:: O Prédio do Banespa e sua torre ::Categoria: Paisagens e lugares Autor(a): Neuza Guerreiro de Carvalho | história publicada em 26/06/2006
Na década de 30 a rua João Brícola sofreu grandes alterações com a chegada do edifício sede do Banco do Estado de São Paulo S/A (Banespa, como é conhecido). O banco, em grande expansão na época procurava um edifício mais de acordo com sua situação de então. Adquiriu um terreno na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal (onde foi o Mappin) e aí construiu seu edifício sede. Mas, longe do centro bancário que se concentrava no triângulo central, encontrou dificuldades e entrou em entendimentos com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que era possuidora do de três edificios na rua João Brícola: o Edifício João Brícola que sediava a Companhia Brasileira de Seguros, a famosa Confeitaria Castelões desde 1893 e a Chapelaria Alberto. Feita a troca dos edificios da João Brícola com o edificio da Praça Ramos de Azevedo, e comprados mais prédios ao redor daqueles da rua João Brícola, começou-se a construção da nova sede do Banco do Estado de São Paulo nas proximidades da rua Boa Vista, 15 de Novembro, Praça Antonio Prado, dentro do coração financeiro da cidade.
O Prédio foi projetado por Plínio Botelho do Amaral e construído pela firma Camargo e Mesquita. Levou oito anos para se construído e foi inaugurado em junho de 1947. É todo em concreto armado, 17.951 metros quadrados constuido, tem 161,22 metros de altura, 35 andares, 14 elevadores, 900 degraus e 1119 janelas. Durante 20 anos foi o prédio mais alto da cidade. Recebeu o nome de Edifício Altino Arantes em homenagem ao primeiro presidente brasileiro do banco. Depois da privatização em 2000 quando passou para o grupo Santander - Banespa, deixou de ser sede bancária. Ao seu lado hoje há o banco Santander em uma construção super moderna, toda em vidros pretos com heliporto dotado de sistemas de seguran Agora é ponto turístico e instituição cultural. Seu saguão principal tem quase 400 metros quadrados, paredes de mármore de 16 metros de altura e piso de granito decorado com brasões de bronze. Muito belo é o seu grande lustre de cristal nacional em estilo "decô-eclético" com 13 metros de altura, 2 metros de diâmetro e dez mil peças de cristal pesando uma tonelada e meia. O edifício abriga ainda um Museu, que preserva a memória de instituição, uma Biblioteca. Ponto turístico obrigatório é a visita à sua torre, de onde se pode observar grande parte da cidade. E identificar muitos dos lugares. Numa última visita à torre do Banespa neste 2004, pude observar esses pontos, fazendo uma "viagem" rotacional de 360 graus em sentido horário e identificando: logo à saída da porta, em direção Oeste, pode-se ver: a descida da Av. São João partindo da Praça Antonio Prado; os altos do Edifício Martinelli com a casa que pertenceu e onde morou o Comendador Martinelli; um pedacinho do Vale do Anhangabaú com o chafariz decorativo; a Avenida São João e uma pequena parte do Correio. Ainda para o lado direito vê-se o Viaduto Santa Ifigênia, com seu belíssimo piso decorado recentemente; a continuação do Vale do Anhangabaú com a passagem subterrânea (vulgo buraco do Ademar) em direção ao Norte. Continuando à direita dá para ver o Mercado Central, o Edifício São Vito, o Parque Dom Pedro com os viadutos que compõe o sistema viário da região; o Palácio das Industrias que até o começo de 2004 abrigou a Prefeitura; a Casa das Retortas que no fim do século XIX pertencia à The São Paulo Gás Company e onde o carvão era queimado em altíssimas temperaturas para desprendimento de gás usado entre outras coisas na iluminação pública; o complexo para a Av. Rangel Pestana com a Secretaria da Fazenda, e mais longe a rua da Figueira (antiga chácara da Marquesa de Santos) com o antigo hospital Dom Pedro II Continuando à direita vê-se o Páteo do Colégio, a rampa que leva a uma rua de ligação, as atuais Secretarias de Justiça, o Primeiro Tribunal de Alçada; toda a Praça da Sé, com o Palácio da Justiça à esquerda sobressaindo atrás dele o Fórum novo, já na Praça João Mendes; A bela Catedral em todo seu esplendor; o principal Corpo de Bombeiros da cidade. Continuando à direita está o Edifício Joelma, em um ponto "fantasmagórico" da cidade: cenário de um crime famoso em 1948, anos depois quando no terreno já existia o prédio foi sede de um grande incêndio onde morreram mais de 300 pessoas. Na frente o "Banespinha" antigo Prédio dos Condes Matarazzo, depois sede do Banespa e atualmente sede da Prefeitura Municipal da cidade de São Paulo. No seu topo um jardim, em pleno centro que ocupa uma área aproximada de 300 metros quadrados com vegetação exuberante. O edifício do Banco do Brasil, bastante alto, fecha o círculo. Infelizmente não se vê o Teatro Municipal e só se vislumbra pare final do viaduto do Chá. |
