Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias Conversas para esperar o trem Autor(a): Hilton Takahashi - Conheça esse autor
História publicada em 11/07/2014
Geralmente, discussões sobre política, religião ou futebol se revelam estéreis.
 
Todos têm suas verdades, credos e estratégias que nos remetem ao imponderável. Seria como filosofar sobre o nada ou analisar a importância da azeitona preta na empadinha de camarão. 
 
Observando-se atentamente – principalmente em mesas de bares – surgem especialistas e “explicatólogos” para tudo; gesticulam e argumentam com tanta convicção, que dão a impressão de estarem decidindo os destinos da nação.
 
Um folclórico e festejado comentarista esportivo bem definiu o nosso esporte nacional: "é a coisa mais importante entre as menos importantes". 
 
Partindo deste pressuposto, alguém poderia informar o que foi feito do glorioso e estranhamente denominado Fuleco?
 
Fuleco sugere o termo "fuleiro" que significa sem valor, reles, ordinário. De mascote oficial da Copa a ilustre ignorado, ninguém mais comenta o destino do pobrezinho tatu-bola. 
 
“Futebolísticamente” falando, "jogado ao escanteio e na marca do pênalti".
 
Aliás, vamos combinar que no planeta bola, a qualidade futebolística dos atuais e milionários craques – elevados à condição de superstars – também se encontra à beira da extinção. Analisando friamente, assistir às atuais apresentações da seleção brasileira está mais sem graça do que ir ao baile e, por falta de opções, ter que dançar com a irmã. 
 
Pena que os brasileiros demonstrem este efusivo patriotismo verde-amarelo cor de anil somente a cada quatro anos. 
 
Nas emocionantes e mais abrangentes Olimpíadas, inexiste tanta comemoração a cada conquista de nossos atletas – alguns com parcos patrocínios e incentivos. 
 
Que tal igualdade de condições para todos os esportes?
 
Mudando da água para o vinho – de somenos importância também –, aqui no alto da Avenida do Cursino, observei durante a semana passada o horizonte em direção aos quilômetros iniciais da Via Anchieta, bairro do Sacomã. 
 
Durante alguns dias, a inspiradora lua esteve feliz e sorrindo de orelha a orelha; em plena fase quarto minguante.
 
Antes de o sol surgir, descobri a razão de tal contentamento. Nossa lua esteve "acompanhada" da estrela-d'alva, que aparecia um pouco abaixo de sua posição no céu. 
 
De repente, eis que despontava o astro-rei e, por ciúmes ou despeito, ofuscava a cena com seu brilho. Pelo menos, este espetáculo será gratuito e eterno enquanto o Grande Arquiteto do universo assim o desejar. 
 
Nem o padrão FIFA pode proibir.
 
Como disse no início, assuntos referentes ao futebol e religião podem se revelar como conversa para esperar o trem chegar na estação.
 
Sobre política e corrupção, que teimam em caminhar de mãos dadas – feito siamesas –, nada a declarar.
 
Nosso benevolente e paciente Criador há de nos confortar e dizer que o próximo gestor do mundo encontrará uma efetiva solução.
E-mail: almasementes@gmail.com
Localização da história
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 17/07/2014

Meu querido irmão eu também tive o privilégio de ver esta imagem linda que somente o Grande Arquiteto do Universo seria capaz de cunhar. Foi, é e será sempre linda.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 15/07/2014

Hilton, o Fuleco teve um triste fim! hoje ninguém mais se lembra dele, os jogadores todos já se foram para seus respectivos clubes, ficou sómente a frustação do povo que esperava por um momento de alegria, como você diz: comentários para esperar o trem, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 15/07/2014

Acredito no exposto na crônica, onde o homem, mero integrante da natureza, gosta sempre de explicar o inexplicável, quando imaginamos que o mais importante é a individualidade de pensamento sem se dar conta na somatória do pensamento coletivo da disciplina que rege os planetas em movimento pela ordem suprema do “Grande Arquiteto do Universo” que dá a real dimensão de nossa pequenez. Parabéns pelas reflexões.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 14/07/2014

Uma visão panorâmica, poeticamente contada com atribuições em metáforas astrológicas, rompendo glossário dos papos nascidos na indolência do "dolci far niente" (doce lazer de não fazer nada). Interessante descrição a sua, Takahashi, parabéns.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 11/07/2014

Sr.Takahashi:

Fui morador da região, mas nunca tive o privilégio de tal visão; nunca fui boêmio, e morava na parte mais baixa ; mas seu texto mostra a percepção das coisas.......parabéns...

Enviado por Luiz C. Peron - luizcperon@bol.com.br
Publicado em 11/07/2014

Lindo, Hilton. Tudo verdade. As coisas por aqui são muito pequenas e nós, na nossa ignorância, deveríamos ficar avexados de tantas coisas e situações corriqueiras que nos tiram o sono. Belíssima foto e, o melhor, as suas opiniões. Parabéns e um grande abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 11/07/2014

Takahashi, gostei do neologismo explicatólogo, na explicatologia eu sei que o brasileiro é um problema ou um gozador mesmo,primeiro antes de colocar o nome fuleco, deviam ir ao dicionário ver se tinha algum significado esse nome. E a razão do sumiço do simbolo fuleco foi a ganância tanto da FIFA, como os donos da ong de proteção ao tatu bola, que queriam um valor para divulgar o bichinho e a dona do futebol mundial ofereceu outro valor menor e no final quem saiu perdendo foi o tatu bola que não ficou com nada, parabéns pelo tema, ah gostei da foto, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
« Anterior 1 Próxima »