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:: História do Martinelli ::

Categoria: Paisagens e lugares

Autor(a): Neuza Guerreiro de Carvalho | história publicada em 12/12/2005

Ao lançar em São Paulo o projeto "Leitura nas Alturas" o SESC Carmo pretendeu até o final do ano promover a leitura de livros indicados para a Fuvest com a complementação de palestras com especialistas.
O projeto se desenvolve nos altos do Prédio Martinelli, mais precisamente no seu terraço. Além do objetivo direto do programa, paralelamente se motiva um conhecimento maior da cidade, com a oportunidade dos participantes conhecerem um dos ícones de São Paulo, o Prédio Martinelli e ter uma visão - do alto - do centro histórico da cidade.

Conhecer o espaço onde se desenvolve o projeto também é cultura. E o Martinelli tem história, que se inicia com Giuseppe Martinelli.

Giuseppe Martinelli (nascido em Lucca -Toscana - Itália e 1870 e falecido no Rio de Janeiro em 1946, como Comendador Martinelli)) imigrou para o Brasil em 1888, mas não veio, como a maioria, para trabalhar na lavoura e sim na cidade. Ele chegou pelo vapor Santa Maria, tendo desembarcado no Rio de Janeiro, no dia 17 de Janeiro de 1889. Escolheu o comércio, ramo que oferecia maiores perspectivas de ganhar dinheiro para um recém-chegado a terras estrangeiras.
Em 1906, Martinelli e sócios já tinha uma casa bancária em Santos e em São Paulo e começara a ser procurado para representar firmas exportadoras italianas. Durante a 1ª Grande Guerra em 1915, formaram uma frota própria de navios, para tentar suprir a falta de transporte acarretada pela guerra.
Assim, em pouco mais de 30 anos, fizera fortuna, de uma fama que se poderia qualificar de característica do homem que se fez por si.
A popularidade de Giuseppe Martinelli, no entanto, veio-lhe, sobretudo da atuação que teve na capital paulista ao construir o prédio que seria o primeiro(?) arranha-céu da cidade e da América do Sul.

Em 1925, foi que começou a ser erguido o "pai" dos arranha-céus paulistanos - o "avô" é o Edifício Sampaio Moreira - o Edifício Martinelli. Marco arquitetônico foi destaque naquele momento, inovador, apontou o futuro da edificação da cidade. Com uma altura de 130 metros, seus 30 andares mudaram a paisagem, e a evolução urbana da cidade. Foi um divisor de águas e depois dele começou a verticalização de São Paulo.

O local escolhido por Giuseppe Martinelli para edificar sua torre foi o coração da metrópole do café, uma das zonas mais movimentadas e elegantes do centro. Nas vizinhanças estava a Praça Antonio Prado onde havia o Palacete João Brícola, as sedes dos jornais "Correio Paulistano" e "A Notícia" e conhecidas confeitarias de luxo, como a Castelões e a Brasserie Paulista, ao lado dos bancos e do comércio elegante na Rua XV de Novembro.O local escolhido por Giuseppe Martinelli para edificar sua torre foi o coração da metrópole do café, uma das zonas mais movimentadas e elegantes do centro. Nas vizinhanças estava a Praça Antonio Prado onde havia o Palacete João Brícola, as sedes dos jornais "Correio Paulistano" e "A Notícia" e conhecidas confeitarias de luxo, como a Castelões e a Brasserie Paulista, ao lado dos bancos e do comércio elegante na Rua XV de Novembro. Logo adiante vai ser construido o prédio dos Correios e Telégrafos

Não tendo apoio governamental para terminar a obra, Martinelli foi obrigado a vende-la ao "Instituto Nacional de Crédito per il Lavoro Italiano a L'Estero, perdendo aquilo que lhe era mais caro e pelo qual havia lutado grande parte de sua vida. Foi para o Rio de Janeiro refazer sua fortuna e quando vinha para São Paulo procurava não passar em frente ao prédio de desgosto pela sua perda".

