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Categoria - Paisagens e lugares Um famoso carrinho de pipocas Autor(a): João Cláudio Capasso - Conheça esse autor
História publicada em 10/11/2014
O meu texto de hoje é sobre um pipoqueiro que tinha um carrinho em frente ao parque Trianon, na década de 1960.
 
A Avenida Paulista nos anos 60 era muito movimentada, principalmente à noite.  O conjunto nacional tinha sido inaugurado a pouco e era uma novidade para os jovens namorados.
 
Depois das 20h, as prostitutas, os cafetões e todos os tipos de vendedores circulavam pela Avenida. Era uma passeata de pessoas até as quatro horas da madrugada.
 
O meu ponto favorito, e também dos meus amigos, era o carrinho de pipoca que ficava em frente ao parque. Lá a gente ficava sabendo de tudo o que acontecia no Trianon, já que o pipoqueiro era o fofoqueiro da noite. Até os policiais faziam ponto no carrinho de pipocas.
 
Em certo momento começamos a desconfiar da freguesia do pipoqueiro. Tinha muita gente, mas poucos comprando pipocas.
 
O carrinho de pipocas tinha virado ponto de tráfico. Faziam filas: prostitutas, cafetões, jovens, enfim todos os tipos de pessoas da noite paulistana. 
 
Fazendo ponto no carrinho de pipoca a gente ficava sabendo dos assaltos que aconteciam na região. Todos os marginais que faziam ponto no carrinho ficavam comentando suas bravatas.
 
Começamos a evitar o famoso carrinho de pipocas.  
 
Até que um bandido da noite, um tal de Bagdá - ele era amigo do famoso Nelsinho da 45, que foi morto pela polícia num hotel da Rua Augusta -, perguntou porque nós não frequentávamos mais o Trianon. Ficamos com muito medo. 
 
O carrinho de pipocas era um quartel general do crime, na maravilhosa Avenida Paulista. 
 
Nunca mais andamos por aquelas bandas. Depois de muitos anos fiquei sabendo que o pipoqueiro foi morto pelos traficantes...
 
Enfim, este texto é mais uma história verdadeira da bela Avenida Paulista.
 

 

E-mail: jccapasso2@hotmail.com
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Publicado em 16/11/2014

Triste realidade que enfrentamos agora, quando vemos milhares de jovens e crianças vivendo com verdadeiros zumbis, sem esperança sem DEUS, outro dia assisti no Canal Brasil um documentário que falava exatamente isso. O ínício dessa verdadeira guerra.

Por DEUS vocês nunca mais frequentaram aquele local.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 16/11/2014

Uma história curiosa e interessante sobre o Trianon.

Enviado por Flor de lótus - anamarisfigueiredo@gmail.com
Publicado em 14/11/2014

ALMIR,obrigado pelo seu comentário, o Nelsinho da 45 foi morto em 1974 numa hospedaria na rua augusta,nao lembro o nome,

ele foi amante da dona da boate KILT, na Nestor pestana.

a vania, foi uma grande empresaria da noite.

ele estava escondido na hospedaria, tinha sido condenado a 3 anos de prisão poe ter batido na amante,e quase mata-la.

Enviado por João Cláudio Capasso - jccapasso2@hotmail.com
Publicado em 14/11/2014

Acho que por isso já a muitos e muitos anos não é permitido pipoqueiros nem ambulantes no mesmo quarteirão das escolas.A guarda municipal não permite que ninguém deles chegue nem de longe,e muito menos de perto.

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 14/11/2014

Misterioso e intrigante relato sobre o nobre e, ao mesmo tempo, saboroso saquinho de pipoca, sem ter culpa no cartório, foi mensageiro involuntário de traficantes. Parabéns, Capasso, mais uma bela história.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 13/11/2014

Capasso, esse pipoqueiro era famoso na época, infelizmente enveredou pelo caminho das drogas, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 12/11/2014

Capasso, sempre um prazer ler suas histórias sobre essa região nos anos 50 aos 70.

Por acaso o sr. saberia dizer em que hotel foi morto o Nelsinho da 45 ?

Enviado por Almir . - almir1960@hotmail.com
Publicado em 12/11/2014

Pois é Capasso, esse tipo de camuflação sempre houve, hoje em dia está pior ainda, todo cuidado é pouco, parabéns pelo alerta ,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 11/11/2014

Quem diria... Até o humilde pipoqueiro rendeu-se ao tráfico.

Lembro que na escola em que eu estudava, no Braz, o pipoqueiro era vigiado pelo guarda civil, Sr. Renato.

Enviado por Pedro Nastri - p.nastri@yahoo.com.br
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