:: Uma Rua Augusta ::Categoria: Paisagens e lugares Autor(a): Cynthia Freeney | história publicada em 19/4/2006
O Caetano elegeu a esquina da São João com Ipiranga para ter sua taquicardia poética, e existe sim, uma enorme poesia naquele trecho de selva, com seus edifícios decadentes e seu cheiro de churrasco grego.
Mas para alguém como eu, que se criou no eixo Bela Vista - Jardins, entre a década de 60, 70 e 80 (a situação econômica da família determinando em que lado da Paulista vivíamos), a Rua Augusta é o lugar em que o coração mais perfeitamente se arritmiza. E por Rua Augusta, entenda-se toda a extensão de asfalto que vai do prédio do Diario Popular até o Edifício da Dacon, na esquina com a Faria Lima, que embora receba tantos nomes diferentes entre um extremo e outro, no descompasso do meu peito paulistano, onde as memórias se fundem com o mesmo grau de significância, perde todos os sobrenomes e se Augustiza. Dizem que foi por meados da década de 50 que a Augusta começou a se celebrizar como rua da moda. Sei lá. Sei que na época em que eu comecei a me entender por gente, a Augusta era a Meca da moda, arte, design e cultura da elite paulistana. Muito antes da paulistada descobrir as conveniencias de se gastar dinheiro no abrigo refrigerado dos Shopping Centers, gastar os solados dos sapatos Spinelli escalando os íngremes quarteirões da Augusta era a coisa mais chique-re-quérrima do mundo. Era onde todas as moças de boa família, passavam as tardes de sábado. Minha família não era lá muito boa mas, meu pai tava enricando e por esse motivo a gente tinha que fingir que era "bem de vida". Então lá ia eu com minha mama, olhar as exposições da Augosto Augusta, comprar roupa na Paraphernalia, xeretar as lojas da Galeria Ourofino, ver os que o Aparicio tava expondo na loja da Rastro, parar na Billboard pra ouvir musica com aqueles fones de ouvido enormes, comer uma coxinha do Bologna e ficar lendo revista francesa na sala de espera do Beka, esperando minha mãe sair de lá parecendo a Elke Maravilha. Depois pegar um taxi, almoçar muito tarde no Pandoro, (eventualmente uma feijoada no Bolinha) e fazer a via crucis de volta. No domingo, tinha as matinês no conjunto Nacional ou no Cine Vitrine, e com sorte, um taco do Jack in the Box, ou beirute do Frevinho. Teve o ano que acarpetaram (juro!) a Rua Augusta de vermelho. E teve o dia que a Rita Lee deu show no balcão da Jeans Store. E daí teve o êxodo da burguesia para o Iguatemi e o trecho chique da Augusta foi invadido pelos Johnnys e Alfredos da zona leste, e "orra meu, num dava mais pa subí a Augusta sem os cara ficá te chamando de mina, de drento da brasília envenenada." Mais ou menos ao mesmo tempo em que eu atingia a maioridade, e descobria o outro lado da Augusta. O lado "mardito". Que começava com a efervescencia dos frequentadores da Medieval e seus memoráveis shows de travesti (na época se dizia travesti mesmo... essa coisa de drag queen é nova). Passava pela serenidade da lojinha da Arte India e dos muquifos alternativos escondidos em becos e galerias (único lugar onde ainda era possível encontrar a versão cosmopolita das alpercatas nordestinas, e aquelas bolsonas de couro cru com fivelão, que quando eram novas, fediam a curtume) . Terminava nos dois templos gastronômicos e culturais da galera do teatro. O Spazio Pirandello e o Amico Piolin, antes de dar uma guinada a direita e penetrar no auê do Bixiga e seus teatros, restaurantes, Cafés como o Piu Piu, os clubes como o Carbono 14 e Madama Satã, o cineclube do Bixiga, as festas da Acheropita. E daí tinha o lado zen, na Av Europa, que provavelmente começava na sede do Balet Stagium... ou talves antes, no Procopio Ferreira, e culminava com as sessões gratuitas de cinema no MIS. Em resumo a Rua Augusta em toda a sua extensão e muitos nomes era como a veia principal dos principais redutos culturais da Paulicéia entre as décadas de 70 e 80, alimentando a ebulição dos jardins, e do Bixiga. A aorta cultural paulista. Faz mais de dez anos que não frequento a Rua Augusta, última vez foi pra encher a cara de sorvete na Sotto Zero. Dei uma busca no google pra ver o que rolava. Além de endereços de Hoteis, so achei um pdf sobre a prostituição que parece ter se tornado o negócio do momento na rua. Nada surpreendente. Uma rua Augusta, tão cheia de fases, e nuances. Lunática como o povo paulista. O que me surpreendeu é que NINGUÉM, nenhum dos ex personagens famosos ou infames que passaram por essa rua, com seus negócios, comprando ou vendendo, exibindo ou admirando, servindo ou sendo servido... ninguém parece ter dedicado uma página, ou incluso uma menção decente a respeito dessa rua, em toda a internet. Se alguém sabe de alguma página... me indique. Até lá, Rua Augusta da minha angina intelectual, serei a voz degringolada a cantar a irregularidade de tuas calçadas, sem o talento dos trovadores que te abandonam, mas com a disposição dos camelôs que te invadem. |
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:: COMENTÁRIOS :: Sou neta do Antonio Rossi, um dos fundadores do Colégio Paes Leme e por muitos anos escutei meus avos contando sobre o tempo do colegio, internato, professores, cantina, piscina aquecida e a casa que eles moravam na hadock lobo. Hoje meus avos são falecidos, mas adorei encontrar testemunhais de pessoas que estudaram no colégio e que realmente tem boas lembranças daquela época. Vou tentar levantar algumas fotos do colégio com meus tios. [ Enviado em 22/8/2010 por Giuliana Rossi - giulianarossi@hotmail.com ] Olá Cynthia e Paulistanos!. A Augusta é meio que o "quintal" de todo mundo , né ??? Pra mim , principalmente nos 80 : quando fazíamos um "esquenta" no Ritz, antes de sair para a balada. Mas, do que tenho mais saudades é de fuçar LPs( tão bom !!) na Hi-fi e o Bar Longchamp ( que balcão era aquele???). Ás vezes , lembro disso descendo no sentido Unibanco e vou caminhando mais feliz!!. È isso e Viva São Paulo!!!!!!! [ Enviado em 19/8/2010 por Teka - e_tek@ig.com.br ] Escrevi aqui em 22/05/2009....hoje dando uma "passeada" na net vi mais alguns comentários sobre a rua AUGUSTA e meu inesquecivel PAES LEME. Se houver interesse por parte de alguem...estou no FACEBOOK. Até mais....... [ Enviado em 13/7/2010 por FABIO DOMINGUES BELFORT MATTOS - belfortmattos@terra.com.br ] Ah bons tempos da nossa rua Augusta,estudando no Paes leme ,frequentando o Fasano,no conjunto nacional,descendo e subindo no Aero Willys,indo aos mingaus dançantes do Paulistano,ou aos cinemas,viviamos bem,a alegria existia e não percebiamos,só viviamos.O Paes Leme,dirigido pelos Rossi,não só ensinava,mas dava lições de vida também.Bons tempos e como recordar é viver,recordemos. [ Enviado em 24/6/2010 por José Roberto Bayeux - jrbayeux@terra.com.br ] Gostei muito de reviver a Rua Augusta da minha juventude! Estudei no Colégio Des Oiseaux que foi demolido e é hoje um terreno abandonado,que ocupava uma quadra entre a Caio Prado e Marques de Paranaguá. Ainda dá para ver as árvores centenárias que existiam nos jardins Mais pra frente, na Praça Roosevelt tinha o Colégio Alemão!Porto Seguro(Acho)Na hora da saída era uma festa!Tinha o ônibus elétrico que descia toda a Augusta e ia parar perto do Bolinha onde eu morava! [ Enviado em 24/4/2010 por Cecilia Ayres - ncayres@yahoo.com ] Ola, Cynthia muito legal reviver toda esta história da rua Augusta,lembro de algumas coisas como o tapete vermelho em toda rua,mas muitas coisas