A parte externa do Martinelli é toda de pedras rosadas trazidas da Itália. Tem 130 metros de altura e no interior os mármores de Carrara cobrem os pisos e os 1057 degraus. As ferragens são inglesas, as portas de pinho-de-riga; tem 2330 janelas e 1880 salas e apartamentos. Todo o cimento para a construção veio da Suécia e Noruega por meio da empresa importadora de Martinelli. Nele trabalharam 600 operários e mais de 90 artesãos foram encarregados da fachada desenhada pelos irmãos Lacombe.
O Martinelli ocupa meio quarteirão da rua São Bento, meio quarteirão da rua Líbero Badaró e toda a ladeira São João. Foi projetado pelo arquiteto húngaro Willian Fillinger para ter 17 andares. Mas, o Comendador resolveu subir a construção até o 24º andar. A Prefeitura embargou a obra, mas ele não ligou e prosseguiu na construção. Diante da insistência do idealizador a administração municipal convocou uma equipe para testar a viabilidade dos sete andares adicionais. Foram feitas sugestões quanto aos materiais mais leves. Mesmo chegando ao final dos 24 andares, ainda havia desconfiança quanto à solidez do prédio. Para provar que se tratava de uma edificação robusta, o comendador determinou a construção de sua própria casa no topo - uma mansão equivalente a mais seis andares. Enquanto durou a construção dos últimos andares, Martinelli passou a residir no 9º andar.

Foi nessa mansão de "cobertura" do Martinelli, que a alta sociedade paulistana viveu alguns de seus momentos mais glamourosos na década de 30. Das festas podia-se observar uma São Paulo luminosa, sem poluição ainda, mas às vezes encoberta pela garoa e neblina. Essa mansão era uma extravagância em cima de outra extravagância. Era um "mundo exclusivo onde não chegava a pressão do cotidiano, seus ruídos, . sua vulgaridade, o suor, o pecado" "Seus terraços tinham como ornamento maior o sol e o vento" - Marcos Rey - O Último Mamífero do Martinelli

Andando agora por esse terraço que rodeia toda a mansão, a imaginação trabalha com a visão do protagonista da história de Marcos Rey, um ativista político da época da ditadura que se esconde dentro do edifico vazio e que sobe a pé os 26 andares do prédio para tomar, nu em pelo, seus banhos nas chuvas mais fortes. É o passado se intrometendo no presente.

Em pleno funcionamento em 1929, o Prédio Martinelli era um sucesso. Na rua São Bento, o famoso Cine Rosário - luxuoso com suas poltronas estofadas e lançamentos em primeira mão. Barbearias e lojas conceituadas eram seus visinhos. O famoso hotel São Bento, na rua Líbero Badaró, com 60 apartamentos de primeira linha, banheiros privativos e telefones automáticos, também era no prédio.
Havia também uma escola de dança e residências.

Em 1932, os terraços, pela sua posição privilegiada abrigavam uma bateria de metralhadoras antiaéreas para defender São Paulo do ataque dos chamados "vermelhinhos", os aviões do governo da República que sobrevoavam a cidade, ameaçando bombardeá-la. Felizmente não se repetiu o que tinha acontecido na revolução de 1924.

Em 1936, quando da vinda do dirigível Hindenburg para São Paulo, foi ao redor do Martinelli que ele sobrevoou. E Mário de Andrade escreveu sobre isso: "E o Zeppelin veio provar pra São Tomé o sofisma gracioso de que uma casa de um andar (altura do dirigível) pode ser mais alta que o Martinelli"

Durante a Segunda Guerra Mundial com o rompimento de relações do Brasil com a Itália, o prédio passou para as mãos da União e passou a se chamar Edifício América. Mas ficou conhecido sempre como o Martinelli.

Durante seus anos de ouro o prédio foi sede de clubes - Palmeiras, Portuguesa - da Associação dos Funcionários do Banco do Brasil, teve redação de jornais, sede de partidos políticos.
Quase meio século depois de ser inaugurado, e depois que passou para as mãos do governo, o abandono e a ocupação desordenada mudaram o aspecto e o cotidiano do Prédio. E em 1945 o prédio sofreu a primeira reforma com remodelação de parte de sua estrutura.

Já em 1950 José Francisco Cascone que trabalhava no prédio como aprendiz de ourives numa conceituada oficina de jóias instalada no 19º andar, nos dá seu depoimento:
"Trabalhei 12 anos no Martinelli e tive que conviver com um estilo de vida inimaginável na realidade, julgada existir apenas nas telas de cinema. O prédio nunca fechava. Eram 24 horas diárias de movimentação. Das 8h às 17 horas havia atividades exclusivamente comerciais, com circulação de clientes de joalheiros e alfaiates renomados, e que entravam pela rua Líbero Badaró. Mas, a partir desse horário até 7 horas da manhã, era um completo e perfeito prostíbulo, onde corria solto o tóxico, as bebidas e o comercio do sexo. Os elevadores não eram usados e as escadas serviam de passarela para os mais absurdos desfiles de prostituição. Eu nunca participei de tais orgias porque era um funcionário da oficina de jóias e se às vezes ficavam até mais tarde era pra cumprir data de entrega de algum grande encomenda".