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:: COMENTÁRIOS :: Linda história! Gosto muito deste centro antigo da minha São Paulo querida.Fiz muitos passeios naquela área na década de 70, que morei em São Paulo. Sou do Ceará, tenho 64 anos e hoje moro em Rio Branco, Acre. Um abraço grandes a todos os paulistanos dignos. [ Enviado em 06/01/2012 por José Pedralino de Oliveira - jpedralino@gmail.com ] EU ADORO VER E OUVIR HISTORIAS QUE FALAM SOBRE SP AMO ESSA CIDADE E A HISTIRIA DO COMPLEXO CENTRAL EU GOSTO MUITO PORQUE CONHEÇO BEM LA DENTRO QUE JA TRABALHEI LA E JA PUDE SUBIR NA TORRE E OLHAR TUDO DA MEDO PORQUE E MUITO ALTO AMO SÃO PAULO [ Enviado em 06/05/2011 por valdiana - valdj2011@hotmail.com ] Por isso tenho orgulho em trabalhar nesse prédio! [ Enviado em 30/11/2010 por Marcus Diniz - mdiniz@gmail.com ] Olá! Estive visitando a Torre do Banespa e fiquei encantado com a visão que se tem da cidade. Como estou desenvolvendo um trabalho acadêmico que tem o Banespão como obejto de pesquisa, queria saber sobra aquela imensa tela no alto do saguão. O nome do autor, da tela, o ano de sua criação, etc. Será que alguém sabe? [ Enviado em 20/10/2010 por Andre Oliveira - andre.jornalismo.fap@google.com ] Considero muito importante essas pesquisas sobre edificações da cidade de Sao Paulo, de fato é muito interessante saber como tudo foi feito, o começo de tudo. Fico grato por essa trabalho e espero q aumente suas pesquisas..... Fabio - Bauru-SP 04/04/2009 [ Enviado em 04/04/2009 por Fabio - faproje@hotmail.com ] Meu avô foi zelador do extinto Banco de São Paulo, durante aproximadamente 30 anos, e acompanhou a construção do vizinho BANESPA, lembro de minha mãe contar que subiu com o pai, até a torre, quando este ainda estava em construção... [ Enviado em 10/04/2008 por Maria Alice - icegmarcondes@gmail.com ] Se você fala de maquete do prédio, a resposta é sim. [ Enviado em 30/10/2007 por Felipe - felipe.mostarda@yahoo.com.br ] Gostaria de saber se ainda existe o mini edificio em baixo deste .ficrei grata se enviarem a resposta. [ Enviado em 15/10/2007 por valdelice correa ferreira - val.scf@bol.com.br ] Estarei em São Paulo nesse final de semana, como faço para conhecer a Torre do Banco Banespa. Grato. [ Enviado em 08/08/2007 por Ednei Soares - ednei@iapa.com.br ] Não entendi nada!!! O Banco do Estado de São Paulo S/A - BANESPA, foi incorporado pelo MERIDIONAL e posteriormente alterou sua razão social para BANCO SANTANDER BANESPA? Numca entendi isso! [ Enviado em 07/08/2007 por Kathynne Medina - rosineide.silva@oi.com.br ] Neuza: O que você chamou de "alteração" da Rua João Brícola na primeira linha do seu texto deve ser lido com reservas. A rigor, o famoso edifício do Banespa começou a ser construído em 1939 e foi terminado em 1947, a partir de quando, de fato, ele mudou a paisagem da rua. O ano de 1939 foi apenas o ponto de partida da modificação a que você alude. Digo-o porque tenho feito grande trabalho de pesquisa sobre a iconografia paulistana, graças à disponibilização de fotos e gravuras na Internet, tiradas de diversos portais sobre o assunto. Cordialmente Hamilton Carvalho Rio de Janeiro - R.J. [ Enviado em 01/08/2007 por hamilton carvalho - hcc356@ig.com.br ] ola Neuza como vai ? a respeito de seu relato sobre a confeitaria Castellões que pertencia ao meu bisavo Carlos rigat avo de minha mãe,depois vou fazer um relato sobre a confeitaria inclusive algumas notas de jornal datada de 1902. [ Enviado em 26/06/2007 por LUIZ AURELIO BOGLAR - boglar@uol.com.br ] Na realidade eu virei uma "guia turistica" pois depois que conheci a torre do Banespa e pude sentir a "emoção" de ver toda aquela beleza lá de cima, quis compartilhar com outras pessoas tbm...já visitei 5x a torre e já levei 4 pessoas comigo para visitar tbm...