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Categoria - Paisagens e lugares Edifício Joelma (Atual Edifício Praça da Bandeira) Autor(a): Oscar Mendes Filho - Conheça esse autor
História publicada em 12/08/2014
Localizada na cidade de São Paulo, a imponente construção foi palco de um dos mais terríveis incêndios ocorridos na capital paulista, em 1974, quando 179 pessoas morreram e mais de 300 se feriram.
 
Alguns anos mais tarde ele foi recuperado, reformado, modificado estruturalmente e reinaugurado como Edifício Praça da Bandeira, mas isso não foi o suficiente para afastar dali os espíritos.
 
Um dos detalhes mais mórbidos e famosos desse terrível incêndio, é o das treze pessoas que, ao tentarem fugir do local em um dos elevadores, morreram carbonizadas. Tão forte foi o calor que seus corpos se fundiram uns aos outros, sendo separados sem a devida identificação (já que na época não havia o exame de DNA) e sepultados lado a lado no cemitério São Pedro, na Vila Alpina.
 
Funcionários e coveiros do cemitério contam que em muitas noites se ouvem gritos de desespero, que parecem vir dessas sepulturas, mas que os gritos param logo que se joga água sobre as lápides.
 
Já no próprio edifício, dizem que, principalmente durante a noite, espíritos circulam pelos corredores, alguns correm pelas escadas, outros dão gritos no poço dos elevadores, e alguns são vistos se atirando pelas janelas de alguns andares. Para eles, o incêndio parece ainda não ter terminado.
 
Porém, o edifício foi construído em um terreno em que já havia ocorrido um crime bárbaro: em 1948, Paulo Ferreira de Camargo, de 26 anos, morava com a mãe e as irmãs em uma casa naquele exato local, quando matou todas elas a tiros e jogou os corpos em um poço, que mandara construir dias antes no quintal da casa. O estranho desaparecimento das três mulheres o levou a ser o principal suspeito do triplo crime e no momento em que a polícia começou a escavar o poço, Paulo pediu para ir ao banheiro e se suicidou com um tiro. Um dos bombeiros que resgatou os corpos de dentro do poço morreu de infecção ao manusear os cadáveres sem a proteção de luvas.
 
O lugar ganhou então a fama de mal-assombrado e sua numeração foi modificada, talvez na esperança de que isso pusesse fim à atividade espiritual do local.
 
Vinte e seis anos mais tarde, no lugar da casa, foi construído o edifício Joelma, hoje chamado Praça da Bandeira, uma edificação que desde o início, espiritualmente, já estava fadada à presença sobrenatural.
 
E-mail: oscar.mendes01@gmail.com
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Publicado em 31/10/2014

Fui testemunha ocular dessa tragédia, trabalhava na rua Riachuelo bem ao fundo do edificil, acompanhei tudo do principio ao fim foi terrível ver gente pulando no espaço, corpos caindo na calçada sem nada poder fazer. parabéns pelo texto.

Enviado por marotofree - marotofre2012@gmail.com
Publicado em 27/08/2014

Oscar,cfe. vc. descreve, esta tragédia do Joelma, é de arrepiar, à época eu trabalhava em Moema e devido atraso ônibus, peguei um táxi na Praça da Bandeira minutos antes do incêndio fatal. Quando chequei ao escritório , meus colegas ja estavam comentando sobre este lamentável e triste ocorrido em nossa cidade.cidade. Oxalá não tenhamos mais tragédias desta natureza em nossa querida cidade. Parabéns por sua matéria!