Por descaso das autoridades, o Prédio Martinelli transformou-se num imenso cortiço, onde se improvisaram vários cômodos que abrigavam um enorme numero de famílias. Era ocupado por escolas de dança, boates, academias de baixo padrão, profissionais liberais não tão bem sucedidos, salão de bilhar, escritórios de pequenas firmas, cassinos clandestino maquiados de clubes e toda uma ocupação menor. Totalmente deteriorado e descaracterizado.

Nos anos 60 foi cenário de um crime nunca desvendado, o assassinato do garoto Davilson, violentado, estrangulado e jogado no poço do elevador.

Em 1975, após grande apelo popular, protestos da imprensa e de setores profissionais, inicia-se a obra de reforma. Depois dela o prédio voltou a ser valorizado e tombado em 1992 pelo DPH, agora abriga setores da administração pública como a EMURB, COHAB, SEHAB, SEMPLA...
Uma nova reforma feita pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, permitiu descobrir vários afrescos e pinturas originais da época da construção que serão objeto de restauração pelo artista plástico Luis Martin Sarasá.
E continua o "banho" de cultura. Ande pelo terraço e continue dando asas a imaginação. Ele é amplo, muito largo entre as construções e o parapeito e deve ter sido palco e muitos amores, muitos dramas. Gente bonita, rica, culta convivendo sobre uma cidade em efervescência, só podia ser protagonista de histórias e histórias.

Olhar desse terraço vai dar uma idéia de um pedacinho da cidade que vale a pena ver e resgatar porque estaremos recontando a história de São Paulo.

Durante muito tempo o Martinelli foi considerado o prédio mais alto da cidade, só perdeu sua posição em 1947 quando o edifício Altino Arantes, sede do Banespa, com 36 andares e 161metros de altura foi inaugurado. Vale a pena visitar.
E numa visão de progresso, ao lado do Banespa, o novo prédio do Santander-Banespa todo preto e redondo, numa arquitetura moderna e já com seu heliporto indispensável. Um heliporto privativo, "adornado" por cavaletes para indicar que só podem pousar helicópteros autorizados. Questão de segurança

Agora, a visão do Edifício do Banco do Brasil, que junto com o Martinelli e o Banespa constituem os três gigantes de São Paulo. Bela visão dos três pode-se ter do cruzamento da rua Libero Badaró com a Av. São João, bem ao pé da ladeira São João.

Ainda do terraço o cenário à vezes é belíssimo, outras vezes deprimente, outras vezes simplesmente feio.

Dominando em altura, depois do Banespa, o prédio do Unibanco.
Uma rua cumprida e estreita é a rua São Bento, mostrando bem o seu traçado antigo, dos primeiros tempos da cidade, quando ligava o Mosteiro de São Bento ao Largo São Francisco para maior contato entre os monges beneditinos e franciscanos.
Visão da Igreja de Santo Antonio na praça do Patriarca.
A Bolsa do Café, uma parte da Secretaria da Fazenda (na Av. Rangel Pestana), o Parque Dom Pedro II com seus viadutos e cruzamentos substituindo uma Várzea do Carmo anterior.
Mais ao longe, o Edifício São Vito, uma favela vertical, deteriorado e agora esperando uma reforma.
A cúpula da Catedral e o Palácio da Justiça podem ser identificados.
Um pedaço moderno de São Paulo - edifício do Metrô e um testemunho dos primeiros anos da cidade, o Mosteiro de São Bento. Agora, acrescido do Colégio São Bento.
Edifício Mirante do Vale, o mais alto edifício da cidade que nem é conhecido como tal porque erguido em um espaço mais baixo foi engolido pelos que estão em situação mais elevada.
Belíssima a visão do Vale do Anhangabaú, no momento em que ele cruza a Av. São João e que em sua última urbanização, prestigiou pedestres, com calçadão, fontes, água jorrando para refrescar a aridez de uma cidade em constante vai e vem de trabalho. Visão da comprida Av. São João até onde a vista alcança em direção à oeste da cidade.
Ao longe, um cantinho do Mercado Municipal, a torre da Estação Júlio Prestes.

Uma pausa para digerir e assimilar essa over dose de história da cidade e aventura de ler nas alturas continua.

