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Categoria - Outras histórias Teatro Paulo Eiró - Paulo Francisco Emílio de Sales Autor(a): Vilton Giglio - Conheça esse autor
História publicada em 05/06/2014
Desde garoto sempre fui um andante, andarilho, viajante, turista, etc. e tal. Talvez isso seja de "espíritos viajantes” de portugueses e italianos, afinal sou originário dessas duas raças. Como um modesto observador, sempre passava e via no Teatro Paulo Eiró uma obra linda, sua arquitetura, aquele mural feito por Júlio Guerra, de mosaico de cimento, mármore, pedras, etc. Inaugurado em março de 1957, foi uma obra importante para região nas atividades artísticas e culturais. Imaginem para essa época um teatro com capacidade para 800 pessoas. Época que Santo Amaro era município. Ele era um luxo. Pouco conhecido do público de São Paulo e sempre em reforma, que duram anos, por lá passaram grande artista e boas peças teatrais.
 
O nome Teatro Paulo Eiróé em homenagem ao dramaturgo, poeta, escritor e professor: Paulo Francisco Emilio Sales das Chagas. Tinha uma prima chamada Querubina, por que foi apaixonado. Lia em francês e viajava muito a pé. Ia ao Rio de Janeiro ou a Santos e levava meses. Entrava em depressão. Certa ocasião, com uma paixão não correspondida, foi a um casamento na Catedral da Sé, e ao ver no altar a noiva, percebeu que era sua ex-namorada. De novo entra em depressão. Ao voltar para casa escreve a poesia Fatalidade, onde desabafa suas mágoas. O poeta era um azarado no amor.
 
Esteve internado em um seminário. Seu pai, Francisco das Chagas, foi o primeiro presidente da comarca de Santo Amaro. Paulo Eiró estudou na Faculdade do Largo São Francisco. Quando desaparecia, sua família deixava os portões de casa sempre abertos, pois sabiam que ele voltaria. Quando ia à Igreja de Santo Amaro assistir a missa em um estado doentio, interrompia o padre dizendo coisas desconexas. Um dia quebrou um crucifixo. Então seus parentes começaram a prendê-lo em casa. Ficou internado em um Hospital de Alienados, na Várzea do Carmo, Rua Tabatibguera, e teve meningite (esteve internado por cinco anos).
 
Em Santo Amaro há uma rua com seu nome. Teve uma escola, onde hoje é uma praça e já foi camelódromo, chamada Escola Paulo Eiró. Foi uma das mais antigas, de madeira. Veja só! Destruíram uma escola, aliás, mais uma!
 
Tive o privilégio de estudar nessa escola. Foi um ano muito proveitoso. A família de Paulo Eiró era uma família tradicional em Santo Amaro. Ele morreu muito jovem. Era talvez mais um andante, andarilho, viajante, aliás, literalmente não entendi porque o Eiró.
 
Fonte: Schmit, Afonso - A vida de Paulo Eiró.
E-mail: viltongiglio25@gmail.com
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Publicado em 10/09/2014

Vilton

lembro-me, com saudades, do tempo em que nas manhãs de domingo, o teatro Paulo Eiro apresentava um show de talentos regionais. Eram apresentações de danças (naquela época sempre se apresentava um grupo dançando HullyGally e Twist, e cantores das variadas espécies (musica italiana, os poucos rocks americanos, as primeiras musicas dos Beatles). Tinha um amigo, o Francisco, mais conhecido como Chico Branco , que sempre se apresentava cantando, e como ele já tinha uma relativa fama junto as garotas, sempre sobrava "alguma coisa" para os pobres mortais. Tudo isso e mais as lembranças do Paulo Eiro foi na metade da década de 60. Valeu sua referencia

Enviado por Roque Vasto - roquevasto@gmail.com
Publicado em 09/06/2014

Bem descrita a parcela de biografia do poeta Paulo Eiró, Vilton. Interessantes tópicos que revelam novos conhecimentos sobre a vida e obras do fatídico poeta. Sua narrativa está muito boa, Giglio, parabéns.

Laruccia

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 06/06/2014

A depressao e um mal terrivel, deixa a gente desorientado,fazendo coisas que jamais faria no juizo perfeito.Eu sei bem o que e isso!Parabens

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 05/06/2014

Bom saber de onde vem os nomes de certos lugares, mesmo que sejam história trágicas tal essa.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 05/06/2014

Giglio, interessante a sua história sôbre o cidadão professor Paulo Francisco, o sobrenome Eíró pelo visto não pertence ao nome próprio do poeta, parabe´ns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 05/06/2014

Vilton, belo resumo desse grande vulto paulistano e santamarense, é mais um dos maiores personagem de nosso bairro cidade, mas, qual poeta não morreu cedo na sua época, ele foi mais um. Derrubaram a escola estadual Paulo Eiró, um marco para nosso bairro em favor de um camelódromo, hoje uma praça.

Sabe quem mandou derubar Vilton?, Dizem que foi o maior mandatário do futebol brasileiro, santamarense como nós.Dizem......

Construiram outro colegio ao lado do terminal do Metro Largo 13 com seu nome, e a rua Paulo Eiró é uma das ultimas do bairro a ser descacterizada pelo modernismo, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 05/06/2014

Confesso a você,que já ouvi várias vezes o nome do teatro Paulo Eiró,em propaganda de peças teatrais,mas este conhecimento todo que você escreveu me fez saber quem foi ele e sua triste e solitária caminhada até a morte precoce.Você estudou na escola que levava seu nome e eu o parabenizo por saber a origem do paraninfo desta saudosa escola que hoje é apenas uma praça...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 05/06/2014

Quem acompanha os trabalhos de engenharia no Teatro Paulo Eiró e o monumento local? Não precisam dar satisfações aos santamarenses? Gastaram ou gastarão em torno de 9.060.345,89 de Reais(atenha-se aos centavos de suma importância financeira) para as reformas do Teatro de Santo Amaro, que é conhecido como Teatro Paulo Eiró. As obras iniciaram ou se propôs a isso em novembro de 2011 com previsão para 420 dias, ou seja, quase um ano e meio. A MATEMÁTICA informa que devem estar com “ligeiro” atraso nas obras. Consta agora que haverá um deslocamento do Monumento as artes cênicas que esta em frente ao teatro e ser deslocado em suas aproximadas 12 toneladas por guindastes para deslocá-lo para ficar em 90 graus em relação ao teatro. A política santamarense, que não gosta de ser criticada, mas deve satisfação aos munícipes, e sem críticas não há melhoras na prestação ded serviços, prometeu, com mais tardar, a entrega de “tudo”, sem transtorno algum em agosto de 2014. Esperemos que não façam como a entrega da Biblioteca Prestes Maia, que era excelência em prédio e acervo e hoje sofre com vazamentos de água por um reforma mal feita, e está lá para quem quiser ver “in loco”, sem por a culpa neste ou naquele governo, mas quem assume tem consciência dos encargos deixados por governantes anteriores. Dizem não possuírem verbas para preservação das obras de Júlio Guerra que estão espalhadas por Santo Amaro, ora senhores, basta usufruir daquilo que as benesses privadas oferecem ao erário público para as devidas providências, ou melhor, seria de bom alvitre acabarem com os cabides de emprego existentes e deixar que a prefeitura central assumir seu compromisso com a cidade como um todo, como prometido quando do sufrágio universal do último preito.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 05/06/2014

Vilton, aprendi muito com esse seu texto tão lindo e bem escrito - como era de se esperar. Ótimo. Pena que o Paulo Eiró tenha sido tão infeliz no amor. Um abraço e meus parabéns.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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