ainda ficaram na rua Augusta como a cantina Piolin que foi fundada pelo meu pai em 1970 conhecido como( mosquito) e que ainda continuamos fazendo apoio a cultura, musica... e que agora estamos no local onde foi o Spazio Pirandello, fazemos parte desta linda história e continuamos com ela [ Enviado em 19/3/2010 por Regina Alves de Godoy - contato@piolin.com.br ] muito legal o que voce escreveu,uma coisa é certa o colegio Paes Leme,onde tambem estudei era uma referencia na Augusta. hoje moro na Bolivia e uma das coisas que tenho saudades no Brasil,certamente essa epoca da Rua Augusta esta incluida. [ Enviado em 8/3/2010 por ricardo pereira - drogapaty@hotmail.com ] Que saudades das paqueras na Rua Augusta. Na época, eu com meus lindos 17 anos, estudava no Liceu Coração de Jesus, e todos os fins de semana, começando nas sextas feiras, pegava minha Puma conversível, combinava com meus amigos, e lá iamos paquerar as gatinhas mauricinhas em toda Augusta, subindo e descendo com aquele trânsito infernal, porém gostoso só nas paqueras. Trabalhava na Abril Cultural da Rua Augusta esquina com a Al. Santos, até hoje tenho muitas saudades da época. [ Enviado em 10/1/2010 por Hamilton Domingues - hamiltondomingues@bol.com.br ] parabens:eu ja estou com 69 anos e, quando li esta sua mensagem consegui voltar aos meus tempos de jovem {entre 1956 e 1962} [ Enviado em 21/12/2009 por joel cascaldi filho - joelcasscaldi@ig.com.br ] Nooossa voltei no tempo... Vc foi incrível, simplista e descreveu a minha augusta de maneira ímpar, a nossa augusta que tanta saudade deixou... Esqueceu da adega perfumada e da Lábbe pierre... mega lojas da época.Lembro como se fosse hj, o natal que acarpetaram a rua... parabéns foi uma viagem e tanto.! [ Enviado em 24/11/2009 por cristina - cristina_schoiff@hotmail.com ] Nooossa voltei no tempo... Vc foi incrível, simplista e descreveu a minha augusta de maneira ímpar, a nossa augusta que tanta saudade deixou... Esqueceu da adega perfumada e da Lábbe pierre... mega lojas da época.Lembro como se fosse hj, o natal que acarpetaram a rua... parabéns foi uma viagem e tanto.! [ Enviado em 24/11/2009 por cristina - cristina_schoiff@hotmail.com ] Voltei a 1966 com meus longos cabelos e curtindo a Boate Saloon, Skindo e a galeria Ouro Fino, Frevinho e os meus amigos The Jet Black's tocando na Boate Lancaster e os Jordans na Saloon. Bons tempos na "paquera" em frente o Fazano e no Conjunto Nacional. Realmente tenho saudades destes tempos que não voltam mais. [ Enviado em 18/11/2009 por Edu Reis - reis_consulter@hotmail.com ] Adorei!!!!!!!!!!!!Voltei à velha infância!e adolescencia!!!!!!Moradora da R.Bela Cintra, a AUgusta ers o meu quintal!!!Parabéns, voltei e bem, revi meus passos, traços, abraços...Saudades!!!e concordo se eu achar alguma página, indicarei. Até breve [ Enviado em 8/11/2009 por m.aparecida - magc1911@hotmail.com ] PAULISTANO,AGUARDEM O SPAZIO PIRANDELLO,EM MUITO BREVE ,ESTARA DE VOLTA COM TODO O SEU GLMOUR, [ Enviado em 14/9/2009 por vania - vania_belinello@hotmail.com ] Não tenho palavras para demostrar minha alegria e ver varias passagens da minha vida relatada nestes e-mail.Sou para quem estudou no Paes Leme o Horus,filho do Sr.Gonçalves,onde depois de formado dei aula de Ed.Física ,junto com o prof.Kato.Hoje moro em Salvador na Bahia onde tenho uma agencia de viagens.Gostaria de rever os nossos queridos amigos e ex alumos.Envie seu e-mail [ Enviado em 26/8/2009 por Horus Gonçalves - horus.ssa@flytour.com.br ] Começei a estudar no Colégio Paes Leme,em 1959,e saí de la em 1966,lembro me da sua entrada maravilhosa,pela Av Paulista,com seus sófas enormes,e lembro me do Sr Darci que trabalhava na secretária da escola,Sr Umberto,Sr Paulino,que cuidaram de mim quando eu era semi interno,Lembro me da minha professora Dna Aurora,e dos patios internos,masculino e feminino.Aha a minha primeira namoradinha foi no Paes Leme DIANA,por onde andará? [ Enviado em 23/8/2009 por jose carlos riccetti - jc.riccetti@yahoo.com.br ] Que lindo reviver estas fases da R AUGUSTA.Estudei no PAES LEME semi interno de 1960 a1969 qdo mudou para AV ANGELICA.Que tempos maravilhosos de R AUGUSTA ,filme help ,conj nacional,hot dog no astor lanches,beirute no frevo,cha no yara,musica hi fi.roupas no ponte vechio do rubens e ze maria,elle lui do amerigo ,os bailinhos do paulistano com dudu frança,e o futebol de salao de bola ate de tampinha de garrafa do recrei.Onde sera que andam nossos amigos ,familia maciel,jorge ,humberto.,jose,marm. [ Enviado em 19/8/2009 por Luciano Limoli - lucianolimoli@hotmail.com ] No Ano de 96; tive uma ideia, de todos nós, criarmos um projeto social Dia Internacional da Vida; esse dia; seguinifica;respeito; a vida Humana, vegetal e animal essa qual me refiro é a Natureza, pois foi atravez de um sonho com ela me pedindo, socorro que eu fizese algo rapido des da qeuela epoca que venho as familhas e alguns, fizinhos arregardamos 8.90 assinaturas ano retrazado consegui,registrar como Naconal para ser internacional presiza da otorizaçao de todos os Paises. peçolhes que divu [ Enviado em 13/8/2009 por Alexandre Batista da Costa - Ducaxande@gmail.com ] Olá, sou carioca de 1948 e sempre morei no Rio. Por volta de 1962, comecei a frequentar S. Paulo (umas 15 vezes nuns 3 anos), a convite de amigos Paulistanos que fiz num colégio interno da Fundação Getúlio Vargas em Friburgo/RJ., quando aprendí a gostar da cidade e das pessoas, especi almente a Rua Augusta e os que transitavam por ela. Muito do que voçê falou, eu conhecí e viví e tenho imensas saudades, assim como voçê. Ainda hoje, vou a S. Paulo 2 vezes ao ano, para matar as Saudades!!! [ Enviado em 15/7/2009 por Durval - durvalmendonca@gmail.com ] As lembranças da rua Augusta estão entre as melhores da minha vida, subir e descer, entrendo e saindo das galerias e vilas com com suas lojinhas, comprar camisetas Hang Ten, comprar sonhos em uma doceria que esqueci o nome, quase esqueina com a rua Estados Unidos, bom demais.Hoje moro no interior, mas levei meu filho para conhecer a rua Augusta, e esta semana vou levar minha sobrinha, sei que ela vai amar. Memória e um patrimonio,Cynthia, obrigada por compartilhar a sua conosco. [ Enviado em 14/7/2009 por Gail - gap_oliveira@yahoo.com.br ] Oi! Cinthia.. Que belissima ideia essa sua de retratar e reviver a nossa querida AUGUSTA RUA Augusta . Viví nela do final dos anos 50 até 1974. Lembro-me com carinho e emoção de todos esses lugares que o pessoal fala mas 2 lugares marcaram especialmente. A Boite Lancaster do amigo Fausi onde foi lançado o TWIST no Brasil. Se não me falha a memoria foi durante a decada de 60. Lembro-me tambem da Boite Saloon onde os The Jordans tocavam além da Boite Serenata um PUB muito ao genero dos PUBS londri [ Enviado em 5/7/2009 por Santo Humberto " Teddy Blue Boy" Lunetta Filho - santohumberto@estadao.com.br ] Quanto ao ano que acarpetaram a rua augusta.... Eu teimei com amigos que foi a RUA e não as calçadas. estou certa? Alguém tem fotos para eu provar??? Obrigadão! [ Enviado em 8/6/2009 por elizabeth - elizabeth@conservare.com.br ] Estudei no Paes Leme nos anos de 1964 e 1965 tenho amigos de época ate hoje!! Quanto a comentários...NADA foi "deixado para mim" pois os que me antecederam na pagina retrataram perfeitamente a época em que conheci a vida como adolecente FELIZ, tendo portanto recordações de ENORME ALEGRIA! Nenhuma reclamação à época atual ( não caberia