O primeiro encontro da Leitura nas Alturas foi no dia 06 de outubro, uma quinta feira, encontro que se estendeu das 14h às 19h. O livro escolhido foi "A Hora da Estrela" de Clarice Lispector. Outros encontros foram em 10 de novembro, com a leitura e análise do livro "Macunaíma" de Mário de Andrade. Em 24 de novembro o livro lido e analisado foi "Sagarana" de Guimarães Rosa. Em 1 de dezembro a leitura e análise foi do livro "Memórias de um Sargento de Milícias" de Manuel Antonio de Almeida e em 8 de dezembro, foi escolhido "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis. Sempre das 14h às 19h.

Esperamos que em 2006 esse projeto cultural de São Paulo continue.

Sugestão - Leia uma ficção de Marcos Rey - "O Último Mamífero do Martinelli" escrito em 1993 - Editora Ática

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:: COMENTÁRIOS ::


    gostaria de saber qual parentesco de matinelli E MARTINELLO  

    [ Enviado em 21/11/2009 por celestina martinello - pretamartinelloo@hotmail.com ]



    Ótima história sobre o Comendador Martinelli. Mas o que me fascina é a curiosidade sobre a vida pessoal desse imigrante, o que pouco se encontra a respeito. Quando olho para o edifício imagino estar próximo e ao mesmo tempo distante da vida desse empresário. 

    [ Enviado em 28/9/2009 por Maurício Licere - mauricio.licere@hotmail.com ]



    Ótima história sobre o Comendador Martinelli. Mas o que me fascina é a curiosidade sobre a vida pessoal desse imigrante, o que pouco se encontra a respeito. Quando olho para o edifício imagino estar próximo e ao mesmo tempo distante da vida desse empresário. 

    [ Enviado em 28/9/2009 por Maurício Licere - mauricio.licere@hotmail.com ]



    Trabalho em frente ao Martinelli e sou encantada com a mansão cor de rosa sobre o predio, é magnífica!!!!! 

    [ Enviado em 17/9/2009 por silvia - cilvya@ig.com.br ]



    Quando criança fiz o curso primário na Escola Reunida "José Martinelli", estabelecimento particular de propriedade da Soc. Carbonífera Próspera, em Criciúma-SC. Quando a escola foi construida a empresa tinha como diretor o Comendador José Martinelli que certamente pertencia à família em questão, pois quando deixou a empresa foi residir em São Paulo, na Rua da Graça. Estou escrevendo umas memórias sobre minha infância e gostaria de saber mais sobre o patrono de minha escola. Alguém pode me ajuda 

    [ Enviado em 29/8/2009 por José da Silva - zebras47@gmail.com ]



    Bom...gostei mt da historia mesmo..jamais soube sobre ela !!!! nossa familia e mt grande e toda separada !! quem quiser juntar ai..add no msn. jackymartinelli@hotmail.com. orkut jacky martinelli bjOO ai 

    [ Enviado em 18/2/2009 por Jackceli Martinelli - jackymartinelli@hotmail.com ]



    PÔXA! QUANTAS CURIOSIDADES, ESTOU ENCANTADO COM ESSAS INFORMAÇÕES; OU MELHOR; QUE BIOGRAFIA LINDA. ESPERO UM DIA CONHECER OS SUBTERRANEOS E SABER QUAIS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO FORAM USADOS NA FUNDAÇÃO DO MESMO. E NOTA (10)DEZ PELA MATÉRIA. SOU APOSENTADO, AUTO-DIDATA E LEITOR. NO MAIS: PAZ,SAÚDE E PROSPERIDADE. LUCIANO. 

    [ Enviado em 14/2/2009 por Luciano de Barros - ludebadabah@uol.com.br ]



    Pw curti d mais nossa historia se posso dizer assim, pois sou um Martinelle tb. bjos 

    [ Enviado em 26/1/2009 por Marcelo Mrtinelle - marcelomartinelle@yahoo.com.br ]



    Procurando saber mais sobre a Familia Martinelli achei essa história. |Minha mãe sempre comentou que tínhamos parentes distantes em São Paulo e fico muito feliz de encontrar o patriarca dessa família linda. Meu avô chamava-se Antonio Martinelli, se alguém tiver mais informações sobre irmãos do meu avô podem entrar em contato. Um abraço a todos dessa linda família!!! 

