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Categoria - Paisagens e lugares O furto à chácara no Jardim São Luiz/ SP Autor(a): Carlos Fatorelli - Conheça esse autor
História publicada em 14/04/2014
Está chácara existe até hoje, claro que não tem mais as dimensões e grandeza como no passado, mas ela ainda abastece boa parte das verduras que são ofertadas nas feiras das quartas e domingos na Rua Arraial dos Couros, antiga Rua 45, no bairro do Jardim São Luiz, região do extremo sul de São Paulo.
 
O prefeito Faria Lima, lá pelo final da década de 1960, fez uma cobertura muito bem estruturada para ali serem instaladas as barracas, onde hoje é a “praça” José Fernandes Camisa Nova, que foi recentemente “reformada”, tipo “meia boca”, por quase 200 mil reais. 
 
Pois bem, esta feira, antes coberta e que não obstruía vias públicas, foi depois demolida por outros governos e então fixaram a feira definitivamente na Rua Arraial dos Couros. Fica na barraca a Dona Rosa, esposa do seu Agostinho Teixeira, uma senhora octogenária e que possui o registro de feirante desde 1959, o mais antigo do local.
 
As plantações de verduras são ofertadas a preços módicos e são plantadas por seu Agostinho, que também possuem alguns animais domésticos e até algum tempo forneciam leite para a redondeza, além de ovos de patas, marrecas e galinhas caipiras e fora isso possuíam porcos e leitões e seu Agostinho é quem cuida destes afazeres da chácara constantemente.
 
Em certo Natal haviam sumido alguns leitões e os cães tipo pastor alemão não haviam dado sinal de latido em momento algum. Havia um mistério a ser investigado para evitar novo furto.
 
Seu Agostinho possuía um cãozinho da raça do mais “puro sangue dos vira-latas”, mas que era feroz, quando ele não estava no seu cercado ninguém adentrava na chácara. Pois bem, esse guardião foi devidamente preparado para montar guarda noturna no chiqueiro dos leitões! Pela madrugada não se escutava outro barulho senão os gemidos estridentes do larápio furtivo que voltou a cena do crime e o constante rosnar do fiel cãozinho!
 
Pela manhã, vistoriando a propriedade havia no arame farpado restos de roupa rasgada de quem fugiu às pressas. Depois de uns dias, passou próximo à chácara uma “múmia” toda enfaixada e diz ao seu Agostinho que “tinha sido um acidente de trabalho”... E era verdade!
 
 
E-mail: cafatorelli@gmail.com
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Publicado em 16/04/2014

Ótima historia Fatorelli, e viva os atuais rasga saco plásticos, pois já não existe mais latas para os cães sem pedigree virarem. Eu ri muito do acidente de trabalho, Acho que deveriam colocar uns vira-latas desses nos ministérios de Brasilia no Congresso,e também na sede da Petrobras.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 15/04/2014

Carlos, no meu tempo muitos quintais das casas do Ipiranga tinham seu galinheiro, as vezes ocorriam furtos de ovos e de galinhas na calada da noite, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 15/04/2014

Fatorelli, o que mais me chamou a atenção nesta curiosa narrativa, foram os detalhes, (sua especialidade), tais como "leite,ovos de patas, galinha caipira, marrecas,verduras frescas, porcos e leitões...". A simples menção destes ítens, caracteriza sua intenção de manter ares bucólicos num texto saboroso de se ler (e degustar...). Parabéns, Carlos.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 15/04/2014

Bons tempos que se furtavam verduras, galinhas e frutas e só, hoje furtam vidas e quem nunca furtou uma fruta na chacará de alguem, parabéns pela lembrança,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 14/04/2014

Tinha um técnico de futebol, não sei quem, que dizia: prefiro um cabeça de bagre esforçado que um craque preguiçoso.Ele tinha razão, o vira latas foi bem melhor que o pastor alemão.

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 14/04/2014

Carlos, meu bom companheiro de letras, você é extraordinário em relatar casos corriqueiros de uma cidade repleta de histórias interessantes. Gostei do "acidente de trabalho". Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 14/04/2014

Carlos, vai saber quem foi.Para mim só podia ser alguém que conhecia bem o pedaço.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 14/04/2014

sera que o ladrão não foi um vizinho politico invisível.

Enviado por João Cláudio Capasso - jccapasso2@hotmail.com
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