aqui )........mas que SAUDADE!!!!! [ Enviado em 22/5/2009 por FABIO D. BELFORT MATTOS - belfortmattos@terra.com.br ] Olá Cynthia, Sou editor-chefe da Central da Augusta (www.centraldaaugusta.com.br). Quando quiser matar saudades, é só chegar... San. [ Enviado em 15/5/2009 por San Picciarelli - san@centraldaaugusta.com.br ] Ô que saudade. Estou morando em Curitiba desde 72 e curti bastante a Augusta nos bons tempos. Deu muita saudade. Quantas vezes arrematar a noite no coquinho. Maravilha. Parabéns pelo texto. Se você autorizar, vou colocá-lo no meu site: www.prconsult.com.br. Abraços. [ Enviado em 8/5/2009 por Emilio Mattos - ecrmattos@gmail.com ] Maus amigos paeslemistas e amantantes da Augusta, talvez alguns devem lebrar-se de minha família. Todos meus irmãos estudaram no Paes Leme e frequentaram a nossa amada Rua Augusta. tarcízio Carlos TC, Pedro Paulo PP, Antonio José ZZ, Rosa Maria, Joâo Marcos, Ana Maria, eu Chico Camargo, Antonia Maria Totola e Zélia Maria Zelita. SE eu for escrever aqui sobre a Augusta e o paes Leme sem dúvida daria um longo livro cheio de histórias maravilhosas. Nós éramos muito amigos da família Rossi. [ Enviado em 17/4/2009 por Francisco Camargo - francisco.camargo@solmelia.com.br ] Cyntia, amarei para sempre aquela Rua Augusta. Quando completei meu colegial em 1967 no Paes Leme, onde estudei desde o primário, tinha um roteiro de filme na minha cabeça. O nome seria " Uma rua chamada mulher" Seria a mulher mais linda, desejada e querida entre todas. Todos nós subíamos e descíamos diariamente a Augusta como um gesto de amor, com um prazer sexual. Vivi na Augusta de 1955 até 1968 e minhas memórias junto a de meus 7 irmãos ainda vivos dariam um longo livro. [ Enviado em 17/4/2009 por Francisco Camargo - francisco.camargo@solmelia.com.br ] caramba que emoção encontrar este blog. Morei na Frei caneca e estudei no Paes leme desde o primeiro primário até me formar no científico em 1967. Todos os meus outros 8 irmãos estudaram no Paes leme e frequentamos a maravilhosa, inesquecível e inigualável Rua Augusta. Alg~´em perguntou o nome da famosa casa de chá. O nome da casa de chá onde as mais maravilhosas meninas da Augusta se encontravam sábado a tarde era YARA!!! Sem dúvida foi a melhor época da minha vida, amei e vivi tudo na Augusa. [ Enviado em 17/4/2009 por Francisco Camargo - francisco.camargo@solmelia.com.br ] Estudei no Colégio Pais Leme no ginásio, a partir de 1964, e gostei muito das mensagens sobre a escola, a Rua Augusta e os Jardins. Cumprimento os companheiros que dividiram o passado e a memória afetiva, bens caros, sobretudo nos tempos atuais, de escassez de muitas referências da época. Parabéns a Cynthia Freeney, que num passe de mágica nos introduziu nesse túnel do tempo, e espero que retorne com suas preciosas lembranças. Agora queria dizer... que deixou saudade o luminoso verde do relógio da Willys, no alto do Conjunto Nacional, a exibir as horas no azul da noite por toda cidade...; a irresistível Loja Moderna (ou Lojas Modernas), com suas prateleiras repletas dos mais engenhosos e diversificados tipos de brinquedos...; a deliciosa Doceira Formiga, cujas coxinhas de frango vinham espetadas com palito revestido de papel alumínio...; a charmosa Hi-Fi Discos, com cabines acústicas envidraçadas e sofás, tudo para ouvir os compactos simples recém lançados, mesmo sem compra-los...; o agradável “footing” aos sábados de manhã, com a paquera saudável e provinciana, o encontro de pessoas interessantes, as garotas de mini-saia e os rapazes com mocassim esfumaçado, e o desfile de máquinas incríveis, motos e carros...; o acolhedor salão de chá Yara...; o saudoso Cine Paulista, com os filmes do Jerry Lewis.... Deixou saudade, na mesma calçada, pouco abaixo da Rua Oscar Freire, a categorizada Livraria Mestre Jou, na qual os vendedores não se limitavam a pegar livros por título, mas trocavam ideias sobre o conteúdo dos mesmos com os clientes, pois, além de vendedores, eram igualmente bons leitores. Lembro que os alunos entravam no Colégio pela Rua Augusta, e, subindo poucos degraus, a primeira figura era a do Seu Lauro, de terno, sempre muito cordial, recebendo os alunos e controlando as cadernetas escolares dos mesmos, para que fossem empilhadas abertas sobre uma mesa marrom. Em seguida, em meio ao burburinho dos alunos que cruzavam o espaço, circulavam o Sr. Gonçalves e o Sr. Navarro, que cuidavam da ordem entre os jovens; eles sabiam ser ao mesmo tempo enérgicos e simpáticos. No primeiro andar, uma secretaria que se abria sob forma de janela, e lá estava o Sr. Darci, da parte administrativa, sempre solícito e educado; mostrou-me, certa vez um relógio de estimação que fora presente de amigos que lhe gravaram uma inscrição. Aguardava-se o sinal da campainha para o início das aulas.... Enquanto isso, o melhor a fazer era encostar junto às muretas que separavam as quadras de esportes, para observar a entrada das meninas, que usavam, como uniforme, meias brancas ¾, saia plissada de cor vermelha ou bordô e blusa branca. Logo que entravam, as paislemistas se dirigiam diretamente para o chamado “recreio das meninas”. Era então a oportunidade de se tentar saber o nome e o endereço delas, que constavam da segunda ou terceira folha da caderneta escolar! Tocava o sinal e subíamos para as classes. Estudando no período da tarde (1a, 2a. e 3a. séries), lembro que após o almoço o calor era forte, e natural a sonolência dos adolescentes, especialmente na primeira aula, letargia essa vencida aos poucos nas aulas seguintes; lembro que as salas tinham grandes vitrôs de vidro granulado, muitas vezes sem persianas, de modo que o sol invadia as classes. Vários professores tinham perfil muito interessante, mas o assunto aqui iria longe... Lembro-me agora de uma peculiaridade do estimado Prof. Garcia, - acho que na época da 4a. série B, em 1967, período da manhã, - que consistia em dar palmadas na superfície da mesa, com sonoridade crescente, para marcar o termo final da entrega das provas de francês, fazendo estremecer a mesa e os alunos! Era infalível, e todos os alunos realmente largavam as canetas e entregavam as provas. A esse estimado mestre, nossa gratidão pelo aprendizado da fábula “Le Corbeau et Le Renard” (O Corvo e a Raposa), que cada aluno decorava, para depois recitar junto à mesa do professor. Para resumir, digo que o Colégio Pais Leme era uma escola de vanguarda, sem autoritarismo, que respeitava a liberdade dos alunos. Era moderna ao inovar o atendimento às dificuldades dos alunos com uma equipe de psicólogas. Já havia um circuito interno de televisão. Alunos muito intelectualizados escreviam no nosso jornal “Segunda Etapa”, colaborando com artigos, poesias, entrevistas, tudo de alto nível. O Colégio tinha uma piscina com água aquecida para uso nas aulas de educação física, algo bastante inovador na época. Há muito que se falar sobre o Colégio Pais Leme, os Jardins, e a cidade de São Paulo na década de 1960. Aqui foram apenas alguns flashes. Abraços a todos, Paulo [ Enviado em 27/3/2009 por paulo camassa - paulocamassa@yahoo.com.br ] Boa noite, Gostei muito do seu texto, inclusive fui hoje na Augusta, tenho que fazer um trabalho sobre a rua (augusta jardins), e eu quero saber se você pode me ajudar em alguns pontos. Qual era o foco do comércio nos anos 70, 80 e o que mudou de lá para cá? Enfim a origem e os pontos mais importantes de lá para cá? O estilo das pessoas que frequentavam