    [ Enviado em 6/1/2009 por Aline - aline.tdb@itelefonica.com.br ]



    Adorei a história dos Martinelli é muito legal! sou de São Paulo, tenho 13 anos e namoro com uma Martinelli, a Tatiane 

    [ Enviado em 13/9/2008 por Victor Feijão - feijaovictor3735@gmail.com ]



    Eu achei muito interesante a história da Família Martinelli. Eu gosto muito deles, sou fã deles,tanto q eu namoro uma dos Matinelli. Tenho atualmente 13 anos e eu pretendo me casar com Tatiane Martinelli!!! Desde pequeno eu ouvia falar Deles, minha mae falava. 

    [ Enviado em 13/9/2008 por victor feijão - feijaovictor3735@gmail.com ]



    Olá! Não sou um Martinelli, mas me interessei muito pela história desse homem. Deveriam dramatizar isso em um filme...não seria um excelente tema? Se alguém puder fazer chegar essa idéia á algum produtor faça isso! Estamos precisando muito de histórias assim. Um imigrante que chega e constrói algo assim é simplismente fantástico. Se for bem feito garanto que pode concorrer ao Oscar de filme estrangeiro nos EUA, já que o povo americano também adora esse tipo de história. O Cenário já exíste, o restante com um bom programa de computador pode ser resolvido. Acho que São Paulo deve isso á esse homem. E deve também á sí mesmo, assim como todos os paulistanos como eu. Parabéns á todos e que encontrem o que procuram em sua árvore genealógica. Se gostaram da idéia do filme, e quiserem comentar sobre o assunto podem me escrever no e-mail... Um abraço a todos! Robson. 

    [ Enviado em 9/9/2008 por Robson de Oliveira - nosbornar@ig.com.br ]



    Achei ótimo saber um pouco da histótia do Martinelli. Aminha família tem uma relação triste como Martinelli, pois, um tio-avô, chamado José Ennes Martins, com 17 anos, em junho de 1954, se atirou do prédio e morreu. O seu suicídio se deveu ao envolvimento passional com uma prostituta do prédio. Se for possível, gostaria de obter a matéria dos jornais da época.  

    [ Enviado em 27/8/2008 por ermino apareido da silva - erminocobra@hotmail.com ]



    bom eu jessica queria saber sobre meu vo que sechama floriano martinell q naepoca de 1960 ,venho pra curitiba e ficol namorando a minha avo maria alise pereira q na epoca de 64 mais omenos purai emgravidou de floriano martinell ............eu queria muito rever meu vo ou saber se ele e vivo ainda ou se meu pai ten irmaos queria muito e um pedido do meu pai que eu queria realisar antes dele morrer.obrigada  

    [ Enviado em 23/8/2008 por jessica lais pereira - j_lais@yahoo.com ]



    Amei a matéria.Fico muito feliz que somos numa grande família espalhados por este mundão.Com muito orgulho também sou uma Martinelli.Através deste e-mail gostaria de me comunicar com uotros parentes.Saudações a todos. 

    [ Enviado em 21/8/2008 por Eliane Martinelli - elianemartinellimbt@yahoo.com.br ]



    Adorei! com muito orgulho também sou MARTINELLE.Meu pai foi o unico da familia que teve erro na escrita do sobrenome. um grande abraço. 

    [ Enviado em 6/8/2008 por Cristiane Ataides - crismartinelle@gmail.com ]



    Prezada Sra.Dra.NEUZA.Fico muito feliz,pela matèria,uma vez que sou SOBRINHO-BISNETO do GIUSEPPE MARTINELLI.Venho inclusive informar que trabalho,fazendo pesquisa de nascimento,casamento na ITALIA,aonde tambèm resido.Tenho a cidadania italiana e com muito orgulho e satisfaçao executo essa atividade.Participo ainda que caso haja algum MARTINELLI,ou atè outro "oriundi" que tenha interesse em fazer,montar todo seu processo de cidadania,coloco-me à disposiçao.Meus tels:(21)3872 0130 (21)2264 0771 (21)8884 0771. Muito obrigado pelas informaçoes.Saiba que esse trabalho enriquecerà ainda mais o que jà tenho sobre os "MARTINELLI".Muito obrigado mesmo do fundo do meu coraçao.FIQUE COM DEUS!!!!!! Um forte abraço. EDUARDO MARTINELLI. 

    [ Enviado em 31/7/2008 por EDUARDO MARTINELLI - martinelli_edu@uol.com.br ]



    É fundamental conhecermos as raízes desta metrópole que se formaram através do espirito empreendedor e incansável de nossos antepassados que trouxeram sua determinação e força.Na época da segunda guerra , quando as relações com a Itália assumiram um cenário , recordo que meu pai contava ter conseguido o primeiro lugar num concurso publico mas, por ter o sobrenome Bonfiglioli acabou não conseguindo sua nomeação. Resultado disto que até hoje ouvimos falar de problemas de saúde no qual ele já alertava naquela época. Ele não ganhou o cargo mas o Brasil tambem não conheceu seu talento.Saudações a todos italianos e seus descendentes.  