Enviado por Flavio Candido - solacrepe@gmail.com
Publicado em 18/08/2014

Oscar aquele lugar era tragico mesmo antes do Joelma . Lembro quando tinha 14 anos daquele crime que voce comentou la no comeco da Rua Santo Antonio quando aquele debil mental assasinou a mae e as irmas e depois se suicidou eu era entregador da papelaria Cruzeiro no centro da cidade e cheguei a ver os bombeiros trabalhando na busca naquele poco no quintal daquela casa . E aquele local estava marcado para a tragedia pois no mesmo local construiram aquele predio e o resto todo mundo sabe . Eu tenho um filme de 8 mm que filmei logo depois da tragedia em uma viagem que fiz a Sao Paulo .Triste lembranca desse incendio que afetou tantos jovens na flor da vida .E tudo por uma falta de responsabilidade nao so de manuntencao , mas das autoridades responsaveis pelas ispencoes que deveriam de ter sido feitas regularmente e nao foram . Abracos Felix

Enviado por João Felix - jfvilanova@gmail.com
Publicado em 13/08/2014

Oscar, esse incêndio atingiu nossa família de uma maneira que deixará marcas eternas. Minha cunhada, Vera Lucia Prates de Abreu, precisou interromper suas férias em Patrocínio Paulista e voltar para a Paulicéia para fazer um curso ministrado por um figurão norteamericano. Voltara ao Joelma no dia seguinte para apanhar algumas coisas que tinha deixado por lá quando o incêndio começou; o andar abaixo dela,incendiado, impediu que descesse para a Bandeira, então subiu as escadas até a laje que tinha uma cobertura de telhas de amianto. A Verinha foi assada como se estivesse num grande forno industrial. Seu corpo foi reconhecido, no IML pela outra irmã, Elizabete, e por minha esposa, Odete, graças a uma gargantilha de prata que déramos de presente a ela quando de sua formatura no Científico. Sua morte derrubou sua família para sempre; meu sogro, Fiinho, morreu meses depois após um AVC Hemorrágico; minha sobra, d. Daisy, nunca mais foi a mesma. Durante muitos anos foi fenecendo, morrendo aos poucos, perdendo um pouco da chama da vida, dia após dia. Numa família de gente muito simples e pobre, a Vera seria a primeira a cursar uma faculdade. Não lhe deram tempo. Na última conversa que tivemos ela disse: - Cunhado, quando eu voltar das férias, vou pedir para sair do Joelma e ir para outra unidade do banco, lá está tudo dando choque, minha mesa, as calculadoras, até os elevadores...

Prefiro não falar sobre a chantagem feita pelos escritórios de advocacia que se aboletaram com as indenizações que os americanos depositaram sem questionar nada... até apresentadores de programas de rádio se valeram dessa tragédia absurda para tentar cargos políticos nas estranhas eleições daqueles anos de chumbo.

Ignacio

Enviado por Joaquim Ignácio de Souza Netto - joaquim.ignacio@bol.com.br
Publicado em 13/08/2014

Lembro muito bem dos dois casos, Oscar, é isso mesmo, conforme vc relatou. Contei a ocorrência neste site quando estava, a passeio, no Rio, com parentes americanos que propiciaram uma triste narrativa.

Muito bem relatada, sua história é um dos mais celebres fatos ocorridos em São Paulo. Parabéns, Mendes.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 13/08/2014

Nunca mais esqueci este fatídico dia...Fiquei em frente a TV chorando e pedindo a Deus misericórdia para aquelas pessoas...Ver as pessoas com os corpos queimados nas janelas e se atirando com uma vontade imensa de se salvar eu nunca mais vou esuqecer...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 13/08/2014

20 anos já se passaram e ainda me lembro como se fosse hoje,estava voltando de Campinas, tinha acabado de entrar na PUC de Campinas e quando voltei depois de matricular-me minha prima veio comigo para SP, fazer compras na R. Direita e imediações.

Logo que chegamos senti um forte cheiro de carne queimada, as vendedoras todas chorando, até que uma delas nos contou, fomos imediatamente para a casa de minha mãe e ficamos acompanhando pela TV aquela terrível tragédia.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 12/08/2014

Oscar, eu fui testemunha ocular do incêndio do Joelma, foi uma coisa terrível, a tragédia em 1048 foi manchete no antigo jornal "Diário da Noite". foi uma coisa terrível, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
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