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Categoria - Paisagens e lugares A ida ao Embu das artes Autor(a): Meiji - Conheça esse autor
História publicada em 06/10/2014
Em 1969, fiquei sócio do “Delfin Verde - Sete lagos, Sete praias” (esse era o nome do clube).  Moraes, um corretor amigo meu, vendeu-me um título. Embora eu tivesse 14 anos, dei a entrada, assinei o contrato, que Moraes outorgou, e virei sócio.
 
Era um clube ótimo! Hoje é um condomínio de residências de alto padrão... Foram ótimos tempos. 
 
Certa vez, houve um baile no Delfin. Era o “Baile das Rosas” com o Agnaldo Rayol. Eu fui e levei uns amigos, os Rodarte, que não puderam entrar, pois não eram sócios. Eles foram embora e na volta, passaram por Embu, que era ali perto. Lá ficaram em um baile, onde tocava um conjunto, na época era conjunto e não banda, de nome “Luzes e Som”. 
 
Os Rodarte, o João e o Jerson, voltaram na segunda-feira dizendo que era um ótimo lugar.  Na outra semana fomos todos para Embu das Artes. Na época, chamava-se apenas Embu. Começamos a frequentar aquele ótimo lugar, conhecemos pintores, alguns de renome como o Walter Senna; conhecemos também a Malu; o Levy Sodré, primo do Roberto Abreu Sodré, que era o governador de São Paulo na época. 
 
Enfim, Embu foi uma experiência cultural incrível! Nosso grupo ia sempre por lá, e obedecia ao seguinte ritual: saíamos de São Paulo às 22h; íamos de ônibus até Pinheiros e, depois de ônibus de novo até Embu. 
 
O baile começava às 23h e ia até as 4h.  Saíamos do baile e dormíamos na praça. Às 7h íamos até a padaria da praça, tomávamos café e já seguíamos para a feira de artistas, onde ficávamos até às 13h. Chegávamos em São Paulo por volta das 16h.
 
Embu cresceu como cidade de artistas, voltei por lá em 1988 e visitei o Walter Senna. Minha mulher foi comigo, ele havia chegado da Holanda, onde fez uma exposição de Naif, seu estilo de pintura. Me presenteou com uma garrafa de pinga, que tenho aqui em casa até hoje! O Senna havia perdido o Vicente, seu companheiro por idade, e o Levy estava doente. Soube recentemente que o Walter morreu em um acidente doméstico em 1998. 
 
Embu foi um município de grande importância cultural para mim.  Demonstrou que existem redutos em SP pouco conhecidos pelos paulistanos. Recomendo que visitem o lugar!
 
E-mail: meiji@convex.com.br
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Publicado em 08/10/2014

Pois é Meiji, em 2007 voce escreveu sua primeira história neste site,e nela a curiosidade e a decepção de um adolescente curioso com o despertar da vida...Agora,depois de sete anos voce retorna e relata nesta sua historia também de adolescente um parágrafo que me chamou a atenção,sua volta em Embu das Artes e o reencontro com as pessoas que conheceu naquela época e o Walter que já era pintor conhecido, e que além de lembrar de voce ainda o presenteou.

Fui muito em Embú das Artes quando meus filhos eram crianças,mas agora me deu uma vontade louca de voltar lá."Em breve voltarei"

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 07/10/2014

Bopns tempos sempre trazem boas lembranças. Felizes de nós que as temos.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 06/10/2014

Meiji, tive oportunidade de frequentar a cidade de Embú na década de 60, pretendo voltar lá oportunamente para ver como está hoje, parabéns pelo seu texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 06/10/2014

Meiji, você tem razão: o Embu das Artes é único e extraordinário. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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