é lindo!! Quando vc contempla a natureza e pode ver o horizonte é maravilhoso, vc sente a presença de Deus ainda mais, mas eu tbm pude sentir isso, pois mesmo sendo uma "selva de pedra" vc sente Deus, pois foi Ele quem deu inteligência e sabedoria ao homem para fazer coisas boas... Se vc ainda não conhece a torre do Banespa, não perca tempo...visite já, e o melhor de tudo que é gratuito... [ Enviado em 04/05/2007 por Priscila Medeiros - priscila.ita@bol.com.br ] No mês de fevereiro de 2007. Eu estive em São Paulo, e tive a oportunidade de visitar a torre do Banespa. Naquela ocasião eu pude constatar in- loco. Como é bela a cidade. A gente descrevendo o que viu, não é nada comparado a visita in-loco. [ Enviado em 26/03/2007 por Nehemias Xavier Araújo - xavieraraujo@msn.com ] adorei a paisagem na visita [ Enviado em 13/01/2007 por rosimreire - sanrome@bol.com.br ] Esse último fim de semana de 7 de setembro estive em São Paulo, mostrando minha cidade natal a minha namorada que naceu e vive em Vitória no estado do Espírito Santo. Eu pude leva-la ao edifício do Banco do Estado e foi maravilhoso poder subir até a torre e ver de cima tudo aquilo que é história. Acho que foi muito melhor pra mim do que pra ela.. A gente já está num caminho de preservação dos monumentos e a pouco as coisas vão se acertando, mas é curioso ver como certas coisas que tem muito valor custam ser notadas. Imagino o que é sair pra trabalhar de manhã e ter como endereço de trabalho o Edifício do Banco do Estado, quando ele ainda era um banco imponente e poderoso, trabalhar ao lado das bolsas, enfim. existem coisas ainda hoje que tem o mesmo glamour mas que ainda não dão tanto valor. [ Enviado em 13/09/2006 por Maxwell - maxsp@miguchos.com ] da minha parte agradeço honrado a consideração do caro leitor e assiduo participante Joel Pereira de Moura, e a todos os memorialistas deste site! [ Enviado em 27/06/2006 por turan bei - turanbei@hotmail.com ] Contadores de histórias Quase todos os dias procuro as histórias de Saidenberg, de Turan Bei e de D. Neusa. São contadores de histórias natos (não sei se já publicaram alguma coisa - se não, deviam). Outros têm escrito histórias muito interessantes, mas os três levam-nos aos tempos vividos e muito saudosos. São histórias que quase todos, um pouco mais velhos ou mais moços,vivemos. Porém, eles contam de uma forma absolutamente encantadora e dôce. Quem não se enamorou por sua primeira professora? Quem não teve uma moça na janela, no portão, no bonde ou no cinema com quem tenha flertado e se apaixonado, a ponto de não esquecê-la por muito, muito tempo? Quem não foi ao Martinelli e, lá estando, não se lembrou das histórias do prédio, inclusive do crime que ocorreu naquela época? Quem foi ao Museu do Ipiranga e não viu o que Saidenberg descreveu com tantos pormenores? Vimos, sentimos e não soubemos descrevê-los. Ele sim. Quantas vezes viajamos no bonde Avenida, sem percebermos os detalhes descritos por Turan Bei? Quem não se lembra dos professores rigorosos que nos fizeram estudar de verdade, como lembrou D. Neusa? Na verdade, eles são exemplos que devemos nos esforçar para seguir. Todos os que têm histórias ou histórinhas deveriam se atrever e contá-las para nós. Não interessa que saibam ou não escrever. Aventurem-se, pois somos de uma época privilegiada, fazemos parte da geração que viveu uma nova Renascença. Nossa geração assitiu vários eventos que ficarão fazendo parte da história da Humanidade (invenções, medicamentos novos, transplantes, cirurgias praticamente sem cortes, metrôs, submarinos que ficam seis meses submersos -quem não lembra de "20 mil léguas submarinas"-, guerras, revoluções, novos papados, advento da informática, do telefone celular - na nossa adolecência, quem recebia telefone dava uma festa para a família -, assasinatos e suicídios de presidentes, homem na Lua - ela, que tanto encantou nossos namoros- e outros inúmeros fatos. Vamos relembrar através de relatos, o que nunca esquecemos, mais não soubemos exteorizar como Saidenberg, Turan Bei e D. Neusa.A geração de hoje só poderá aperfeiçoar o que vimos nascer. A idéia inicial e o invento, foi da nossa época. Eles só poderão melhorá-las. Paro aqui, com pedido para que eles continuem descrevendo fatos que vários de nós vivemos. Que surjam outros contadores de histórias como eles.Um abraço a todos e um especial para os três,Joel. [ Enviado em 27/06/2006 por Joel Pereira de Moura - joelcecilia@terra.com.br ] |