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Categoria - Outras histórias As professorinhas Autor(a): Roberto Tadeu Klemes Bacco - Conheça esse autor
História publicada em 15/09/2014
Feliz daquele que se lembra das professoras!
 
Estudei no "Grupo Escolar Clóvis Beviláqua", na Vila Pompéia. Lembro-me, como se hoje fosse, das quatro professoras do primário. Posso dizer que nesse período elas sedimentaram nossa educação, no amplo sentido da palavra. 
 
Dona Déia no primeiro ano; Dona Terezinha no segundo ano; Dona Carmen no terceiro ano e Dona Iolanda Macruz no quarto ano. Verdadeiros anjos que foram muito além do “Bêabá”. 
 
Complementaram a educação dada por nossos pais. Corrigiam-nos, às vezes com severidade. Aprendemos a respeitá-las, e dar a elas a devida importância. 
 
Dava gosto de adentrar a escola, sempre bem cuidada, com consultório dentário bem montado e dentistas em dois períodos, todos os dias, sempre nos ensinando higiene pessoal e cuidados com a saúde.
 
Tudo funcionava! Serviam-nos diariamente uma boa merenda. Tínhamos aulas de educação física, com um bom futebol de salão...
 
E ai pergunto, o que mudou? Onde e em que tempo a coisa toda descambou, e por quê? Não sei responder, nem dizer se os professores naquela época eram bem remunerados ou não. Todavia, eram respeitados e admirados por todos. 
 
Não conheço nenhum aluno que estudou nessa época, que teve algum trauma ou qualquer distúrbio em função dessa "rigidez" disciplinar. Lamentavelmente, vivemos hoje um verdadeiro caos.
 
Temos pais que não educam, simplesmente transferiram essa responsabilidade à escola, ou seja, aos professores. Esses não têm o apoio que seus pares tinham, inclusive, e principalmente, dos pais. 
 
Hoje estão totalmente desprotegidos, despreparados e desrespeitados. São agredidos física e moralmente pelos alunos, pelos pais e por toda comunidade. O desrespeito impera em todos os sentidos.
 
Só nos resta lamentar...
 
E-mail: roberto.bacco@gmail.com
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Publicado em 03/11/2014

É, Roberto, essa foi a nossa época. Se considerava que quem era estudioso cursava um colégio público, quem não era tinha que ir para colégio particular onde "o pai comprava o diploma." É obvio que não era bem assim, mas o ensino público tinha muito mais qualidade do que o particular. Fiz ginásio no Mauro de Oliveira e ainda me lembro da D.Maria, professora de Português, que exigia 10 cruzeiros de cada aluno por mês, para comprar livros de literatura, tais como Rosinha Minha Canoa, Don Casmurro e outros. Da D.Lilian, que nos ensinava matemática. D.Lígia, de história. Prof.Alvaro, ciências. Prof.Amazonas, trabalhos manuais. Foram anjos que cultivaram nossas vidas.

Enviado por Sé - s.bergamini@ig.com.br
Publicado em 17/09/2014

Roberto, eu também e lembro de todas as minhas professoras do primário. Inclusive fiz questão de convidá-las para o meu casamento, em 1982.Quanto respeito e admiração! Lecionei por 30 anos, Roberto, e eu jurava que terminaria os meus dias numa sala de aula. Aí me dei conta do quanto eu estava errada. E a coisa começou a ficar feia pro nosso lado quando se inventou que o professor tem que ser tudo: pai, mãe, terapeuta, assistente social, psicólogo... conclusão: passamos a ter muito pouco tempo para o saber científico e os alunos perceberam que, na realidade, estávamos abandonando as nossas famílias e a nós mesmos para estarmos à sua total disposição. Aí o desrespeito foi se definindo e perdemos. Isso, a meu ver, é be mais sério que a eterna discussão sobre os baixos salários. Demos atenção demais e eles perceberam que estávamos valendo muito pouco. Desisti.Acabei construindo uma outra profissão que não me agride moralmente. Parabéns pelo texto e um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 16/09/2014

Roberto, estamos atravessando um período de absoluta inversão de valores, a violência impera, o desrespeito é constante, pobres professores são vitimas não de verdadeiros alunos mas de animais que deveriam estar no zoológico e não na escola, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 16/09/2014

Sou muito feliz porque me lembro das minhas,com muitas saudades...Nunca mais soube delas,mas acho que já partiram...

Quanto a educação dada a nós por nossos pais,nunca mais veremos igual.Hoje o desrespeito começa em casa.Os filhos fazem o que bem entendem e ninguém toma nenhuma atitude,e as escolas são proibidas de corrigir ou suspender alunos e o caos está cada vez maior.Cadê a Secretaria de Educação? Cadê o diretor? Tudo virou vandalismo!!!

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 16/09/2014

Assim é nossa atual situação das escolas de base, Roberto. Longe daqueles dias das professoras que tinham orgulho de sua profissão. O comportamento das crianças de hoje, agressivas demais, com total liberdade que não tínhamos em nosso tempo, encontram essa facilidade por um simples motivo. Não posso, não devo me exprimir sobre as verdadeiras causas, nossos leitores não precisam ser dotados de muito tirocínio. Bastam ler e estarem em dia com o que vem acontecendo em nossa cidade. Parabéns pelo seu texto, Bacco.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 15/09/2014

Maravilhoso o seu texto, infelizmente hoje em dia os professores estão sendo agredidos e ameaçados diáriamente. Realmente uma lástima.

Está mais do que na hora de repensar essas leis.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
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