antigamente e as que vieram a frequentar? Obrigada, Agradeço desde já seu interesse. Att. [ Enviado em 25/2/2009 por Nataly Oliani - oliani_nataly@hotmail.com ] Cyntia, hj abri essa pagina e tudo o que li aqui me fez lacrimejar os olhos, meus avos moraram na augusta, onde até hj possua a casa deles, muito embora morando em Taubaté mantemos a casa até hoje onde usamos quando vamso a sampa, foi nessa casa que Amacio Mazzaropi, grande amigo nosso rodou o filme O PURITANO DA RUA AUGUSTA em 1967. Me lembrei dos rachas, das sorvetrias,dos footings em que conheci a grande paixão da minha vida na Augusta.Olhe confesso estou com nó na garganta e vontade de chora [ Enviado em 24/2/2009 por Ronald carvalho - ronaldcarvalho@bol.com.br ] Cynthia, adorei o seu artigo e dos comentários que li. Fui morador da rua Augusta nos anos 50 e 60 e me lembro bem do que todos comentaram. Se quiser mais informações, há um livro ótimo s/ a rua Augusta escrito pelo Cleber Ragazzo, frequentador assíduo da rua na época. Creio que não será difícil encontrar em alguma livraria. Mais informações, entre em contato comigo. Um grande abraço e parabens pela inciativa. Azuil. [ Enviado em 17/2/2009 por Azuil - azuil@superig.com.br ] FREQUENTEI A RUA AUGUSTA, MORAVA NA RUA OSCAR FREIRE E ASSISTI TODA SUA EVOLUÇÃO COMO A RUA DA MODA NA DÉCADA DE 60, VERDADEIRO GLAMOUR, NÃO SE PASSEAVA DE BRASILIA (NÃO EXISTIA)E SIM DE FUSCA, DKW, AERO- WILLIS OU OS ESPORTIVOS INTERLAGOS E PUMA E TAMBEM NÃO SE PODE ESQUECER A FAMOSA BOATE SALOON E LANCASTER , FREQUENTADAS PELA JUVENTUDADE DE BOM GOSTO DA ÉPOCA, PALCO DE INESQUECÍVEIS NOITADAS... SAUDADES!!! [ Enviado em 9/2/2009 por RUI FERREIRA DE FARIA - rffaria@uol.com.br ] Nooossa, que engraçado isso! Eu tenho só 18 anos, infelizmente não vivi nada disso, mas me passou um filme da minha mãe me contando o que ela aprontava na augusta rsrs; conheço sim a augusta de HOJE, que convenhamos continua emocionante; não conheço mto bem o lado jardins mas o lado centro é "meu" rsrsrs...a peixoto gomide, que meu pai diz ser a sarjeta da augusta, pois eh eu vivo láa =), jogando sinuca na "sinuca das lésbicas" ou "setentinha" para os mais íntimos. Em algum comentário perdido aí achei alguém falando sobre a Outs e seus showzinhos de rock alternativo, adoro...e tem tb a Saraievo que eh uma portinha minúscula onde rola um som alternativo tb...o Vitrine sempre lotado de emos rsrs, o Javas que toca um dub muitoo bom toda sexta (lado jardins) e que eh uma das baladas da augusta que rola dentro das galerias, mó baratoooo =))! Todos os clubes escondidos em porões, todos os porres que eu já tomei lá (e muitos virão ainda), dormir na paulista esperando o metrô abrir depois da balada eh de prache rsrsrs...augusta eh inesquecível, de fato; conheci as melhores pessoas da minha vida lá (e tbm as piores rs), eh uma rua que te mostra a vida nua e crua, com toda a prostituição que infelizmente abita a rua hoje em dia , mas ainda assim com todo aquele ar de AUGUSTA! impossível descrever! Descobri que o banco onde eu marco de encontrar com minhas amigas antes era o Paes Leme rsrs, hoje ele eh um puta banco enorme do Safra (deus imagino o tamanho daquela escola e a elite que frequentava ela)...de vez enquando ainda rola uns cacetes entre punks e skins (não tanto como nas décadas de 50 60 e 70 imagino) e do nada vejo toda a galera correndo e gritando e eu me racho de rir, adoooooro aquele lugar, marcou minha adolescência e com certeza irá marcar a de muitas gerações ainda! =DD [ Enviado em 6/2/2009 por Luana - luanahahn@yahoo.com.br ] Que maravilha encontrar um texto destes. Tambem estudei no Paes Leme (1961-1966) onde me tratavam por "carioca". Lá conclui o ginásio e fui estudar no Santa Cruz, mas nunca me deixou aquela atmosfera da adolescencia na Rua Augusta, que desciamos "aprontando" na saída do Colégio. Nos primeiros anos meu consumo se restringia aos produtos do pipoqueiro da porta do Colégio com quem comprava pipocas usando os passes do ônibus; aos mistos-quentes da cantina, levando boncas dos professores "Rossi", ou levando justificativas para o João de Mello ( O Ponto e Virgula) apelidado por nossa irreverência de uma geração dos anos 60. Meus horizontes não davem importancia àquele consumo de modas, na idade em que estava minhas economias rapidamente se consumiam em algum aviãozinho de montar que comprava na loja Modelo, quase esquina da Alameda Santos e pela Augusta desciamos aos pontos de onibus mais abaixo onde tomavamos o elétrico para os Jardim Europa...Saudades, Taulois, Zé Ferraz, Henrique Cardoso e Paulet...só aprontação. De dentro de um destes onibus ouvi pela primeira vez e me maravilhei: Yesterday! ... Foi maravilhoso encontrar este texto. Parabens à escritora que, plena de sensibilidade, traz tão gratas lembranças e desperta a saudade! [ Enviado em 18/1/2009 por Fernando M C de Mello - fmcmello@hotmail.com ] Passeando pelo google me lembrei do Paes Leme e me deparei com vários comentários que me levaram a grandes recordações e saudade. Fui interno nos anos l951/52 onde nem existia ainda o Conjunto Nacional e no local era uma mata em terreno enorme e ja existia uma placa de uma construtora cujo nome nao me recordo. . Me lembro do grande "Fausto" ex Jogador de basquete, nosso preceptor, dos professores Antonio e João Rossi, do Sr. Humberto e depois o Sr. Euclides que era o "fiscal" dos internos e já na época era um internato onde podiamos sair para a rua depois do jantar por uma hora mais ou menos e aos sábados e domingos tinhamos o direito (se tivessemos notas acima de 5) para ir para casa de parentes etc. Passava na Paulista o bonde e tambem o onibus circular 1 e circular 2.Um vez por semana íamos de "troleibus" jogar futebol nos campinhos no final da Augusta ( Av. Europa). Lembro-me bem do Pão Pulman, Cine Majestic, Frevinho e tb da Igreja da Frei Caneca onde eu ia sempre para pedir a todos os Santos para que meus pais me tirassem do internato.... Adorei os comentários.. [ Enviado em 17/1/2009 por Vanor Henriques Filho - vanorhf@uol.com.br ] Rua Augusta me fascina,tenho família com o nome,Augusta e sempre me questiono o porque desse nome.Mas gosto da história. [ Enviado em 14/1/2009 por ermelinda - ermelinda01@uol.com.br ] Eu conheci a Rua Augusta de hoje, morei nela, trabalhei nela, me diverti nela, sei que nao tem nada a ver com a Augusta de dècadas atràs, hoje parece uma floresta tem de tudo, playboy, artistas, bicho grilo, gay, antigos moradores, as prostitutas,rockeiros, emos, tudo, mas posso garantir a todos , continua apaixonante, inesquecivel, inigualavel, hoje moro fora do Brasil, mas nunca vou esquecer aquela Rua, nem nunca achei nada igual, aquele cachorro quente depois da balada, na saida do Vegas, as noites de rock alternativo no Outs, a cerveja mais barata no boteco, antes de entrar na balada, a minha historia de amor com a Augusta è recente, mas inesquecivel. Rua Augusta , eu te amo. [ Enviado em 15/12/2008 por Marcia Andrea Ferreira - andrea_01f@hotmail.com ] PREZADOS AMIGOS: TERMINO DE LER O TEXTO DE UMA HISTORIA DE SAUDADES, DOS TEMPOS DA RUA AUGUSTA, DE IR E VIR ENTRE A RUA ESTADOS UNIDOS E PAULISTA,COM MEU KARMAN GHIA BRANCA, NÃO ME IMPORTANDO O NÚMERO DE VEZES ENTRE SUBIDAS E DESCIDAS PELA MAGNÍFICA E BADALADA RUA DO CARPETE VERMELHO; POIS EU VI ESTE ORNAMENTO QUE FOI FEITO NESTA ÉPOCA NATALINA, TÃO BADALADO E IMPONENTE PARA AQUELA ÉPOCA. SAUDADES DO MEU COLÉGIO PAES LEME; MAS EU