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Categoria - Outras histórias Santo Amaro do esquecimento à estação Adolfo Pinheiro Autor(a): Carlos Fatorelli - Conheça esse autor
História publicada em 20/02/2014
Vocês podem não acreditar, mas depois de anunciarem a inauguração em 25 de janeiro e, depois, em 1º de fevereiro de 2014, conseguiram inaugurar a estação do metrô da Avenida Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, São Paulo, sem anunciar.
 
A história é longa e remete por longos 50 anos, quando Santo Amaro era para possuir a primeira linha de metrô do país e um advogado-político que administrava uma grande empresa de ônibus, uma força viva de monopólio de transporte na capital, com medo da perda de demanda de passageiros, articulou para que Santo Amaro não fosse contemplada com o metrô.
 
Santo Amaro poderia ter suplantado o centro de São Paulo no mínimo em dez anos quando se anunciou que Santo Amaro, devido ao crescimento populacional pelo crescimento industrial que ocorria desde a década de 1950, necessitava de um sistema de transporte que fosse à altura de seu parque industrial.
 
Interesses escusos estavam nas entrelinhas de documentos oficiais que se fizeram à época, e meia dúzia de inescrupulosos de plantão, vendo os seus próprios interesses de bancadas, articularam para que Santo Amaro tivesse seu grande projeto de mobilidade coletiva esquecido em uma gaveta por muito tempo. Hoje, 12 de fevereiro de 2014, o bairro, que tinha independência administrativa de 1832 a 1935, viu-se alijado, mais uma vez, como em tantas outras ocasiões, em seus interesses de crescimento, independente de sua condição de bairro, mas que através de suas reivindicações poderia exercer direitos de conseguir novamente sua emancipação política.
 
Os próprios políticos de então “castraram” Santo Amaro de seu crescimento, pois exercendo o poder de bastidores esses senhores conseguiram pressionar para que Santo Amaro ficasse sempre de joelhos, recolhendo as migalhas caídas da mesa do legislativo pressionando o executivo para não levar adiante os interesses santamarenses.
 
Conseguiram matar uma “flor” na raiz, cavaram a cova profunda para enterrar os interesses santamarenses, foram bons coveiros, administraram bem o “capital” que por mérito deveria ser a compensação por aquilo que Santo Amaro deu para São Paulo: os seus 640 quilômetros quadrados de território!
 
Santo Amaro se “esvaziou” de suas indústrias, mas não se esvaziou do contingente populacional implantado desde aquela época, onde os descendentes permanecem neste espaço sem melhorias de qualidade de vida e os recursos são parcos nas alternativas.
 
Será que Santo Amaro ressurgirá das cinzas como a ave mitológica Phoenix? Só o tempo dirá nos novos trilhos da vida!
 
Com a palavra, os críticos, políticos, oposição, defesa e o cidadão, usurpado em seus direitos democráticos, de expor em nome do direito constitucional!
 
E-mail: cafatorelli@gmail.com
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Publicado em 21/02/2014

Vc tem razão, Carlos, eu lembro muito bem, na época, de como fervilhava os interesses políticos em detrimento áos verdadeiros interesses do povo.Fatos análogos ocorreram com a implantação da indústria automobilista, eliminando bondes e estradas de ferro, afim de ampliar vendas de automóveis e caminhões. Na Europa até hoje, os bondes e trens são úteis em várias cidades. Narrativa elucidative e bem objetiva. Parabéns, Fatorelli.

Laruccia

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 20/02/2014

Carlos, não foi só o bairro de Santo Amaro que sofreu com o descaso, mas creio que o bairro ressurgirá das cinzas com certeza agora que a estação do metrô ficou pronta, abraços, Nelinho.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 20/02/2014

Carlos, muito bom e provocativo o seu texto. Eu - e outros tantos milhões, certamente - desconhecia esses fatos. Então, muito obrigada pela aula de história e parabéns. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 20/02/2014

Fatorelli, quanta verdade você nos trouxe em seu texto.Pra variar as coisas acontecem sempre ligadas ao interesse da minoria, desprezando os verdadeiros interesses de um povo de uma comunidade etc.Uma pena o que fizeram com Santo Amaro. Ótimo seu texto, meus parabéns.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 20/02/2014

Um dos problemas de Santo Amaro durante essas décadas, desde a sua intervenção em 1935,assim como a demolição de alguns predios históricos, e muitos desmandos, foi devido aos "donos" do municipio e e depois "donos" do bairro, aonde as influencias empresariais e politicas, trairam nosso rincão em troca de favores, parabéns pelo documento, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
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