    [ Enviado em 14/7/2008 por Celsus Bonfiglioli - celsus@netixstorage.com.br ]



    Parabéns pela matéria eu tambem sou um martinelli,gostaria de saber se o Giseppe tem alguma ligação com minha familia meu pai é filho de italiano minha tia é italiana um abraço para todos os Martinelli tá  

    [ Enviado em 18/5/2008 por Marco Antonio Martinelli - marcoamartinelli@hotmail.com ]



    Oi gostaria muito de saber mais sobre o Guiseppe Martinelli, também sou uma Martinelli e queria saber se ele tem alguma ligação comigo, pq o meu avô é filho de italiano, o nome do meu avÔ é Flávio Martinelli. 

    [ Enviado em 2/5/2008 por Andréa Martinelli - deiamartinelli@ig.com.br ]



    Ola gostaria tb de saber mais sobre a historia de Giuseppe Martinelli. Tambem sou uma martinelli e estou a procura de meus antepassados. Obrigada 

    [ Enviado em 21/2/2008 por Flavia Martinelli - flapereira2003@yahoo.co.uk ]



    È com profunda nostalgia que leio estas notas. Estou com82 anos de idade e lembro perfeitamente o que era São Paulo daquela época. Minha esposa atualmente com 81 anos é dascedente da familia Martinelli, e que moraram por muitos anos na rua Maria Marculina e foram donos de uma Cantina na rua Oriente, e de uma casa loterica, na rua Miller. Se porventura alguem lembrar desses estabelecimentos entre em contato com este missivista. Muito obrigado 

    [ Enviado em 22/12/2007 por waldemar pellacani - waldemarpl@terra.com.br ]



    Com orgulho e alegria carrego também este bom nome. 

    [ Enviado em 29/11/2007 por Solange Martinelli - so_marper@hotmail.com ]



    o banco auxiliar da familia bonfiglioli são donos da cica o banco foi divido em partes para o banco bradesco e banco itau  

    [ Enviado em 7/10/2007 por gilson - alfabeta@ig.com.br ]



    oi eu amei a historia!!!!eu amo ser martinelli com muito orgulho!!!!!um grande abraço para os martinelli!!!!tchawwwwwwwwwwwwww!!!! 

    [ Enviado em 2/9/2007 por magali da penha martinelli nardelli - magalinardelli@itelefonica.com.br ]



    pertenço a família martinelli e adoraria encontrar parentes na cidade de Pietrasanta na Itália, pois meu avô GONNIPPO MARTINELLI e minha avó ANTONIETTA RIZZARDI MARTINELLI são nascidos em Pietrasanta. Qualquer ing]formação por favor entrem em contato comigo no e-mail acima e ficarei muito grata. Atenciosamente, Suely A. Martinelli 

    [ Enviado em 3/8/2007 por suely aparecida martinelli - suely.pardal@gmail.com ]



    sou descedente dos martinellis e fiquei muito feliz erm saber um poucvo da minha origem.Estou pesquisando sobre meus descendentes e através deste e mail gostaria de me comunicar com outros descendentes 

    [ Enviado em 18/7/2007 por juliana Martinelli Peralta da cruz - jumpcruz@yahoo.com.br ]



    Gostaria de saber quanto as ações ordinarias deste Banco titulo 026.051 acionista 13.493-7 que fim levou? 

    [ Enviado em 17/7/2007 por José Joaquim Leal - macedodeaguiar@uol.com.br ]



    Achei muinto bonita a história do Prédio Martinelli, que sem qualquer duvida faz parte de nossa grandiosa cidade. Gostaria também de saber de outras como: da familia Bonfiglioli: que controlava o Banco Auxiliar de São Paulo S/A, do qual tenho honra de ter sido funcionário,a CICA Cia. Industrial de Conservas Alimentícias e outras empresas componentes do grupo que sem qualquer duvida sao parte integrante da história dessa grandiosa metropole, da qual tenho muito orgulho de ser filho.  