NÃO O DEIXEI, PELO MENOS FREQUENTO ATÉ HOJE AQUELE ESPAÇO FÍSICO, ONDE PRESTIGIO UM GRANDE BANCO QUE SEDIA AQUELE LOCAL. AGRADEÇO A TODOS VOCES, PELAS LEMBRANÇAS QUE ESTÃO AQUI CRISTALIZADAS E MEMORIZADAS PARA SEMPRE NOS NOSSOS CORAÇÕES. ABRAÇOS A TODOS. LUIZ EDUARDO. [ Enviado em 7/12/2008 por LUIZ EDUARDO - GRASSO4444GRASSO@GMAIL.COM ] Ah!!!!!!.......como "me vi" nela (rua augusta)..ginasio no PAES LEME esq aug/paulista...ai td começou!!...1963........rolou ate 1976...foi demais....por TUDO e TODOS. Quando por la passo,agora so durante o dia, o "filme" vem à cabeça!! Achei demais suas descriçoes. Ate um dia!!!!!!!!!!!!! [ Enviado em 28/11/2008 por Marcos - scalper@ig.com.br ] Estudei no Colégio Paes Leme, de 1955 a 1959. Foram os melhores anos de minha vida estudantil. Guardo grandes recordações dos professores e colegas, do ginásio ao curso clássico. Morava no Brooklin Paulsita e me dirigia à escola de lambreta, todas as manhãs. Deixava-a no subsolo do Conjunto Nacional que se achava em construção. Ninguém me cobrava estacionamento e muito menos perguntava de quem era a moto. Ainda hoje tenho muitas saudades dos diretores,Oswaldo, Antônio e João Rossi. Dos professores Garcia, Alexandre Mozili, Luiz Alves Lobo, Carlos Conocchia, Roberto Haddock Lobo, Silvio Cafasso, Edson de Freitas, Itúrbides de Almeida Serra, mister Jack, Oswaldo Melantônio, Dona Erna,Kato, etc.,aos quais devo o aprimoramento de minha formação. Lembro-me das paqueras e ainda das matinés-dançantes das tardes de domingo,animadas pelos irmãos Peixoto e do caçula e quase-imberbe Cauby. Das festas dos sábados à noite, em casa de colegas. Das boas amizades que levei de lá, muitas delas ainda hoje de pé. Quantas saudades de um tempo que não volta mais. Saudades do Pão Pullman, da esquina da Augusta com Paulista. Da imagem de um colégio moderno e democrático, em que todos pareciam pertencer a uma só família. Bons tempos que jamais serão esquecidos. Gostaria muito de poder revivê-los. [ Enviado em 13/10/2008 por João Bosco Petroni - jbpetroni.adv@uol.com.br ] Li com curiosidade as histórias, tempos e pessoas que marcaram época. Sou da Associação de Moradores e Empreendedores da região e gostaria de ter fotos da antigas e da época, para colocar em nosso site. www.samorcc.org.br - e-mail. samorcc@uol.org.br Grata, Célia Marcondes - celiamarcondes@gmail.com [ Enviado em 13/10/2008 por Célia Marcondes - celiamarcobdes@gmail.com ] Bateu uma saudade imensa... estudei no colegio Paes lemes, na Augusta ultimo ano naquea localidade e depois o Safra comprou o local e fomos para a Angelica .( Colegio Oswaldo Cruz) Sou da 2ª turma do curso de Decoração. Depois fiz FAAP, Desenho industrial etc....Parabens pelo artigo, tenho certeza que alguem ainda lembra daquela epoca,como eu...Saiamos do Colegio para Augusta . Belo programa, depois a bronca em casa, por não ter chegado na hora. abraço Tamiko Yamada [ Enviado em 23/8/2008 por Tamiko Yamada - tamiko@teclan.com.br ] Cheguei a São Paulo em dezembro de 78, quase 30 anos atrás. Lembro que naquela época havia a famosa "paquera" na Augusta, que parava o trânsito, assim como (mencionado pelo autor do texto) o Jack in the Box. O que esqueceram de mencionar foi o Grupo Sérgio, na Augusta, perto da Paulista, em sentido centro e o Center 3, antes do incêndio e da reforma. Abraço [ Enviado em 22/8/2008 por Mauricio Minolfi - minolfi@hotmail.com ] Adorei o artigo e adorei saber dos que por lá passaram principalmente alguns estudantes do colégio Paes Leme.Sou filha do Gonçalves o terrível xerife.Adoraria ter notícias dos colegas companheiros e das meninas torcedoras dos jogos de fut.salão,basquete e volei que tanto animavam nossos encontros.Seu Gonçalves faleceu já mais de 11 anos,meu tio João Rossi também,mas minha querida tia Erna,nossa professora de desenho,está muito bem nos seus 92 anos e mora juntos dos filhos,netos e bisnetos em Ribeirão.Como filha do xerife tão temido por ser tão rabujento,sei que vocês vão se lembrar de como era difícil para eu conviver no ambiente do colégio.Escrevam,mandem notícias...colegas,Rosa,Vera,Antonieta,Brendini, Levi,outros que só apelidos.... Eloy (de Adamantina), o time todo de futsal,saudades.Abraços,Ìsis [ Enviado em 10/7/2008 por Isis - isisblum@hotmail.com ] sou neto do professor joao rossi, morto ha mais de 10 anos. Minha avo, Erna, esta viva, com varios netos e bisnetos. Continua morando em Ribeirao Preto. [ Enviado em 9/7/2008 por kekis - kekis@terra.com.br ] Sou da região de RIB.PRETO,cheguei em sampa p morar em 1976,fui direto trabalhar nas lojas da r. Augusta,me sentia em casa,qtas vezes saia dos barzinhos do Bixiga por volta das 6hs da manhã e ia direto p trabalho,sentava em algum canto,degrau de entrada de loja,(as lojas eram abertas entre 8:30 e 9:hs),daí eu acabava tirando um cochilo,acordava com um dos comerciantes me chamando p um café(rsssss),velhos e bons tempos,foi na r. Augusta,GALERIA FLÓRIDA, que conheci o pai de meu filho que hoje está c 22 anos,e qtos discos de vinil q ganhei comprados na HI-FI DISCOS...tempo bom...um abraço. [ Enviado em 9/7/2008 por Cissy - cissy_crys@hotmail.com ] Fiquei contente, em constatar que tenho vários ex-colegas do Paes Leme, apesar de épocas diferentes.Fiz parte do primário, de 1946/1948, interno. Não tinhamos ainda o conjunto nacional, e se não me engano, era uma chacará, na qual pulavamos o muro, para apanhar frutas, a Augusta e a Paulista, era um sussego só, minha professora, era espôsa do professor Rossi, e compravamos Chica-Bom, no bar pegado ao colégio na Augusta, e o nosso preceptor, era o Fausto, ex-jogador de basquete da seleção brasileira. Quanta saudade. [ Enviado em 25/6/2008 por Olavo Fortes Campos Rodrigues - olavo_fortes@hotmail.com ] Tambem participei desta epoca ,que me é muito saudosa, estudei no colegio Pail leme de 1957 a 1961 [ Enviado em 17/6/2008 por SIDNEY CORDES JUNIOR - sidney@netonne.com.br ] Recordo-me bem do Colégio Paes Leme na Rua Augusta, esquina com a Avenida Paulista. Frequentei esse colégio de 1960 a 1964. Era nessa altura colega de turma do João Paulo Brito, filho da já famosa Glória Menezes (mas não do Tarcísio Meira)e era sempre um grande alvoroço quando a Glória Menezes ia pessoalmente pegar o filho no colégio. Guardo até hoje o album de fotos do colégio com todos os professores e todas as instalações, incluindo a piscina aquecida. [ Enviado em 1/6/2008 por Filipe Gonzaga Ribeiro - fgonzagaribeiro@gmail.com ] Estava procurando saudosamente alguma matéria sobre o inusitável "Mondo Cane", quando encontrei o seu blog...parabéns....e parabéns aos comentários também, pois me fizeram voltar as tomar chá no Yara, um chopp no Longchamps e muitas outras delícias que a Rua Augusta proporcionou a nós...sortudos por termos tido essa rua para nós ! [ Enviado em 27/5/2008 por Jango Fonseca - jangoes@london.com ] Dizer que tenho saudades da Rua Augusta e Av. Paulista dos anos 50 e 60 é brincadeira, tenho saudades das pessoas que por lá circulavam, das escapadas do Colégio Paes Leme nas manhãs de sábado para comer coxinhas no Fazano do Conjunto Nacional e comprar disco 45 rotações dos Beatles no quiosque que ficava bem no meio do Conjunto. Tenho saudades doída dos passeios pela Rua Augusta, procurando novidades nas butiques, pois só era lá onde se encontravam novidades, assim como os jeans Lee que depois iam para a costureira da minha mãe, para serem praticamente refeitos e transformados em