentou que precisava buscar informação para o meu tratamento. Após vários retornos, curativos e aplicação de produtos para queimá-la, com uma sensação inesquecível cujo meu único desejo era sair de lá correndo, um dia ele resolveu puxá-la, sangrou. Foi o ápice da minha coragem e a primeira grande tontura. Curou-me!
 
Esse sim, foi verdadeiramente um dedicado e inesquecível médico da família e dos bons!
 
E-mail: arcparra@ig.com.br
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Publicado em 03/03/2014

Ana, tínhamos também um medico assim na família, Dr. Pires.Ele dava uma atenção especial quando ia em nossa casa para fazer a consulta. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 25/02/2014

Que bom que o Dr. Joãozinho estava no caminho de vocês, Ana. Sobreviveram felizes... e com direito a delícias em Santana. Parabéns. Um beijo, querida.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 25/02/2014

Realmente, como faz falta esse tipo de médico, o tratamento rendia mais, conhecia o paciente e a doença só no olhar, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 25/02/2014

No seu caso era o médico, no meu era o padre prior do colégio onde estudava, chamava-se padre Bráulio, até hoje eu não sei se ele era grande mesmo ou se o medo dele é que o fazia enorme, mas para mim ele tinha de 2 metros pra lá.

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 24/02/2014

Não existem mais médicos dedicados assim.

Hoje em dia eles nem mandam a gente se sentar, principalmente se for no PS.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 24/02/2014

Recordação médica nunca é triste justamente por estarmos relatando, ao vivo estes eventos. Parabéns, Ana Regina.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
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