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Categoria - Paisagens e lugares O Largo do Arouche Autor(a): Ana Regina Carnevalli Parra - Conheça esse autor
História publicada em 10/03/2014
Em meados da década de 70,
o Largo do Arouche contava com várias bancas de flores.
Bem simples, montadas em suportes de madeira
e protegidas do Sol e chuva com toldos plásticos.
 
Muitas variedades de plantas coloridas e perfumadas.
Sem dúvida, tentadoras para um presente.
O lugar era movimentado, com gente apressada,
ou despreocupada, além de figuras estranhas ou engraçadas.
 
Ao redor, prédios antigos
serviam de moradias e escritórios.
 
Vários restaurantes famosos, muito comércio e bancos.
Recentemente, aguardando um ônibus,
notei um pequeno parque,
com alguns equipamentos para exercício,
com gente vagando nesse meio, feito moribundo.
 
Assusta observar a quantidade de pessoas,
em idade produtiva, fazendo parte da paisagem,
como natureza morta.
Parecem alienados, talvez sem trabalho,
maltrapilho, simplesmente marginalizados,
caso sério, nada engraçado!
 
São guardiões ao avesso,
que se apropriam de qualquer jeito,
do espaço e do pedaço,
com seus poucos trapos, papelão na mão,
vício qualquer, uma bituca
e um cachorro, numa eterna cumplicidade.
 
Gera muitos sentimentos, insegurança, necessidades e desordem.
Situação complexa que deixa qualquer um perplexo;
difícil alguma convivência saudável. Como pode?
Há pessoas à margem de tudo,
e outras com poder para tudo.
 
Das janelas aprisionados nas moradias, nas suas fantasias,
alguns sem tempo para apreciar o dia,
ou refém, dentro de um veículo, no trânsito parado.
As flores de hoje, nem se destacam mais nesse cenário
descolorido dessa grande cidade.
E-mail: arcparra@ig.com.br
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Publicado em 18/03/2014

Dentro da doce poesia, o lirismo amargo da realidade. Parabéns, Carnevalli.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 11/03/2014

O Arouche era um lugar lindo ,com suas bancas de flores.

Que pena que agora está dessa forma.

Um abraço.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 11/03/2014

Ana, realmente muito da beleza se foi. O seu texto foi muito oportuno. Faz pensar e dar saudades. Um beijo, querida.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 11/03/2014

infelizmente a nossa cidade de sao paulo mudou muito.

hoje e so mendigo, bebados,e tudo abandonado.

VIVA OS POLITICOS.

Enviado por João Cláudio Capasso - jccapasso2@hotmail.com
Publicado em 11/03/2014

O Largo do Arouche, que andava cada vez mais feio, começou a ficar mais bonito, por conta desse seu belíssimo e rico texto. E agora dizer só parabéns parece-me tão pouco.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 10/03/2014

O Largo do Arouche era um lugar admirado por todos nós no passado. Hoje já não trás a mesma beleza, só mesmo em nossas lembrança.Lindo mesmo é sua poesia sobre ele.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 10/03/2014

Ana, Domingo agora fui a feira de artesanato da Republica e passei pelo Arouche e pude comprovar o que escreveu, como a cidade está abandonada, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 10/03/2014

Belo texto.

O Largo do Arouche esta atualmente um lixo fico até deprimido qdo. passo lá.

As estatuas que lá estão são depositos de lixo,isso porque tem um prédio com a federação de turismo,sindicato dos bares e restaurantes,hoteis,entre outros,sauna,um UBS de câncer.

Um abraço.

Enviado por Vilton Giglio - viltongiglio25@gmail.com
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