Saint Tropez, pata de elefante, etc. Fui um dos primeiros a migrar para o Shopping Iguatemi, entusiasmado com a novidade, mas meu amor pela Rua Augusta daquela época ninguém me tira, porque ela não representa um lugar, mas uma época e um modo de viver que não voltará. [ Enviado em 18/4/2008 por helio - balmal@uol.com.br ] Aff Maria...lembrei-me de um aniversário meu que foi a classe toda do primário fazer lanche no Frevinho..com o tal *mixto* e o sorvete com farofa ui..Mas o que queria lembrar é a localização. O Frevinho na década de 60 não era do outro lado da Augusta (em direção ao centro)? Beijos [ Enviado em 3/4/2008 por Renata de A Moura - renata--moura@hotmail.com ] Bons tempos aqueles do Paes Leme e da "nossa" Rua Algusta. Quem vieu a Rua Algusta dos anos 60, jamais a esquecerá. Foi incrível!!!! [ Enviado em 12/3/2008 por Paulo Pugliesi - paulospugliesi@yahoo.com.br ] Gostei de ler, relembrei os anos em estudei no Caetano de Campos, no Paes Leme e passava, diariamente, pela R. Augusta a bordo dos troleibus das linhas 51 e 54. Quanta recordação e saudade. [ Enviado em 11/3/2008 por Pedro Egberto - egfon@terra.com.br ] Faço faculdade de rádio e tv na Cásper Líbero e estou realizando um documentário de rádio sobre a Rua Augusta e prciso de pessoas que viveram e conhecem bem a rua. Quem puder ajudar entre em contato comigo. Obrigada [ Enviado em 6/3/2008 por Anita - anita_drugda@yahoo.com.br ] quase me esqueci do alcide`s,descendo a augusta,pro centro,lado direito, antes da antonia de queiroz,no final dos 60s e inicio dos 70s:o quentin tarantino deve ter visto algumas fotos do bar para fazer a serie um drink no inferno,pois na entrada tinha um caixão de defunto com castiçais acesos e a decoração era com aranhas,cobras,e outras coisas macabras,assim como o nome das batidas e drinks.na copa de 70,apos comemorarmos brasil 3x 1 uruguai no coquinho,passamos por lá para tomarmos a saideira.alguem se lembra?abraços augusteiros eternos. [ Enviado em 12/2/2008 por robinson - ram@micropic.com.br ] aí meus véios,voces esqueceram o saloon[anos 60],o mondo cane[1970 a 1973]],o bar da pinga coquinho,até hoje lá aguentando as pontas.tinha tambem ,na continuação a famosa boate[inferninho]do jockey[anos 60].viva o meu fusca 67,com direção f1 do emerson e retrovisor lateral tipo monza e o karmann-ghia 68,equipado igual aos kghia porsche-dacon,menos o motor.ia esquecendo,onde está voce marisa ,meu grande amor,que conheci num domingo a noite com o fusquinha 69 do seu pai? [ Enviado em 11/2/2008 por robinson - ram@micropic.com.br ] que saudade.esquecestes o cine magestic, a hi-fi, a true-love, etc, tenho procurado fotos do antigo colégio paes leme onde estudei de 1949 a 1958 mas nao encontrei nada parabens a todos. [ Enviado em 28/1/2008 por aloisio silveira - souzil@uol.com.br ] Texto muito bom. A Augusta foi, no período retratado, um espaço impar no contexto da cidade.Passei longas e belas noites nesta rua, sempre de segunda a sexta. Na alta madrugada, antes de ir para casa, comíamos algum e conversávamos com o mundo no Longchamp, sempre atendidos com o talento absurdo do Luisinho e do Toni. Abraços. Lincoln [ Enviado em 4/1/2008 por Lincoln - intcotec@uol.com.br ] Oi Cynthia: Que pena que você talvez ainda não tivesse idade suficiente para curtir a Rua Augusta dos anos 50. Esta sim, foi a década gloriosa desta rua, onde você deixou de ver o seguinte: - Cine Marachá (circuito da Metro), um pouco depois da rua Dna. Antonia de Queiróz, à direita de quem sobe no sentido Jardins. - Cine Regência, um pouco mais à frente, desta vez, à esquerda de quem sobe. - O charmosíssimo restaurante Longchamp à direita de quem sobe, quase na esquina com a rua Antonio Carlos. Era decorado com motivos de corrida de cavalos com obstáculos e sentava-se em banquinhos, tendo em frente um balcão de linhas futuristas e onde se comia, entre outras delícias, uma lazanha fenomenal e um sanduiche chamado "Potrinho", empanado no ovo, acompanhados dos bem tirados chopps claros ou escuros (agora não me lembro bem se era da Antarctica ou da Brahma). Se você quiser melhores informações sobre o Longchamp dos anos 50, o gerente do Frevo no Shopping Iguatemi, o Sebastião, pode lhe dar mais subsídios pois ele era garçom lá naquela época. É um sujeito muito simpático. - Cine Majestic, à esquerda entre as ruas Antonio Carlos e Luiz Coelho. Logo à frente a lanchonete chamada Hot Dog que servia um cachorro quente muito gostoso, servido em uma barquinha de papelão, cercado de batatinhas chips. Seguindo em frente, o cine Picolino que hoje é um prosáico restaurante por kilo. Atravessando a rua Luiz Coelho, no meio da quadra, ainda à esquerda, uma simpática casa de lanches chamada Simbad onde tomava-se ótimos sundays, bananas-split, ice-cream-sodas devidamente acompanhadas dos sanduiches Americano e Baurú (este com rosbife e não com presunto) - entre outros. Curiosidade: o Simbad pertenceu ao Dinho, hoje próspero proprietário do Dinho's Place. Atravessando a av. Paulista (o Conj. Nacional) nem era "nascido" ainda, abria-se o caminho para os Jardins que continuam charmosos até hoje. À direita de quem desce, topávamos com a loja de discos Hi-Fi, um pouco mais abaixo havia a confeitaria Yara onde ia-se com as (os) mamoradas (os) tomar um lahchinho bem gostoso e roubar umas beijocas bem roubadas pois no fundo havia umas mesas com bancos para dois ou para quatro (um casal em frente do outro) cujos assentos e encostos, feitos de laminado plástico branco, serviam para deixar escritos com as esferográficas os nomes dos casais frequentadores, invariavelmente acompanhados por corações atravessados por uma flexa do Cupido. Não posso terminar sem mencionar uma visão etérea - porém real - que era a de uma loira linda, de cabelos compridos esvoaçantes, pilotando um carrinho esporte MG verde escuro, creio que ano 1952, a qual povoou meus sonhos de "teenager" apaixonado. Diziam que ela era americana, tinha jeito. Pois é, Cynthia, não se faz 70 anos no próximo mês de Junho impunemente. Foi um prazer conhecer uma admiradora da rua Augusta, não importa de que época. Saudações do, Sylvio Freitas [ Enviado em 2/1/2008 por Sylvio Freitas - sylport@terra.com.br ] olá cynthia, eu sou curiosa e conheço algumas ruas chamadas rua augusta fiquei curiosa para saber quem foi a tal senhora augusta , eu tenho uma sobrinha chamada augusta conheço uma rua em lisboa chamada augusta e queria fazer uma homenagem a ela e por isso estou pesquisando. se souber algo especial informe um abraço.cynthia. [ Enviado em 28/12/2007 por ermelinda - ermelinda01@uol.com.br ] olá cynthia, eu sou curiosa e conheço algumas ruas chamadas rua augusta fiquei curiosa para saber quem foi a tal senhora augusta , eu tenho uma sobrinha chamada augusta conheço uma rua em lisboa chamada augusta e queria fazer uma homenagem a ela e por isso estou pesquisando. se souber algo especial informe um abraço.cynthia. [ Enviado em 28/12/2007 por ermelinda - ermelinda01@uol.com.br ] E eu só queria saber porque a Rua Augusta tem o nome que tem. Quem foi a Augusta? [ Enviado em 15/11/2007 por André - andre_5150@yahoo.com.br ] Ahhhh...quanta saudade! Renata, Marcello, Waldemar(Wal), Gustavo, Neto, bares, boates, festas e noitadas intermináveis...estou tão emocionado que fica difícil descrever em palavras tamanha escola da vida...a rua augusta estará sempre em minhas memórias e em meu coração... [ Enviado em 5/11/2007 por tevo