    [ Enviado em 14/6/2007 por Luiz Augusto Wanick - www.wanichi@ig.com.br ]



    minha avo contava para mim sobre a historia de seu avo que se chamava martinelli e que tinha este edificio,ela ainda esta viva e gostaria de saber se e real esta historia. Por favor me mande alguma resposta.ela ira fazer aniversario em junho uns 70 anos.Gostaria de dar uma verdade sobre isso como presente 

    [ Enviado em 26/5/2007 por julio cesar - julio_c_reis@hotmail.com ]



    olá vi essa materia sobre o predio martinelli e fiquei muito feliz pois durante a minha infancia ouvi varias historias de minha avó que se chama joana martinelli dos reis. e ela sempre comentavadesse predio do dos parente dela só agora eu posso ver que era verdade  

    [ Enviado em 26/5/2007 por ana - ana_l_reis@hotmail.com ]



    Gostaria de saber mais sobre a história de Giuseppe Martinelli e sobre os imigrantes da família Martinelli. Obrigado 

    [ Enviado em 18/4/2007 por Kleber Martinelli - martinelli@hotmail.com ]



    A história e boa! Mas, na verdade, eu gostaria de saber qual o Banco que encampou o Banco Auxiliar de São Paulo. Para mim essa resposta é muito importante. 

    [ Enviado em 17/4/2007 por Everton - celpc@ig.com.br ]



    Só quero deixar registrado o que meu avô contava sobre o Martinelli. Quando veio da Alemanha, desembarcou em Santos, veio para S.Paulo e trabalhou como operário na construção do edifício e depois foi para o Paraná para trabalhar no plantio de café. Quando vinha para S.Paulo nos anos 70, fazia questão que o levassem para ver o prédio e contava a estória novamente. è com prazer que posso relatar um pouco dele. Solange Stein Magalhães 

    [ Enviado em 15/3/2007 por Solange Stein Magalhães - ssteinmagalhaes@terra.com.br ]



    Gostaria de saber mais sobre os descendentes de Giuseppe e seu final de vida como foi,neste pais ainda imigrantes não recebem apoio governamental como deveria, basta diser que se é um Silva no momento e com serteza as portas se abrem, mesmo com imcapacidades, sendo brasileiro de nome fica mais facil,venho percebendo isto ao longo da vida. 

    [ Enviado em 10/12/2006 por Luiz Alberto Martinelli - luizbetomartinelli@hotmail.com ]



    História notável. Gostaria que me informassem se realmente o Prefeito Laguardia, (1882-1947)de New York visitou o Martinelli. Dizem que ele olhou em direção ao Bairro do Brás e viu as indústrias e muitas casinhas pobres em volta. Depois olhou para a Av. Paulista e viu aquelas mansões dos ricos e poderosos, barões do café, industriais. Aí ele apontou para as casinhas do Brás e perguntou quem morava ali. Responderam: - "Os operários... " Então ele fez o mesmo em relação às mansões da Paulista. "Os industriais, os donos das fazendas de café, responderam". Então ele apontou para o Brás e disse: "- La gente que labora" e apontndo para a Paulista falou: "La gente que manja"! Isso aconteceu de fato? 

    [ Enviado em 6/12/2006 por Raul Coutinho - raul.coutinho@itelefonica.com.br ]



    muito interesante principalmente ma mim que moro no interior da bahia a gente sente o que o ideal de um homem empreendedor de uma visão futurista 

    [ Enviado em 22/11/2006 por josé raimundo sena gomes - zeusenagomes@yahoo.com.br ]



    Inicialmente, parabens pelo belo trabalho que tras a nos o mais profundo valor historico das nossas raizes. E se possivel, voce poderia me informar se existe algum tipo de registro dos trabalhadores do edificio martinelli.Por favor Neuza, aguardo resposta. OBRIGADO 

    [ Enviado em 22/11/2006 por alex brambila - alexbrambila@ig.com.br ]



    Parabens,pelo relato, gostaria de saber,sobre o Banco Auxiliar de São Paulo,que fim levou, pois estou precisando do extrato do meu F.G.t.s GRATO FONE 011-31120591 

    [ Enviado em 26/10/2006 por Elias Nemeth - eliasnemeth@hotmail.com ]



    Artigos como este, contribuem para um conhecimento cultural maior, mas seria interessante que tivesse um artigo contando a partir da visão que se tem do martinelli, a evolução de cidade, o como se deu o crescimento, o surgimentos dos bairros, etc . 