duraes - tevo2007@yahoo.com.br ] Chorei literalmente ao ler o artigo da cynthia, e os comentários. Eu nascí e viví um bom tempo na rua augusta, morava na consolação estudava no pais leme, e meu pai tinha loja na rua augusta ao lado do flamingo. Quem acarpetou a rua augusta foi meu cunhado que trabalhava na época na sommer-multipiso. Tive oportunidade de matar um pouco de saudades, quando descobrí uma comunidade no orkut do pais leme, que de vez em quando se reúne, e na última em outubro/2007 levaram o prof. Mellantonio. Tivemos um professor chamado Hadock Lobo, sendo a Augusta que dá nome à rua a sua avó (detalhe que poucos sabem). A logchamps que alguém menciona tinha alguns degraus abaixo do nível da rua, e nós fazíamos um jornal chamado IIªEtapa, no Centro Acadêmico, que circulava por toda a rua. Ahhh rua augusta, como foi importante na minha vida, na minha infância, na adolescência, Yara, eletroarte, frevo e frevinho, flamingo, adriano, spinnelli, beka, galeria ouro fino, Hi-Fi (do Helcio Serrano), Adelis, fazano, bolonha, beatniks e hippies, beatles, as boites da região, o dobrão do Helio Souto na lorena, o raposa vermelha.....Alguém sabe quem foi o autor da frase "nós éramos felizes e não sabíamos"?? [ Enviado em 5/11/2007 por jean - jean.imoveis@gmail.com ] cara cynthia, também estudei no Paes Leme de 60 a 65 acho,e nunca mais tive contato com nossa turma,os únicos que mantive contato foi com o João Rossi,esposa e filhos que moravam em Ribeirão Preto. o Professor já morreu,e o Osvaldo melantonio que escreve livros incriveis. [ Enviado em 5/10/2007 por niels thomas nadruz - nielsn@cetesb.sp.gov.br ] Parabens!1 Gostei bastante. Frequentei a Rua por muitos anos ,foi desde meu nascimento ate meus 17 anos. Moravamos na Rua Colombia. ao lado da Igreja.N. Senhora do Brasil. Frequentei em meus preimeiros anos a Padaria Colombia e a Vilex, e meus primeiros sapatos e Kedis eram da Casa Clark. Bem, Estudavamos no EXTERNATO JARDIM EUROPA ,hoje com o nome de Escola Morumbi. So mais tarde apareceu Spinelli e outros. Isso ja tinha sido enterrado os trilhos dos Bondes na propria rua Augusta. Tive minha conta Banaria aberta na agencia do Banco Noroeste. na Augusta . [ Enviado em 5/10/2007 por Angelo Nicolosi - francisco.barana@terra.com.br ] Adorei ter achado alguma coisa sobre a rua augusta tenho histórias alegres e tristes da minha infância...agora quem não se lembra daqueles "muquifos" um deles muito especial pra mim que se chamava "O Beco" que na porta tinha uma bota de couro gigante??? Estou curiosa sobre historias e fotos....alguem tem? [ Enviado em 25/9/2007 por Tatiana Paiva de Araujo Rocha - tatianarochaa@terra.com.br ] A Rua Augusta não foi acarpertada só de vermelho mas com placas quadradas de cores variadas. E por cima ainda penduraram panos brancos como se fossem toldos. E para se justo, temos que falar do restaurante Flamingo, entre Tiete e Lorena, a melhor batata palha da cidade. [ Enviado em 31/8/2007 por Israel Beigler - beigler@attglobal.net ] Adorei sua escrita... porem vou recordar a todos a "famosa" confeitaria "Yara"..... [ Enviado em 24/8/2007 por frida biermann - fridab@rcn.com ] Oi... Adorei seu comentário, alguns trechos me inspiraram, e foram fonte do passado sobre essa tão augusta rua, escreví sobre ela como personagem pricipal... numa estória cujo título é "Augusta" mesmo Tenho vários planos pra ela! Abração!!! [ Enviado em 6/8/2007 por Edson Pielechovski - edson_android@yahoo.com.br ] Cyntia Achei muito legal tua cronica,e que bons tempos foram aqueles.tenho a foto original do hapenig que houve quando a tabacow atapetou a augusta,saudades tenho das docerias Iara e a Valy,que tudo que serviam eram um esmero, alem de ser uma festa ao bom paladar!Alem do lendario Saloon que fervia de gente aos sabados. Parabens [ Enviado em 14/6/2007 por Joaquim F. Mello - mello.netto@bol.com.br ] Cynthia, muito legal seu texto, bem escrito, repleto de informações, de memórias e sentimentos vividos. Vivi isso também, as calças NewMan de veludo com cacharrel dos anos 70, o Pirandello (sempre vejo o Maschio, bem mais magro, caminhando no meu bairro, Higienópolis) e...onde era mesmo que eu tomava um chá na augusta? Era um must... esqueci o nome da doceria... com aqueles bancos tipo diner... Bem, quem lembrar me mande por email, por favor! Beijos, parabéns, novamente, rosana http://queridoleitor.zip.net [ Enviado em 18/5/2007 por Rosana Hermann - rosanahermann@gmail.com ] Passeando pela internet fiquei feliz em saber que ainda existem pessoas, embora hoje com uma certa idede, que ainda sentem saudades da Augusta. Gosto de lembrar esse tempo e, a saudade, aperta o coração. Posso dizer COM ORGULHO, fiz parte dessa rua. Sexta e sabado, à noite, era inevitável. Ir a Augusta. Estacionar o carro, sempre envenenado, proximo ao Picolono. O papo, era sempre o mesmo....motor e rachas. Subir a Augusta, em um bando de 10/15 carros apostando corrida e descendo rumo ao Mormbí era demais. A noite começava na Augusta e terminava no Morumba. Por onde anda hoje o Claudinho, o Aurinho,Ludovico, o tres voltinhas, o Kid reta, o Toninho, o Omelete, o Rodrigo,o Kid Jornaleiro,o Alemão ( do pixixê ) ? Êta turma da pesada. Que saudades!!!!!! [ Enviado em 29/3/2007 por Paulo S. Castro - paulocastroadv@yahoo.com.br ] Fiquei bastante surpreso em encontrar esta página e ainda mais a menção do Colégio Paes Leme, onde estudei de 1959 até 1964 e tenho excelentes lembranças desta época em que conheci o Wilson Fittipaldi e o Ariovaldo que eram um pouco mais velhos do que eu (hoje 61 anos). E já eram ases do volante com seus possantes carros "envenenados". Ainda, havia um garoto com o qual eu andava de kart (no fim da Av Nações Unidas, perto da Avon) e que, apesar do irmão famoso, ainda era um desconhecido chamado Émerson. A diversão era grande naquela época em que havia uma grande rivalidade entre os alunos do Paes Leme e os do Dante Alighiere, causando brigas e invasões de ambos os lados, sempre com o olhar acusador do "famoso" Gonçalves. Havia, na esquina oposta, a Boite Skindô e os amigos sempre tentavam entrar (éramos menores) mas, conhecíamos os "leões de chácara" e sempre dávamos um jeito. Lembro-me do Guedes, do Dadão, do Caio e do David, com os quais nunca mais tive contato, o que é uma pena. Lembro-me das noites que passávamos em claro (às vezes, com "bola") e alguns não conseguiam acordar em tempo para a prova. Achei fabulosos os comentário sobre o Frevinho, o Longchamps e os rachas na Augusta. Ainda havia o Majestic (??), a um quarteirão do colégio e refúgio para quem cabulava aula e a Rua Haddock Lobo, palco de inúmeras brigas individuais e coletivas. Assim como o Parque Trianon e a chiquíssima loja Vogue. As namoradas que nos obrigavam a acompanhar até depois da Av Brasil, para depois subir à pé até a Paulista que só tinha uma faixa de rolamento e 2 mãos. Assim que eu lembrar de outros detalhes, escrevo novamente neste espaço. Obrigado [ Enviado em 8/3/2007 por Maxim Behar - maxb@uol.com.br ] Morei na década de 60 em uma vila, no numero 2366. La tinha a "Foto Hejo", onde as boas familias paulistanas fotogravam no dia da 1ª comunhão. Tinha a Eletroarte Discos, quase esquina com a Al Franca, onde no sabado era o point para se ir, depois das aulas no Dante Alighieri. Era muito "in" tomar cha na Yara. O lanche era onde voce mencionou : "Hot Dog" e o cardapio era este mesmo : só 2 sanduiches: hot dog e hamburguer. Não havia