    [ Enviado em 16/10/2006 por Cristina lakatos - clakatos@terra.com.br ]



    se todos persisicem coo vcs para uma cultura mais avnçada talves tivecimos um país mais culto e mais desemvolvido pois estamos esquecendo q a leitura e uma cultura q pode ter muito e encinar para todos nos meus parabens pele percistencia 

    [ Enviado em 6/10/2006 por luanna kessia - luannakessia_13@hotmail.com ]



    Achei esta história maravilhosa. Gostaria também que outras fossem contadas exemplo: da familia Matarazzo que possuiu o maior parque industrial da América Latina e da familia Bonfiglioli que controlava a CICA Cia. Industrial de Conservas Alimentícias e o Banco Auxiliar de São Paulo, alé de outras empresas de seu grupo.  

    [ Enviado em 29/9/2006 por Luiz Augusto Wanichi - www.wanichi@ig.com.br ]



    Historia muito boa. Gostaria saber também sobre o Banco Martinelli e familia imigrantes. Quando chegaram, como se espalharam p/Brasil. Obrigado.  

    [ Enviado em 23/9/2006 por Ivo Martinelli - i.britto@hotmail.com ]



    gostaria de saber mais detalhes sobre esse grande imigrante italiano. Giuseppe Martinelli, nascimento na italia e de seus pais e familia obrigado 

    [ Enviado em 22/9/2006 por antonio martinelli - antonio_martinelli@hotmail.com ]



    gOSTARIA DE SABER MAIS SOBRE A HISTÓRIA DA IGREJA SANTO ANTÔNIO NA PRAÇA PATRIARCA EM SÃO PAULO,E SOBRE A RESTAURAÇÃO QUE ESTÁ SENDO FEITO NA IGREJA. 

    [ Enviado em 31/8/2006 por Izilda - www.cosiz@hotmail.com.br ]



    Parabéns Senhora Neuza, uma verdadeira monográfia sobre o Martinelli! 

    [ Enviado em 13/5/2006 por turan bei - turanbei@hotmail.com ]



    Sra.Neuza, Como associado do Sindicato dos Bancarios por longo tempo, discordo de sua narrativa em dois pontos: 1º De fato houve um assassinato de um garoto naquele Prédio, porém não foi na década de 60 e sim no ano de 1947 o crime. Foi desvendado com a prisão de um individuo negro por alcunha de "MEIA NOITE" e o nome do menino era DAVIDSON, de origem judaica. Nesta época eu tinha 13 anos e trabalhava no Prédio da antiga Bolsa de Mercadorias de São Paulo, a 50 metros daquele Prédio pela rua Libero Badaró e pegado do antigo Prédio da Prefeitura, ali juntinho da escadaria que nos leva ao Vale do Anhangabaú, junto ao cine D,Pedro,lembra? 2º O Sindicato dos Bancários que ficava no 7ºandar nunca fez reforma daquele Prédio. (Pobre Sindicato) sempre viveu com falta de verbas e jamais poderia arcar com tal reforma.... Com muito carinho Flavio Rocha 

    [ Enviado em 31/1/2006 por Flávio José da Rocha - flaviojrocha@bol.com.br ]



    Como gosto muito de Crônicas, venho corrigir esta sobre o "crime não desvendado no Prédio Martinelli nos anos 60" Este crime de fato houve, porem foi no ano de 1947, o nome do menino (judeu) era Davidson, o crime foi desvendado com a prisão do criminoso apelidado de "Meia Noite", de fato o menino foi estuprado, morto, e jogado no poço do elevador. Na época eu com 13 anos de idade trabalhava na rua Libero Badaró, no antigo Prédio da Bolsa de Mercadorias de São Paulo, ao lado do antigo prédio da Prefeitura. Espero ter contribuído com esta correção. Atenciosamente Flavio José da Rocha 

    [ Enviado em 24/1/2006 por Flávio José da Rocha - flaviojrocha@bol.com.br ]



    Sra. Neuza, Parabéns e obrigado pelo "banho" de cultura. É muito bom e importante que pessoas que têm estes conhecimentos divulguem mais e mais principalmente no sentido de enriquecer a nossa cultura. Confesso que temi pela preservação deste edifício-marco de nossa história quando antes da recuperação feita pela EMURB tive a oportunidade de visitar e verificar que as salas estavam sendo utilizadas por atividades que colocavam em risco de um incêndio o que seria extremamente lamentável. Tempos depois na "reinauguração", pude perceber que ainda têm pessoas que se sensibilizam com tudo a sua volta. Abraços, Carlos Ogasawara 

    [ Enviado em 13/12/2005 por Carlos Ogasawara - faleconosco@saopaulominhacidade.com.br ]



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