refrigerante: suco de laranja ou uva e o sorvete que voce menciona se chamava "hot fudge nut". Entre a Tiete e a Franca havia uma loja de brinquedos chamado Bazar Ludy que era o sonho. Entre a Franca e a Itu havia a Galeria Florida e a primeira loja se chamava "Turiguara" , os mais lindos arranjos de flores e gaiolas com passaros vivosda época. Calça Lewis importada era na Tobbs, uma minuscula loja numa galeria entre a Lorena e Oscar Freire. Sapatos era sob medida, ou na Spinelli ou na minha preferida, a "Adriano", na Al Itu quase esquina com Augusta, literalmente uma portinah de garage. Na Rua Augusta haviam apenas 4 linhas de onibus ( todos eletricos): a 51 que descia como Jardim Europa e subia como Praça da Republica e a 54 que descia como Jardim Paulistano e volta como Vila Buarque. Depois surgiu a linha Joquei Clube que voltava como Santa Teresinha ( Santana, uma lonjura na época.) Se quizer mais, é só falar. Sei absolutamente tudo sobre a Rua Augusta, quando ela era a "augusta " rua de Sao Paulo. [ Enviado em 21/1/2007 por Israel Beigler - beigler@attglobal.net ] [ Enviado em 30/1/2007 por Israel Beigler - beigler@attglobal.net ] Sua descrição é perfeita. Como aluno semi-interno do Paes Leme, que ficava onde é hoje a sede do Banco Safra, vivi anos da minha vida subindo e descendo a Augusta e curtindo tudo o que ela tinha de bom. Quero acrescentar a Duomo, que tinha as mais deliciosas empadinhas da cidade. O Fasano do Conjunto Nacional, com suas mesas na calçada da Paulista. E a minúscula lanchonete que ficava próxima ao Cine Marachá e que servia hamburgers deliciosos, hot-dog com batatas chips e um sorvete chamado hot fudge nuts (sorvete de creme com calda de chocolate quente e castanhas), uma delícia. Na Galeria Ouro Fino, lá no fundão, à direita, tinha uma nordestina que vendia calças jeans Lee e Wrangler e camisas de madras (xadrez). Aos sábados de manhã a gente ficava esperando o contrabando chegar prá disputar a tapa as últimas novidades. Qual era mesmo o nome daquela casa de chá onde os chiquérrimos se se reuniam à tarde? Saudades da Sueli Maria, da Ana Maria e da Ângela (omito os sobrenomes para não constranger as, agora, austeras senhoras... Na Augusta fazíamos a perigosa roleta paulista (disparar da Colômbia até a Martins Fontes sem parar nos faróis). Numa dessas perdi um grande amigo, o Roberto Andraws, que se foi na sua Berlineta e deixou muitas garotas apaixonadas em desespero. Um mito. Vamos lá, pessoal! Puxem pela memória e tragam nossa querida Augusta de volta. [ Enviado em 26/12/2006 por Ademar Souza - ademarsouza@hotmail.com ] Louvável iniciativa,parabéns. [ Enviado em 7/12/2006 por Rosana Jager - rosanajagers@hotmail.com ] Perfeita a descrição da Rua Augusta feita pela Cynthia !!! Alguem sabe qdo fechou o Restaurante Spazio Pirandello ? tenho saudades de lá, ótimos pratos a qualquer hora !!! [ Enviado em 12/9/2006 por Alexandra - ale.f.neves@uol.com.br ] Vivi os fins dos anos 50 e 60 na Rua Augusta,nasci na Oscar Freire em 52,fiz o primário no Grupo Escolar Gal.Couto Magalhães, num velho sobrado da Augusta quase esquina com Estados Unidos em cuja esquina havia uma padaria e do outro lado o club Paulistano, o ginasial no Colegio Paes Leme, Augusta com Paulista, tinha até piscina aquecida!Na Oscar Freire quase esquina com augusta havia o Frevo e o Frevinho na Augusta abaixo da Paulista. O proprietário dos dois chegou a abrir um restaurante na Augusta chamado Augustus. Os protagonistas da serie Alô Doçura (Eva Vilma e John Erbert)casaram no civil passaram pelo Frevo para um chopp e foram apresentar mais um capitulo da série. Saudades Augusta! [ Enviado em 23/6/2006 por Eduardo Passos - eduardopassos@portugalmail.com ] É mesmo.Onde foi parar a Cynthia.Como Conceição,sumiu,ninguém sabe,ninguém viu... [ Enviado em 19/6/2006 por Mario D´Amato - mdamato@terra.com.br ] Bom relato.É pena que,ao contrário de bons cronistas mais constantes,Cynthia apareceu uma só vez, rápido como estrela cadente e se apagou,ainda mais depressa. [ Enviado em 12/6/2006 por Adalberto D´Alambert - dalambert@uol.com.br ] Muito legal. Texto de primeira água, embora eu não tenha sido um augustiano, esta rua e adjacências sempre esteve no imaginário da minha geração. Muito bom. [ Enviado em 17/5/2006 por Luiz Ramos - luizinhotrocate@hotmail.com ] Tudo bem,Cynthia.De tapada você nada tem,como se pôde ver por seu brilhante artigo,um dos melhores já publicado no site.A Longchamps talvez exista até hoje,passando de lanchonete a um restaurante,mais refinado.Se bem que,com lanchonete,tinha seus méritos.Creio que,mais ou menos,em frente ao cine Marachá.Antes da Antonio Carlos.As coisas lá,estão bem modificadas.Preciso ver,para crer.Abs. Luiz Simões. [ Enviado em 29/4/2006 por Luiz S.Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br ] Resposta ao Luiz Simões. Pisei na bola de levinho por que, acredite ou não, não tinha me tocado de que existe um espaço para comentários as histórias. (Sim, eu tenho esse lado tapado) Sabe que fiquei dando tratos a bola e não consegui me lembrar da Lanchonete Longchamps... Onde exatamente ficava? Celia Maria e Neuza, obrigada pelos comentarios e elogios... fico até sem jeito. Neuza, meu email esta assinando esse post, sinta-se a vontade para se comunicar comigo. Eu também mantenho dois blogs, um em portugues e outro em ingles, onde escrevo sobre outras coisas alem de Sampa... se voce quiser, me mande um email e eu te passo o link para eles. [ Enviado em 27/4/2006 por Cynthia Freeney - silksatin2k2@gmail.com ] Estou aguardando sua resposta [ Enviado em 27/4/2006 por Neuza Guerreiro de Carvalho - vovoneuza@uol.com.br ] Muito bem retratada a Augusta da época. Concordo plenamente com o que foi relatado. Foi uma pena que com a vinda dos shoppings, o pessoal ficou confinado. Não tem mais aquela energia da Augusta. Os dirigentes dessa cidade, deveriam revitalizá-la. Parabéns [ Enviado em 25/4/2006 por Célia Maria - celiafrank@sp.gov.br ] Cara Cynthia,creio que não tem o costume de ler,ou responder aos comentários.É pena,mas não faz mal.Só vou registrar que a citada lanchonete,lembro-me agora,chamava-se Longchamps. [ Enviado em 23/4/2006 por Luiz Simões Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br ] Maravilhosa a sua crônica. É antológica. Tenho uma seleção bastante grande de textos sobre a cidade e estou pedindo a sua autorização para anexa-la a essa seleção. gostaria de manter mais contato e sber mais sobre vc.Se comunique comigo. Parabens e até mais Neuza [ Enviado em 21/4/2006 por Neuza Guerreiro de Carvalho - vovoneuza@uol.com.br ] Desculpe,errei seu nome.Tá OK,Cynthia? [ Enviado em 20/4/2006 por Luiz Simões Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br ] Cara Cinthya,que bela descrição da famosa rua, e de sua história recente.Há algum tempo,um dos meus programas favoritos na tv a cabo(talvez no Discovery)era "Ruas do Mundo".Então,teve a Sunset Boulevard,a Oxford Street, La Gran Via,em Madrid,Via Veneto e outras. Sensacional,e bem a Augusta merecia ter aparecido,também!Você é grande conhecedora do local,e lembro-me que na "baixa"Augusta tinha,ou tem,a lanchonete Derby(estou certo?),decorada com elementos hípicos,e o inferninho Toca do Vampiro,ótimo para se levar uma garota ,com as piores das intenções .Há muito não vou para a região,a não ser de passagem.Abraços. [ Enviado em 20/4/2006 por Luiz Simões Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br ] |